Este tipo de arquétipo que surde no sarçal
do hodiernismo, tem por lastro o binômio: capital e poder, ambos constituindo
uma forma insofismável de coalescência a toda prova, redundando na qualidade de
uma potencial força máxima e hegemônica, derivada do somatorial de múltiplos e contundentes arraigamentos!...
Na sociedade do simulacro espetacular, as
maroscas são veladas pelo poderio irresistível do binômio, acima mencionado, de
maior expressividade, cuja repercussão lastral está absconditada nas
heteróclitas maneiras de agir, buscando soluções concretas que estão contidas
na maneira de agir da população... Tanto assim, a calúnia prepondera sob a
orquestração de uma ressonância abismal!...
O suborno medra adimensionalmente nos
grupos formadores das elites de maior domínio, notadamente nesses grupos de
malversadores, onde há a supremacia do poder reptativo aliado ao mais alto
poder capitalista – fonte provinda do erário público.
Sociedade do tripúdio, na qual o vício se
faz presente em todos os estratos sociais vigentes; porém, sendo a dosagem
administrada de maneira diferente, haja vista a qualidade das drogas requeridas.
Assim sendo, a pecúnia é que vai determinar o grau de refinamento do narcótico
a ser usado! Então, os usuários, filhos dos chefões da máfia, recebem outra
denominação, totalmente diferente daquela que se costuma dar ao comércio do tráfico.
Eles – conforme a gíria chula –são filhos de
“pais-porrões”!... E, esses caras de desfaçatez, de fato, são qualificados como
sendo inusitados experimentadores de laboratório; e, também, coadjuvantes no
âmbito da pesquisa, sobremaneira o que é concernente às descobertas de neófitas
drogas, que, possivelmente, terão finalidade terapêutica, e que servirão para
atender as prováveis premências das gerações porvindouras.
O social hodierno, em meio a tanta espurcícia,
se dilui no próprio descartável que ele mesmo exibe, sobremodo quando parte de
si para si, numa prova inconteste, do que se denomina de dessentimento em dias
de percucientes agruras!
Este tipo heteróclito de sociedade, onde
impera o simulacro espetacular, é capaz de confutar esbravejadamente a própria
fruição, após ter o produto resultante, que é o segregado ao longo dos anos de
verificação, desde que se mantenha algum contato, direta ou indiretamente, com
o tecido epidérmico de superfície – durante o ato de manipular em grupo, numa
indiferente promiscuidade experimental quase sempre existente neste acrimonioso
tempo de hodiernismo implacável!
Sociedade da insídia consentida através das
inúmeras comutações de casais aliciantes, os quais costumam demandar as
morbicidades reinantes nas díspares sindromias lasciviais ostentadas pelos
elementos que as compõem.
Às vezes, o sujeito tendencioso adentra ao
salão demagógico existente no campo político, tendo em vista a imunidade –
sempre aparatando tinta rubra de leis conspurcáveis – a qual passara a
distingui-los como autoridades; conquanto sejam, de fato, elementos facínoras,
independentemente do “Poder” – simbolizado pela putrefata secção a que eles pertençam:
“Executivo”, “Legislativo” ou “Judiciário”.
Sociedade que preconiza,
inescrupulosamente, o arrivismo, que é o sistema de vencer na vida de qualquer
modo. E, nesse caso, esses elementos arrivistas, geralmente, são de caráter
avassalador, não aquiescendo ao presencial de quem os expugne, de modo
peremptório, antes do badalo atinente ao estrito átimo exatório, o qual surgira
na retina de quem se exacerbara, de maneira temerária, antes que eclodissem os
pródromos da lídima sazonalidade!
Pode ser também, o paradigma social do
imane acinte, isto é, da ação premeditada, com o escopo de desgostar alguém,
notadamente o êmulo gratuito, proporcionado pelo escamoteamento do seu comparsa,
à medida que se apropínqua da mera condição de conivência!
Sociedade do embuçalamento percuciente, na
qual o arresto é cumprido integralmente, coligindo tipos heterogêneos de
salacidade, em que pese os díspares graus de saciedade libidinosa existente
nestes diferentes grupos sociais, os quais predominam nestes dias agrurosos de
uma realidade iníqua!...
Os diversos tipos de cirurgia plástica,
hoje em plena execução em diversos continentes do orbe, auxiliando a premente
necessidade imprescindível dos múltiplos metamorfoseamentos, abduzindo todas as
características fenotípicas, sobremodo as que serviriam para identificar as
pessoas participantes de esquadrinhamentos aprofundados no que concerne às
experimentações dos mais disturbiantes tripúdios, e que demandam os meios
meândricos de inusitadas sendas criptogrâmicas quanto ao ato ressumbratório!...
Há
ecos dissimulados de choros e risos, -- numa sociedade de índole nequicial--, e
que não mais soluça o fenecimento dos seus próprios familiares mortos!
Nesses requintes invidiosos, vislumbram-se
sujeitos sacripantas – da mais deletéria estirpe – e, concomitantemente,
elucubram-se novas tecnologias que ainda se distanciam dos seus reais sujeitos
operadores, já que a virtualidade acolita todos os espaços eletrônicos de uma
mídia que, inversamente, confuta os benefícios auferidos pela ativodesaceleração
da própria cibernética.
Tanto assim, numa estase rompante,
lobrigam-se prantos factícios sobrevindos à sorrelfa, através de sequenciais de
prístinos longínquos, em decorrência de especiosos acúmulos paroxísticos
espasmódicos!
Sociedade que ilide, com frialdade
horrenda, os próprios ícones sedutores – os mesmos que, no prisco, fizeram
sucesso meritório!... Urbanos que, ainda, requestam os nascituros; e, em
concomitância acolhem ceifando da lembrança todos aqueles que se denominam de
natimortos!
Os dentes, absconditados na própria boca,
obsecram uma equacional égide quanto à retificação..., ou, então, uma
reparadora ratificação do que se denomina de metamorfismo colapsal
irreversível!
Sociedade do simulacro espetacular – nunca
dantes visto – que se preparou solertemente para recepcionar a incúria do
hábito de ler ou desler, redundando no que se atribui como sendo a
fenomenologia patológica da desleitura hodierna. E esse grupo arrevesado, onde
sobrepuja uma imane ala de desatentos, ostentando, com simultaneidade,
aprosexia e abulia – cabalmente caracterizando as suas respectivas sindromias
palindrômicas!...
Wilson Cerveira