quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A CONFUTAÇÃO TRINÔMICA DO DESIDERATO

Anatércia, quando embuçalada em seu hermetismo, parecia confutar a ígnea fruição, circunstância vociferada de uma tenebrosa voragem agindo, à sorrelfa, nos interstícios de si mesma e de maneira consumptiva.
     A moça trintona absconditava-se, dentro de si mesma, para, então, na condição falaz de pessoa estaferma, ir paulatinamente esgueirando-se quanto ao emergimento do seu próprio cerne (em especiosa aparência com relação aos padrões sociais estabelecidos), sobrevindos através de parâmetros cabalísticos de uma inequacional partilha denominada de normoanormalidade.
    A sedução alumbrática ia ao alcance da direitura do fastígio lubricial, independente de quaisquer coibições, e podia ablacionar os portentosos grilhões, os quais sofreriam os timoratos atinentes aos variegados fruimentos indenes.
    Até que estremadura – evaga o azeviche --, que era o Dr. Pedro, no exatorial átimo em que os regimentos estapafúrdios e malignos fossem realmente revelados por meio das derrogações, haja vista a ineficiência de mantê-los, posicionalmente inseridos no ínterim abstrato de tipos logogríficos cujos comportamentos fossem, de fato, altamente anômalos.
     Ininteligivelmente, para onde aspiras ascender, já que, à socapa, dás a impressão de descender, primaziando a postremeira ilação resultante. Ademais, tens por desiderato usar as ancas que elegeste, palmilhando os degraus cujas biqueiras derradeiras são equivalentes às respectivas torres zimboriais, que são evagações compelidas das intrinsidades orgânicas absconsas.
     Decerto, sob a forma espectral de um onirismo estroinicista, descerás desvelada e em total desamparo, tendo por perto um imane despenhadeiro. Para que consigas resgatar a tua própria esfinge, bastante emaciada, entrelaçarás ambas as mãos nas tricotomias que envolvem as minhas bolsas ovalares, para que fruas, seguidamente, na planura de dois fêmures precatados, e que ainda servem, interinamente, de anteparo prelibatório.
     Reitero, contristado – disse o Liércio – ao posicionamento que atribuíste ao retrato do teu pai, minha dileta Anatércia, estando afixado a um canto de parede em cuja dimensão se obumbra os remanescentes laivos de identificação fisionômica do protagonista principal – Zuerteano de Lagóia – que fora o mais impertérrito da comunidade escolar.
     De fato, representara as arrioscas de um gigante periclitante, quando retrocedia, de modo meândricos, sobre a linha sincipucial do seu próprio crânio; e, em virtude do seu pescoço longo e delgado; e, ressumava ainda, através de habilidades engenhosas os teus pés, por inteiro, sobre os seus ombros – lídimos escolhos de eficiente seguridade. Realmente, ele te conduzia – de cima para baixo, e vice-versa, durante toda essa fase em que desfrutavas, prazerosamente, a puerilidade, dando o parecer real de que estavas exercendo, temporariamente, o centro de um trono encimado; e, nesse caso, passaste a ser, delusoriamente, a mais alta de todas as pequenas criaturas, as quais foram lobrigadas por muitas visões de soslaio, de maneira meticulosa, a certa distância do perlustramento de ícones inumanos!...
     Chegarás, quase em deslumbramento estupefato, travestida de condessa, com meias longas arregaçadas, ressumbrando apenas o pertuito maior do pígeo – dilatação espontânea – interligado  às amarras da nau capitânea, envolta em pleno estado de ignescência lascivial...
     De onde vens trazendo tanta procacidade, tendo em vista os cerceamentos auto infligidos?!... De fato, há imagens que se sobrepõem e se fundem numa trilogia de espasmos lúbricos. E, nesse caso esdrúxulo, não se sabe discernir, com sensatez, quem são os lúbricos, os lôbregos e os lúgubres. Deveras, promiscuem-se na umbria cenestésica das situações fadárias. Então, os esborcelamentos relacionados aos aparatos das cálidas cúspides determinam as consecutivas conflagrações verossimilhantes, tais quais as que se equiparam a um campo sarçal que absconditou por tempo indeterminado as obsoletas catapultas de antanho.
     Aspiras ainda, sem regulamentos cartoriais, os desvairos frêmitos luxuriantes, os quais serão implantados como implementos nas costas resilientes do teu esqueleto, rebuscando as primazias prazenteiras dos degraus que te aduzirão, de modo vibratório, -- ascensional e descensional --, aos píncaros das inúmeras correntes fruitivas. Terás, a imagem paterna a deblaterar-se sempre, e aí, quase em cabal tresvario, demandarás sob forma de aparente inconsciência, a imagem complementar fálica da tua progênie, desde que haja o aclaramento encetacional  dos teus pródromos epidérmicos, nos quais existirão os inter-relacionamentos estritos entre a sanha da salacidade e a extensão imane ocupada por ela, lenta e blandiciosamente do corpo inteiro, valendo uma série de carícias indirecionais e abrangentes!
     Terás que lacerar, impiedosamente, o capuz da tua murça complacente, já que não contiveste a iracúndia do prazimento grassante, estando a ocupar todos os interstícios, escancarados ou herméticos, obiciando-os uni bilateralmente!...  
     Liércio não abscondita o volitivo de quem assiste ao suplício sublimatório, que é a resultante primordial do ato de expiação! Decerto, Anatércia chegará novamente ao tresvario, e sob a tutela de uma cominação máxima, pronunciará o nome enigmático que a alicia, com veemência compulsiva, reafirmando a desfaçatez dissimulatória, precisamente quando exara abjuração temporária por aqueles que lhe proporcionam a fruição pueril das volições primiciais que lhe foram mutiladas pela severidade dos falaciosos conceitos e preconceitos sociais inadmissíveis em dias de experimentada aprendizagem edudeseducacional, constituindo uma proliferante fonte de fuga, para que a libido se concretize na plenipotência das carências psicossomáticas!... 

                                           Wilson Cerveira              


   

O SUJEITO MARCA D'ÁGUA


     A memória parece ter precatado – com todo esmero, – primaziando as minudências –, a Dalvina, governanta do Internato pertencente ao Velho Marista; e, também, as solércias do Ambrósio – o neófito dentre os internos daquele ano inolvidável de 1950, que marcara a metade da centúria do século XX.
     Eutérbio, após o decorrer de sessenta e quatro anos, ainda apresentava higidez neuronal suficiente; e, desse modo, podia rever o cenário dos seus tempos de estudante.
     Dalvina, a calipígea negra de azeviche, colimava sempre, – sem dubiedade –, os variegados comportamentos heteróclitos dos discentes internos naquele educandário religioso. A cada dia, ao longo de alguns anos, foi redobrando as sensórias atinentes ao ato de prestar a máxima atenção – nas pessoas e nos caracteres divergentes e alternativos. Realmente, a Dalvina, sem ser a exceção de vários ícones, demandava para si a fenomenologia da averiguação pormenorizada.
     A governanta premoniciava um átimo estrambótico, quando partiu em direitura a descomunal bandeja de cinco dúzias de copos. Apenas um, dentre os demais, tinha uma rubrica no fundo e com tampa no diâmetro superior, portando alguns pertuitos que dariam acesso a determinados microrganismos!... Ao inclinar o copo, os seus olhos perlustradores se depararam com a esfíngica marca d’água, a qual estava sendo indicada por meio de um estigma prisco de, aproximadamente, dois centímetros, e que transcrevia, de modo diagonal, a mesma linha marcatriz, que se apropinquava da metade inferior e superior do anteparo referencial, traçado e referendado por muitos experimentadores de observância percuciente, notadamente no âmbito empírico.
     Deveras, a Dalvina nascera com a capacidade de observar, atentamente, tudo o que os outros não seriam capazes de examinar com minudências extremas. Descobriria, caso fosse necessário, um ponto perdido no verde; e, somente ela detectaria, mesmo estando na ausência do aparelho que transforma onda hertziana em sinais perceptíveis.
     Todos poderiam, aleatoriamente, cominuir o continente e o conteúdo, menos a marca d’água impressa na afiguração de quem a observou, de modo acurado, fazendo com que remanescesse sob forma de estigma indelével. Estaria, de alguma forma, elucubrando uma parcela da própria palingenesia. Ninguém, naquele átimo, a alcançaria quanto ao ato de revelar minúcias; pois, todos estes parâmetros encontrar-se-iam no intrínseco do sujeito oculto; e, assim sendo, o cabalístico criptograma, sem maiores tartamudos, jamais obteria divulgação necessária, para que pudesse emergir à socapa do labiríntico alumbramento.
      Eutérbio tinha, diante de si, todo o material necessário para ser um reputado cientista, mas nunca o seria; pois, faltava-lhe o que há de mais precioso, que é a observação atenta e prolongada. Igualmente, a maioria das pessoas sofre no ato em que ostentam algum grau de aprosexia. Ao passo que, em determinadas circunstâncias, adirem a abulia ao seu sindrômico, recrudescendo, cada vez mais, as suas abstrusas palindromias!...
     A governanta orientava as demais mucamas, buscando sempre o exame pormenorizado, em pausas prolongadas, do que percebia através do aguçamento somatorial do seu sistema sensorial. Não se atrevia a dizer alguma coisa, temerariamente. Destarte, repulsava a resipiscência, que é o ato de arrepender-se com a finalidade de demandar a senda correta.

    De fato, se a Dalvina não conseguisse absorver os princípios basilares da educação; pois, nesse caso, não facilitariam o enveredar na trilha cabalística de todos os labores. Esses fatores éticos independem do grau de instrução observado em cada individuo. São tendências natas, e que, conforme o ambiente, são acepilhadas no decurso dos probatórios vitais, tendo por base a recorrência obstinada quanto ao esgueiramento das possíveis armas biológicas...

                                            Wilson Cerveira