sábado, 26 de julho de 2014

EDUCADORES EXPENDENDO IMAGENS CONSPURCATÓRIAS

     A tecnologia grassa em todos os âmbitos da cognição; malgrado não tenha sido fautor para abstrair edudeseducadores de educadores, uma vez que, os primeiros, eles foram cominuídos a partir dos meândricos guardiães insulados!
     Há o inane regendo a cognosia basilar inerente a cada disciplina a ser ministrada nas escolas do hodiernismo, não expendendo escusas dos aparatos e dos penduricalhos presentes desde a idade de dois anos!...
     Esses edudeseducadores não ostentam algum arquétipo de empatia; entretanto, buscam o fastígio atinente aos díspares saciamentos de suas patologias comportamentais. E, eles, de mau grado, o perpetram, de maneira percuciente, demandando sempre neófitas atitudes atreladas ao dimensional etológico de expressivas bizarrias. Deveras, presenciam-se as numerosas digressões, cada vez mais se distanciando do real assunto da aula, o qual deveria ser ministrado como forma de embasamento, visando o porvir apropinquado para a assimilação de novos conhecimentos no vasto âmbito edudeseducacional, testemunho lúgubre deste nefasto hodierno, que é réprobo e inconsequente em todos os prismas relacionados às atividades humanas!
    Extirparam-se as estremaduras prístinas existentes nos ambientes colegiais. Destarte, deve haver interações entre docentes e discentes – neste hodiernismo presumido e hesitatório, mas que, sem exceção, estes liames não tenham o oprobrioso caráter de promiscuidade deletéria.
     Os especiosos titulares da deseducação na educação brasileira, em sua maioria, são capazes de refutar a importância da aquisição de livros; visto que, as disponibilidades do acesso aos compêndios, têm apresentado algum óbice quanto às perquirições cognitivas, – por via eletrônica –, pois, estas recrudescem, de forma abismática, com a efemeridade comutativa dos dias e das noites, – ressudada por meio dos aparatos rebuscados --, presentes nas interpretações alvitradas por intermédio de objetos apresentando focos luminosos de incidência dilucidatória deteccional; os quais, em tempos de pugna, conseguem jugular com maior clarividência.
     Estes desfechos ostentam ícones de educadores em estado pudendo; porquanto, em postremeira averiguação, não conseguiram banir de si as aleivosias proferidas por insidiosos elementos ocupando o círculo central de uma afigurada sala de aula estrambótica, a qual pertencerá ao devir malsinado.
     Remanescem as efígies de edudeseducadores portando patologias divergentes, e todos eles, sem ressalva, com labéu; no entanto, proferindo sentenças de insólita polimatia, com a intenção de deflagrar tendenciosidades mórbidas, em que pese, na maioria das vezes, terem títulos de doutores e pós-doutores, também sendo consecutados em importantes universidades europeias – reconhecidas nos primordiais quadrantes do orbe.
     Todos esses ministradores de aula ficam à mercê das circunstâncias antinômicas, as quais são advindas das políticas de extorsão, sobremodo as que são perpetradas no decurso dos anos, lesando uma melhor qualificação do ensino público.
     É arrebatador ser chamado de um educador pertinente ao estado da deseducação na educação brasileira; ou, nesse caso, -- antes de tudo –, um edudeseducador vacuolar.  Esses moços que lidam, diuturnamente, com o “educacional”, não preenchem o imane tédio, que é gerado pela inanição das mentes, sobremodo as dos dias hodiernos, e que ficam à mercê da percepção de um psiquiatra, ou, então, de um neurologista, capaz de lhes prescrever alguns medicamentos paliativos, posto que todos apresentem seus altos níveis de efeitos colaterais indesejáveis!
     Os professores de hoje, quase sempre e sem maiores perplexidades, buscam meios escusos, tendo por finalidade a contemporização das atitudes expendidas por alunos degenerescentes; os quais, sem pestanejar, ressumam, também, muita afinidade perniciosa para com os ambientes de drogas e de narcotizados; isto é, o bilateral império do vício, o que se constituiu como sendo o ergástulo do tripúdio, onde seu representante maior é o mestre, o qual expõe ao sistema midial, sem estremunhamentos, a conspurcação da sua própria imagem vilipendiada!
     A subversão integrou-se ao ramerrão dos acontecimentos, abrangendo quaisquer áreas da cognição. Em matemática, os seus malfeitores utilizam-se da arte numérica para laborar questões concernentes aos seguintes referenciais: projéteis, pessoas assassinadas, ocultamento de cadáveres esquartejamentos, decapitações, chacinas etc. De fato, estamos a conviver a cada dia com uma maior quantificação de ceifamentos no campo da irrompância conflagratória.
     E, sob a tensão de uma guerra que se apropínqua, ainda que esteja recôndita no cerne do átimo letal, -- afirma o Matemático Quirino--, não haverá outra solução para a contagem dos que se fizeram esbroar, tendo por base a tensão fatídica das circunstâncias, e por testemunhas reais as quatro operações, os sistemas reutilizados para emergências hecatômbicas – com extrema margem de precisão – no que concerne ao potencial das cargas detonatórias, precisamente nos exatórios átimos em que são inoculadas, de modo inerme, no tecido epitelial humano, causando um número proliferante de ações catastróficas, estando estas, indubitavelmente, acolitadas sob a vistoria diuturna das porvindouras e incalculáveis consequências imprevisíveis!...
     Quirino, deveras, que é o professor de matemática, ostenta espirito belicoso. Também, tem por vezo aplicar os conhecimentos inerentes aos estudos de probabilística, assim como as percentagens e as regras de três – simples e composta, para aferir os resultados sinistros das armas sofisticadas e o seu poder de aniquilamento cabal.

     A História e a Geografia exaram as áreas de descomunais exícios, ressumando-as através dos atlas, globos e cartográficas, propiciando o auferimento de inusitados dados de amostragem específica, sobremaneira em casos de conflitos cujas amplitudes são máximas!...

                                    Wilson Cerveira

quarta-feira, 23 de julho de 2014

IMAGENS IRRECONHECÍVEIS

       Ladislau esperava não assistir ao dessentimento humano! Mas, para estarrecimento súbito, deparou-se com a vereda árdua e tortuosa da deseducação – tornando o individuo cada vez mais insensível – aduzindo-o a uma suscetibilidade anódica generalizante!...
     Realmente, essas imagens irreconhecíveis, acuradamente, são de um enigmatismo mutacional. Ninguém consegue detectar-lhe a furtividade quanto ao aspecto de aparência colapsal, mesmo sendo o protagonista de uma ação que induz ao mais rebuscado e percuciente recurso tecnológico, capaz de pormenorizar as características sobrecarregadas de traços justapostos, os quais aparatam proliferantes empeceres quanto ao implexo grau de desagregação identificatória.
      Quando vislumbrarmos essas imagens – quase em total sucumbência – dar-nos-ão uma especiosa impressão de normoanormalidades variabilizantes, em se tratando dos mais variegados aspectos perlustrados. Realmente, são clarividentes todos os fenótipos, conquanto sendo irreconhecíveis, – após tratamento cirúrgico –, ressumbram uma capacidade falaciosa transitória. Suas alterações podem ser perpetradas através de mutações provocadas ou, então, de mutilações premeditadas, a fim de que as imagens demandadas – em âmbitos de maior amplitude – tornem-se quase sempre inidentificáveis com relação aos laivos especificadores de suas peculiaridades marcantes!
     As credenciais oferecidas não são suficientes, para que sejam desveladas as probidades existentes em seus perfis personativos. Após um interregno efêmero, buscam-se as probabilidades de adentramento aos âmagos das imagens anteriores inumadas; e, para arrefecimento aterrador, não mais as localizaremos portando as mais estúrdias e verossimilhantes características comportamentais prístinas. Tentariam justificar seus desencontros desairosos, se palinodiassem, vertiginosamente, todos os gestos e palavras estatizantes – espectros quase submersos – na poeirificaçao cabal, que é oriunda de uma etologia de percuciente índice de frialdade!
     Essas criaturas energúmenas, somatorialmente, mesmo que olvidassem os prenomes e nomes dessas demais pessoas com as quais confabulariam, através de uma longa metragem temporal, ainda se sentiriam missionadas em concernência aos diversos atributos que lhes foram repassados no decurso inclemente das informações sindicatórias; e, para espasmo mortífero, remanesceriam à mercê das listas criptográficas, sujeitas à cominação rompante!...
     As efígies, aqui coligidas, parecem ser imperscrutáveis no que concerne aos colimadores dispersos entre os espaços semicirculares das linhas poligonais de intercruzamentos meândricos, e que, por rara coincidência, integralizariam os escorços peremptorizantes!
     Ao incrementar a sua própria imagem de santimônio, Dominique – quem diria --, viesse a ostentar hábitos dissimulatórios cabalísticos e deletérios, aparatando desestremaduras com referência aos procazes ícones de antagonismo diametral e cabalmente logogríficos! Costumara recepcionar as pessoas do seu convívio, à socapa, com panegíricos tartufos; e ao perlustrá-las, minuciosamente, antes do postremeiro átimo da despedida, demudava-se, de modo abrupto, deprecando-lhes, num interregno de silêncio macabro, os mais fatídicos anátemas!...
     Há, neste telúrico, quem bendiga e maldiga o “ser”, concomitantemente; protraindo a ação malévola e imprecatória para outras pessoas, ainda que não tenham sido coniventes com a caluniosa situação formulada – de natureza totalmente, sobretudo em se tratando do seu cerne hermenêutico.
     Os autocaluniadores são sempre sujeitos persecutórios com relação aos demais elementos que os cercam. Ressumam ícones esquipáticos, ombreando-se àqueles que se cognominam de autopsicopatas. Deveras, simbolizam estigmas gravíssimos quanto aos seus sindrômicos paroxísticos neuronais!...
     Não admitindo meios confutatórios e de expunção, esses dependentes químicos, decerto, partem para as overdoses demovedoras cujas etiologias psicóticas aduzem-nos a comutações de drogas mais pesadas, constituindo um masmorral implexo de um mórbido nefelibatismo – amplamente narcotizante e suicida, tendo por veículos dissimuladores os vários arquétipos de experimentação quanto à resistência orgânica baseada nas diferentes dosagens assimiladas ou rejeitadas ao longo do período de utilização, -- sem ou com abstinência temporal!...

     Quantas degenerescências são constituídas no ramerrão existencial, uma vez que o mundo do tráfico configura-se em espaço escancarado, demandando dimensões imanes e de larga capacidade detonatórias, nas quais os cartéis se corrompem, de modo organizacional, formando as mais potentes estruturas de regência mafiosa, abrangendo todo o dimensional disponível no orbe! A partir daí, sem hesitações, as imagens lôbregas, lúgubres e lúbricas se digladiam como se fossem cominuir com as suas respectivas ressonâncias espectrais!...

                                      Wilson Cerveira

terça-feira, 15 de julho de 2014

CHANE, A GATA LABIRÍNTICA -- TERCEIRA PARTE

     Há felinos que se adaptam ao banho de água morna, ao passo que outros – bastante ariscos, jamais se acostumariam com tais experimentos térmicos! De antemão, sabemos que os gatos, independentemente de suas variedades, preferem limpar-se de modo idiossincrásico, usando a própria língua, e, em seguida, passando-a vagarosamente entre os pelos, recolhendo-os, de maneira alinhada, nas faces e interfaces corporais.
     Os representantes da família Felidae, de modo generalizado, ostentam solicitudes diversificadas quanto ao grau de preservação de suas imunidades corporais!... Quando são chamados nominalmente, atendem aos vocativos dos seus donos, demonstrando certa pontualidade nas horas que se apropinquam aos seus hábitos alimentares, hídricos, hipnóticos e de acendramentos.
      Os felinos, sobremaneira os gatos, esquadrinham os ingredientes que compõem suas primazias gustativas. Caso não haja outra opção de comida; quiçá menos favorável ao paladar, eles aguardam o átimo inerente ao estado de maior saciedade orgânica. E, então, como realce, surde o obsoleto aforismo: “o lídimo tempero da comida é a fome”. Assim sendo, esses animais domésticos acompanham os passos dos seus preceptores, indo e voltando através de linhas poligonais que descrevem os quatro cantos da casa, num indicativo recrudescente de requestamento quanto ao local onde se encontra o prato de comida, abrangendo, com precisão, o limite diametral do espécime corporal referente.
     Chane, a gata labiríntica, prioriza alguns alimentos, tais como: patê com sabor de peixe, carne branca sem espinha, sardinha em conserva, couro de frango assado (riquíssimo em colesterol), geléia com sabor de chocolate – do tipo Danette –, e não aceitando outra essência como referencial comutativo. Há, também, uma ração de sua primazia, que é a granulada -- com gosto olfativo de peixe -- aparatando o rótulo da marca – Whiskas!
      Além do mais, a Chane tem preferência pelo creme-de-leite “Parmalat”. Possivelmente, caso fosse educada desde as suas primícias alimentares, ad-rogaria cremes e pastas com outros sabores; porventura, ainda não experimentados pelo paladar humano.
     A Bichane, que é o seu heterônimo dualístico, não busca solércias em momentos peremptórios.  Articula, em filtrado silêncio, o tempo de espera e, concomitantemente, protagoniza o ínterim de adentramento em cena constituída por uma insólita especificidade. Não há temeridades em seu comportamento! Transmite a impressão categórica de ter recebido e assimilado os regulamentos recentes do plausível aparato educacional. Desarma o seu próprio pulo imprevisto em direção à mesa; principalmente, quando a toalha recobre o madeirame, deixando-a pronta no que concerne ao recebimento de pratos, ta lheres, guardanapos e demais apetrechos de guarnecimento para os utensílios de travessa e seus respectivos anteparos basilares.
    Chane, num heteroclitismo a toda prova, posiciona-se com galhardia, mantendo uma postura retilínea, e ficando, mais-do-que-perfilada, por algum tempo ao redor da mesa central, -- cercada de cadeiras por todos os lados –, obiciando-lhe quaisquer inopinados impelimentos! Permanece à cata do alimento que lhe será oferecido, como se obedecesse ao ritmar dos compassos, os quais exerceriam em seu organismo os meios propícios de recepção dos nutrientes necessários à manutenção de sua sobrevivência, tendo por regulador orquestral o imprescindível reflexo condicionado, que é o maior maestro de todas as homeostases que se processam nas fisiologias específicas dos órgãos entronizados quanto ao dinamismo corpóreo!
     A educação que Chane, a gata labiríntica, recebera desde o átimo em que fora parida, permitiu-lhe que houvesse a presença diuturna de uma indumentária e de seus respectivos anexos, com o propósito de velar-lhe a epiderme, estendendo as nominativas e específicas vestes a partir das extremidades das patas até o terço médio da porção superior da cachimônia, que é a região denominada de sincipúcio.
     É surpreendente perlustrar o corpo da esfíngica Chane. Em cada pata existe uma pequena bota de tecido lanoso a absconditar uma meia curtíssima cognominada de soquete devido a baixa alcançada nas lateralidades dos pés. Para cobrir-lhe o dorso desnudo – desde a base do pescoço até a estremadura inferior, situada nas apropinquações da cauda, -- adaptou-se um colete cilindrado portando inúmeros botões na região do baixo-ventre. Na divisão anatômica localizada entre a cabeça e o tórax, inseriu-se uma gravata borboleta de aspecto chamativo quanto à combinação de cores diferentes nos entrecruzamentos meândricos do próprio tecido, mas guardando certa proporcionalidade compatível com as tonalidades dos pelos exibidos pela cabalística bichane. Tudo nela se descortina de modo a oferecer um criptograma de percuciente enigmatismo. A certa distância, ainda em cabal penumbra, lobriga-se uma murça a proteger-lhe o cerne sincipucial; e, logo abaixo, vislumbra-se um óculo de lentes escuras sustentadas por um aro de plastificação empedernida. Como substrato, forrando-lhe o espaço destinado ao repouso, existe a metragem correspondente a uma diminuta toalha de feltro com bordas costuradas e franjadas, -- ostentando algumas fímbrias alternantes, dando ao conjunto uma qualificação de opulência somática!

     Deveras, Chane se acostumara com todas as peças atinentes ao vestuário pomposo; tanto que, em contrapartida, “mia” copiosamente, quando se tenta tirar-lhe as peças de roupa que lhe envolvem o tegumento, numa descrição minuciosa e paramental representativa do que se evoca ao utilizar a expressão blandiciosa e enfática: “Chane, a gata labiríntica!”.

                                       Wilson Cerveira

segunda-feira, 7 de julho de 2014

CHANE, A GATA LABIRÍNTICA -- SEGUNDA PARTE

    É de bom alvitre exarar que, com especificidade aos horários de ouvir músicas clássicas famosas, a bichane se posiciona galhardamente na cadeira, ostentando a cabeça, de forma proeminente, localizada no espaço situado no meio que serve de separação às suas duas patas anteriores, dando-nos a especiosa impressão de estar audindo o sequenciar das notas musicais, sobretudo as que se reestruturam harmonicamente, no preciso átimo em que se predispõem, embevecidamente, no interregno seletivo das tessituras!
    Chane confuta o infenso sedutor, de maneira sorrelfa, quando presencia abruptamente o desfilar vertiginoso de um solerte ratinho de botica – de natureza altamente fugitiva, aparatando apenas poucos dias de nascido!...
    O faro de Chane, a cabalística gata, é tão aguçado quanto à sua sensória visual?!... Deveras, busca, ainda, rastros de pessoas da família que passaram alguns dias em nossa casa, nestes dias dedicados aos festejos juninos. À socapa, vai rastreando os pontos trajetoriais de maior incidência, notadamente com relação ao virtual trecho de detectação emergente!
    Caso a gata esfíngica vaticine a presença de alguma coisa estranha; com certeza, arranhará o terço médio da porta do quarto de dormir, esperando que alguém tome as devidas providências de abri-la imediatamente! Amiúde, reiterará todo seu pragmático ritual, reconduzindo os aguçados instintos, convergindo-os em direitura ao ponto cerne, que é o timoneiro basilar de suas tresloucadas artimanhas!
    A bichane, em suas peregrinações diuturnas, vai consecutivas vezes ao “Mirante”, como se obedecesse, de forma exatorial, ao passo cronometrador das circunstâncias inopinadas, sobremodo quando eximidas de quaisquer cerimoniais de cerceamento peremptório!...
     A gata Chane, esfíngica de nascença, deflagra o seu adentramento ao quarto, e dorme, de modo cabalístico, acocorada junto aos pés da dona Gláucya, usufruindo do espaço final da própria cama, que ostenta um insinuante estofo confortável.
    Para conflagrar os minutos de defecção, durante as ausências proporcionadas por nós todos – os proprietários da casa, ela se aloja sobre as mesas – menor ou maior – para que, de tocaia, possa examinar a certa distância (em comprimento e altura) alguns pequenos insetos ruflantes, e que costumam pousar sobre os alimentos e utensílios, estritamente pessoais, mediante as regras estabelecidas para o trinômio: higiene, polidez e etiqueta.
    Num suspirar de percuciente hesitação, imagino-a sempre da mesma maneira que a vi em suas primícias. Realmente, a Chane tem um faro verossimilhante ao Canis familiaris, ostentando, também, um adestramento a toda prova!
     Se alguém adentra à nossa casa, a enigmática Chaninha sofre uma baita metamorfose, chegando a ostentar ares de onça – sua parenta ancestral – e, concomitante, exterioriza o seu asco; e, como meio de protesto, busca um local esconso, no qual é capaz de permanecer longas horas, em estado taciturno, debaixo de quaisquer objetos esdrúxulos, evitando, definitivamente, um possível contato inesperado com a pele dessas excêntricas criaturas!

    E, então, se alguém nesse átimo inopinado, se atreve ao ato de aproximação com a bichane; logo se surpreende com o felídeo!... Arrostadamente, caso isso aconteça, assistiremos a um gládio sem precedentes, uma contenda abrangendo a misteriosa dupla – irracional x racional, numa exibição guerreira, tendo por êmulos os elementos: defesa e ataque, ataque e defesa, num revezamento de equiparada concomitância!...

                                     Wilson Cerveira

quarta-feira, 2 de julho de 2014

CHANE, A GATA LABIRÍNTICA

Chane, nome com que batizamos a gata, desde o momento em que nascera, e que fora, incontinenti, banida dos demais gatos – num ostentar de insulamento insólito. Até o presente momento, buscam-se as causas dessas etiologias etológicas esdruxulantes, indiferentemente dos padrões de referência.
    O tratamento blandicioso que a “Chane” recebera, e que reúne no cerne os diversos esconsos, abrangendo todos os elementos diferenciais necessários que a distinguem, de modo esfíngico, dentre os vários representantes da família felidae.
     Aqui, em nossa casa, indubitavelmente, escolhe os melhores locais para fazer a sesta, vivendo a maior parte do tempo a ocupar os travesseiros dispostos ao longo das poltronas. E, dessa forma, apodera-se de cada um desses objetos confortáveis – como se fosse uma fiel escudeira de espaços preestabelecidos em muitos compartimentos do casarão.
    Chane, a gata cabalística, tem sorte de ser tratada a pão-de-ló, requerendo para si os melhores quitutes, como se sofresse excedência na sua condição de ser apenas da espécie Felis catus. Escolhe o que quer comer, preferindo chegar ao estado de “le barón”, que é a requisição de geleias, queijos e cremes que contenham gosto recrudescente de peixe, atendendo ao olfato-degustativo, as duas mais significantes e apelativas funções sensórias.
   Não sente nenhuma necessidade de disputar um pedaço de peixe com outro gato. Sempre aprendeu aceitar as circunstâncias que a baniam de outra aproximação infensa, sobremodo no estrito átimo exatorial, no qual terá o prato de comida, isoladamente, de si para si, afastando as demais probabilidades reinantes do inopinismo perpetrado, vertiginosamente, pela raça!...
    Aprendera, através das inúmeras solicitudes, não prescindir das melhores degustações oferecidas, com gratuidade, pelo grupo dos sujeitos considerados na qualidade de aficionados e mais acurados cuidadores. E, caso não se provasse o contrário, em dias hodiernos, o especialista de portentoso gabarito; com certeza, não resgataria o gato que passasse pelas lancinâncias sindrômicas e paroxísticas da cabal inanição.
    E, assim sendo, jamais dispensaria o melhor sabor; isto é, o mais caro. A bichana é especialista de preferência; pois, até então, jamais propugnou os prodrômicos inerentes à sindromia da inédia!...
    Chane expande um comportamento bélico quando lobriga lagartixas no ápice longitudinal da parede. Perlustro a bichana a certa distância, e os seus olhos centelham e, concomitantemente, se fixam nos meus, de modo sutil, como se quisessem me pedir auxílio no sentido de capturá-las, uma a uma, dando-lhe, em seguida, na condição de ser um bom petisco!
    A cabalística gata aparece após a passagem do pequeno rato – que se meteu nos desvãos inferiores do buffet, buscando as escudelas necessárias de quem não se sente ameaçado pelo seu antigo infenso. Hodiernamente, a iniciativa de expurgação do rato, sem quaisquer titubeações, pertence ao animal de evolução mais complexa, que é o Homo sapiens, exibindo, em simultaneidade, uma boa dosagem do que se denomina de energia nequicial – presente desde as primícias existenciais.
    A prima de terceiro grau da onça, – e não tenhamos hesitação a tal respeito –, fica sempre atenta a qualquer ruído que se processe ao seu redor. Entretanto, o felídeo desenvolveu uma brutal neurose do medo, notadamente quando se encontra no atordoamento causado pelo estrugidos ininterruptos e ominosos de aviões e foguetes – como se fossem instrumentos escatológicos!...   


                                                Wilson Cerveira