sábado, 1 de agosto de 2026

A IGNOMÍNIA INVADE O AMBIENTE ESCOLAR


     O incógnito não pede licença. Não se sabe quem é o discente!... O docente fica reconditados em todos os âmbitos, perdendo-se no escuro das carteiras!...

     As matérias ficam debilitadas nos desvãos das paredes que perderam há muito tempo o reboco. Não há nada que chame a devida atenção dos alunos. Também, as sinetas perderam o eco das chamadas.

     Os sanitários estão entupidos e cabalmente inutilizados. Os alunos do “antigo primário” remanescente ficam jogados às traças que sobem e descem os cantos das paredes, as quais perderam a maior parte das suas argamassas enegrecidas pelo acumulo de limo...

     As zeladoras de avental rasgado e manchado não buscam nenhum tipo de melhoria, uma vez que os minguados salários, sem sombra de dúvidas, sustentam os raríssimos alimentos da metade de um mês.

     O desrespeito está presente em todos os compartimentos da inusitada escola dos dias hodiernos. A cada momento temos o enxovalhado de tudo aquilo que foi se passando na poeira do tempo em ribanceira.

     O corpo docente e discente vai se promiscuindo. Desta forma não há desagregação capaz de dividir o que fora feito no hesterno em direitura ao crástino.

     A desonra não tem limite!... A mesma invade todos os recintos escolares, sem exceção. O aluno desrespeita o professor, ficando sempre com a razão. Outrossim, é necessário introduzir o cristianismo nas escolas.

     Vamos partindo para novas metas, uma vez que, indubitavelmente, estamos cada instante mais apropinquados aos anjos do Senhor Jesus Cristo.

     As alunas de hoje, usam saiotes, não importando com o dobrar das pernas. Também, elas se preocupam mais com a vestimenta, relegando as lições ordenada pelos diversos mestres!...

     As alunas preocupam-se também com aquilo que vão dizer durante o período da arguição. Gostam bastante de meter a mão no cofre da determinada escola, onde estão matriculadas por tempo especificado.

     Tais elementos fruem quando percebem que os demais estejam sofrendo perante o clamor amaríssimo do choro preso na garganta.

     Os castigos aplicados aos discentes ociosos exigem censuras de várias folhas de papel almaço. Patologicamente, eles gostavam de submeter as pequenas torturas exibidas naquela época amaríssima! Epígonos, com diferentes famílias, não se rejeitam as objurgações reinantes.

     Doravante, as pessoas de cabelos encanecidos reproduzem aquilo que não realizaram em tempo devido. Enquanto observavam as atitudes dos mais sagazes, buscavam para si as mais esdrúxulas fantasias mirabolantes.

     Essas criaturas traziam para si a desonra estampada no somático e no psíquico. Dessa maneira, os entraves foram removidos pata bem longe dos indivíduos, os quais sofriam perante os paradoxos existenciais evidentes!...

     Que tristeza, tenho visto olhos lacrimejantes neste anoitecer, onde a taciturnidade fica abscôndita, sem que haja um despertar de tantas coisas fortuitas...

 

 

 

 

São Luís, MA, 30 de novembro de 2025

Wilson Cerveira

    

A SAUDOSA CHANE


     O ambiente determina o relacionamento saudável entre os donos e o bichano. Exemplifica-se a alimentação de primeiríssima qualidade, ativando desse modo as papilas gustativas. Então, o ato da degustação era, indubitavelmente, um atrativo a mais fortalecendo os laços afetivos entre ambos: racionais e irracionais!...

     A gata denominada ‘Chane’ fora criada desde o nascimento até a senescência celular, isto é, o tempo todo: no interior da residência que a testemunhou.

     Chane não soube os perigos existentes nas ruas e ruelas que circundavam a casa de seus legítimos donos. Assim sendo, apegou-se firmemente às pessoas, em número bem reduzido, que conviviam em sua companhia diuturnamente.

     Na provectude, com certeza, iniciante aos doze anos, fora ressumbrando um comportamento degenerativo. Não conseguiu se conter em face a árvore de natal. As bolas coloridas, ostentando diversos tamanhos, iam sendo, pouco a pouco, retiradas através dos saltos da gata Chane...

     Postremeiramente, desarmava a árvore de natal, por inteiro, dispersando, de quando em quando, as rutilantes bolas, desde as pequenas até as maiores pelos numerosos recintos da casa ancestral, remanescendo apenas o esqueleto principal!

     As glândulas mamárias de Chane foram, pouco a pouco, recrudescendo. Depois, decerto, a bichane sentia dor excruciante, pungente, lancinante...

     O carcinoma, prova maior da neoplasia mamária, ia se alastrando pelo corpo inteiro da gata, revelando várias metástases no interior e exterior de diversos órgãos vitais.

     As condições patológicas agravaram-se dia a dia. Desse modo, levamo-la ao hospital veterinário. Lá chegando, examinaram-na por completo. Em seguida, fizeram-lhe incisões nos pontos mais nevrálgicos.

     Fizeram com que ela usasse um colar cervical, evitando o posicionamento da língua no local do exsutado. Porém, ela ia batendo com as laterais do objeto nas pernas das cadeiras, com o propósito de retirá-lo. Em seguida, fora substituído por uma roupa leve, a qual cobria o dorso e o ventre da formosa e jocosa gatinha!...

     Chane, Postremeiramente, vivia a miar somente de dor. Os tumores malignos iam se proliferando pelo corpo inteiro do animalzinho. Não conseguia se desprender do encosto da parede que fora colocado num canto reservado da cozinha.

     As dorsalgias recrudesciam com o tempo assinalado no calendário do refeitório. Somente os exames, somatorialmente, diziam do sofrimento da triste gatinha, muito querida por todos nós!...

     Os órgãos da bichane estavam sendo tomados externa e internamente por carcinomas que se alastravam da cabeça até as patas. Outrossim, os sistemas orgânicos patológicos ressumbravam o horrendo combalimento da Chane. A pele da gatinha, altamente franzida, ia indicando a sua depauperação bastante acentuada.

     Igualmente, a pele solta ao longo do corpo da graciosa gatinha; juntamente com os ossos visíveis, davam para reunir num único binômio ressumbrador do peso esquelético da bichane!

     Assim sendo, os miados dolorosos do animalzinho tomavam todos os espaços reservados na atmosfera do respirar ofegante da traquina Chane. Com certeza, sem perplexidade aparente, a chaninha denotava uma debilitação agravante em toda a síndrome ressumbrada por meio de numerosos sinais e sintomas.

     Se bem que tivesse nascido em casa, não estava aguentando as acrimônias e as agruras causadas pelos carcinomas que tomavam conta de todas as suas glândulas mamárias, sem exceção.

     Sendo assim, era deplorável em todos os sentidos assistir o desfalecimento da chaninha, que fora no hesterno a alacridade da casa. A inquietação do triste animalzinho comovia-nos bastante. Dessa maneira, ela se deslocava de compartimento a compartimento, no sentido de conseguir, de forma ou de outra, buscar mitigação ou lenimento para as dores excruciantes, lancinantes ou pungentes...

     Uma vez que, no presente comenos, somente havia uma alternativa possivelmente viável, que era a sua internação numa Clínica Veterinária, a qual aparatasse competência, capacidade quanto ao atendimento, e que não fosse onerosa com relação a diária.

     Após algumas perquirições emergentes, a minha filha Gláucya, sem pestanejar muito, internou-a na mais gabaritada, e cujo preço não parecia ser extorquidor.

     O veterinário clínico examinou-a pormenorizadamente. Eu, na qualidade de biólogo, levei no bolso inferior da camisa, sem pestanejar, minha lupa de laboratório. Ao apresentar-lhe o objeto, o clínico veterinário agradeceu-me de modo cerimonioso a lembrança irrefutável em gênero, número e grau.

     Encarecidamente, pediu-me que olhasse com ele. Realmente, estávamos a presenciar inúmeros carcinomas que tomavam conta do corpo inteiro da gatinha – da cabeça aos pés.

     O veterinário cumprimentou-se perante minha inventiva; pois, entendíamos tanto da saúde do irracional quanto da referente ao racional. Ambos, então, congratulavam-se alacremente com relação a ostentação de natureza cognitiva.

     A chaninha miava alto e aflitivamente, diante do quadro doloroso que a atormentava vinte quatro horas, tirando-lhe o sono, seu bem mais precioso. De fato, estávamos vivendo em estado taciturno impressionante!... Solicitávamos a presença constante da Santíssima Trindade: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo...

     De forma ou de outra, tivemos que mudar de clínica. Nessa anterior não havia veterinário cirurgião. Assim sendo, por mais que gostássemos do tratamento que fora dispensado, a cirurgia não poderia ser perpetrada nessa clínica, uma vez que não havia recursos tecnológicos adequados para o portentoso ato cirúrgico.

     Fomos eu e minha filha Gláucya até a Clínica Operatória. Gostaríamos de saber quanto custaria o ato cirúrgico, conquanto havia a probabilidade de exérese de todas as glândulas mamárias.

     A potente lupa ressumbrava uma cabal extirpação. De fato, isso acontecera. Após este procedimento, verificou-se a metástase para os demais órgãos da chaninha.

     Os demais sistemas foram tomados abruptamente, deixando-nos totalmente desolados. Agora, neste interim, não havia mais recorrência. Então, a embolia pulmonar foi arrasadora. Assim sendo, os pulmões encheram-se de líquido patológico, fazendo com que ela respirasse de modo ofegante!...

     Era noite e por coincidência os sinos dobravam de maneira merencória, deixando-nos com os olhos cheios de pranto taciturno. De súbito o telefone tocou anunciando o perecimento da gatinha. De repente, ficamos paralisados e muito tristes, sem sabermos como proceder perante o fatídico.

     Outrossim, perdemos aquela encanadora chaninha de olhos azuis. A partir deste comenos, não teríamos mais o animalzinho, o qual ornamentava a casa com as suas múltiplas traquinagens...

     Não sei o que fazer diante da nostálgica saudade que me comprime o peito. Somente sei que o descomunal vazio que ela me deixou. Até o presente interim, não consigo reencontrar-me neste salão sombrio e cabalmente taciturno nos três tempos: manhã, tarde e noite...

 

 

São Luís, MA, 18 de julho de 2026

Wilson Cerveira Marques

 

MARCAÇÃO DOS MEDICAMENTOS

 

     Urge que tenhamos, diante da senescência celular, uma agenda específica para que escrevamos os nomes dos medicamentos que tomamos e, também, aqueles que iremos tomar durante cada dia.

     Com a senectude, a memória vai paulatinamente nos perfidiando, fazendo com que esqueçamos os diversos nomes dos medicamentos que iremos tomar, assim como, aqueles que tomaremos no decurso do dia.

     Melhor seria que anotássemos todos os pormenores necessários: dias, horários específicos, começo e término. Caso contrário esqueceríamos por completo.

     O ato de anotar numa agenda é mais salutar do que colocar os vidros dos remédios em fila, totalmente numerados – do primeiro ao último. Com a vetustez impiedosa, vamos esquecendo, pouco a pouco, o que aprendemos nas múltiplas escolas que cursamos: do primário, ginásio, científico, curso superior, mestrado, doutorado e pós doutorado!... 

     Quem poderá dizer o contrário?!... Eu, que humildemente tenho vários cursos da área da saúde, sou o postremeiro a pronunciar-me com os conhecimentos que aparato desde o hesterno, passando pelo hodierno, e partindo em direitura ao crástino.

     Seria salutar prototipamente que colocássemos um letreiro em cada vidro ou caixa de medicamento, os quais tomaríamos no decurso das vinte e quatro horas de cada dia.

     Também usaríamos o despertador do celular. Desse modo, temos dois indicadores primiciais. Igualmente, vamos em rumo dos demais, para que tenhamos a exatidão quanto ao ato de tomar acertadamente todos os medicamentos diários.

     Como é implexo conservar a memória no transcorrer fugaz dos anos!... Para termos algum cumprimento com a marcação exata dos medicamentos que deverão ser tomados no ramerrão das horas do dia a dia, temos de elucubrar um esquema infalível durante o interregno de vinte e quatro horas!

    Em cada papeleta afixada no exterior do vidro ou da caixa do medicamento, devemos, caso possível, usar o monossílabo ‘já’, deixando um respectivo espaço para completarmos o ato lembratório do respectivo remédio a ser, posteriormente, tomado no horário determinado.

     Escrevamos ao lado da palavra ‘já’, a data, o horário e tudo que for necessário para dilucidamento das substâncias que compõem o medicamento em apreço.

     Os princípios ativos fazem parte integrante e imprescindível. Assim sendo, estão representados os genéricos – com preço menor – enquanto os “de marca” apresentam um valor pecuniário bem maior.

     A oneração dos produtos medicamentosos em dias hodiernos tem sido um lídimo assalto no bolso do consumidor. As farmácias dispõem de meios não utilizados nos dias atuais. Peçamos a Santíssima Trindade iluminação e força, a fim de que possamos resistir as inumerosas dificuldades e óbices que se apresentam hodiernamente...

     Os remédios fracionados ajudam de uma forma ou de outra a reduzir os custos. Entretanto, a maioria dos medicamentos não podem ser deveras partilhados!

     Tive que mandar fazer três armarinhos tamanho médio para colocar os principais remédios da minha preferência. Assim sendo, medicamentos manipulados são remédios, cremes, fórmulas ou suplementos preparados de forma personalizada por um farmacêutico, seguindo uma receita médica específica.

     Outrossim, a vantagem é a seguinte: dose exata, possibilidade de retirar componentes alergênicos (como lactose ou corantes) e associação de vários ativos em uma única cápsula.

     Esses armarinhos de madeira possuem diferentes espações com a finalidade exclusiva de colocar em ordem alfabética, e, também, consoante o seu princípio ativo. De tal forma, o remédio pode ser retirado acertadamente, mesmo o ambiente estando em plena soturnidade.

     Para quem gosta realmente, a marcação dos medicamentos abrange todos os requisitos necessários para que tenhamos a proteção da Divina Providência. Então, tenhamos no nosso íntimo a frase basilar: “Gratidão à Santíssima Trindade”!

     É salutar uma temperatura ambiente, para que exista a conservação da composição medicamentosa. A composição deve ser assinalada com um sinal característico de identificação.

     Desse modo, propicia com mais facilidade, sem procrastinação, o achamento da sustância que deverá ser ministrada no referido organismo, o qual se encontra em estado valetudinário!. Os medicamentos injetáveis, tanto por via intramuscular, quanto endovenosa, requerem cuidados especiais...

     Acetilcisteína é um medicamento expectorante indicado quando se tem dificuldade para expectorar e há muita secreção densa e viscosa, tais como bronquite aguda, crônica e suas exacerbações.

     Somalgin cardio, cujo princípio ativo é o ácido acetilsalicílico. Este medicamento é revestido, evitando atacar a mucosa gástrica.

     Outrossim, é indicado para prevenir acidentes vasculares cerebrais. De fato, os derrames podem ocorrer em diferentes faixas etárias, principalmente em pessoas hipertensas. Em casos mais raros, sucede também em pessoas hipotensas!

     Há medicamentos que devem ser colocados na geladeira, no mínimo uma hora antes de ser administrado, notadamente no congelador, visto que será usado no mesmo dia.

     Ao passo que, decerto, aqueles que forem administrados em dias posteriores, não precisam de temperatura de petrificação. Do exposto, sem hesitação, serão colocados na porta da geladeira.

     Um desses medicamentos são os supositórios. Os melhores, sem perplexidade, são os de glicerina. Após a abertura do invólucro, deverão ser inoculados por via retal. O paciente sentar-se-á numa caldeira apropriada, esperando no mínimo o relógio registrar trinta minutos.

     É o tempo necessário para que seja dissolvido no organismo. Dessa maneira, haverá a expulsão das fezes, um tanto ressequidas no interior do intestino.

     Não se deve fazer força para dejetar; pois poderá haver rompimento de vasos, com eliminação de sangue. Também, devamos obedecer a posologia dos medicamentos, para que não soframos com as irregularidades!...

 

 

 

 

São Luís, MA, 01 de agosto de 2026

Wilson Cerveira

 

 

 

sábado, 7 de março de 2026

HODIERNO DAS INVERSÕES DEGENERATIVAS


     Em se tratando de escolas, não se pode, em hipótese alguma, fazer uma analogia. Os alunos que frequentavam o colégio pristino, apresentavam um comportamento digno de sinceros panegíricos.

     Os Mestres desse tempo prisco eram tratados, com toda deferência pelos seus epígonos. As salas portavam estrado, estrutura mais elevada que o chão, a qual servia de suporte para a colocação da carteira do respectivo mestre, conforme sua disciplina e horário estabelecido.

     Outrossim, esse tablado facilitava, sobremodo, a visão do professor até os postremeiros discentes, situados nas últimas carteiras da mencionada sala de aula. Igualmente, sem hesitação, esses compartimentos escolares comportavam trinta alunos.

     Neste átimo ígneo, as salas de aula aparatam um número de alunos, os quais transgridem as folhas do Diário de Classe. As folhas recortadas de papel branco são coladas em cada caderneta, ultrapassando um número de discentes superior a sessenta!...

     Igualmente, se as paredes fossem de plástico enfurnariam as carteiras – até que alcançassem o nível correspondente ao sincipúcio, deixando apenas o espaço das órbitas oculares. Assim sendo, sem hesitação, o antididático estava se prestando como modismo degenerativo.

     Também, as lousas de cavalete com ambas as faces comutativas – foram substituídas por lousas de coloração frontal verde. Essas estruturas permutaram a tão propalada caixa de giz por pinceis, reduzindo o grau de rinite alérgica ressumbrada por um grupo de docentes.

     Anunciaram computadores de péssima qualidade, os quais funcionam bem pouco. Outrossim, chamaram para dentro das salas os celulares mutáveis – que são trocados pelos pseudoescreventes no ato da aquisição de drogas mortíferas!...

     Neste hodiernismo angustiante, não temos mais as vigilantes em cada porta da respectiva sala de aula. Essas senhoras desenvolviam um trabalho lapidar. Primeiramente, tomavam conta dos discentes, antes que o professor chegasse, mantendo-lhes a ordem disciplinar com relação a educação cristã esboçada por cada epígono.

     Em seguida preenchiam as caixas de madeira com giz de boa qualidade. Posteriormente, apanhava as cadernetas ou diários de classe, ordenando-os conforme o horário estabelecido para com a disciplina ou matéria que fora designada.

     Os vigilantes ou as vigilantes possuíam armários com chave, corrente e cadeado, obstruindo-os na presença de bisbilhoteiros falsificadores!...

     Os discentes deseducados eram colocados em pé nos corredores para fazer a respectiva leitura do livro correspondente ao horário a ser ministrado pelo “Mestre” do momento estipulado pelo relógio de pendulo – afixado no ponto mais elevado da parede do fundo do imenso corredor. Os seus ponteiros eram bem graúdos, oferecendo uma visão nítida.

     Essas senhoras ou senhores ostentavam uma cadeira com espaldar e braços, uma vez que aparatavam uma faixa etária avantajada cujos músculos e articulações de ambos os membros inferiores não suportando o peso do corpo!

     É de bom alvitre exarar que as senhoras vigilantes eram indicadas por suas filhas que já se encontram nas respectivas escolas do prisco ou pristino, exercendo o serviço de zeladores. Outrossim espanavam janelas e portas – de baixo a cima – abrangendo seus interstícios.

     De fato, as escolas do pretérito distante podiam ser perlustradas por vários olhares concomitante. Não haviam marcas de solados de Vulcabrás nas paredes do prédio colegial. Realmente, sem perplexidade, podiam ressumbrar a educação cristã que fora adquirida pelos alunos no convívio diuturno com os seus pais.

     Sim, eram indivíduos obedientes, os quais souberam repassar para a memória o que tinham aprendido com seus antepassados no que concerne ao âmbito educacional. Esses senhores e senhoras quando chegavam dos trabalhos realizados durante o dia; ainda restava um pouco do turno noturno, para que fossem tomadas as lições das diferentes disciplinas ministradas!...

     Neste interim em que vivemos, as pseudo escolas exibem um modelismo falsário com relação aos alunos desobedientes. Aboliram os castigos corretivos!... As leves correções que serviam de sustentáculos para os discentes ociosos; hoje, são denominadas de incriminatórias.

       Outrossim, os docentes que as executarem nesta ensancha sórdida do hodiernismo, receberão das famílias atinentes a esses adolescentes compulsivos, uma carta intimatória.

     Neste comenos conspurcatório, os epígonos deixam a maioria dos livros em seus respectivos condomínios ou casas. A bolsa fica repleta de material esportivo. Também, a bola de futebol – por ser mais volumosa – é reconditada abaixo da camisa escolar. De longe, temos a falsa visão de um tumor que crescera em seu abdome!...

     Os jogos são diversificados. Então, eles cuidam das jocosidades, e esquecem completamente das matérias a serem estudadas, as quais servirão de embasamento curricular para o implexo mercado de trabalho.

     Atualmente, a bolsa escolar do aluno foi comutada por uma mochila com alças resistentes, capaz de comportar uma bola de futebol, acrescendo de altíssima resiliência comprovada nos gramados!...

     O crônico vicio, que é o jogo de futebol, substitue os livros das matérias, as quais seriam ministradas de conformidade com o dia da semana ressumbrado no tradicional livro de ponto.

     A quadra futebolística é o referencial de primeiríssima grandeza em dias de patologia recrudescente. Então, o instrucional é substituído pelo esforço físico das jogatinas mirabolantes.

     As mochilas, de fato, servem para a absconditar todo o material pertencente ao âmbito esportivo. Outrossim, os chutes fortíssimos das pelotas, faziam com que elas ultrapassassem os alambrados, fraturando as telhas sobrepostas no telhado das casas vizinhas!

     As Secretarias de Educação tentam, de todas as formas, acompanhar o desenfreado ritmo tecnológico. Tanto assim, sem nenhuma perplexidade, inauguram nas casas de ensino os aparelhos tecnológicos mais recentes.

     A maioria não funciona, uma vez que – sua ordenação mecânica foi inteiramente mudada em negociatas fraudulentas em todas as dimensões plausíveis.

     O simulacro pecuniário enche os bolsos desses escroques falsários. E, desta maneira espurca, esses extorquidores de verbas escolares, compram automóveis caríssimos...

     Quem aprecia de longe, a impressão é outra, cabalmente modificada... Os discentes e docentes não podem ressumbrar nenhum benefício existente, pois a falcatrua tomou conta de tudo!

     O governo corruptor faz as pseudo propagandas nas portas dos colégios da rede estadual. O número de microscópios sem funcionamento ultrapassa todos os limites plausíveis. Dessa maneira, os falsos votos de extorsão fornecem uma pecúnia jamais perpetrada!...

     A hipocrisia governamental toma conta da popularidade. Os votos proliferam-se em cadeias infernalizantes. Esses aparelhos recebem uma pintura caricata, a qual serve para cobrir as camadas de ferrugem que se alastram infinitamente.

     Ao passo que, sem hesitação, os computadores da mais recente época, generalizando informes de primeiríssima grandeza inexistente, neste telúrico ígneo perante as visões embaçada...

     Colocam-se nos interregnos vidraceiros iluminados! E, desse modo, as eleições estão para acontecer em cada Estado da Federação, somatorizando os seus inúmeros municípios!...

 

 

 

São Luís, MA, 07 de março de 2026

Wilson Cerveira 

           

domingo, 15 de fevereiro de 2026

GATOS SURPREENDENTES

        De fato, a verdade é outra; pois o que surpreende é a evolução avassaladora; e, não são os gatos existentes neste hodierno heteróclito!...

     A Chane, nome da gata que criamos desde o período de recém nascida. Outrossim, a encontramos na soleira da porta da rua. Então, providenciamos colocá-la para dentro de casa. Nesse caso, não haveria outro jeito de acomodação.

     Adotamos, exatamente a que ressumbrava fisionomicamente o aspecto cabal de abandono irrelevante. Nesta ensancha, improvisamos uma mamadeira com bico verossilhante a um mamilo. Sabemos que todo animal, quer seja irracional ou racional, alimenta-se de leite nos três primeiros meses de vida.

     É necessário perscrutar as origens percucientes dos gatos, buscando, geneticamente os seus precedentes, para que possamos fazer as devidas análises de diversas verossimilhas!...

      O ambiente, quem sabe, pode caracterizar alguns comportamentos excêntricos aparatados pelos gatos, notadamente os que vivem trancafiados em casa. Outra maneira, é percebida por aquele que é solitário, não tendo o aconchego de outro gato ou gata.

     O dono ou dona do animal, por acaso, termina determinando o tipo de ração que deve ser comprada para o bichano ou bichana. A mais apetitosa é a gelatinosa, que é a mais onerosa e fácil de ser deglutinada pelo gato, que é o primo de terceiro grau da onça.

     O comportamento do bichano fica coeso ao seu proprietário. Sendo assim, não há hesitação que possa dizer o contrário. Qualquer pessoa estranha que surja no ambiente...

     As linhas sensoriais convergem para pessoas que convivem com o gato. Assim sendo, não há estranheza. Se nesse ínterim surgir uma criatura portadora de caracteres bizarros, o bichano desaparece instantaneamente, onde não há olhos capazes de vislumbrá-lo na trajetória de fuga.

     Realmente, os gatos possuem linhas sensoriais aguçadas, sobretudo aqueles que convivem nas casas isoladamente. A falta de um companheiro ou companheira – fortalece o apego com relação as pessoas que estejam a servir esses gatos de companheirismo diuturno.

     A olfação parece ser de boa marcação. Assim, sem sombra de dúvida, os gatos partem para os locais em que essas pessoas ocuparam durante aquele ato de visitação provisória. Basta observar as linhas trajetoriais deixadas por aquelas criaturas!

     A despeito da visão ser de primeiríssima qualidade – faz com que eles caracterizem os objetos ou as pessoas a uma determinada distância. Desse modo, quanto maior a escuridão do ambiente, os gatos conseguem enxergar com maior nitidez tanto as pessoas como os objetos presentes naqueles recintos.

     Eu tinha apenas onze anos de idade, quando presenciei as investidas de um gato preto, o qual criamos desde o período de nascença. A comida da nossa casa era verossimilhante a do vizinho.

     Outrossim, havia também um gato de pelugem preta. O bichano de nossa casa preferia fazer a ginastica, e, então pulava o muro de altura mediana para comer da mesma carne frita – a qual fazíamos ao acordar do dia seguinte.

     Nesta ensancha, recebíamos diversas reclamações do vizinho Eurico - um espírita muito educado em tudo que exibia: falava baixo, blandiciosamente, como quem procura no olhar do outro uma justificativa plausível.

     Neste comenos, o Hildebrando disse-lhe: tenha calma, irei castigar este mal bichano, aplicando-lhe uma objurgação ou escarmento de afastamento bem distante, impossibilitando o seu regresso à casa que o protegia das intempéries...

     O Hildebrando falou com o Izidoro. Perguntou-lhe o que faria com a destinação do gato. Assim sendo, compraria dois sacos de estopa, a fim de que conduzisse o gato. Sabemos, sem perplexidade, que as diversas espécies de gato aparatam uma sensória invejável!...

     Ambos os sacos servirão para obstacular a trilha que será percorrida – da casa, situada na praça cognominada ‘Igreja da Matriz’, até o ponto convergente que fazia a direitura com relação a ‘Praia da Itatinga’.

     Somente neste balneário, abriria as bocas dos dois sacos, para que o gato – ladrão de comida da casa alheia – pudesse reaver a sua liberdade – que fora bloqueada ou obstruída durante aquele percurso cabalmente escermentoso.

     Izidoro recebeu a pecúnia do serviço realizado. Outrossim, conferiu amiúde as dez cédulas de cinco reais, enfurnando-as no bolso esquerdo da calça, dando a falsa impressão que iria lacerar a costura. Dessa maneira, que parecia jocosa, amarfanhava a quantia em dinheiro que recebera pelo serviço realizado!...

     Eurico, Hildebrando e os demais vizinhos estavam álacres pela retirada do bichano, o qual foi cognominado de “gato ladrão de comida”.

     Quem diria do seu reaparecimento no sétimo dia!... Ao abrir a porta que dava para a rua, o bichano adentrou à casa que o abrigava por uma década. O que mais impressionou o vetusto espírita Eurico foi uma percuciente tristeza que ressumbrava em ambos dos seus olhos azuis como o firmamento – o céu de Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo.

     Esses bichanos, hodiernamente, têm sido encontrados no interior das casas dos seus respectivos donos. Os que vivem na rua, terão seus dias contados, pois as rodas dos automóveis velozes faziam com que eles morressem prematuramente.

     A gata da nossa casa, uma vez que moramos num dos apartamentos de um edifício de dez andares, revela comportamentos bizarros, nunca dantes ressumbrados em outros gatos da vizinhança periférica!...

     A Chane, de modo heteróclito, passou a gostar de comer abobora, tomar leite gelado e outras preferencias excêntricas. A minha mulher Maria do Socorro, geralmente, acorda com os miados da nossa gata Chane.

     Fica a se enrolar nas pernas da Socorro, caminhando em direitura à cozinha, que é acoplada a um depósito ou despensa de armazenar diversas qualidades de alimentos saborosos!...

     A nossa Chane é surpreendente em tudo o que se possa evagar. A elucubração transpõe barreiras de ferro e chumbo – de altura imensurável – jamais alcançada por um ser vivente: animal racional ou irracional, não importando o seu tamanho: pequeno, médio ou grande.

     A árvore de Natal que armamos todos os anos era apreciada pela nossa gata – de modo intocável. Agora, que ela está na senescência celular, sofrera uma metamorfose degenerativa irreversível...

    Neste ano de 2026, em que ela completa quinze anos, resolveu, por conta própria, desarmar a árvore de Natal, retirando diariamente de uma a três bolas, indo em seguida atrás das mesmas, chutando-as para bem longe.

    Essa Chane a cada dia nos surpreende diante comportamentos cabalmente heteróclitos em dias hodiernos!...

 

 

 

 

 

 

São Luís, MA, 08 de fevereiro de 2026

Wilson Cerveira

 

 

sábado, 8 de novembro de 2025

A ROTA DO ADEUS

 

     A letargia da cognosia não deveria prevalecer, independentemente, que fosse o telúrico. Nenhuma família poderia emergir de uma soledade reiterativa em todos os âmbitos cognitivos plausíveis!... Dessa maneira, a família Cerveira Marques deixaria definitivamente a cidade de Alcântara – MA. Nos meandros de 1960, Alcântara somente ostentava o vetusto “Curso Primário”. Assim sendo, jamais galgaria uma formatura de ‘Nível Superior’.

     Wilson Cerveira Marques, que cursara todo o Curso Primário, tendo por professora a senhora sua mãe – Nély Cerveira Marques, a qual era Diretora Inácio Raposo, acumulando todas as funções diversificadas.

     Queria que seu filho fizesse o ‘Exame de Admissão’ no tradicional Colégio Maristas. A Língua Portuguesa e a Matemática eram as disciplinas favoritas; pois, vinham em primeiríssimo lugar. As outras disciplinas viriam em sequência: História e Geografia (conhecimentos gerais).

     De primeiríssima vez, havia a independência das notas com relação as matérias. Isto significava um martírio maior para o candidato. Em consequência, proveio uma amenização no que concerne a introdução da média aritmética. Uma nota mais baixa poderia ser compensada por um valor mais alto em outra matéria. Desse modo, o concorrente sentir-se-ia volitivamente.

     Chegamos a São Luís do Maranhão precisamente no dia 30 de novembro de 1966! A casa onde passamos o ginásio e o cientifico era pequena, já que o outro lado era ocupado por uma família que pagava um exíguo aluguel, atrasando noventa dias!...

     Por curiosidade minha, fui, pouco a pouco, buscando os aspectos da natureza que ficavam na perlustração!... Assim sendo, no fundo da casa nos deparamos com a parte terminal do “Cemitério do Gavião”, com inúmeros ciprestes ao redor das numerosas sepulturas reconditadas entre os sepulcros vetustos.

     Nas janelas da frente, desfrutamos o mar de águas tranquilas, fazendo com que ela sumisse cabalmente no horizonte. Essas impressões funérias penetravam lentamente no meu íntimo, deixando-me inteiramente sorumbático!...

     O exame de admissão jamais poderia ser protraído. Sabemos que o psicológico de todos os discentes que vieram dos demais interiores da Cidade de São Luís do Maranhão. O calendário do exame de admissão do Colégio Maranhense dos Irmãos Maristas era inexorável em todos os aspectos plausíveis.

     A disciplina compreendia a ‘Língua Portuguesa’, completa de verbos em seu presente, pretérito e futuro. Havia uma questão da seguinte maneira: diferenciar e classificar as seguintes palavras: mau, mal, mas etc...

     Desse modo, surgem vocábulos excêntricos, para mostrar o gabarito de aprendizagem. Davam-nos a impressão heteróclita ou bizarra de todas as aprendizagens sorvidas durante as cinco rígidas disciplinas do Antigo Primário. Sim, era um exame vestibular em miniatura!

     Era imprescindível arquivar mentalmente: Português, Matemática, Geografia e História... Os exames das diferentes disciplinas que constituíam o famoso ‘Exame de Admissão’, foram realizados respectivamente nos dias 1,3 e 5 de dezembro de 1966.

     Com relação ao prazo de correção das provas, tínhamos que esperar no mínimo o decurso de um mês. Logicamente, o resultado dos aprovados sairia na primeira semana de janeiro de 1967.

     Meu pai – Walter Ricardo Guimarães Marques – acompanhou-me até a antiga Livraria JC, a fim de comprar alguns livros de literatura da autoria do Coelho Neto. Mesmo assim, a melancolia infiltrava-me em todo o meu corpo que adentrava na faixa etária dos treze anos.

     A casa seria satisfatória para a moradia, se tivéssemos de ocupar ambos os lados. Outrossim, o lado antagônico do vetusto imóvel, era ocupado por duas senhoras idosas, sendo uma mais provecta do que a outra.

     Destarte, ficávamos contidos em espaços pequenos e estreitos!... Desde pequeno, sofria a estreiteza dos parcos espaços físicos... Mentalmente, de modo hermético, a soledade tomava conta em todos as dimensões do meu ego torturado de percuciente melancolia prematura e amargurante, abrangendo todo o meu psicossomático. Dessa maneira, a puerilidade estava sendo mutilada em diversos pontos...

     O lado da casa onde nos alojamos era desagradável. O calor insuportável não admitia que vestíssemos camisa, uma vez que a sintomatologia de uma fortíssima virose poderia nos proporcionar um transtorno incalculável no organismo.

     Dormia na cama de lona quente, verossimilhante a tantas outras utilizadas no quartel pelos soldados responsáveis pela guarda noturna!

     As portas e janelas da casa não ofereciam nenhuma segurança. Muito mais tarde, houve a extrema necessidade da colocação de grades de ferro em todas as janelas e portas. Era somente para dizer; pois, o material era de péssima qualidade...

     Também não poderíamos abrir as janelas, visto que, sem hesitação, as pessoas que passavam lateralmente olhavam a casinha por inteiro.

     A rua que passava pela frente da casa, com certeza, aparatava uma ladeira íngreme – de ponta a ponta. Tínhamos que ascender segurando os joelhos para não cair em sentido inverso, redundando no fatídico. As pessoas senescentes, as quais tinham desgaste acentuado das cartilagens de ambos os joelhos, preferiam subir esse lídimo precipício acompanhadas de uma bengala de três pontas.

     Pelo fundo da casa não havia nenhuma saída, já que as casas eram múltiplas com muros variados quanto ao tamanho de cada um.

     Os ciprestes gigantescos não deixavam reconditar o antigo “Cemitério do Gavião”. Com que melancolia, posicionava-me na postremeira janelinha do fundo da casa. As lágrimas rolavam pela minha face. Desde então, passei a aparatar distúrbios do sistema nervoso. Levaram-me ao psiquiatra desde a faixa etária dos quatorze anos. Prescreveu-me alguns medicamentos...

     Eis então, sem perplexidade, os motivos basilares da adaptação do meu organismo aos diferentes medicamentos. É preciso citar hodiernamente, visto que estou me apropinquando a casa dos 72 anos!

     Prossigo a dizer que uma só banda da nossa casa dava para morar uma única pessoa, portando poucos objetos, tais como: livros e roupas de diversas utilidades.

     Dessa forma sofredora, vou atravessando os dias e as noites. Que primeira série ginasial repleta de problemas nunca dantes vista. Eu, Wilson Cerveira Marques, estava acompanhado de meus pais: Walter Ricardo Guimarães Marques e Nély Cerveira Marques.

     Ele, no caso protótipo era Coletor/Extrator Federal. Ela, com nobreza, exercia a função de Professora Normalista dos anos cinquenta. De fato, com a sua competência, tomava conta do Colégio Inácio Raposo, onde também exerceu o cargo de Diretora Geral.

     Em Alcântara – MA, uma única professora lecionava todas as disciplinas. Ao passo que, no tradicional Colégio Maranhense dos Irmãos Maristas, cada docente ficava responsável por uma matéria

     No primeiro semestre, tive muita dificuldade em Francês. Todas as minhas notas ficaram abaixo de cinco, sendo, então, assinaladas com caneta de tinta vermelha.

     Tanto assim, que fiquei de castigo o mês de julho inteiro, fazendo leituras e cópias das diversificadas lições do idioma neolatino cognominado ‘Francês’...

 

 

 

 

 

 

 

 

São Luís, 19 de julho de 2025

Wilson Cerveira

 

 

 

GRATIDÃO À SANTÍSSIMA TRINDADE


     Devamos orar diariamente, solicitando a proteção do Pai, Filho e Espírito Santo. Afastai-nos das invidias que contaminam os continentes do orbe!...

     Os pensamentos malignos devem ser expurgados das nossas células corporais. Decerto, também, as animosidades geradas pelo ódio do inimigo secreto. Com certeza, a Santíssima Trindade fará a defesa dos nossos órgãos expostos à fúria incontinente dos mais variegados demônios existentes no telúrico.

     Certamente, a gratidão da Santíssima Trindade vai banir as diversas enfermidades que se apropinquam dos organismos racionais e irracionais. Tanto assim, peçamos o afastamento das doenças incuráveis. Livrai-nos dos males eternos – os quais se aproximam de todos nós!

     As três pessoas da Santíssima Trindade: Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo são exponenciais com relação aos progressos científicos...

     Outrossim, o que Deus uniu, o homem não pode separar. Também, Jesus fala sobre o celibato. Alguns ficam sem casar, para que possam promover melhor o reino dos céus.

     Em seguida, Jesus abençoa as crianças. Alguns discípulos procuram afastá-las. “Não impeçam que as crianças venham ao meu encontro. Ao contrario deixem que elas se aproximem, porque o reino dos céus pertence àqueles que são simples e sinceros, como as crianças”. Em seguida, abençoou as crianças e depois saiu daquela região.

     Jesus continuou falando, por meio de comparações. O reino dos céus – a minha religião – pode ser comparado a um reino que festejou o casamento de seu filho. Esse rei enviou seus mensageiros para chamar os convidados para a festa do casamento. Mas eles não quiseram comparecer. De novo, mandou outros mensageiros, com o seguinte convite aos convidados: ‘O banquete já está preparado. Organizei uma grande festa! Venham à festa do casamento!”

     Devamos trazer no intrínseco dos nossos lídimos sentimentos a presença constante da Santíssima Trindade: Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo!

     Outrossim, podemos ser surpreendidos pelo beijo da insidia. Jesus ainda falava, quando Judas, um dos doze apóstolos se aproximou. Com ele vinha grande multidão de gente, armada de espadas e cassetetes, enviada pelos chefes dos sacerdotes e pelos chefes do povo.

     O traidor lhes dera um sinal: “Jesus é aquele a quem eu beijarei. É a ele que devem prender”. Judas aproximou-se de Jesus e o saudou: “Boa noite, Mestre!”. Em seguida o beijou. Jesus lhe perguntou: amigo, para isto você veio?” ...

     E quanto à ressureição dos mortos, na qual vocês não estão entendendo o que Deus disse na Bíblia: “Ame ao Senhor, seu Deus, de todo o seu coração”.

     O segundo mandamento tem importância semelhante: “Ame o seu próximo como você ama a si mesmo”. Outrossim, nestes dois mandamentos resume-se praticamente toda a Bíblia. Infelizes vocês, professores da lei, cheios de falsidade. É preciso praticar primeiro estas coisas mais importantes...

     Jerusalém, Jerusalém, cidade que mata os seus profetas!...

     O reino dos céus pode ser comparado à história das damas de um casamento, as quais ficaram à espera do noivo. Cinco jovens eram descuidadas e outras cinco eram prudentes – as quais, além de óleo, levaram reserva de outros subsídios.

     Jesus, então concluiu: com vocês pode acontecer o mesmo. Os povos de todas as nações se reunirão diante de mim. E eu separarei uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Os bons colocarei à minha direita e os maus à minha esquerda.

     Ao cair da tarde, Jesus sentou-se à mesa com os doze apóstolos. Durante a ceia, Jesus lhes disse: “Um de vocês irá me trair”.

     A natureza abalou-se com a morte de Cristo. A terra tremeu e partiram-se rochas. Os sepulcros se abriram e os corpos de muitas pessoas, que acreditavam em Deus, ressuscitavam.

     Terminando o sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria, ambas foram ver o túmulo.

     Deus Pai proclama Jesus seu Filho. Em seguida, o Espírito Santo desceu sobre eles de maneira pomposa.

     Jesus e os discípulos foram para a cidade de Carnafaum. Ele ordena com tanto poder, que até os espíritos maus lhe obedecem!...

 

São Luís, MA, 06 de setembro de 2025

Wilson Cerveira