quinta-feira, 26 de junho de 2014

SOCIEDADE DO SIMULACRO ESPETACULAR

    Este tipo de arquétipo que surde no sarçal do hodiernismo, tem por lastro o binômio: capital e poder, ambos constituindo uma forma insofismável de coalescência a toda prova, redundando na qualidade de uma potencial força máxima e hegemônica, derivada do somatorial de múltiplos e  contundentes arraigamentos!...
    Na sociedade do simulacro espetacular, as maroscas são veladas pelo poderio irresistível do binômio, acima mencionado, de maior expressividade, cuja repercussão lastral está absconditada nas heteróclitas maneiras de agir, buscando soluções concretas que estão contidas na maneira de agir da população... Tanto assim, a calúnia prepondera sob a orquestração de uma ressonância abismal!... 
    O suborno medra adimensionalmente nos grupos formadores das elites de maior domínio, notadamente nesses grupos de malversadores, onde há a supremacia do poder reptativo aliado ao mais alto poder capitalista – fonte provinda do erário público.
    Sociedade do tripúdio, na qual o vício se faz presente em todos os estratos sociais vigentes; porém, sendo a dosagem administrada de maneira diferente, haja vista a qualidade das drogas requeridas. Assim sendo, a pecúnia é que vai determinar o grau de refinamento do narcótico a ser usado! Então, os usuários, filhos dos chefões da máfia, recebem outra denominação, totalmente diferente daquela que se costuma dar ao comércio do tráfico. Eles – conforme  a gíria chula –são  filhos  de “pais-porrões”!... E, esses caras de desfaçatez, de fato, são qualificados como sendo inusitados experimentadores de laboratório; e, também, coadjuvantes no âmbito da pesquisa, sobremaneira o que é concernente às descobertas de neófitas drogas, que, possivelmente, terão finalidade terapêutica, e que servirão para atender as prováveis premências das gerações porvindouras.
    O social hodierno, em meio a tanta espurcícia, se dilui no próprio descartável que ele mesmo exibe, sobremodo quando parte de si para si, numa prova inconteste, do que se denomina de dessentimento em dias de percucientes agruras!
    Este tipo heteróclito de sociedade, onde impera o simulacro espetacular, é capaz de confutar esbravejadamente a própria fruição, após ter o produto resultante, que é o segregado ao longo dos anos de verificação, desde que se mantenha algum contato, direta ou indiretamente, com o tecido epidérmico de superfície – durante o ato de manipular em grupo, numa indiferente promiscuidade experimental quase sempre existente neste acrimonioso tempo de hodiernismo implacável!
    Sociedade da insídia consentida através das inúmeras comutações de casais aliciantes, os quais costumam demandar as morbicidades reinantes nas díspares sindromias lasciviais ostentadas pelos elementos que as compõem.
    Às vezes, o sujeito tendencioso adentra ao salão demagógico existente no campo político, tendo em vista a imunidade – sempre aparatando tinta rubra de leis conspurcáveis – a qual passara a distingui-los como autoridades; conquanto sejam, de fato, elementos facínoras, independentemente do “Poder” – simbolizado pela putrefata secção a que eles pertençam: “Executivo”, “Legislativo” ou “Judiciário”.
     Sociedade que preconiza, inescrupulosamente, o arrivismo, que é o sistema de vencer na vida de qualquer modo. E, nesse caso, esses elementos arrivistas, geralmente, são de caráter avassalador, não aquiescendo ao presencial de quem os expugne, de modo peremptório, antes do badalo atinente ao estrito átimo exatório, o qual surgira na retina de quem se exacerbara, de maneira temerária, antes que eclodissem os pródromos da lídima sazonalidade!
     Pode ser também, o paradigma social do imane acinte, isto é, da ação premeditada, com o escopo de desgostar alguém, notadamente o êmulo gratuito, proporcionado pelo escamoteamento do seu comparsa, à medida que se apropínqua da mera condição de conivência! 
     Sociedade do embuçalamento percuciente, na qual o arresto é cumprido integralmente, coligindo tipos heterogêneos de salacidade, em que pese os díspares graus de saciedade libidinosa existente nestes diferentes grupos sociais, os quais predominam nestes dias agrurosos de uma realidade iníqua!...
     Os diversos tipos de cirurgia plástica, hoje em plena execução em diversos continentes do orbe, auxiliando a premente necessidade imprescindível dos múltiplos metamorfoseamentos, abduzindo todas as características fenotípicas, sobremodo as que serviriam para identificar as pessoas participantes de esquadrinhamentos aprofundados no que concerne às experimentações dos mais disturbiantes tripúdios, e que demandam os meios meândricos de inusitadas sendas criptogrâmicas quanto ao ato ressumbratório!...
     Há ecos dissimulados de choros e risos, -- numa sociedade de índole nequicial--, e que não mais soluça o fenecimento dos seus próprios familiares mortos!
     Nesses requintes invidiosos, vislumbram-se sujeitos sacripantas – da mais deletéria estirpe – e, concomitantemente, elucubram-se novas tecnologias que ainda se distanciam dos seus reais sujeitos operadores, já que a virtualidade acolita todos os espaços eletrônicos de uma mídia que, inversamente, confuta os benefícios auferidos pela ativodesaceleração da própria cibernética.
     Tanto assim, numa estase rompante, lobrigam-se prantos factícios sobrevindos à sorrelfa, através de sequenciais de prístinos longínquos, em decorrência de especiosos acúmulos paroxísticos espasmódicos! 
     Sociedade que ilide, com frialdade horrenda, os próprios ícones sedutores – os mesmos que, no prisco, fizeram sucesso meritório!... Urbanos que, ainda, requestam os nascituros; e, em concomitância acolhem ceifando da lembrança todos aqueles que se denominam de natimortos!
     Os dentes, absconditados na própria boca, obsecram uma equacional égide quanto à retificação..., ou, então, uma reparadora ratificação do que se denomina de metamorfismo colapsal irreversível!

     Sociedade do simulacro espetacular – nunca dantes visto – que se preparou solertemente para recepcionar a incúria do hábito de ler ou desler, redundando no que se atribui como sendo a fenomenologia patológica da desleitura hodierna. E esse grupo arrevesado, onde sobrepuja uma imane ala de desatentos, ostentando, com simultaneidade, aprosexia e abulia – cabalmente caracterizando as suas respectivas sindromias palindrômicas!...

                                                       Wilson Cerveira

domingo, 15 de junho de 2014

EFÍGIES DO SUJEITO SIMULACRAL

     Capucho, que é mais um cacófato aparente, fora o nome que o seu pai Teodomiro, homem apedeuta, lhe dera no ato de lavrar-lhe o prodrômico documento cartorial denominado de – Registro de Nascimento --, o qual fora feito num humilde recinto chamado de “cartório improvisado”, situado na rua principal de um paupérrimo vilarejo pertinente a uma cidadezinha do interior de Sergipe.
     Desde então, sem perceber as razões do aleatorismo de sua esfíngica destinação, o filho de seu Teodomiro vinha desenvolvendo impressões obsessivas que lhe ficavam cerceando a própria necessidade atinente ao imprescindível átimo de dormir.
     Até ultrapassar os três primeiros anos da casa dos trinta anos, a tacanhez causada pelas infensas circunstâncias, fazendo com que ele recebesse apenas um salário mínimo, o qual não atendia a um oitavo de suas prementes necessidades basilares, atormentava-o contristamente, banindo-lhe as probabilidades que o aduziriam ao ato aquisitório proporcionado por esses mais apropinquados artefatos da era cibernética.
     O filho do senhor – Teodomiro, mesmo na infligência do repúdio às imagens que lhe dimanavam dos mais abscônditos escaninhos da memória, elucubrava, repentinamente, os meios heteróclitos e hiperbólicos que lhe tirariam das circunstâncias de um somítico extremo – no conviver protelador da narrativa histórica.
     Buscou a presença putativa de alguém que o socorresse durante o período de contenção de aquisitórios tecnológicos – dos mais simples aos mais preciosos. E, resgatando a descomunal angústia estentória que o consumia visceralmente, sem que houvesse a presença de protraimentos estigmatizantes.
     O perfunctório, que é representado pelo continente, talvez lhe valesse de remediação para os momentos probatórios que se digladiavam com os elementos da sua estesia, já que não sabia expugnar o inexpugnável deletério.
     Antonito, seu antigo colega da infância, num determinado dia de muita exídria, encontrara-o portando ao redor do cinto, --ocupando todo o espaço circular envolvente – uma série de dispositivos móveis pertinentes à telefonia celular. E, nesse ínterim, Capucho fora abraçado pelo amigo, e este detectou o quanto de aparelhos da mídia – numa falaciosa comunicação—ele conduzia, objetivando todas as formas e alcances proporcionados pelos inúmeros chips aparatados, sobretudo com relação aos que sirvam de meios propagadores de modas, modismos e ondismos hodiernizantes e heteróclitos.
     Em companhia do Antonito estava um vetusto colega dos tempos em que, também, frequentava o prédio onde funciona, ainda hoje, a Escola de Engenharia Mecânica. E, esse senhor, acima mencionado—que o tempo não expunge – não se conteve em apenas perlustrar o continente desses objetos acrisolados – quis, também, observar-lhes os conteúdos de cada um, caso os tivessem!... Após ablações escabichadas, ila-se a infuncionabilidade do conjunto de celulares. Mas, a especiosa imagem era a de um homem tecnologizados cabalmente, com um aspecto dissimulatório percuciente – de quem é cosmopolita de primeiríssimo plano, em se tratando do âmbito das diversificadas notícias dispersas pelo orbe.
     Sendo assim o Capucho, solerte por idiossincrasia, utilizava-se de capciosidades alarmantes, já que os arremedos faziam parte integrante de sua índole!... Gostava de aparatar—tanto o que não era – quanto o que não tinha! O importante, para ele, é que o vissem de forma diferente – como se, realmente, estivesse no domínio exclusivista e na posse avassaladora de todos esses mais sofisticados objetos de bolso, ostentando a falcatruosa era das comunicações ardilosas, repletas de eventos fantasmagóricos e inopinados, em pleno fastígio das confabulações propostas...
     Para tentar justificar a sua tacanhez, experimentava no ambiente domiciliar – sem que ninguém percebesse o tempo decorrido de uso – as suas vetustas camisas sem costas, uma vez que, indubitavelmente, os atritos dos espaldares dos assentos – numa demonstração inequívoca de rasgão – as consumiram completamente, não remanescendo as cominuições da fazenda. O que, de fato, ele fazia questão de deixar impressa nas golas das diversas camisas, era a etiqueta – para que pudesse mostrar aos curiosos, dizendo sempre que as importaram do estrangeiro, abrangendo todos os países engalanados quanto à publicidade de conquistadas famas, podendo ser lídimas ou forjadas, com a intenção exclusivista de aparecer nas diferentes mídias!
     Tudo, no exarar do pesquisador Capucho, residia na especiosa visibilidade fisionômica das pessoas e das coisas, não importando os deterioramentos posteriores. Outrossim, não punha nada fora, e não decretava falência perante o vazio, mesmo que permanecesse no aguardo da expunção de uma ominosa sorte!...
     Desse modo, tudo recendia perfunctoriedade peremptória, remanescendo, unicamente, a capa externa dura dos livros, visto que as páginas internas, em sua generalidade, sofreram uma profligação a toda prova, com o intuito de desfazê-las, caso não haja a proteção da Divina Providência.
     Ilatoriamente, por sua vez, desde um prisco longínquo, vinha sofrendo os mais esdruxulantes excruciamentos em todos os setores vitais, não importando usos, costumes e tantos outros aspectos atinentes às artes folcloristas.

                                                 
                                                        Wilson Cerveira


domingo, 8 de junho de 2014

ENTRADA ANTECIPADA DA CRIANÇA NA ESCOLA

     Em dias hodiernos, diferentemente dos meus tempos de puerilidade, a criança adentra ao recinto escolar -- sem protraimentos – com apenas dois anos de idade. Destarte, o sistema educacional hodiernista propicia-lhe uma prematura socialização consolidada – segundo o parecer dos especialistas atrelados ao comportamento cognitivo assimilatório. Assim sendo, a formação de grupamentos integralizados, de suma importância, dá-se de maneira prolongada e mais eficiente – sobremodo no que se relaciona à participação compartilhada, em se tratando dos mais implexos trabalhos atinentes à área científica da cognoscibilidade magistral da terapêutica.
     A manipulação dos objetos de uso pessoal proporciona um rendimento proveitoso, em bem da verdade, para todos aqueles que usufruem o onirismo refocilativo, oriundo das energias lassas detrimentais, e que se encontram, praticamente, no estado característico de latência degenerescente e irreversível. E, depois, de muito tempo, podem regenerescer, depois de estado deplorável, -- de um tipo de metamorfismo deformante e irrecuperável -- em todos os sentidos e direções multivetoriais!...
     Após, longo período procrastinatório, o meio físico-químico determinará o orgânico, sobremaneira a região intimamente contactada, num perquirir impertérrito de todas as minudências absconditadas. E, nesse caso, o inquirimento deve ser realizado pelo cognominado trinômio de especialistas: “Educador, Psicólogo, Psicopedagogo”, estabelecendo os padrões preceptoriais de uma aprendizagem atrelada aos aparatos tecnológicos comutáveis, simbolizando a vertiginosa descartabilidades inanitiva dos dias hodiernos!
     Crê-se, também, na condição basilar e deliberativa de inusitados recursos didáticos, sendo todos esses meios – em sua generalidade – imprescindíveis para o porvindourismo dos discentes, sobremodo os de menor idade, e que compõem a escola modernicista – de natureza esquipática -- em suas diferentes reações de ilidimento.
     De fato, nesses estabelecimentos instrucionais, os manuseios pueris correlacionados aos artefatos se aprimoram intensamente, coligindo todas as maneiras práticas e factícias ressumbradas no decurso do alumbramento da “Divina Providência”, e requerendo, forma concomitante, neófitos provimentos para o obscuro colapsal, determinando o devir aprenditício dos discentes – das mais insólitas escolas do modernicismo acintoso em quase todos os pormenores especiosos e vigentes, que pertençam à falaciosa erudição ostentatória presente nestes acrimoniosos tempos de fruição insaciatória e inconteste!... 
     Há nesses módulos de aprendizagem, privilégios, se bem que não estejam bem aplicados – em suas diferentes destinações -- no que concerne ao número proliferante de apetrechos solicitados pelas creches e maternais – estabelecimentos responsáveis pelo grau de formação protótipa, que é a haste maestrina – basilar e indispensável – no encetar das atividades da vida colegial.
     Será que havendo a devida preocupação no que se refere ao posicionamento correto da criança? Deveras, o tempo de antecedência usufruído pela criança na escola, em sua assimilação cabal, justificaria a inoculação de uma novíssima e utilitária disciplina intitulada pela sigla de EPG (Educação Postural Global), que é a predecessora de outra,-- cognominada de RPG --, embora tardia, sofrendo o adendo de um tempo de maior protraimento, mas, de modo comutativo, remanescendo uma terapia menos eficaz, sobretudo no que se refere ao referencial denominado de provectude.
     Decerto, devamos primaziar este tipo de educação postural global, uma vez que as malformações podem ainda ser reparadas neste período primicial do desenvolvimento orgânico, com exclusividade de atenção direcionada ao eixo vertebral.
     Ao descortinar o espaço reservado ao seu material, geralmente em grande número – tanto em quantidade quanto em qualidade, a criança saltita imediatamente quando se vê envolvida por uma alacridade espontânea. E, durante esse ínterim inopinado, os caracteres deveriam ser observados por especialistas, estritamente, atrelados ao sistema educacional, sobremaneira os que vaticinam e ressumbram as primícias do pueril ego comportamental.
    Ademais, a criança está sendo educada corretamente?!... Mesmo que ela esteja nas apropinquações que aduzem ao alcance da pasta dentifrícia, da escova de dente, do fio dental e de outros apetrechos sumamente necessários à higiene bucal; e, somente assim, a neófita criatura estará no aprestamento do ato de fazer, acepilhadamente, o correto, prevenindo a presença de inúmeras cáries dentárias!?...
    Antes de iniciar a prática, remanesce a carência de ensinar-lhe o modo de pegar a pasta – da estreiteza do fundo até chegar ao limite apical da espessura mais dilutada. Em seguida, como será executada a dança das cerdas entre os espaços dentários, abrangendo alternadamente a horizontoverticalidade, expurgando os resquícios de alimentos que ficaram aprisionados nos interstícios de menor diâmetro. Aí, surge a necessidade do fio dental – subindo e descendo – até encostar-se às extremidades das gengivas, buscando as arcadas superior e inferior dos maxilares.

    É necessário, também, fazê-la escutar com atenção o som que promana de certa distância, buscando o seu ritmo, harmonia e melodia. Urge sentir a necessidade do silêncio meditativo, sobremaneira no decorrer de uma sinfonia, adequando a tessitura, reservando-a para o átimo solene, colimando em direitura ao audir da lídima orquestração de uma música clássica. E, sendo assim, tantos outros métodos e técnicas educativas deverão ser aplicadas na valorização dessa entrada antecipada da criança no ambiente escolar.

                                                                   Wilson Cerveira