sábado, 31 de maio de 2014

DA FRUIÇÃO AO DESVAIRO

    Matilde, na condição de vestal, vaticinara estar escudada com relação aos probatórios de Afrodite, sobremaneira no átimo em que é cominada pela repressão exercida sobre si mesma, aduzindo-a ao fastígio da febricitante luxúria, de cuja sindromia estavam presentes as células epidérmicas intrínsecas e, também, as extrínsecas aflorantes! E, ostentara, em cabal delírio, ter por referenciais de rebate, indubitavelmente, os caracteres palinódicos – da coibição e do cilício – ainda que ambos não surtissem as prerrogativas atinentes aos premonitórios do desiderato.
    Para consolo escarnecedor de Matilde; -- a deusa Vênus, apologicamente, oferecia-lhe, de forma compensatória, o verossimilhante estado de excruciação, sendo o que Tântalo sofrera, incondicionalmente, quando chegara ao inferno.
    Em detrimento, a megera estaria expiando a sua indiferença às pungências que impusera ao Fausto, sujeito “donairoso”, e que estaria pronto para amainar-lhe as sanhas da lascívia compulsiva. De fato, a compulsão é uma tendência interna irresistível que, insistentemente, conduz uma pessoa a executar determinada ação ou ter certa ideia, mesmo que as reprove.
    Realmente, Matilde, após ter se digladiado com as agruras da compulsão, passaria pela compunção, que é a provância resultante da dor ou pesar por haver cometido uma má ação Também, segundo a semântica, podendo ser uma contrição, ou, então, um sentimento de culpa.
    Fausto, passadista por excelência, experimentara as ressumbrações impositivas da sina, notadamente no que se fizera concernir aos desígnios fortuitos proporcionados pelas adimensionalidades cabalísticas do fatídico.
     Como vestal, a senhora Matilde, em plena sazonalidade vital, prescindiria de quaisquer prédicas, uma vez que, desde cedo, soubesse das inúmeras implicações a serem enfrentadas, com percuciente acrimônia, no decurso inclemente dos anos de sofrência... 
    O expungir da imagem poderia desvelar as ambiguidades probabilísticas, aparatando um caráter benéfico ou deletério, em detrimento de quem a praticasse durante o probatório das circunstâncias! Caso Matilde conseguisse delir o ícone de Fausto, estaria se digladiando com os dardos do destino, ou, adentrando, sutilmente, às condições inopinadas de cabal insânia!...
     Até o presente interim, Matilde, – uma venusta criatura –, ainda ostentava uma especiosa resistência, dando a pseudoimpressão de possuir uma personalidade marcante, cabalmente inexpugnável!
     A senhorinha bania de si, através dos exercícios refocilantes do cilício, os cálidos interregnos, sobretudo os átimos infrenes – de repleta expiação – em que a lascívia apoderar-se-lhe-ia de todo o organismo, obiciando os imanes desideratos contidos nas frinchas da prodigiosa impelência conflagrante.
     Matilde, a senhora de portentoso domínio, jamais pensara assistir às sucumbências dos seus especiosos senhorios, já que sentira de modo lídimo, os estrepitosos estrugidos do estado de cupidez bravia, sobremodo no que aludia ao adentramento no salão opulento do vetusto museu, onde presenciaria enternecidamente efígies seráficas jazendo desnudas, ostentando morfologias de altíssimo libido, estando expostas nas lateralidades das paredes de azulejo que delimitavam o descomunal espaço circular.
     A noite se passara como quem assiste ao funeral dos lídimos ideais mortos; e, durante a esquivança do sono, a imagem do magnânimo Fausto trejeitava na mente estertorada e na evagação estropiada de Matilde, que estava sendo vocacionada, de maneira premente, para que cumprisse os escarmentos  existentes em sua senda especulatória, no exarar incontestável de suas testemunhas oníricas!...
     A senhora Matilde fora surpreendida pela instalação de paroxismos palindrômicos, de certa persuasão, que resultaram a partir dos atrelamentos de quem perde a homeostase, aos poucos, sobremaneira no que diz respeito ao ato de cedência gradual das amarras e dos escudos de sustentação!
     Não premonitorizava os presságios ominosos da sua hesitante sina. Tudo ia se tornando obnubilado, porquanto não suportava mais as ações consecutivas e refutatórias. Também, a distinta criatura, a Matilde dos tempos prístinos, não suportava mais os elementos que faziam parte integrante dos refutatórios da própria fruição, que, há muito tempo, a consumiam, tal qual o vórtice de uma lubricidade espasmódica, invasora e coercitiva...
     Não conseguiria, por mais denodo mental que praticasse, arreglar tudo o que dissera naqueles dias de juventude estroinada. Costumara coligir e reiterar palavras pronunciadas pelo seu âmago parecer, -- dissera o Fausto --, após um seriado de meios contendo desideratos inequânimes. E, ainda, escorado no balaústre da escada, Fausto não saberia prolatar as sinistras consequências da deserção pela qual passara neste seu octogésimo período vital!... A convicção que lhe remanescera, de modo ab-reptício, evocava os suplícios que teria de enfrentar durante o seu viver, pois não vislumbrava laivos de um possível pacifismo, há muito tempo banido de si mesmo. A chama de vida bruxuleava sub-repticiamente, sem que ninguém percebesse a extensão do conflagramento alcançado, e, também, das decepções incididas através das várias fases incursionárias ocorridas nos âmbitos do orbe, praticamente inumano, de conformidade com as características degenerativas, as quais exigiam um tratamento eficaz, sendo, entretanto, de caráter, estritamente, emergencial!
                                   
                                                    Wilson Cerveira 

sábado, 24 de maio de 2014

A DESATENÇÃO NA ESCOLA E NO SISTEMA MIDIAL

    Não se poderia vaticinar a probabilidade de nenhum arquétipo de normoanormalidade, uma vez que os discentes, nestes cizânicos dias hodiernos, comunicam-se algaraviadamente, abordando todos os assuntos, de modo quase concomitante, sem obedecer às devidas pausas – determinadas pelos sinais obrigatórios de pontuação, que separam as palavras, as frases, os períodos e os respectivos parágrafos, os quais, somatorialmente, compõem o texto referencial.
       Os alunos demonstram alguma capacidade de memorização quando discutem as práticas futebolísticas. Então, o fanatismo opiado se faz presente em todas as dimensões da extensa conversa alvissareira. Descrevem todos os jogadores do time ou da seleção, buscando-lhes os aspectos fenotípicos, suas equipagens completas, pormenorizando cor, tamanho e outros atributos relacionados às necessidades de identificação – fora e dentro do gramado pebolístico – caracterizando a ficha completa de cada jogador, incluindo todos os reservas, sem ressalvas!
    De repente, assoma a certa distancia, como que vem se posicionar na soleira da porta da sala de aula, o Antonito, portando um “Ipad”, que é um pequeno aparelho de tecnologia moderníssima – especifico para ouvir musicas, não importando se o Professor de Física – o pós- doutor Nicolau – um dos mais competentes tecnólogos, viesse falar da imane significação quanto à aplicabilidade desses conteúdos aplicados em diversos ramos ou capítulos da mecânica, tecnologia, óptica, acústica e eletricidade. Outrossim, os fones desses instrumentos isolavam, completamente, as diversas formas de linguagem e, também, esquipáticos estrugidos do meio exterior.
    Alunos esses, cheios de bossa, que, ainda, usavam as golas erguidas, quando vestiam suas camisas, colocando-as até a altura correspondente à base da orelha; e, complementavam essas vestimentas com o auxilio do comprimento lateral dos cabelos da cachimônia, os quais serviam para ocultar os fios interligantes, dando sempre a pseudoimpressão de ondismos heteróclitos – repletos de meandros dedálicos.
 
    Alguns tipos de alunos estúrdios, por uma questão de poder aquisitivo, preferem MP3, MP4, MP5 etc. Usufruem, também, da mixagem extrapolante, que é expressa através do sistema acústico. Indefinem-se os ritmos, buscando os neófitos mistifórios, de maneira concomitante, audíveis e inaudíveis em determinados trechos da escala musical, sobremodo no que concerne o grau de compreensão cabalística – numa perplexidade variável no escalonamento abstracional de uma inatingível musicabilidade logogrífica.
    Em outro espaço da sala, reúne-se um grupo menor, que é o dos primaziados, cujas prioridades basilares, no melhor recolocamento, estão interligados e restritos aos seguintes dispositivos tecnológicos móveis: smartphones, iphones, ipad’s, tablet’s e demais aparelhos excêntricos, portadores de N aplicativos de comunicação ampla e altamente mutáveis.
    A perversão ocorrente através das variâncias de formas estrambóticas, individualiza o educando, principalmente quando ressumbram uma pseudo-atenção, e que proclama aos demais colegas o vocábulo atenção, de modo inerme, numa antinomia cabal de seu apanágio desatencional em todos os sentidos e direções estabelecidas.
    Quando o preceptor fala sobre poluição e suas catastróficas consequências, o educando aproveita o interregno para programar nequícias que vão de encontro a pessoas e objetos de pouca resistência e durabilidade.
     A desatenção, geralmente, ostenta suas raízes patológicas evidentes. Na disfunção cognominada aprosexia, – em seu grau de intermediação –, poderíamos palindromiar os laivos de um descomunal transtorno psicossomático, cuja terapia ficasse à mercê de uma série de tecnologias de repouso, as quais, oportunamente, serão aplicadas para atender aos proliferantes filoneísmos turbilhonantes manifestados, de modo globalizante, nestes cruentos dias de hodiernidade iníqua!
     Não se sabe ao certo o espaço de estremadura existente entre a desatenção proveniente de uma aprosexia, de uma abulia, ou, então, de uma patologia provocada, no exatório átimo em que se administra um chumaço de algodão, tamponando ambos os lados sensoriais dos ouvidos – esquerdo e direito.
     A sensória auditiva parecia paralisar, naquele ínterim, perante as obstruções forjadas, numa sindromia adrede, capaz de compungir o próprio especialista, após um súbito acabrunhamento recalcitrante!
     Jerivê, que era um descomunal tacanho, obsecrava, em nome dos colegas de turma, de maneira hipócrita, a devida atenção para com o professor Leopoldo, durante as suas aulas de “Ciências Naturais”. Nesse caso, é preciso ouvi-lo – diz outro educando, para que aprendamos as mais recentes tecnologias desenvolvidas no polêmico âmbito das experimentações científicas. Então, Lauriano utilizava apenas o sentido da visão, uma vez que a audição se encontrava, acintosamente, oclusa, com obliterações percucientes!...
     Naquele interregno obnubilado, a desatenção grassava em todos os sentidos e direções vetoriais. E o conteúdo, de tudo o que fora demonstrado, com perspicácia, ressumbrava um surto abrupto resultante da força midial, que nada tem a perder, visto que, de forma verossimilhante, costumara coligir provas cabais, desvelando um seriado de incúrias, as quais são reminiscenciadas em pleno ressaibo de um inclemente tempo dissipatório, estipulando um determinado valor pecuniário, redundando em ressarcimentos de porvindouras especulações de tantas outras situações...
     De fato, a desatenção sobrevém a partir do distar de plagas diversas. Lá, onde estão localizados esses tais “ministérios”, a pessoa do ministro assumirá, por inteiro, as acoimações aberrantes em todos os aspectos perquiridos acuradamente.
     O doutor Carrancas ob-rogara a lei que, ainda, estabelecia a exação do exame de admissão ao antigo ginásio. Desse modo falcatruoso, alguns docentes tentavam persuadir um grande percentual de papalvos, declarando a eles, deveras, que, na qualidade de lentes sensatos, perseverariam em permanecer com a adesão de continuidade ao processo seletivo para os alunos que concluíssem o “Curso Primário”.


                                   Wilson Cerveira

sábado, 17 de maio de 2014

O NECROLÓGIO DE DADÁ

    A interminável Margarida Silva veio de Pinheiro do Maranhão, no segundo semestre de 1927, com apenas oito anos de idade, em companhia do seu padrinho de batismo – Marcial Ramalho Marques, meu avô paterno. E, ao chegar à cidade de Alcântara – MA, foi morar, a principio, na “Rua de Baixo”, pois meu avô já houvera saído do Mirante, sobradinho constituído por dois compartimentos superiores, fazendo parte integrante do próprio sobrado que pertencia ao seu sogro – Antonino da Silva Guimarães, ambiente em que ficara residindo desde dezembro de 1919, mês e ano, respectivamente, em que contraíra matrimônio com minha avó paterna – Ana Guimarães Marques.
    Margarida Silva, juntamente com meus avós paternos, passara apenas seis anos nessa casa, acima referida. Outrossim, no encetamento da década de 1930, meu avô paterno – Marcial – comprara uma pequena casa, com extenso terreno, sobremodo com relação ao comprimento longitudinal, situada na “Rua das Mercês”. Logo, sem pestanejar, ordenou aos operários que a derrubasse completamente, e mandou construir uma nova, portando dimensões de uma morada inteira, ostentando como coluna vertebral um longo varandão, que bilaterizava a casa em duas alas: sendo a esquerda (de quem adentrava) que aparatava uma sala, verossimilhante à anterior, e dois quartos sequenciais – mostrando certa proporcionalidade quanto às medidas de comprimento e largura. Também, é de bom alvitre que um dos quartos “o primeiríssimo” (após a sala do lado direito) era o de nossa família; e, o segundo, mais próximo ao medial da varanda, se localizava o de Margarida Silva, a bondosa Dadá, cognome que lhe dera desde a puerícia.
    Todos, em nossa casa, ou externamente, passaram a chamá-la, de modo dissilábico e com prosódia oxítona – Magá – heterônimo que recebera, inclusive, da senhora minha mãe – Nély Cerveira Marques; exceto, com relação ao meu avô, preferindo denominá-la pelo nome legitimo, contido no batistério e na certidão cartorial de nascimento – Margarida Silva.
    E, sem hesitação, prestava os serviços atinentes a todas as atividades domésticas. Era, realmente, um ícone cognominado factótum, sendo de grandeza ímpar, pois, ela obedecia todas as ordens emanadas dos lábios do meu avô guerreiro, cujo nome representava em sua semântica latina – “marcialis” – o “deus da guerra”, o “deus bélico”.
    O velho Marcial, meu avô querido, era, deveras, farto quanto à aquisição de alimentos. Se, pela manhã, passasse pela sua “Casa de Comércio”, o vendedor de peixes – de muitas variedades e tamanhos, não oscilaria em comprar-lhe ao menos três quilos. Caso, no turno vespertino, vislumbrasse o homem que negociava camarões de cor branca e graúdos, não hesitaria em vocacioná-lo, imediatamente, a fim de comprar-lhe, no mínimo 2kg de camarões – da melhor espécie. E, assim sendo, azafamava a minha Dadá, banindo-lhe as acrimônias do terrível binômio: ócio e tedio. Destarte, sem alternativa, ia aumentando suas horas de trabalho, quase diariamente, não importando domingos e feriados.
     Margarida Silva era o braço e a perna direita do meu avô – Marcial, estando sempre disposta para fazer-lhe tudo, a qualquer momento, sem lamúrias! Ouvia-lhe todos os lamentos e solicitações, conquanto tivesse de interromper o próprio sono, para chamá-lo às duas horas da madrugada. A sua voz reverberava no silêncio denso da noite, reiterando a mesmíssima expressão: meu padrinho, meu padrinho!..., dizia ela, de modo perseverante, está na hora de abandonar a cadeira de lona, e ir para o quarto!...
     E, três horas depois, às cinco horas em ponto, ainda estremunhada, regressava ao varandão, indo, sem hesitação, em direitura à porta do seu quarto, para recidivar o mesmo gesto quanto soqueamento realizado na aldraba, vocacionando, com altissonância, o que ele representava para ela – no momento em que exarava o vocábulo: padrinho, padrinho, padrinho!..., está na hora de acordar, pois a pêndula acabou de badalar registrando, pontualmente, cinco horas! Naquele átimo, estaria a providenciar o seu aprontamento, para que ele pudesse sair, no máximo, às 6h:30min, rumando em direção à “Casa de Comércio”, e lá executasse as atividades inerentes aos seus negócios, atendendo  as  necessidades prementes de suas clientelas: real e espectral.
     “Quando se deu o meu nascimento, precisamente no dia vinte e cinco de dezembro de mil novecentos e cinquenta e três”, Margarida Silva, aquela que eu chamaria de Dadá, ostentava a faixa etária de trinta e quatro anos. Nesse tempo, reunia boa disposição e energia suficiente, com o escopo de auxiliar os trabalhos de minha mãe – Nély Cerveira Marques, notadamente quando saía para prestar, na qualidade de Professora Normalista, o grandioso serviço magisterial, que é o de ministrar conhecimentos.
     Tudo o que eu dizia: “me dá isto, isso ou aquilo”, estava sempre pronta para oferecer-me, demonstrando lidimamente uma generosidade impressionante, que é uma qualidade humana raríssima nestes agrurosos dias hodiernos.
     Também, é inolvidável alvitrar a sua prestabilidade em grau máximo. Sendo assim, não sabia dizer “não”, caso lhe pedissem algum favor. Estava sempre preparada para dizer “sim”, satisfazendo as necessidades dos que careciam de suas prestimosidades.

     Haverá sempre a plangência de sua partida para a eternidade, mesmo estando ao lado do Pai Celestial. Outrossim, o adeus da perpétua despedida de Margarida Silva, a interminável “Dadá” deu-se no dia dois de fevereiro de dois mil e quatorze, aos noventa e quatro anos, numa melancólica manhã de domingo pranteante; e, destarte, sucumbindo sobre nós, que éramos, reciprocamente, os seus queridos admiradores, o manto cinéreo de um macambúzio, lancinante e perene carpimento!...

                                                       Wilson Cerveira 

sábado, 3 de maio de 2014

A DESEDUCAÇÃO E AS ATUALIZAÇÕES TECNOLÓGICAS

  Decerto, parece ser abrangente o âmbito dos que carecem do assessoramento normatizador de uma lídima educação! Dificílimo – mesmo -- é saber de que ponto promanam as estremaduras que segregam as diferenças sutis que permeiam os pródromos aglutinantes do inusitado vocábulo: “edudeseducação”, independente da polimatia ostentada pelo verossimilhante neologismo derivacional: “edudeseducador”.
    Em se tratando de escala, oportunizam-se primazias aos graduados e pós-graduados; se bem que não existam indepreensões sobre as regras basilares atinentes à polidez e à etiqueta, em que ambas as disciplinas – em suas intrínsecas raízes – são visualmente acopladas.
    Esses conceitos educativos eclodem de uma perfunctoriedade volubilizante, tendo por resultante a obviedade, que é sonirificada pela imane ululação. E, assim sendo, se as mensagens chegarem, através de quaisquer aparatos, meios ou objetos veiculadores da comunicação, suscitando em si mesmas e no próprio depreendimento do interlocutor, à racionalidade quanto ao discernimento, que é uma breve e educada resposta indicativa do seu recebimento.
    Hodiernamente, apesar dos paradoxos proeminentes, a logopéia resiste aos modernismos impingidos pelo tempo, e continua a pontificar como sendo a máxima expressão quanto à escolha dos mais intrigantes vocábulos, harmonizando-os consoante a musicalidade presente nas sílabas, palavras, frases, períodos, parágrafos e textos de cultura vária; mesmo assim, não apraz à morbidez de quem, comprovadamente, é falto no que concerne ao zênite beneplácito, que é o ponto fulcro da manutenção de um fator referencial, exatamente o que tem por base a plausibilidade progressiva do saber decorrente de uma aplicação prática, dentro dos limites de uma plausibilidade, estando sob a regência de grupos heterogêneos com muitos heteroclitismos.
        Há, furtivamente, um descompasso entre esses produtos tecnológicos e seus usuários. De fato, esses artefatos seriam utilíssimos, caso não fossem manipulados, com desaire, por pessoas que, ainda, ostentariam uma direitura discernitiva. Para tanto, careceriam do que se denomina, através da simbologia matemática, de correspondência biunívoca.
    Em verdade, esses aparelhos tecnologizados são encontrados, de modo geral, nas residências, e representam a função de um objeto-indicador para vários elementos utilizantes, e, consequentemente, degenerados e prescindidos da condição de individualidade. Assim sendo, todos são capazes de manuseá-los, indiscriminadamente, num enxerimento reptador do tipo oprobrioso. As ligações ficam contidas nos seus mais diferentes estereótipos, dos primogênitos instrumentos até os postremeiros, num gládio profligador de gerações ultramodernas!
    As utilizações dos dispositivos móveis ficam à mercê das circunstancias, não importando as impressões de quem os tipifica – de uma forma desestigmatizante – ou, então, não impressora, na acepção de quem as repassa e recebe inintencionalmente!...
     É sorumbática a omissão da estesia, desde que cause o indiscernimento comportamental do indivíduo, e o sujeito de quem se fala, de modo recrudescente, metamorfoseie-se na própria imagem do infenso nefando ou num escorço do facínora-sicário, que é um espectro abstruso, estando cabalmente embuçalado no cerne de uma imane insídia. A partir desse ínterim, sucumbe-se, peremptoriamente, o laivo de contato com o real; e as ações passam a efetivar-se no âmbito esfíngico, que é pertinente aos seres dedálicos. Todos os integrantes cabalísticos da lista, sem exceção, exercem o mesmo capadocismo. De igual maneira, o execrável infenso dimensiona e obicia todas as frinchas horizontais e verticais da conspicuidade fenotípica remanescente.
     Os objetos oriundos da mais rebuscada tecnologia, de fato, permanecem no estro da perfunctoriedade de excrescência. Eles, os detentores desses aparatos, sofrem a convergência de muitas insânias, e despercebem os detectores de metal utilizados por esses interlocutores, os quais aduzem em princípio ao vezo de perpetrar os mesmos equívocos reiterados no decurso das reações inopinadas.
     O homem, que a fera mais deletéria de todas as feras existentes, e que é capaz de escarrar simultaneamente na boca que o beija, pode ser classificado de inumano quando premonicia, fortuitamente, a sua própria iniquidade, de modo clarividente, no exato átimo em que adentra ao degenerescimento exacerbante produzido, à socapa, pelo circunloquiar ululante de inúmeros aparelhos – de altíssima resolução – que compõem o universo incomensurável da virtualidade cibernética.
     O energúmeno Homo sapiens vai aparatando, de maneira concomitante, normoanormalidades. Tanto assim, que esses indivíduos esdrúxulos, se bem que apresentem algum raciocínio plausível, ostentam a ressumbração concernente à vulnerabilidade dos seus próprios sentimentos decadentes. Dessa forma, o descomunal comportamento aparata o elucubratismo existente nas sanhas escalafobéticas, as quais ostentam descomunicabilidades acintosas.

     Desventuradamente, os desabridos sujeitos não valorizam as antinomias das descartabilidades exercidas nesta projeção estúrdia dos objetos, quando postos no âmbito da imaginação visual corroborante, de modo positivo ou negativo, desobiciando os impérvios itinerários. Destarte, eles teriam por desiderato o sobejo hiperbólico dos instrumentos fabricados, os quais serviram de intermédio controverso para as mais aguçadas, esquipáticas e falaciosas tecnologias atinentes a esta estroina hodiernidade!...

                                                       Wilson Cerveira