quarta-feira, 31 de julho de 2013

AS CAPCIOSIDADES DO MORALISMO

    Elesbão, à socapa, seria capaz de perpetrara todos os erros, conquanto os condenasse, visceralmente, quando praticados por outras pessoas, -- que não lhe deviam respeito --, tampouco serviriam de cúmplices quanto à consecução de insólitos delitos.
    Por analogia, o pseudo moralista usava de todos os ardis, rebuscando-os em escaninhos distantes, e, destarte, dificultando, cada vez mais, as demandas dos esdrúxulos caracteres imanentes de sua própria identidade profissional.
    Há muito, sem pestanejar, fazia tudo o que lhe era possível exequir, tendo que se abstrair de vários interesses pessoais, para manter a sua máscara de homem “íntegro”, mas com todos os perfis de um baita facínora.
    Após ter ingressado num novo ramo, quase suspeito no âmbito da negociação, procurava dar tudo de si – acepilhando ao máximo o trabalho a ser executado, para que jamais deixasse rastros de porvindouras identificações, sobremodo do autor participante das estratégicas missões capciosas.
    Destarte, sem hesitações tergiversantes, mudaria de afazeres, desde que vislumbrasse uma demanda superior à oferta de vários encetamentos negociáveis, de maneira abstracional, em que o produto elucubrático está apenas como fluxo promanatório na mídia, para que, no devir, venha aparatar concretude, tanto no que concerne ao continente quanto ao conteúdo.
    De fato, o Elesba, como era conhecido no arrabalde onde morava, já tinha experimentado de tudo – desde o lícito ate o ilícito. Mesmo no oficio da trapaçaria, não se deixava estigmatizar como falsificador eficiente de nomes, bebidas, pedras preciosas, semipreciosas, ouropéis, ouros de diversos quilates e certidões de nascimento, casamento e óbito.
    Mesmo assim, com sufrágio popular e aclamação governamental, esses facínoras já ocuparam cargos políticos pertinentes aos altos escalões das cúpulas de corrupção deste Brasil vexatório. E, desse modo, foram edificando as suas bases de degenerescências, tendo por égide as leis criminosas, capazes de todas as arbitrariedades infensas, ora vigentes nos estatutos (regimentos) dos três poderes corruptíveis.
    A perícia maior do tal sujeito bilontra, sem nenhum desmerecimento nominal. E, nesse caso, esse sucedâneo – por menos que possa aparatar, -- está na arte interpelativa de fabricar perfumes que reúnam fragrâncias verossimilhantes quanto aos diversificantes ingredientes basilares produzidos, sobremodo os que são gerados nas intimidades dos mais requintados laboratórios franceses.
    O moralismo é um sistema que ressumbra a presença impingitiva do pseudo moralista, tendo, também, por condição basilar imprescindível – o binômio – hipérbole e puritanismo, ambos os fatores apresentando um caráter estritamente falacioso. Sendo assim, o elemento é capaz de sair por aí, inderecionadamente, dando tiros na própria umbria, numa conotação impositiva de presunçosa ignomínia!...
    O tal sujeito cabalístico, segundo Elesbão, veste-se de duque; indumenta-se de conde; embuçala-se de cônsul, e, em seguida, ressuda as esporas de um cavaleiro rebelde-rejeitado pela besta-fera, e, ainda, sente-se vítima de muitas circunstâncias malograntes!...
     O senhorinho Elesbão, em percuciente átimo de sanha infrene, investiria, sem piedade, no desafeto, com atrocidade máxima, esborcinando-o através dos aparatos da esgrima, não remanescendo os produtos resultantes do esburgamento perpetrado com hediondez, por um período indeterminado de tempo prolativo.
     A tendência do  senhorzinho  era de legitimar o falso, e não de falsificar o legítimo. E, então, segundo um novo prognóstico, pretendia dar configuração verídica ao desconfigurado. Ele, o liliputiano, usava todas as sensórias pertinentes aos exames minuciosos dos objetos, mormente a que se denomina de tato – dedo a dedo – num acepilhamento nunca dantes lobrigado.

     Como ilação peremptorial, é de bom alvitre exarar que o conceito do vocábulo “moralidade” tem duas dimensões, sendo uma no plano privado; outra, sem hesitação, no plano público. No primeiro sentido, refere-se à qualidade inerente ao ato humano, pelo qual este é moralmente bom ou mau. De fato, o homem tem uma vida física e, através da educação, da experiência, do instinto de conservação, dos sentidos, aprende, aos poucos, o que é bom e o que é mau para a vida biológica. Mas, sem perplexidade, ele sabe, decerto, que não é apenas um animal, como os outros. Tem convicção de que – como ser racional e livre – tem uma vida espiritual que transcende a vida biológica. Quanto mais o homem age, consoante a sua natureza, e tenta se apropinquar da máxima perfeição, que é Deus – Pai Eterno do Universo. E, destarte, vislumbrará as sendas que aduzem aos ressumatórios atinentes aos diferentes meios norteadores das capciosidades do tal moralismo inconsequente em todos os sentidos e direções vetoriais plausíveis.

                                          Wilson Cerveira

sexta-feira, 12 de julho de 2013

VOLITIVOS UNIBILATERAIS DISTURBIANTES

     Sibila perpetrava, acuradamente, o cômputo atinente ao eixo propendente das probabilidades, e, enquanto Licurgo cuidava da suscetibilidade correlata à variância de cálculo pertinente ao condicional de unilateralidade: ora agindo isoladamente, como também na conjugação dos volitivos.
     As logopéias podem, ou não, ser lídimas, dependendo da quantidade de energias ontológicas, sobretudo as que regem a orquestração cativante da estesia. E, tanto assim, o valimento dos vocábulos exornados – sem interveniência – percorre os umbrais dos cartórios, conquanto infrinjam carimbos, juramentos e chancelas impressas nos livros de registro documental.
     As expiações virão, uma a uma, num somatorial infinito, para probacionar a inveracidade da refutação dos sentimentos exarados no ínterim encrespatório dos aparatos anatômicos que ladeiam a imponente nau capitaneada, sobremodo no que concerne aos átimos procelosos da madidez profusa e da percuciente sanha fornicatória.
     Os objetos volitivos tendem a servir, em determinados interregnos, como sendo os elementos da égide previsível, agindo, à sorrelfa, contra os gládios proporcionados, sobremaneira em se tratando de temperamentos vesânicos; ou, então, se predispõem para expender as razões inequacionáveis – de não usá-los por meio das derivantes vias atinentes à comunicabilidade dos sucedimentos ramerréicos.
     Por carência de empatia, segundo o doutor Rubilota, a graciosa Natércia dardeja, invisivelmente, pungindo o intrínseco referente ao sazonalizado personagem, denominado de Licurgo. Realmente, não usa nenhum tipo estrambótico de reposteiro, capaz de anteparar as propelências da almejada e própria fruição. Pelo contrário, a sânie exacerba-se com o efemerizar das circunstâncias antagônicas.
     Dependendo da percuciência, sem contenções com relação aos impactos causados. E, a partir desse comenos, presume-se o ritualístico elucubrático em seu fastígio de esplendência ribombástica!...
     O desiderato colima para os pontos mais nevrálgicos da senda impérvia, estando reticenciado pelos fortuitos desencontros cabalísticos. E, nesse embevecimento, vislumbra-se a necessidade premente de acionamento do aparato volitivo, estabelecendo uma defasagem orgânica abstrusa entre o intrínseco e o extrínseco.
     E, às vezes, é necessário haver o total esvaziamento do vocábulo prolatado, para que, partindo da direitura ao que está escrito, suscite do organismo, em fragorosidade, a volúpia do aborrecimento, expendendo, concomitantemente, brandura e calidez – numa metagênese de suspiros pungentes!...
     Decerto, no recolhimento da sensação lascivial, o sujeito ficaria a ostentar um estado de autolocupletamento patológico, fruindo o sindrômico contido nas raízes labirínticas de um possível sadomasoquismo declinante.
     Lantanídia, sentada ao redor de sua carteira de estudos e pesquisas, sobremodo, as de cunho psicológico, sente-se acometida por uma sensação neuroprazerosa, variando entre a volúpia do aborrecimento e a sutil fruição dos órgãos do sentido, sobretudo, os que estão interligados  aos aparatos que ladeiam a proeminente cúspide clitoriana. E, de fato, prossegue vitoriosa, pois até o momento, conseguiu verter o excruciamento, dirigindo-o para o lado oposto, sem que dispusesse de tempo suficiente, para que realizasse outra atividade!...
     Ao passo que, no decurso proximal da soleira da porta do sobradinho, uma senhora dissera, em sussurros sepulcrais, as mais soliloquiais confidências!... E, a partir daquele instante mirífico, sentira a imane dificuldade de depreender a complexa missão quanto ao suporte inevitável das omissões severas, e várias anomalias reinantes no âmbito ambíguo das telepatias tergiversantes.
     Essa criatura imagética, com nome verossimilhante a uma série de elementos químicos, abruptamente, -- para surpresa de todos os circunstantes --, assoma carpindo a postremeira impressão falaciosa, como se alguém lhe tivesse extorquindo a própria certidão de casamento, e, em seguida, incinerasse o cartório, impossibilitando de ressumbrar com a mão esquerda, suspensas sobre o sincipúcio, as duas ratificações do seu matrimônio. O momento conubial, sem perplexidade, mantinha-o na palma da mão, voltado para o sentido gravitacional, e, simultaneamente, estendia os dedos abertos contendo o símbolo anular, logo acima do plano de flutuação horizontal, dando a especiosa aparência de conter os assédios dos que a cortejavam perlustrando-lhe as minudências da efígie prosopopéica.
     A madidez está no esborcinamento dos micro e macrolábios, cabalmente imarcescíveis quanto ao fruitivo proporcionado pelo lúbrico. Nesse átimo de plena ignição somática, ela pranteia, em suspiros plangentes, as mágoas de quem fora vítima do excruciamento, por prazer de natureza sadomasoquista, tendo por referencial o próprio látego infligido na região calipígea.
     Algures, num determinado dia, decerto, Lantanídea não terá mais o controle do organismo, desde que o impulso irresistível libere o fluxo cálido em direção ao timoneiro da intumescente nau capitaneada, atingindo-lhe o cerne pinacular das células germinativas.

     Deste modo, quase heteróclito, lobrigava-se a silhueta dos aparatos exornados, mormente nos interstícios abscônditos das abóbodas inferiores, repletas de meandros, frinchas e pertuitos que se intercruzam formando bissetrizes e diagonais cominuídas nos ínterins ilativos das adequações somáticas!...

                                                              Wilson Cerveira