Não se sabe o perfil definitivo do sujeito, e ele se enquadra, de modo perfeccionista, no compasso ritmado do
enófilo. Ele não faz, em átimo algum, nada com estugamento. O seu maior sigilo,
dentre tantos outros absconditados nas entrelinhas, é o ato de açodar o que vai
perpetrar naquele interregno de tempo especificado, a fim de que mantenha todos
os padrões sendo harmonizados no decurso de sua exata milimétrica.
Entre abrir a boca lentamente, e erguer a
taça para a deglutição; e, concomitantemente, a pontificação do ato de degustar
– apreciando-lhe o gosto, a essência, a olfação, para que tenha condições de
ser um analista quantitativo (doses meticulosamente registradas em espaços
numéricos exarados ao longo do comprimento do copo). Intervalando com água, em
taça diferente, a quantidade é correspondente, mantendo uma analogia exatorial
entre o líquido desidratante, e, também, o reidratante. Nada de açodamento,
pois não deve haver variabilidade entre ambos!...
A cronologia deve ser registrada em cada
deglutição; logo, não devamos disjungir as porções que estão sendo lentamente
deglutidas, e, muito menos, sem perplexidade, abduzir o átimo em que elas
deverão ser devidamente preenchidas durante o tempo predeterminado – de tantas
horas – para que não haja desequilíbrio entre o volume hídrico e o alcoólico!
O compasso parece ser medido
milimetricamente, isto é, tem horário de encetar, assim como, sem perplexidade,
encerrar no tempo finalizante, perfazendo, no mínimo, cinco horas, e podendo
exceder mais uma hora, – seis horas.
E, num ritmo harmonioso, as diversas
etapas que integram o enofilismo – sem exceções – vão se sucedendo uma a uma,
como se fossem milimetricamente avaliadas por um preciso conta-gotas,
preenchendo todos os interstícios que fazem parte essencial das moléculas
alcoólicas e hídricas. Destarte, é um lenitivo para anteparar o parênquima
hepático. Em princípio, somos conhecedores do descomunal trabalho dos
hepatócitos. Deflagram o bélico no preciso ínterim em que propugnam o salvaguardar
da glândula vital.
Realmente, na milimétrica do enófilo dá-se
a lídima progressão, que é o avanço regular e contínuo de um conjunto de
reações orgânicas. É, tal qual, uma sequência de doses relativas aos números
que as compõem dentro de um certo interregno finito.
Ninguém consegue configurar a perlustração
do elemento programador, tal como o elaborador de programas de computação. As
teclas de contato entre o degustador e o continente, que são as taças: água e
vinho, ambos conteúdos imprescindíveis no que concerne a coalescência
compassiva das dosagens especificadas – em cada traço vigorante – numa
complementação hidroalcoólica!...
Os demais aparatos, sem hesitação, fazem
parte dos ostentórios continentais da milimétrica do enófilo. Então, desde a
cadeira – madeira especiosa – que comporta o peso mediano do corpo, uma vez
que, as pernas, nesse caso, estão apoiadas pelos pés – ambos de gravitação
inteiramente sustentável!
Não importa a exornação do continente
principal, exatamente o que armazena o vinho, abrangendo a trinomia:
degustação, olfato e tato. A viscosidade, aderência da gota entre os dedos,
determina a promiscuidade de substancias contidas em suas essências
conteudistas!
Aí, sim, adentram os especialistas em
vinhos, com seus sabores, essências e variedades de uvas... Há aqueles que
entendem apenas da gustação, identificando-o apenas em contato com as numerosas
papilas gustativas; outros, sem perplexidade, dedicam-se ao grau de olfatação,
reconhecendo-o através da recrudescência emanada em cada circulação do vinho –
sobremodo quando se encontra no nível mediano da taça.
A agitação em rodopio vai se acentuando à
medida que o vinho declina para 25% ou 12,5% presente na terminalização do
conteúdo em seu respectivo continente. As taças em suspensão vão doseando os
diferentes sabores existentes nos dispares tipos de uvas!...
Wilson
Cerveira