domingo, 23 de outubro de 2022

A DIVINA PROVIDÊNCIA

 

    Digo sempre e requesto, recrudescentemente, o seguinte: “Se não fosse a Divina Providencia, não estaria fazendo a perpendicular com o substrato”. Ademais, é de bom alvitre exarar os diferentes amparos e proteções que a mim tem sido proporcionados pelo Deus Pai, Deus Filho, Deus Espirito Santo. Para sequenciar e fortalecer a minha fé e gratidão, tenho tido a presença constante de Maria Santíssima, de São Benedito e de todos os meus fortíssimos Anjos da Guarda.

     Se eu fizer uma trajetória, abrangendo desde o meu nascimento até o presente átimo do meu viver, ficaria álacre e grato perante as potestades celestiais! Ajudai-me sempre – Senhor Jesus Cristo – aumentando a cada dia a minha fé em tudo o que preciso realizar. Deus é a força maior de todo o universo. É capaz de realizar quaisquer prodígios! Para o Pai Eterno – “Deus Todo Poderoso” – tudo é possível por mais complexo que possa parecer. Tenhamos essa convicção desde o encetamento educacional da fase de pueridade.

     O lídimo cristão está sempre pronto para perdoar! Sejamos como o sândalo que perfuma o machado que o fere. Assim sendo, estaremos a trilhar os caminhos de Deus. Carreguemos as nossas cruzes, independentemente do imane sacrifício que elas nos ofereçam no ramerrão existencial!...

     A Divina Providencia toma conta de nossas vidas em tudo aquilo que fazemos e pretendemos alcançar. Altaneira se torna em todas as dimensões, sentidos e direções que almejamos no decurso das atividades! Ela nos vocaciona, mostrando-nos os erros que, antecipadamente, nos querem atingir. Não deixa que sejamos prejudicados intencional e inintencionalmente pela falta de organização e observação das pessoas que trabalham em especificados setores do serviço público e em determinada repartição do Governo Municipal, Estadual, Federal etc.

     Devemos, eternamente, ser gratos a Deus pelo bem que recebemos da Santíssima Trindade: Deus Pai, Deus Filho, Deus Espirito Santo. De comum acordo, é salutar o exaramento: “Para Deus nada é impossível”. Ele consegue fazer com que o problema mais difícil, indubitavelmente, torne-se possível dentre todas as impossibilidades lobrigadas! Salve Deus da Misericórdia, em toda sua plenitude e potencialidade infinita.

     Na semana anterior, solicitei a minha filha – Gláucya – a verificação do meu processo de aposentadoria. Todas as vezes que ela se dirigia ao computador, surdia a mesma frase: “Está aguardando encaminhamento”. Propus-lhe que me levasse até a Secretaria da Educação. Lá chegando, esperamos ser atendidos pelo setor de protocolo. Em seguida fomos a SAGEP.

     Descemos as escadarias, e ao abrirmos a respectiva porta da seção, a senhora Jerusa mostrou-nos uma documentação escarcelada, constando o processo anterior, no qual eu ainda tinha 67 anos, e que havia sido indeferido.

     Deus fez com que vislumbrássemos, dentre um amontoado de processos, a letra ‘W’ de Wilson Cerveira Marques, em que fora localizado meu processo recente. Não caberia a mim nenhuma imputabilidade a respeito de algum outro prazo a ser obedecido. O processo foi encaminhado pela URE, após ser liberado pela advogada – Dra. Márcia Gomes.

     O erro maior da mencionada secretaria residia no não arquivamento do processo, o qual ainda se encontrava sobre a mesa. Educadamente, observei a funcionaria – Maria Jerusa, que, pelo amor de Deus, me ajudasse a dirimir aquela situação que fugia inteiramente de minha responsabilidade!

     O Divino Espirito Santo absorveu a minha prece com certa premência. De tal modo que a funcionária Maria Jerusa remeteu o processo deferido para outra seção protocolar, com o objetivo de sofrer remanejamento, porquanto já havia saído da URE, obedecendo os dois meses de prazo dado ao professor para que permaneça na escola que o havia acolhido anteriormente.

     Eu, que, em determinados casos, sou possuidor de uma certa timidez; não hesitei em trata-la muito bem, coligindo todas as regras de etiqueta e polidez. Em se tratando de processo, não podemos denegar que esses comportamentos e atitudes surpreendentes causam um certo grau evolutivo com relação a sua condução e despacho de uma seção a outra; e, assim, sucessivamente.

     A Divina Providência é a lídima fortificação de todo o orbe. As obsecrações dirigidas a ela com fé impertérrita, jamais serão obliteradas, visto que promanam do interior de cada ser humano. Devamos exarar o seguinte: “Que, por gratidão, a Divina Providencia alumbre nossos caminhos”. “Que nossas vidas sejam cheias ou repletas do Espirito Santo”.

     Paremos a cada instante do trinômio: vivencia, experiência e sofrência para agradecer a Santíssima Trindade: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espirito Santo. Também, temos os respaldos da Mãe Santíssima, de São Benedito, dos nossos fortíssimos anjos da guarda e de Todos os Santos.

     Realmente, não olvidemos quanto ao ato de rezar ou orar diuturnamente, para que as bênçãos venham em nossos sentidos e direções, lenindo-nos das percucientes tensões que nos causam vários transtornos no sistema nervoso, obnubilando as resoluções dos problemas que nos circundam no acrimonioso ou agruroso hodierno.

     É com muita gratidão que venho agradecer a Divina Providência pelo bem que tem proporcionado a minha singularíssima pessoa. Caso não fosse a interferência Divina, estaria a complicar as agruras ou acrimônias ocorrentes no ramerrão do hodierno existencial.

     Ajude-me Senhor Jesus Cristo; pois, tenho a premência quanto a resolução do processo que se encontra na tal Fazenda do Estado. Também, é salutar que tenha comprovantes no sistema computacional correlacionado ao tempo em que fora declinado os devidos valores pecuniários solicitados para despacho do que havia sido perquirido. Outrossim, Santíssima Mãe Celestial não podemos ser usurpados criminosamente. Com a ajuda concomitante de São Benedito, dos Anjos da Guarda e de Todos os Santos; jamais, em tempos algum, seremos abandonados!... E, com certeza, trata-se da venda da casa na qual residíamos a meia centúria aproximadamente.

     Igualmente, obsecro as vossas providencias – Meu Deus – quanto a agilização do meu processo de aposentadoria que foi remanejado da SAGEP para a SUMOF. Santa Maria, São Benedito, meus fortíssimos Anjos da Guarda, e, também Todos os Santos, peço-lhes a intercessão, para que não haja protraimentos!...

     Resolvi escrever este artigo com o título de – A DIVINA PROVIDÊNCIA, com o objetivo de fortificar celestialmente. Só as Graças de Deus têm o poder de desobstruir todos os impasses e impedimentos formulados pelos funcionários dessas Secretarias!...

     Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo – A Santíssima Trindade – dissolvei as amarras constituintes por aqueles que exercem suas funções nessas respectivas Secretarias da Fazenda e da Deseducação em termo cabal.

     As orações e preces são poderosas quando requeridas diretamente a Deus, Pai Celestial de todo o orbe. É imprescindível a Vossa Benção Celestial. O Vosso Poder é inigualável em todas as dimensões do Universo. Assim sendo, aguardo os vossos devidos providenciamentos mais prementes!

 

 

São Luís, MA, 22 de outubro de 2022

                                      Wilson Cerveira

 

IMPRUDÊNCIA CABAL

 

    Lituerto, tetraneto de Cabalino, gostava de contar as lições que recebera do seu tetravô, principalmente a que se relacionava a travessia das pessoas imprudentes, as quais faziam a devida transversal em cima dos cantos! Não refletiam o imane risco que corriam durante o transitar deseducado das diversas pessoas que dirigiam seus veículos nas ruas, virando os seus carros de uma só vez em vários becos e ruas transversais.

     Na época do seu tetravô Cabalino, o número de veículos que circundavam na cidade era bem menor, sem comparação. Tanto assim, que os acidentes automobilísticos não ocorriam no ramerrão das cidades, independentemente de outras alternativas. O fatídico era raro e difícil de ser executado num pragmatismo a toda prova de existência cabal.

     Uma centúria depois representa um interregno respeitável em todos os pontos referenciais. Ninguém, indubitavelmente, consegue governar o seu móvel com a mesma prudência pretérita. A deseducação recrudesceu de maneira descomunal! Também, o número de automóveis subiu de modo assustador. Em cada casa, em sua maioria, há o aparato de três ou quatro moveis. Não se sabe, ao certo, como foram adquiridos. Ilicitamente é quase que uma prova insofismável e contundente, uma vez, a curto prazo, isso se torna insuportável em virtude dos valores exorbitantes exibidos pelas diferentes marcas de veículos existentes nas mais diversificadas concessionárias de automotores!...

     As peças, separadamente, aparatam valores pecuniários avassaladores. Não há compensação que mereça libração, entre as partes automobilísticas. Sendo assim, não teríamos equilíbrio financeiro, a não ser que o móvel fosse de segunda ou terceira mão, indicando datas pristinas quanto ao marco aquisicional!

     Com o recrudescimento progressivo dos carros, as ruas foram obrigadas a ostentar mão dupla; e, dessa forma o perigo de colisão tornou-se a cada passo descomunal. A maioria das ruas eram estreitas por demais, e, os móveis passavam bem próximos uns aos outros, deixando uma margem de amarfanhamento a toda prova – durante a ida de alguns e a vinda de outros...

     As esquinas dos cantos constituíam-se um risco de paralisia ou morte, mormente a quem se arriscasse a atravessar bem em cima da linha de viração repentina. O motorista deseducado vira de uma só vez, não dando chance ao indivíduo imprudente!

     Ao passo que, em se tratando de um motorista cortês, não teríamos a menor hesitação quanto ao preceptor do automóvel cujo governante obedece as leis do transito em gênero, número e grau. O essencial é fazer uma paradinha antes de virar o carro! Dessa maneira, sem tartamudeios, estaríamos respeitando uma vida, e, evitando os imprevistos de última hora, os quais poderão levar o indivíduo ao estado de invalidez permanente ou morte irremediável sob todos os pontos nevrálgicos!

     Essa história de não atravessar em cima do canto de uma rua, indubitavelmente, foi se estendendo com o passar dos anos, décadas, centúrias etc...

     O tetravô Cabalino foi deixando que essa exortação fosse passando de pessoa para pessoa, no interior das próprias famílias. Os trinetos enveradavam essa imprudência cabal para os bisnetos, estes, decerto estenderam para os seus netos até chegar nos filhos mais velhos, partindo em direitura aos mais jovens, com faixa etária a partir dos seis anos!

     Temos a verdade cientifica, a de atropelamento notadamente nos cantos das ruas sem ladeira e com ladeira – impérvia, íngreme ou ínvia – até chegar ao patamar inferior e irregular do plano freático! Todavia, devemos prestar o máximo de atenção, visto que, sob o alumbramento da Divina Providencia, queremos preservar as nossas vidas e a dos outros, com respeito e espirito de elevada cristandade. Somente Jesus Cristo dar-nos-á uma educação cristã e lídima.

     Regressando ao verificar da verdade quanto ao âmbito cientifico, a apologia do hesterno pode ser diferente do apanágio hodierno; enquanto o encômio do crástino pode profligar toda a veracidade da tempos pristinos, priscos etc. No orbe cientifico, pode-se desmoronar no porvindouro o que se se acreditava ser verdade hodiernamente!...

     A analogia de verdades dispares aparatam somatoriais cabalmente divergentes em todos os pontos de vista, quer sejam plausíveis ou não. Tenhamos a convicção plena das realidades contundentes. Sendo assim, não haverá entreveros de curto, médio e grande alcance... Haja vista os paradigmas existentes nestes nossos dias hodiernos.

     Até o presente átimo, o ato de atravessar em cima dos cantos dos becos transversais, sem hesitação torna-se uma iminência cabal de um desastre que pode conduzir a duas destinações: paralisia e morte. É de bom alvitre evitar de quaisquer maneiras; pois, é um desrespeito irrestrito ao continuar da vida humana!

     As restrições existem em cada canto, mas, muitas vezes, não são respeitadas por ambos: motoristas e transeuntes. E a vida vai correndo o perigo de iminente morte trágica...

     Enquanto o automóvel ostentar quatro pneus, continuará dobrando em cima dos cantos dos diversos becos que tangenciam as várias ruas que se dispõem em série ao longo da trajetória. Dizem que toda verdade é comutável com relação ao tempo evolutivo tecnológico. Novas peças de acepilhamento vão tomando as engrenagens dos veículos mais rebuscados ou requintados. As acelerações e velocidades vão recrudescendo com os novíssimos tipos ou modelos automotivos.

     Em outros âmbitos do cognitivo, as veracidades ou lidimidades vão se modificando aos poucos com o decurso itinerário do tempo de renovação. Mas, em se tratando de carros, não se detecta vaticínio algum, por mais moderno tecnologicamente, que venha atrever-se ao metamorfoseamento das quatro rodas: duas anteriores e duas posteriores. Denotam-se leveza, rapidez, automatismos quanto à aceleração e ao freio. Nada mais de diferenças notáveis, tais como: altura, largura, estreiteza etc.

     Essa história de não atravessar em cima dos cantos dista desde o encetamento do mais rudimentar de todos os veículos de roda. Com o progresso tecnológico, os automóveis foram se aprimorando cada vez mais. Não há como frear, para que evitemos um desastre fatídico sobre a linha que margeia a parte superior de todos os cantos que incidem sobre as linhas de cada beco. Devemos nos precaver sempre, pois não existe outro vocativo para suster os riscos iminentes a cada dia que se passa e transpõe os becos transversais das ruas que compõem as grandes cidades!...

 

São Luís, 08/09/2022

Wilson Cerveira

O OPERÁRIO ATOR

 

    Quem seria o Nicolau em meio aos eventos ocorridos nos telhados dos sobrados, inclinados sobre as ruas históricas das pequenas cidades de Ouro Preto. As centúrias estigmatizam com seus briófitos, isto é, notadamente os musgos, que tomam as laterais de pedra, fazendo com que se apoiem os telhados intrincados de curvas, argamassas de cimento...

     Nicolau fazia malabarismos quando subia nos vértices do casario resvalador. Sabia andar em passos largos; e, às vezes, experimentava uma leve corrida com as sutilezas dos seus pés ainda dispostos para retirar as goteiras que surgiam, ocasionalmente, em função das pisadas espaçosas dos gatos sobre as telhas. Em cada andada, o gato levanta a telha, tirando-a da posição inicial, e fazendo com isso uma nova goteira.

     O pedreiro tirava goteiras como um ator que toca violino assentados numa cadeira, num palco principal de um teatro vetusto. O pedreiro Nicolau conseguia retirar as mais implexas goteiras dos telhados das casas vizinhas. Nenhum outro pedreiro obtinha o sucesso do Nicolau, nome que lhe era cognominado por todas as pessoas que residiam nas circunvizinhanças!

     De todos os pedreiros residentes nas discretas cidades de Ouro Preto, era o mais procurado com relação as goteiras bisonhas, as quais não seriam jamais retiradas por outra mão de pedreiro, a não ser as de Nicolau – o mais experiente – o mais gabaritado. Ostentava o trinômio: vivência, experiência e sofrência em todos os âmbitos vitais. Decerto, via-se livre das goteiras de intricamento maior; e, ao passo que as simples iam ficando para depois...

     As grandes chuvas de março e abril determinavam a eficiência máxima de Nicolau. Os demais não sabiam tirar as goteiras crônicas e de persistência avassaladora. Ninguém jamais poderia saber os pequenos afastamentos de telhas feitos pelos gatos nas madrugadas chuvosas.

     Chamava para si, outros pedreiros, a fim de que ele mesmo, com astúcia sorrateira perpetrava, logo que o dia recebesse a escuridão da noite. Vagas e mais vagas eram proliferadas com o decurso impiedoso do tempo! O tempo é impertérrito com relação a inoxidável vetustez!...

     Nicolau chamava os seus colegas pedreiros para que pudessem retirar as goteiras simples, as quais apresentavam afastamentos pequenos, médios e grandes. Os gatos iam pouco a pouco aumentando os seus números, independentemente de raça, idade e tantos outros fatores enigmáticos.

     Tão logo, Nicolau foi eleito Mestre de Obra, pois somente ele sabia indicar a posição correta e o número de goteiras simples localizadas nos vários casarios. Desta maneira, somente a sua consciência, após uma percuciente letargia... suspiros e mais suspiros no ranger contrincado dos vários afastamentos de telhas!...

     Realmente, o número de residências correspondia a um milhar de telhas. Nicolau, mestre de obras, aconselhou os pupilos que colocassem sempre cimento nos beirais das casas. Isto era um teste de proteção aos inopinados vendavais que ocorriam naquela região descampada da cidade de Belém do Pará.

     Se não fizessem deste modo, veriam as séries de telhas irem levantando uma após outra, despedaçando-se ao longe, pois voariam em diversas direções e sentidos! Os vetores dispersivos distribuir-se-iam quebrando outros telhados adjacentes aos que estavam em voga, não mais limitando o escancarado número de prejuízos consecutivos...

     Nicolau ensinava a todos os seus alunos operários uma maneira mais segura de como subir e andar com mais segurança, principalmente nos telhados de maior inclinação. O resvalo dar-se-ia em função do não adestramento dos pés sobre a ripagem protetora!

     O Tataramelo e o Rizoldo eram os mais eficientes dos pedreiros que trabalhavam em companhia do Mestre de Obra – Nicolau. Procuravam obedecê-lo ao máximo, seguindo todos as diretrizes traçadas. As pequenas e médias goteiras estavam sempre sendo solucionadas, ao passo que as grandes goteiras, indubitavelmente, requeriam as mãos do mais eficiente pedreiro – Nicolau dos Anjos Barbosa Filho.

     Nesse conglomerado de casas retelhadas de cima até em baixo, somente as peripécias de um excelente preceptor solucionaria as diversas avarias reiteradas em todos os invernos reinantes, nos quais a chuva e o vento em ritmo de vendaval. Dessa maneira, os prejuízos com telhados somariam uma avantajada pecúnia peremptória.

     Nicolau deixava sempre a noite cair sobre os inúmeros telhados posicionados em série, para que pudesse vislumbrar as falhas existentes em meio as telhas – usando uma potentíssima lupa agregada ao lado de uma gigante lanterna, portadora de uma luzerna em alto nível de lobrigação reinante!

     Somente o Mestre de Obra seria capaz de detectar as falhas existentes nos intervalos das conexões das telhas! Os demais operários não possuíam esses artifícios visuais usados apenas na escuridão tenebrosa existente nas diversas coberturas das casas dispostas em fileiras continuas. Não haveria entreveros propícios ao ato refutatório, já que as corroborações eram feitas pelas exídrias representadas por chuvas e pancadas recrudescentes de ventos consecutivos.

     Como sabia andar em telhados, não esperava pela luz solar. A luz artificial do objeto cognominado de lanterna de altíssima resolução – representava todas as possibilidades que ele auferia no desalinhar das telhas cujos afastamentos, decerto, não seriam deletérios aos moradores e seus utensílios. As goteiras molhariam apenas os assoalhos confeccionados pela madeira chamada de pau d’arco. Essa tessitura tornava-se resistente. A resiliência se fazia necessária com o passar do tempo invernoso dos anos subsequentes.

     O preceptor tornava-se cada vez mais eficiente. Sabia tirar as mais implexas goteiras; assim como, seria capaz de multiplicar pequenas goteiras, abrangendo ao somatorial das coberturas existentes.

     Certamente, o Nicolau fora abençoado pela Divina Providência. De fato, então, conseguira aprender um pouco. Tinha uma elucubração bastante aguçada. Ao ouvir os protótipos sons do violino, fora armazenando o que lhe chegava aos ouvidos sensitivos... De quando em quando, ia visitar um amigo; por sinal, violinista que alcançara o ápice quanto aos diversos toques executados com harmonia.

     Logo no encetamento deste relato, vinha sendo ressumbrada a mestria do operário – senhor de todos os toques – ao violino – seu instrumento musical de elevadíssima predileção. Sendo assim, fora tomando posicionamento expressivo por si mesmo – na escala musical do violino plangente!

     Numa dessas madrugadas de lua cheia e esplendorosa, resolvera subir até a cumeeira da casa centralizada, para com o violino executar as mais sentimentais melodias. Então as cordas do violino soltavam as mais deslumbrantes notas sonoras!...

     Os seus colegas pedreiros ficaram estarrecidos, quando presenciaram a descomunal habilidade do mestre de obra. Realmente era polivalente, e de uma versatilidade a toda prova regimental. Estava sendo provado – em diversas atividades – a sua competência inigualável – posicionamento impar referente a capacidade de exarar determinada tarefa no âmbito diversificatório.

     Os residentes tomavam a direitura de fazer-lhe muitos panegíricos, haja vista aquilo que aparatava de tão insólito. De fato, ele era perito naquilo que realizava primordialmente, aparatando uma destreza nunca dantes lobrigada!...

 

 

São Luís, MA, 24 de setembro de 2022

Wilson Cerveira