sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A TRILOGIA DOS BRINQUEDOS


     Nestablo, desde a idade indicativa do uso da razão, percebera que o seu material escolar, no cirscunsctrito espaço da bolsa colegial, encontrava-se todo em triplicata: três lápis, três borrachas, três réguas, três esquadros, três transferidores, três compassos, três livros mesmo autor etc.
   Decerto, através de um acurado estudo genealógico, poderia compulsar os elementos deviracionais pertinentes às gerações que lhe precederam, notadamente a estirpe familiar e suas respectivas características fenotípicas, tendo por referencial basilar e imprescindível – os hexavós paternos.
   A reiteração pode ocorrer sutilmente, sendo ressumbrada nos interstícios de variegados contextos. A tautologia ou palilogia, ambas representam a forma aguçada de repetir com ouras palavras, sem demais estropícios, chegando a três ou mais vocábulos, de fato, o que houvera sido dito em comenos de natureza díspar.
   Antigamente, dizia a crebro o seguinte: “A melhor de retórica para a aprendizagem era a repetição, indubitavelmente, a repetição sistematizada do texto exarado, perfazendo no mínimo – três alocuções”.
   Nestablo, no decurso inclemente da vida, passou a manter, com rigor, a obediência ao sistema do trilogismo, -- até os souvenires, que são os objetos característicos de determinadas regiões ou lugares, -- os quais são vendidos como lembranças a turistas. Compravam-nos sempre na submissão requerente de tríades combinatórias – arranjos, permutações e combinações; isto é, das mais diferentes quanto ao quadro implexo das probabilidades esquipáticas.
   Com lhe era difícil, no decurso da vida, adotar a palavra falta, trazendo em seu cerne vocabular os seguintes indicadores: desargumento, carência, substituição, castigo, lamentação, desespero, incúria e tantos outros elementos criptos.
   A duras penas, Nestablo sofrerá em tempo crástino – sem muita prolação – os especiosos agraciamentos prístinos, que foram proporcionados pelo seu querido avô paterno – denominado de Licurgo. Foi assim, sem meios termos, que seu ascendente paterno adentrou ao círculo vicioso irreversível; pois, pressentira que jamais saberia acomodar-se às agruras propiciadas por esta simples palavra de cinco letras...
   Recentemente, após uma palindrômica síndrome de memória, resolveu perpetrar definitivamente o beneplácito, simbolizando o vezo do tri-uso correspondente às peças de roupa da postremeira indumentária, que fora a vestimenta adotada como sendo o recurso inerente ao consuetudinário.
   Tudo o que estava em derredor, mesmo de forma heteróclita, dispunha-se pachorrentamente, obedecendo ao célebre modelo trialógico, contrariando, deveras, com quaisquer princípios, rompendo, dessa forma, as amarras dos estorvamentos oriundos da descomunal dilação.
   Nestablo, pôde aprender, no encetamento da senescência, o grande perigo da superproteção, -- uma influencia de dubiedade tendente ao negativo, principalmente na fase de formação prodrômica dos diversificantes caracteres personativos, sobretudo os que estão inerentes aos períodos metamorfoseantes da puerilidade.
   No declinar da vida, as memórias concernentes aos brinquedos de reserva, ainda, aparatavam as mesmas quantidades e qualidades, respectivamente. Ninguém, neste átimo hesitante, poderia requestar os subsídios da palingenesia – que é o eterno retorno, arraigadamente e para sempre, sem nenhuma tergiversação plausível.
   Como resultado de tantas acrimônias, ficou na condição de não saber perder, uma vez que a falta passou a constituir um fracasso inelutável – em estado de obsessão irreversível. Eram laivos de luto pertinaz sobre a imensa capacidade de não chegar a um denominador comum, ponto basilar e imprescindível, que o convencesse de que estávamos submetidos a uma realidade de um inusitado interregno cronológico.
   Ele, -- o exímio Nestablo --, ia se reduzindo gradativamente, a cada dia, ao estado falacioso, no qual tentava não mais perder as poucas dimensões que estariam a recompor as numerosas vacuidades de si mesmo, neste ramerrão de supressões sucessivas e inelucidáveis, onde são perpetrados os crimes mais hediondos.
   Ilamos, sem tartamudeios, preparados para o regalo, já que as condições infensas e infandas recrudescem em direções e sentidos vetoriais múltiplos, alcançando as dimensões de vários pontos espaciais colimados em direitura de uma periclitância irredutível.

                                        Wilson Cerveira 

A EFEMERIDADE DO DESSENTIMENTO EM DIAS HODIERNOS


   Emenegilda, a grande Culebra, questionava sobre as causas geratrizes do dessentir em dias de crúcia hodierna. Porventura, quem diria, de fato, acerca da existência de um descomunal enigma temporal, capaz de mediar os nortes da estupenda variância estabelecida entre os sensores coarctivos de uma normoanormalidade, quando vislumbrada através dos escaninhos esfíngicos de uma identificação implexa.

   Em dias hodiernos, não se sabe precisar, ao certo, se a manifestação orgânica está sendo, ou não, regida por qual das maestrias: amorosa, passional ou patológica, já que as síndromes recrudescentes tampouco diferenciam os sintomatológicos impulsos; ora salutares, ora anômalos, propendendo aos seus díspares pronunciamentos.
   A mão que é estendida ao longo do corpo, com o escopo de ser acariciada, é a mesma que deflagra a cápsula explosiva mortal. A cachimônia, cerne elucubratória, ainda sentia uma aparente saudade de um possível relacionamento distante, o qual continuava ostentando características verossimilhantes de uma obsessão infrene, suscetível de forjamento quanto aos proliferantes espectros em sucumbência, e que ainda estejam a caminho do cipoal mecanismo consumptível, tendo por colimador o específico ato inumatório. Então, não reconhecem os interstícios limítrofes entre os patéticos ressumbrantes dos desemocionais sentimentos e dessentimentos humanos.
   Aleatoriamente, apontam-se algumas séries de fatores geratrizes, tais como: a falta de carinho, de atenção psicossomática durante todo o período de vida intra-uterina. Assim sendo, ao sair do agasalho orgânico materno, o feto se depara com as mais esdrúxulas, infensas e infandas condições do meio externo. E as agressões pelas quais passa influenciam sobremaneira o seu comportamento, redundando inconscientemente em atavismos à sorrelfa, os quais dificultam o enveredamento das reações atípicas e de caráter cabalmente irreversível. Aí, encetam-se as múltiplas variâncias tendentes ao negativo e, também, ao degenerescente. Destarte, desprezam-se as formalidades básicas que aduzem ao refocilamento da estiolação sofrida em presença dos estigmas acrimoniosos.
   Os brinquedos hodiernos, ligados totalmente aos controles da engenharia eletrônica, descartam todas as probabilidades de manuseio geral, mormente quanto ao ato de empurrar-lhes as estruturas sólidas de arcabouço, para que, de modo paulatino os coloque em liberdade supositiva de percuciente interpelação!...
   Sucubiram-se as convivências atreladas aos sentimentos paternais. Os pais e demais membros da casa afastam-se durante o dia, -- proporcionando uma lacuna irreparável --, no que concerne ao pseudo-sistema educacional vigente na hodiernidade.
   As palavras de orientação não são mais ouvidas, e o desavir passa a comandar os descaminhos, induzindo as pessoas inexperientes, e, em seguida, conduzindo-as para o antro do asco, onde medram os mais desvairados comportamentos ignominiosos.
   O insolente especialista acha que as criaturas devam seguir o padrão estabelecido pelas leis, sobretudo as que deram acesso ao reingresso ao emulante mercado de trabalho, independendo da faixa etária em que elas se encontram.
   Destarte, o capital exorbitante passa, nesse caso, a ser o maestro, estabelecendo com clarividência as diferenças descomunais preponderantes entre os seres integrantes das mais diversas e heterogêneas estratificações sociais reinantes. A partir daí, temos as imagens abomináveis dos ególatras e demais disturbiantes, aparatando suas reações deletérias e de alta periculosidade para com o convívio social desta hodiernidade nequicial!...

                                       Wilson Cerveira 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O ASCO DA IMAGEM DÍSSONA E ESTROPIADA



     O asco do ícone pode ser manifestado por meio de fontes diversas: gesticulatória, sobrolhamento exacerbado; numeração inexata; expressão vocabular plena de solecismos variados – concordância, regência, intercalação pronominal.
     A imagem ressumbraria rejeições desde o ponto primicial atinente aos estúrdios verificados ao nível do implexo âmbito visual imagético. Assim sendo, a tendeciosidade incriminatória ressumará a geratriz basilar do descomunal distúrbio de comportamento – de natureza irrefutável quanto aos díspares aspectos binomiais da organização estrutural do próprio organismo.
     De outra forma, o mais aporrinhante desvio padrão aponta as condições proponentes para comutar a imagem repugnante; pois, às vezes, integraliza a vacuidade desprezível de um sistema derivante em toda a sua extensão compulsatória.
     Zábio repudiou, de chofre, a imagem dos lábios leporinos, como se a anomalia tivesse sido gerada pelo portador. Então, diante dessa efígie, recriou-se obsessivamente a silhueta denegrida do Setembrino, pessoa que o trapaceou durante vários anos de pugnas acirradas.
     Há casos em que, por injunções forjadas, não se consegue mais deletar os cominuimentos sofridos em detrimento dos arrazoamentos dos litigantes – Zábio e Setembrino --, os quais partiam em sendas contíguas, objetivando a auto destruição de regiões malformadas, sobrevindas de acontecimentos priscos, parcialmente obliterados.
     O analista pode ser um demudado crônico, mas com escopo estabelecido. Em próximas ensanchas, ele mesmo reunirá o somatorial das despesas programadas e inopinadas quanto ao caráter referencial padrão. Também, em raros comenos, numa tentativa vã pôde seguir o mistilíneo de outros arremedos inexatos, semi-exatos, deturpantes...
     A imagem, repleta de palavras de provocação, poderia gerar o mais catastrófico dos conflitos ocorrentes em dias hodiernos.  A sua sobrecarga, exuberante de ódio contido, é oriunda de heteróclitos distúrbios mentais, que ressumbram a real capacidade geratriz – em causar lesões nos órgãos – alvo – responsáveis diretos pelas numerosas anomalias psicossomáticas, já que essas reações metabólicas independem das fontes emissoras protótipas.
     O ícone coinquinado, mesmo já apresentando um estado deplorável de deletério detraimento, pode ser reparado de conformidade com grau de esbatimento dado pelos olhos de quem o analisa acuradamente. E se for atribuída uma resipiscência a esse espectro simulacral, o imago embuçalado terá condições de ressumbrar de modo ribombástico, a sua abominável inocência incriminativa.
     Na dimensão obscura da imagem fosca e tosca, decerto, há um nevrálgico ponto concentracional de maior rejeição obsessiva, podendo ter como vetor ambas as forças determinantes: centrífuga e centrípeta.
     Algo abstrativo passa a incomodar a visão de quem a contempla, por longo e procrastinado tempo, acometido sindromicamente, em cabal delírio-alucinatório.
     Estamos, finalmente, no duelismo duálico entre o binômio da imagem que destrói, e a persona que recebe a ação fulminal desse abrupto extermínio.
     A ilação redundará na expugnação peremptória do asco da imagem díssona e estropiada. Destarte, ocorrerá em sentido de cabal revesso; e, em vês de a aniquilarmos, a retro-imagem é que responderá, com sequencial matemático, mantendo a reiterada ação, já expressa, sob a forma jugulatória do tipo inopinada.

                               Wilson Cerveira

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A IMAGEM EM GLÁDIO TRÍPLICE


 --- Apolinário, que não era especialista munido de canudo, tinha plena razão quando dizia da necessidade de apresentar argumentos convincentes para cada uma de suas pesquisas nos âmbitos: científico e literário. De fato, ostentava, meritoriamente, o título de polímata, e, destarte, buscaria meios de adscrever ideias corroborativas, com mais acuidade, contendo regiões de convergência colimatória pertencente aos seus díspares e controversos arrazoamentos.
   Nesse caso, o paciente iria à cata de inusitadas pesquisas, com a intenção exclusiva de fundamentar-se, de modo mais percuciente, nos resultados dos experimentos que realizara durante o período de vida funcional no laboratório de investigações científicas.
   Indubitavelmente, o paciente Apolinário, portador de imane solércia, aparatava o lídimo desiderato de profligar, concomitantemente, os dois especialistas; o otorrinolaringologista – Jacomedes; e o radiologista – Nicanor. Ambos, por tempo indeterminado, ainda ressumbravam desídias clamorosas em seus diagnósticos clínicos, sobremaneira os mostradores, os quais vinham sob a forma estereotipada de laudo.
   Dr. Jacomedes, num ademanes qualhiresco, tomou para si o raio X da face, rapidamente; utilizando apenas as extremidades dos dedos indicadores. Destarte, respirava de maneira rompante, a magnificiência dos títulos de doutoramento e pós-doutoramento adquiridos no decurso da vida; e, desse modo, atribuindo-se-lhe o espicioso assenhoreamento de uma absoluta verdade inexistente. Então, como forma de embasamento maior para os redarguimentos já ressumados, mandou descer, através de um controle remoto, os sites produzidos recentemente pelos centros europeus de estudo avançados sobre os sindrômicos heteróclitos das otorrilaringopatias.
   Perante a imane cognoscibilidade científica, Apolinário relutava em ratificar, amiúde, a omissão da hipertrofia dos cornetos nasais, tendo por referência basilar e imprescindível, a imagem da primeira radiografia facial, num interregno de quatro anos, precisamente, com relação a mais recente, a qual demonstra a presença de uma crônica intumescência exacerbante dessas estruturas anatômicas nasais.
   Se houvesse adequação de resultados, o segundo raio X da face refutaria, ou confirmaria, cabalmente, uma vez que ocorreu um longo tratamento à base de medicamentos importados da França, Inglaterra e Alemanha.
   Desta feita, após um protraimento, regressa ao consultório do Dr. Jacomedes, afirmando que a dispnéia o impedia de dormir, já que não respirava em parte pelo nariz, devido a uma oclusão maior na secção lateral da narina esquerda, sem que houvesse perplexidades sobre o sindrômico atinente a um tipo de síncope respiratória agravante.
   Decerto, o paciente Apolinário vinha lhe propondo a ressecção de uma porciúncula área afetada; isto, em função da rinite sazonal e vasomotora. Após ouvi-lo atentamente, o Otorrino, de maneira abscôndita, não querendo cercear as observações do laudo do raio X, assinalado em negrito, para que se destacasse do corpo redacional.
   Deveras, o cliente indicou ao especialista --- de nariz, ouvido e garganta ---, a possibilidade de cauterização dos polipos nasais. De modo, corroborante, o seu desiderato imprescindível era o de respirar melhor, mesmo que lhe custasse um comprometimento nas vias aéreas inferiores, em vez da permanência do recrudescimento sintomatológico dos cornetos nasais – muito hipertrofiados.
   A proposição de Apolinário, ainda que não fosse a mais eficiente de todas, seria a de efetuar a analogia de ambos os laudos concernentes as radiografias da face – sendo que, entre a anterior e a posterior --, sem margem de equívoco, existia um apreciável interregno de quatro anos.
   Ei-las: o raio X inicial dos seios da face ressumbrava o seguinte: seios frontais assimétricos de transparência normal e contornos regulares; etmóides transparentes com septos intercelulares conservados; seios maxilares desenvolvidos, simétricos, de paredes íntegras e transparência normal; septo nasal ósseo sem desvio significativo; elementos ósseos regionais íntegros.
   A radiografia posterior, depois de um tratamento medicamentoso prolongado, ainda revelou adendos sindrômicos que comprovam a continuidade exacerbante do quadro sintomatológico da rinite vasomotora, sazonal e perene. Vejamo-la: seio frontal de contorno e transparência normal; células etmoidais com transparências conservadas; seios maxilares simétricos, paredes íntegras e de configurações normais; seio esfenoidal com aspecto normal; hipertrofia dos cornetos nasais.
   Para inferir, mesmo obedecendo a um percentual de acertos, os erros podem estar localizados: no aparelho de raio X; no ato de radiografar – sob responsabilidade do técnico em radiologia --; na interpretação do próprio Radiologista; na especiosidade de instrução do Otorrino; num distúrbio de retina, ainda despercebido, manifestado pelo laringologista.
   Infelizmente, as imagens se digladiam nos espaços entreabertos e herméticos, pois não responderam aos tratamentos prolongados – tanto anterior quanto ao posterior. O Otorrino -- num ímpeto de sanha simulacral – buscava a neutralização dos argumentos, já que a pretensão do paciente – Apolinário, indubitavelmente, seria a de confrontar-se com as imagens dos diagnósticos, e, em seguida expugná-las diante da principal testemunha, que era o especialista no âmbito relacionado ao descomunal infenso imaginético. Então, ila-se que o despenhadeiro vocabular se escancarou, e a tríade teve a sorte divina de perpassar-lhe, numa afoiteza inopinada, tangenciando apenas o eixo axial da polêmica acirrada, em estado de cabal relevância quanto ao grau de historicidade literário-científica.

                                        Wilson Cerveira