Desde quando
fora implantado, em tempos prístinos, o exame biométrico aduzia – em sua
própria etimologia e semântica – a restrição deletéria a que se propunha
realizar: uma balança atendendo a dois binômios correspondentes ao peso e
altura do discente. Como éramos pueris nessa época protótipa da vida escolar,
resolvemos negligenciar outras aplicabilidades inerentes a uma amostragem
salutar da vida do estudante – no que concerne ao salutar orgânico.
É de bom
alvitre exarar que a abrangência física equivale à homeostase e ao sinergismo
entre os órgãos. Também, pode estender-se ao psiquismo – numa coalescência
cognominada de psicossomatismo. O exame realizado ano alunado por um
determinado Médico, estaria longe quanto ao ato de exequir ilações peremptórias!
A preocupação
do “Clínico” estremava-se em averiguações instantâneas, sem que houvesse um
exame, ao menos geral, das condições físicas do aluno. Quem diria que o
açodamento do Médico fosse o fator preponderante de descomunal descalabro.
Realmente, o Médico Clínico não queria ocupar o seu tempo realizando o que
determina, com altissonância, a ética médica – de acordo com as normativas
preconizadas.
As fichas de
apontamentos médicos regem várias informações a respeito das condições
somáticas do discente. Em que pese tantos itens, as lacunas prosseguem – sem
que sejam estabelecidos referenciais capazes de ressumbrar o estado
psicossomático do aluno. Em princípio, sabemos que o psicológico age sobre o
físico, causando-lhe uma série sequencial de distúrbios orgânicos!
Deveriam ser
anotados todos os pormenores atinentes às mais variegadas síndromes
paroxísticas palindrômicas, sem exceção, já constatadas na coluna vertebral e
demais órgãos anexos, uma vez comprometidos sutilmente em alguns componentes do
alunado da escola, sobretudo no interregno de tempo correspondente a 1967 e
1970. De fato, nesse período, eles enfrentavam o encetamento da vida escolar,
e, deveras, careciam de acuramentos especiais.
Realmente,
sabemos, com convicção, que esta fase primicial da vida estudantil requer os
providenciamentos prementes, salvaguardando as cândidas impressões.
De igual
maneira, na concepção dos dirigentes do estabelecimento de ensino, o Médico a
ser escolhido deveria ostentar a formação de “Clínico Geral”. E, a partir dessa
referência profissional, vocacionaria a família do aluno, na pessoa do seu
representante legal; e, desse modo, encaminhá-lo-ia ao especialista indicado.
Nem sempre o “Ortopedista” seria o alvo da situação orgânica a ser regularizada,
mas seria a raiz basilar para quaisquer outros posicionamentos a serem
referendados posteriormente.
Edilândia soía
em exarar o seguinte parecer: “Além do mais, sem dubiedade, na premissa que
induz ao mais correto, esse profissional da área da saúde, aliás, o “Clinico
Geral”, sem hesitação, deveria se fazer acompanhar por quatro profissionais:
Cardiologista, Pneumologista, Ortopedista, Oftalmologista etc” Nessa equipe –
uma junta médica – quase completa – parecia compor um quinteto! Se o resultado
fosse positivo, valeria a pena; caso contrário, a premonição precisaria de
outros subsídios. Na tentativa de argumentar o alto custo despendido pelo pai
quanto à manutenção do filho em uma “Escola Particular”, presumir-se-ia um
investimento de menor monta, pois estaria no cômputo geral, não necessitando de
recursos que extrapolassem as estremaduras do educandário.
De fato, a
escola particular sempre foi bastante onerosa, e, em virtude da contabilidade
demonstrável, poderia ostentar um sistema educacional mais abrangente,
conquanto seja apenas uma hipótese redundante, em deferência aos demais âmbitos
de atuação humana. E, em face do exposto, existe, realmente, um falacioso exame
biométrico inexistente quanto à praticidade mostruária dos seus reais prognósticos.
Wilson Cerveira