Nada expungiria da minha memória estertorada, a
esquálida efígie do meu mestre em Língua Portuguesa – Irmão Luciano,
precisamente com relação ao ano de 1968. Nesse tempo, ainda se aprendia o
básico necessário quanto à manutenção do aluno – visando sempre a sua
classificação porvindoura – dentro do concorridíssimo mercado de trabalho!
Hodiernamente, após o transbordo do número de concorrentes com relação
ao número de vagas, houve uma lassidão progressiva no que se refere ao ato de
estudar, tendo por finalidade precípua uma imane antinomia: desaprendizagem do
conteúdo anterior, comutando-o por outro – de eficiência menor.
O
mestre Luciano – luminar em vernáculos neolatinos – mormente os
idiossincrásicos –, e, também, sabia respeitar todos aqueles que demandavam
novos horizontes. Sim, o venerável mestre ficava sempre à cata de adendos
capazes de comutar palavras gastas e erros contumazes e reiterativos, os quais,
sem exceção, iam, paulatinamente, contaminando as gerações prístinas.
O
catedrático em Língua Portuguesa, não confutava a náusea que sentia – “quase vômito”
- quando premoniciava a reiteração de palavras, oral e graficamente, singradas
com estigmas indicativos de erros crassos, durante todo o ciclo de aprendizagem
escolar, dando a especiosa impressão de que o discente resolvera ad-rogar a
repetência, permanecendo na mesma série – por quatro vezes consecutivas – sem
que houvesse usufruição com relação as probabilísticas derivativas!
Durante
as aulas de Português, o emérito especialista em semiótica, comentava, por meio
de acirradas diatribes, a obsessão reiterativa de equívocos irrefutáveis,
estando presentes na linguagem escrita e falada. Destarte, estes vaticínios
realísticos iam sendo inoculados nas cachimônias das gerações porvindouras!
Consequentemente, não havia quem os contivesse, já que vinham sendo escutados
no ramerrão; pois, tomavam a direitura que aduz ao inumamento cognominado de
sossego eterno!...
Essas
incorreções palindrômicas podem ser incorporadas, indistinta e sutilmente,
aparatando imanes recrudescências arraigadas contendo percucientes
estremaduras..., e outros absconditismos escusos, com máculas degenerativas
irreversíveis!
Os
induzimentos corroboram a ressumbração, à miúde, fazendo com que o proponente
aprendiz opte direcionadamente, avocando o descortino para a linha vetorial do
átimo colimador da arguição, mormente na prova relacionada ao supersaturado
mercado de trabalho, cuja concorrência é determinada consoante as vagas
oferecidas através de concursos públicos.
No
cotidiano, em geral, acentua-se indevidamente a palavra rubrica,
transformando-a em proparoxítona. Em princípio, sabemos que o lídimo vocábulo
não ostenta o designado acento, e permanece na classificação de paroxítona, que
é a sua real acepção plausível.
Por que
essa tendência deletéria em primaziar os vocábulos, induzindo-os em direitura à
fileira implacável dos falaciosos proparoxítonos, ainda que não o sejam quanto
à adesão do que se denomina de “corretivismo vocabular”, ressumando uma
inusitada expressão neológica.
Também,
arquetipa-se o “pudico”, em vez de – pudico – (que é o paroxítono escorreito).
Assim, é o termo “ávaro” – cabalmente equivocado, em vez de – avaro – (que é
considerado um lídimo paroxítono). De igual maneira, temos, também, a
terminologia “azíago”, provinda da frase proverbial “dia azíago”, que é
plenamente execrável. Pronuncia-se corretamente, no ínterim em que não a acentuamos
quanto aos manifestos: gráfico e fonético.
Mais
uma vez, deparamo-nos com o errôneo prevalecendo no vernáculo. Então, por mais
que se abomine, devamos prolatar a prosódia assertiva para todos os casos
circunstanciais, ratificando sempre o vernáculo Português, sobremodo no que
concerne ao exatorial abrangente!...
O
hodiernismo agruroso estabelece a fonética correlacionada ao ominoso, que é,
propriamente, o reiterativo – aziago – aclamado por todos aqueles que, de fato,
amam o escorreito em sentido lato e irrestrito, sem que haja hesitações
correlacionadas aos estudiosos dos diferentes idiomas.
O meu saudoso mestre – Irmão Luciano –
vocacionava a devida atenção do aluno para com este tipo de círculo vicioso,
assimilado desde os pródromos até chegar ao período de maturidade máxima, onde
o inveteranismo medeia em todas as diagonais, randomicamente, em direitura às
emergenciais circunstâncias, podendo ou não redimensioná-las de conformidade
com os pendores de cada individualidade assimilatória. O implexo é ser um
lídimo epígono. Caso isso acontecesse, poderíamos nos revestir de cabal
respaldo, adquirindo, dessa maneira, condições propícias para repassar as
lições dos egrégios mestres, abrangendo todos os itens relacionados a uma
polimatia de caráter panacéico! A
educação exige a presença de legítimos educadores!
Assim
sendo, em tempo prisco, o mestre ostentava do senhorio – indicador precípuo –
para que ele se mantivesse como ponto parametral diante de uma turma de
estudantes, com aparatos diversificados em vários âmbitos da cognosia humana! O
mais complexo de todos os fatores plausíveis, seria a utilização adequada da
empatia quanto ao comportamento do aluno e suas díspares aplicabilidades
funcionais! ...
Wilson Cerveira