Natividade, que viera dos tempos da severa escravidão, não tinha a ideia de quanto sofreria, já que era a postremeira filha de dona Guilhermina. Ainda ostentava vinte e poucas primaveras. E, por isso, queria ter um descendente !...
Em época alguma, divagara as consequências abscônditas de um parto normal. O Guilherme, em homenagem a dona Guilhermina, que era a senhora sua mãe, nascera sadio, sem problemas de saúde. O que acrescia era a dificuldade de dormir durante a noite. Dormia à base de remédios; assim, não deixaria a sua cuidadora trespassar de, quando em quando, num cochilo.
Natividade, que já expressa nascimento, não herdara a mesma tranquilidade da mãe!... Num determinado dia, inopinadamente, ficara sem andar... Lamentavelmente, as pernas não firmavam o corpo, em posição Para sortilégio, residia na casa do meu avô Marcial Ramalho Marques. Ele, por proteção divina, ostentava uma afilhada e filha de criação muito dedicada -- Margarida Silva, a qual tomou para si todas as responsabilidades de cuidar de Natividade e do seu filho Guilherme, um garoto de poucos meses de nascido.
Natividade, como fora dito anteriormente, em regra geral, não havia como andar, pois suas pernas perderam a tonicidade quanto ao movimento. O seu sistema muscular e nervoso ficaram muito combalidos. Margarida, a inesquecível Dadá, a generosa em todos os aspectos plausíveis, dizia sempre: " Segure-se em mim, e destarte a senhora vai encetar as primeiras passadas, se Deus quiser, pois a Divina Providência vai ouvir suas preces e realizar este milagre. A senhora ficará curada; e, logo depois dará a Nossa Senhora de Fátima o que ela bem merece, conforme o que formulara o seu pensamento, aparatando o mais dignificante zênite!...
Sem muita tardança, ocorrera a ida de seu padrinho e pai de criação -- Francílio Leite Cerveira -- até a cidade de Alcântara -MA. Exatamente, nesse período, celebrava-se o festejo de Nossa Senhora de Fátima. Haveria a procissão da Santa Milagrosa -- mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo. E, sem perplexidade, olharia a procissão passar debruçada no parapeito da janela principal da casa, que ficava em direção à Ilha do Livramento.
No átimo em que a Santa -- Nossa Senhora de Fátima ia passando confronte à janela, na qual ela se encontrava em companhia de seu padrinho de Batismo e pai de criação -- Francílio Leite Cerveira, recebera os seus incentivos para que ficasse em pé! Vais suportar, minha filha, estou junto a você, e com bastante fé, para que alcancemos este miráculo. Não vais cair! A santa opera milagres em nome de Deus. Ela, a Natividade, muito emocionada, foi endireitando o corpo, mesmo com as pernas trêmulas, pôs- se de pé, junto a janela. Daí para frente, não sabia se haveria condições de dar as primeiras passadas -- no sentido de caminhar em pequena distância.
A junta médica -- constituída de Genésio Rego, Djalma Marques e Carlos Macieira -- ainda não sabia ao certo o que estava ocorrendo. Pois, o postremeiro diagnóstico corroborou polineurite ou polinevrite nos membros inferiores da senhora Natividade. Alguns diziam ser problemas do parto, outros, mais solertes, falavam de vento encanado e outros problemas inerentes a coisas ainda não ressumbradas! Sortilégios de mulheres benzedeiras falavam o contrário dos contrários. Elas persistiam dizendo que os benzimentos com galhos de arruda, deveriam continuar por tempo indeterminado. Mesmo que ela se recuperasse do problema inerente aos membros inferiores, as orações e os galhos de arruda não poderiam cessar jamais!...
Ainda, no prenúncio de andar sozinha pela casa, custava-lhe mais algum tempo!... Os seus membros inferiores tremiam quando tentava dar maior número de passadas. Desta forma, teria que ir a São Luís- MA, a fim de consultar mais uma vez a junta médica, que era constituída pelos médicos: Djalma Marques, Carlos Macieira e Genésio Rego.
Logo que desembarcou em São Luís, teve o devido acuramento de procurá-los o mais rápido possível. Precisaria de novos medicamentos, capazes de ajudar-lhe a desenvolver passadas prolongadas a uma certa distância. De fato, confabulou com o trio, e após longa conversação, chegaram a um novo diagnóstico. Deveria tomar banho de sol nas pernas durante as primeiras horas da manhã. Tomar, também, citoneurin de 5000mcg. A fé, quando grande, cura quaisquer males que nos aflijam, dizia Dr. Djalma Marques -- com a sua convicção de médico provecto. Igualmente, aconselharam-na expor as pernas na água salgada -- ao sabor das pequenas ondas. Isto tudo deveria ser realizado de manhã cedo, nos primeiros raios de sol. As massagens deveriam continuar, com a finalidade de ativar a circulação sanguínea dos membros inferiores. De encetamento, deveria usar uma pequena bengala, que lhe ficasse à altura da cintura. Caso a perna fraquejasse, disporia de um apoio necessário para aquele instante de ligeiro desequilíbrio!...
Assim sendo, retornou a sua cidade natal -- Alcântara -- MA. Lá chegando, foi assediada pelas benzedeiras do famoso raminho de arruda. À noite, para surpresa da Natividade, foram todas elas visitá-la, cada qual portando o seu galho de arruda e uma pequena vasilha com água. Sem muita delonga, iniciaram o benzimento coletivo, salpicando gotas de água sobre a perna, açoitando os distintos galhos de arruda. De quando em vez, abriam a boca exibindo sonolência, que era um gesto de banir dali os maus espíritos.
A senhora Natividade sentiu-se muito gratificada pela visita das amigas, e pediu a elas que retornassem ao menos uma vez por semana, para que perpetrassem o benzimento. Com o decorrer do tempo, acrescendo a fé reinante, a jovem senhora de apenas vinte e quatro anos de idade, foi melhorando, pouco a pouco.
As recomendações da Junta Médica ajudaram-na bastante. As pernas foram se desembaraçando devagar. Destarte, conseguia caminhar com maior desenvoltura. A bengala apenas era um aparato para quaisquer instantes. Esses momentos de desequilíbrio não mais se reiteraram .
Dona Natividade prometera dar a Nossa Senhora de Fátima -- mãe do Senhor Jesus Cristo -- uma coroa banhada a ouro. Jamais poderia esquecer daquele átimo miraculoso. Era um paradigma de gratidão para aquele comenos, notadamente quando a viu passar, e obteve a esperança de por-se em pé, pela primeiríssima vez !...
Ainda, no prenúncio de andar sozinha pela casa, custava-lhe mais algum tempo!... Os seus membros inferiores tremiam quando tentava dar maior número de passadas. Desta forma, teria que ir a São Luís- MA, a fim de consultar mais uma vez a junta médica, que era constituída pelos médicos: Djalma Marques, Carlos Macieira e Genésio Rego.
Logo que desembarcou em São Luís, teve o devido acuramento de procurá-los o mais rápido possível. Precisaria de novos medicamentos, capazes de ajudar-lhe a desenvolver passadas prolongadas a uma certa distância. De fato, confabulou com o trio, e após longa conversação, chegaram a um novo diagnóstico. Deveria tomar banho de sol nas pernas durante as primeiras horas da manhã. Tomar, também, citoneurin de 5000mcg. A fé, quando grande, cura quaisquer males que nos aflijam, dizia Dr. Djalma Marques -- com a sua convicção de médico provecto. Igualmente, aconselharam-na expor as pernas na água salgada -- ao sabor das pequenas ondas. Isto tudo deveria ser realizado de manhã cedo, nos primeiros raios de sol. As massagens deveriam continuar, com a finalidade de ativar a circulação sanguínea dos membros inferiores. De encetamento, deveria usar uma pequena bengala, que lhe ficasse à altura da cintura. Caso a perna fraquejasse, disporia de um apoio necessário para aquele instante de ligeiro desequilíbrio!...
Assim sendo, retornou a sua cidade natal -- Alcântara -- MA. Lá chegando, foi assediada pelas benzedeiras do famoso raminho de arruda. À noite, para surpresa da Natividade, foram todas elas visitá-la, cada qual portando o seu galho de arruda e uma pequena vasilha com água. Sem muita delonga, iniciaram o benzimento coletivo, salpicando gotas de água sobre a perna, açoitando os distintos galhos de arruda. De quando em vez, abriam a boca exibindo sonolência, que era um gesto de banir dali os maus espíritos.
A senhora Natividade sentiu-se muito gratificada pela visita das amigas, e pediu a elas que retornassem ao menos uma vez por semana, para que perpetrassem o benzimento. Com o decorrer do tempo, acrescendo a fé reinante, a jovem senhora de apenas vinte e quatro anos de idade, foi melhorando, pouco a pouco.
As recomendações da Junta Médica ajudaram-na bastante. As pernas foram se desembaraçando devagar. Destarte, conseguia caminhar com maior desenvoltura. A bengala apenas era um aparato para quaisquer instantes. Esses momentos de desequilíbrio não mais se reiteraram .
Dona Natividade prometera dar a Nossa Senhora de Fátima -- mãe do Senhor Jesus Cristo -- uma coroa banhada a ouro. Jamais poderia esquecer daquele átimo miraculoso. Era um paradigma de gratidão para aquele comenos, notadamente quando a viu passar, e obteve a esperança de por-se em pé, pela primeiríssima vez !...