sexta-feira, 20 de maio de 2011

A COMOÇÃO DO MATUNGO

O PANGARÉ, QUE É O MESMO MATUNGO, PASSOU HORAS A FIO A ASSISTIR AO MEU DESESPERO ÍMPAR. PROCUREI A MINHA CADELINHA LADY, E NÃO A ENCONTREI NO SÓTÃO DA MINHA SALA DE TRABALHO. A PRIMEIRA IMPRESSÃO QUE ME VIERA À MENTE OSTENTAVA AS VARIEGAÇÕES DO FATÍDICO. CHEGUEI AO DELÍRIO-ALUCINATÓRIO, EXATAMENTE NO INSTANTE QUE A IMAGINEI COMINUÍDA EM MEIO AOS CARROS DESFAROLIZADOS.
ASSIM SENDO, NÃO PUDE ME CONTER DIANTE DO DESCOMUNAL PRANTO IMINENTE. E, AO FINAL DAS LIGAÇÕES EFETUADAS PARA O TELEFONE DO CASEIRO, O PANGARÉ, NOVAMENTE, ASSOMOU À SOLEIRA DA PORTA, BATENDO O SINCIPÚCIO NO CHÃO, DE MANEIRA TRESLOUCADA, COGNOMINANDO-ME DE BEÓCIO!...
APÓS UM SILÊNCIO TARTAMUDEANTE E DESFECHADO DE SOLIDÃO, O CAVALO ORDINÁRIO EXAROU: O DONO DA CADELINHA ESTÁ APENAS EXPERIMENTANDO AS AGRURAS DE UM NEFELIBATISMO HETERÓCLITO, POIS, A MIMOSA CACHORRINHA RESOLVEU, DE MODO REPENTINO, REDESORGANIZAR O TELHADO DA CASA FRONTISPÍCIA, E, AO FAZÊ-LO SUCUMBIU SOBRE O PRECIPÍCIO DA MORTE...

WILSON CERVEIRA