quinta-feira, 30 de maio de 2019

OSSOS DA DOR




     Que óbices serão esses em nossas vidas! São agruras, são acrimônias que surdem de várias direções e sentidos em nossos organismos... Não se sabe ao certo quando bem ou quando faz mal; pois os ossos da dor ostentam vários efeitos colaterais imprevisíveis até os dias hodiernos. Uma simples dor de cabeça numa pessoa com gastrite, pode exarcebar a mucosa estomacal em função de um determinado analgésico que foi aplicado naquele ínterim de algia aguda. Este paradigma é o mais simples de todos, pois não é capaz de desencadear outros distúrbios no corpo humano, ficando apenas restrito ao desconforto causado em detrimento da inflamação do estômago.
     Há medicamentos cujos efeitos colaterais são deletérios em série. Prototipamente, maledificam aqueles que aparatam apenas um binômio: diabetes e hipertensão. Com a ingestão dessas aconselháveis drogas, haverá um    amainamento da glicemia, e, concomitantemente um declínio da pressão arterial. Desse modo, não se corre   o risco inopinado de um AVC (acidente vascular cerebral), acompanhando, também, de um provável coma diabético. Consequentemente, pode-se chegar ao fatalismo, que é uma fatídica redundância irreparável. Tenhamos, nesse caso, todo esmero. Façamos uma bateria de exames, antes de inocularmos uma dessas substâncias químicas farmacêuticas em nossos organismos ou de quaisquer outras criaturas menos desavisadas quanto ao imane risco a ser experimentado por um átimo de descomunal dor insuportável!...
     Há organismos que não se opõem às pequenas dosagens de medicamento; conquanto rejeitam miligramas mais acentuadas. Se introduzirmos percentuais maiores, decerto, haverá repulsão. São altamente prejudiciais em decorrência da sensibilidade de cada pessoa. A individualidade tem suas marcas quanto as diversificadas variâncias dos diferentes níveis de percepção dos sistemas. Não adianta unicamente passar um medicamento indicada para moléstia humana. Remanesce compulsar todos os possíveis efeitos colaterais, os quais venham causar outras disfunções mais graves em outros órgãos, que também já estejam afetados!...   É necessário proceder a anamnese; exclusivo meio, entre ambas as confabulações: profissional e cliente.
     Hodiernamente, quais os profissionais são adeptos dessa conversação, onde há um dilucidamento completo entre o médico e o paciente? – Tudo que se observa, diuturnamente, é uma extorsão insólita, em que o profissional da área da saúde ressumbra um caráter de altíssimas deleteriedades quanto ao âmbito malévolo, o qual ele foi induzido por más influências da sua própria família paternal!...
     Há grupos periculosos que disturbiam uma hipócrita direitura escorreita de profilaxia. Um sofisma interminável em todas as suas perfidiosas perlustrações vigentes... Aqui, neste tal Brasil, de governantes corruptos de ponta a ponta do país; prefere—se  o tratamento a profilaxia; uma vez que, destarte, a extorsão dos cofres públicos, conjuntamente com tantas outras falcatruas arquitetadas por deputados ladrões, assim como senadores ministros e outras corjas patrocinados pelos próprios presidentes facínora de tais repúblicas espoliadoras, repletas de esbulhos sem precedentes nas histórias ignominiosas das tais veredas sindicantes e oprobriosas ao longo dos anos de sindicância vexatória percuciente!...
     Em que centúria poderemos banir as contraindicações e os efeitos colaterais dos medicamentos?!... O que ocorre em dias hodiernos, notadamente devido esses efeitos causados pela maioria dos fármacos? – As pessoas, mesmo com orientação médica, não conseguem se livrar das desairosas consequências produzidas por essas drogas. Um remédio que serve para uma determinada enfermidade, pode causar distúrbio em outro órgão – até mesmo uma neoplasia maligna.
     Antes das consultas, a maioria dos profissionais da área da saúde, sem exceções relevantes, deveriam fazer uma perquirição com relação ao organismo do paciente. Perguntar-lhe-ia se apresentava alguma gastrite. Sendo assim, receitaria um anti-úlcera, para que fosse tomado com antecedência de uma hora, evitando, destarte, a recrudescência da inflamação do estomago. Caso contrário, seria uma porta escancarada, decerto, para que se concretizasse a formação de uma úlcera, e, de um possível tumor de natureza maligna.
     Há fármacos que causam tontura e sonolência exacerbantes, impedindo que o indivíduo saia desacompanhado dessas desorientações, principalmente em relação aos que não sabem ler a bula ou prospecto. Conquanto sabemos que os medicamentos são manipulados ou industrializados sob a orientação de Farmacêuticos.
       A princípio, as substancias componentes nada ocasionam. Com o decorrer do tempo, podemos ser surpreendidos! Os demais órgãos, sobremaneira os mais vulneráveis ostentam anomalias heteróclitas. Essas disfunções acarretam desconfortos, sobremodo no trato abdominal. Gases eclodem e se acumulam no abdome, aumentando-lhe o volume, e, consequentemente, constituindo um estado doloroso agudo, altamente incomodativo. Surge, então, a necessidade de tomar luftal ou simeticona, a fim de liberar esses acúmulos exagerados de gases no trato digestivo.
     Quiçá, porventura, daqui a um século, os medicamentos sejam direcionados somente ao órgão atingido, com eximição das contraindicações e dos terríveis efeitos colaterais.
     De que modo serão industrializados ou manipulados esses novos fármacos? Eles trarão os princípios ativos específicos, sem que atinjam outros órgãos ou sistemas orgânicos. É um raciocínio farmacêutico cientifico. Cientistas buscarão meios que impeçam as incompatibilidades até então geradas nestes nossos dias hodiernos!...


                                                                            Wilson Cerveira



quarta-feira, 8 de maio de 2019

A ARTE DE EDUCAR DESEDUCANDO




     É um protótipo paradigma genealógico?!... Não, pois o exemplo é o maior das heranças existentes. Ele, o arquétipo, ocorre em diminutas posturas e comportamentos psicossomáticos personalizados. Somente o casal, o pai e a mãe, ambos podem expender uma etiqueta adequada. O ato de sentar corretamente na cadeira ou no sofá expressam um modelo para quem ainda se encontra nas primícias vitais. Se a criança observar tanto o pai quanto a quanto a mãe, ou, um deles, com uma postura bizarra; isto é, colocando os pés suspensos na cadeira ou no sofá; decerto, vai fazer o mesmo, seguindo uma orientação errada por parte de um dos seus genitores!...
     A etiqueta defeituosa vai, paulatinamente, afetando o comportamento da criança. Ela se acha dona por inteiro do objeto; tanto assim, que não senta, estira-se nele tomando todas as suas dimensões, e, concomitantemente, obiciando quem queira sentar ao seu lado. Será que isto que estou relatando faz parte de um tipo de deseducação usada nos dias hodiernos, estando em voga em diversos lares!...
     Ninguém consegue ressumbrar o que é direito e o que é errado, notadamente nestes nossos dias acrimoniosos!...
     Dizem que a criança precisa de espaço para mostrar as digressões do seu comportamento em casa, e, também, nos outros domicílios frequentados por ela. É premente que a criança comece a prestar a devida atenção com relação às atividades ou comportamentos errados! Há pessoas que não sabem sentar na cadeira corretamente. Deixam um espaço no meio das costas, preferindo projetar os pés para o chão, e, com isso atingindo sobremodo a coluna vertebral, defeituando-a desde o encetamento da vida.
     É, também, salutar verificar o hábito errôneo de escovar os dentes, ressumbrando, brevemente, as cáries, devido a desarte, que é a prova inconteste de não ter aprendido escovar os dentes corretamente.
     Uma série de erros foram sendo cumulados ao longo dos dias em que as crianças frequentavam os diferentes ambientes escolares. Todos pareciam ler pela mesma cartilha, repleta de equívocos irreparáveis!...
     No meu tempo de estudante, adentrava-se ao colégio na faixa etária de quatro anos. Chamava-se primeiro período do “Jardim de Infância”. Nesse interregno eram três fases, onde se ia aprendendo, pouco a pouco, as letras do alfabeto, assim como, os numerais de maior significado com relação as primeiras contagens. Saia-se, então, com o grau de doutor do “ABC”.
     E, no ano seguinte, enfrentava-se de imediato o primeiro ano do “Curso Primário”. E, somente, passava-se de um ano para o outro, caso fosse testemunhada a devida competência. Pois, a resultante exigia cabal conhecimento!... Para que cursássemos o Ginásio, tínhamos que nos submeter aos rigores do “Exame de Admissão”, requerendo conhecimentos de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Geografia e História.
     O exemplo pode ser a melhor ou a pior das heranças existentes na face do orbe. Quando o arquétipo é praticado sob o prisma da correção, torna-se o mais plausível de todos os paradigmas revelados conforme a perlustração reinante!... Hodiernamente, quer queiramos ou não, está em voga o tendencioso elemento gerador do mau exemplo. Assim sendo, ele perdura por tempo indeterminado em quase todos os âmbitos da malbaratada etiqueta ou polidez vigente neste planeta Terra!
     À guisa de tudo isto, a moda do deselegante se propaga mais rapidamente, visto que se localiza num pelotão de vanguarda. À cata de preservá-lo, afasta-se sobremaneira de retaguardista visão do direitismo recrudescente, o qual permeia os esfíngicos vazios da intersecção ora tendendo para os lados opostos de diagonais antinômicas. Decerto, fica-se aturdido nos meandros que sequenciam, diferenciando o bem do mal!...
     Desde então, não se sabe discernir o cognoscível da incógnita, uma vez que as diferenças são verossimilhantes. Parte-se para a abdução, e, depois de muito labutar, encontra-se a primeiríssima digressão. E, nesse caso, vai-se ao encontro do enigmatismo imponderável, onde o labiríntico faz uma tangencial com um outro latíbulo cabalístico, incorrendo-se em direitura ao despenhadeiro descomunal em todas as prováveis linhas trigonométricas.
     É paradoxal em todos os sentidos a difícil tarefa de doar bons exemplos! Dizem que a melhor herança é um bom arquétipo na hora de quaisquer correções!... Isso é, de fato, uma emblemática complexa em dias de hediondo hodiernismo. É salutar vaticinar as implexas implicações causadas por um sistema à beira do precipício educacional. Nesse caso, vislumbramos o deseducacional a proliferar em todas as partes do mundo, sem exceções plausíveis.
     Aplica-se a tricotomia do volitivo. Escolhe-se a senda mais orientada em todos os aspectos humanos. Ressumbram-se desejos ocultos, e não satisfeitos quanto à direitura dos obiciados desideratos. Não se sabe a flexão das aceitabilidades dissolutas – em trâmites legais de postura educacional.
     Antigamente, as pornofonias eram castigadas conforme os números emitidos pelas crianças, pubescentes, adolescentes e jovens; sobremaneira a faixa etária estabelecida. As pessoas que estivessem em fase de senescência progressiva, ostentavam suas liberdades!
     Outrossim, o jovem  escutava as pornofonias promanadas da boca de pessoa mais senescente; mas, não podia reiterá-la de forma alguma. Se houvesse tal descalabro, decretava-se o desrespeito em mais elevado grau. O mau exemplo do adulto era aceito como forma de extravasamento momentâneo de uma aporrinhação!... Casso fosse o jovem que emitisse algum vocábulo que se apropinquasse da terminologia pornofônica; ele seria imediatamente objurgado.
     Etologicamente, fica-se sem compreender a permissividade da implexa arte de educar deseducando, independente de quaisquer idoneidades! Em se tratando de vícios, os mais provectos tinham todas as primazias; desobedecendo desse modo a ética do paradigma parametral.
     A censura era estabelecida para aqueles que ainda não haviam alcançado a emancipação cabal. Esse tipo de arquétipo é, nesse caso, condenado por quase todas as pessoas sensatas, notadamente em dias hodiernos. Não se pode cobrar do adolescente um bom exemplo, já que se ressumbra um mau paradigma. Nessa época a idade falava pela censura sem cabimento. O pai fumava em presença do filho, conquanto o jovem herdeiro não deveria fazer uso do tabaco em presença do seu vetusto pai.
     Nas escolas as pornofonias e pornografias eram exprobradas com castigos merecedores. O aluno deveria, no mínimo, escrever em cinco folhas de papel almaço: no anverso e verso seguinte: ‘Não deverei pronunciar palavras obscenas, principalmente se estiver em presença de pessoas idôneas e senescentes’. Todos os discentes sabiam dessa regra, e se a infringissem, de quando em quando, tinham por finalidade infligida, redundando na cominação dos seus próprios familiares, responsáveis diretos pelas normas educativas a serem estabelecidas, também, em presença de todos que ministravam os regimentos escolares dos tempos pretéritos.
     A despeito das pornofonias serem mais afrontadoras, pois eram escritas nas paredes, portas, janelas e quadros negros das diferentes turmas. Essas infrações eram recebidas através de sanções mais percucientes. O aluno ou grupo de alunos eram observados por todos os docentes. Após alguns dias, revelavam-se os discentes deseducados. Logo, o corpo docente marcava uma reunião com os pais, professores e esses salazes alunos, a fim de que os educasse, enquanto remanescia um pouco de tempo suficiente para com aquela respectiva faixa etária vital.
     Como também em muitos casos, era complicadíssimo banir os vícios! Eles tornavam os seus consumidores em escravos. O hábito de fumar é um arquétipo palmar em toda extensão orgânica, sobretudo em se tratando do aparelho ou sistema respiratório. No passado ninguém ligava para os danos que podiam ser causados pelos cigarros, charutos e cachimbos. Talvez não houvesse uma estatística segura com relação aos dependentes dessas drogas inalantes!
     Além do mais, o pai dava mau exemplo fumando em presença do filho – não se importando com a idade dos seus descendentes: dos mais novos até os que aparatavam uma faixa etária maior. Caso contrário, isto é, havia impossibilidade do filho, em quaisquer idades – solteiro ou casado – fumar em presença do pai. A mãe do jovem parecia mais maleável! Vinha, nesse caso, o velho refrão: ‘Eu, quando jovem, ou adulto, não fumava em presença do senhor meu pai, e, por que tentas fumar em minha presença?’
     Em função disso, a falta de respeito campeia em dias hodiernos. Todos querem mostrar masculinidade e independência financeira, malgrado não as possuam!... O mercado de trabalho está transbordando de desempregados, não importando os cursos que tenham realizado ao longo dos anos de vivência, experimentação e sofrência!
     Ambos, pais e filhos, não deveriam fumar em presença do outro; para que não houvesse protesto quanto ao ato de dar mau exemplo. Fica-se sem entender esta antinomia, visto que o mais vetusto seria sempre o paradigma do mais novo. O velho pai arruma ludibriosa justificativa dizendo que fuma devido ter independência financeira. Desse modo, o dito fica pelo não dito, e ambos fumam, às vezes, num absconditismo repleto de erros contumazes!...



                                                Wilson Cerveira