terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A ESCOLA DO FUTEBOL NA DESEDUCAÇÃO INSTRUCIONAL

     O fanatismo, em sua ascendência cabal, pode transpor as estremaduras da estúrdia, tendo por base a ovação da maioria, sobretudo da que apresenta esse tipo esdrúxulo de psicopatia.
     Os objetos escolares, sem premonições dilucidatórias, tomaram no decorrer das horas em que estavam todos os elementos presentes no recinto, a bizarra afiguração de pelota, que é, geralmente, uma esfera de forma cilindrificada, sendo hermetizada em sua circunferência de acabamento.
     As pessoas parecem readquirir, de maneira metamorfoseadora adulterante, o aspecto rotundo dos seus corpos – como se neles houvesse a implantação dos diversos tamanhos dos objetos de chute, assim como as marcas do peloteiro que as fabricou em larga escala e por muito tempo.
     O porvindouro eletrônico proporcionará aos futuristas “Centros Educacionais” condições de programar maneiras psicodélicas do desaprender, tendo por símbolo a esfericidade da bola, representando o padrão indissociável no que é concernente ao arraigamento do tão propalado fanatismo pebolístico.
     Os ciborgues serviriam de ponte quanto ao cumprimento linear praticado pelas suas funções fisiológicas, caso transmitissem, com o máximo integralismo, os impulsos energéticos que se interligariam aos demais elementos e equipamentos, transformando-os em seres perturbadores de tipologia esferoide, que, de fato, simbolizavam as incríveis pelotas de desportividade.
     Futuristicamente, quando adentramos aos recintos dessas construções esquipáticas, sem termos de referendamento, ficaremos perplexos durante a perlustração de tais artefatos e demais dependências, que, doravante, ocuparão os espaços atrelados às prístinas salas de aula; e, no crástino, sem hesitações recrudescentes, terão o menor aspecto de um campo, com todas as suas parafernálias, propiciando, destarte, à implementação de tais atividades – tendo por centro medular a estigmatizante pelota.
     Os diferentes apitos substituirão as vetustas campainhas, sinos e sirenes. Depois de muita dilação, assomou um juiz ciborgue, que é um suposto ser ao qual se prendem dispositivos mecânicos que regulam as suas díspares fisiologias vitais.
     O antigo professor, hoje em estado de dessenhoriamento e esqualidez, e que fora visto em átimos apoteóticos, será simbolizado no porvindourismo por estruturas gelatinosas circunferenciais, cognominadas de plasmacemas – como se tivessem sob a forma de boina..., e, no decurso desse tipo de aparato heteróclito, que é o preceptor de todas as jogadas – controladas e descontroladas, tendo por cerne o mais desabrido de todos os fanatismos existentes no orbe, que é a grassante escola do futebol na deseducação instrucional.
     Os alunos jogatineiros emprestarão suas pesquisas para outro grupo, que tem também a especiosidade de sujeitos futebolísticos, cujos componentes serão, invertidamente, denominados de êmulos discentes. Os primeiros serão considerados livres no sentido de escolher o melhor momento relacionado às suas divagações e tarefas escolares; ao passo que, em se tratando dos que não dispõem de tempo suficiente, sejam refeitas as melhores normatizações dos seus aprestamentos de educandos.
     Os sensores estarão regendo os momentos dos sinergismos, angularmente distribuídos no amplo espaço tetradimensional do recinto, reunindo as verossimilhanças exercidas pelas variáveis praticidades desportivas. Sucumbem, ainda, agora, todos os métodos e práticas tradicionais, visando dar ensejo a estas novas propelias colapsais.
     Sensores e eletrodos cruzar-se-ão em pontos nevrálgicos do robô de “Antanho”, de mínimas efetuações --, e, com ele as operações estarão sendo montadas e remontadas, principalmente nos espaços em que ainda se vislumbra apenas um tipo de bola – em cinesia – num movimento de ir e vir, tentando equacionar as cizânias ressumadas nas circunstâncias atreladas ao bom viver das experiências mais salutares.

     As quatro valências da vetusta aritmética: adição, subtração, multiplicação e divisão; sendo todas somatorizadas pelos resultados que já foram ressumados pela bola. Esta megera, de aspecto circular, representará o grau máximo de fanatismo popular, num acoplamento basilar de várias irregularidades conflagradas no decorrer do tempo vertiginoso.

                                   Wilson Cerveira

A EXAÇÃO NA ESCOLA TRADICIONAL

                       
   A princípio, aprendia-se o cumprimento dos horários concernentes à entrada e saída do ambiente escolar, não podendo jamais transgredir – para mais ou para menos – o que o tempo havia assinalado de modo exatório. Para tanto, havia uma caderneta especial, com a finalidade precípua de exarar as infrações dos retardatários e dos que se escafediam nos interregnos dos horários de recreio. Essas denúncias de descumprimento eram rubricadas pelos pais ou responsáveis desses alunos, através dos seus vistos e de suas respectivas estigmatizações.
   Outro ponto basilar – de caráter referencial – estaria atrelado ao ato de assunção dos horários estabelecidos para as diversas disciplinas, os quais seriam inquiridos no decurso exprobratório do ano letivo. Respeitava-se a cronologia de cinquenta minutos – no projeto “hora aula”, como se apenas o tempo, o inexorável período alegado – em sua regência maior – representasse o maior divisor das matérias relacionadas a uma percuciente erudição.
   Então, os aprendizes iam, pouco a pouco, recebendo e assimilando, construtivamente, os ensinamentos contidos nas geratrizes basilares das responsabilidades assumidas literalmente, e, com o proposito de edificá-los no transcorrer dos anos atrelados aos ditames das aprendizagens somatorizadas.
    Somente no recinto colegial, conseguia-se equacionar a implexidade existente naquele ínterim cognoscível, visando à divisão integral do tempo, e, dessa forma, não restringiria a cronologia atinente às matérias de menor preferencia, em que pese os graus diferenciais de suas importâncias. E, melhor dizendo, essa proeza só se obtém na instituição de ensino, porquanto não conseguiríamos fazê-lo de modo uniforme, sem que houvesse a mínima propendência quanto a este possível tipo de escolha curricular.
    Em função dessa razão temporal, de permeio imprescindível, sentia-se a imane dificuldade quanto à defecção dos díspares meios de experimentação, estando todos direcionados aos estabelecimentos de altíssima qualificação, sendo primazias dos vetustos, com exclusividade, para os discentes – de outras plagas – que ostentavam combalidos conhecimentos relacionados aos ramos das diversas disciplinas, independentemente de serem básicas ou não, mas que influenciavam de modo contundente, sobremaneira os fluxogramas de quaisquer testes seletivos de aproveitamento escolar do prístino.
     A escola tradicional, inquisitorialmente consubstanciada, não se prestava a trabalhos supostos nem arranjos redundantes de notas atribuídas a seus educandos. Não havia mixórdias intermediárias. As avaliações prendiam-se apenas em provas mensais: primeira semana do mês, na metade da quinzena e no final de cada período de trinta dias. Além disso, havia os testes relâmpagos, programados para o final de cada aula, que eram aplicados nos dias em que os alunos estavam mais desatentos e impulsivos. As notas se dispunham sob a tutela da média aritmética: somavam-se os números obtidos e, em seguida, dividia-se a quantidade geral pelo número respectivo das aferições realizadas. A média resultante não sofria alteração apropinquativa, e os mestres deixavam-na integral: 6,8(seis e oito décimos) ou, então: 60,88(sessenta e oitenta oito centésimos). Caso não obtivesse os pontos necessários, o discípulo ficaria reprovado pela carência de somente hum décimo ou hum centésimo. Nesse caso, havia tremores e medos premonitórios e postremos, sem apelativos tergiversantes. A ilação poderia ser fatal, beneficiando a pessoa do aprendiz, sobretudo em porvindouro longínquo, sem reflexos evagatórios assinalantes.
     A quantificação do conhecimento pronunciava-se em dimensão maior, -- ressumando um tipo de concurso que visava uma análise individual, mantenedora do próprio escolar, ascendendo-lhe a possibilidade de incrementar as erudições pretéritas – em terreno solidificante do saber.
     O senhorio se fazia sentir desde um simples olhar do mestre. Os discentes flexionavam-se para cumprimentá-lo, facilitando, sobremodo, a transcrição de inusitados apontamentos imprescindíveis. A autoridade professoral denotava a apreciação cautelosa dos seus alunos, sobremodo no que concernia ao aspecto de obedecer-lhe os itinerários dos assuntos abordados durante as diversas aulas expositivas.
      Os despertadores e as sinetas assomavam no ângulo superior das cátedras, servindo para medir o tempo das arguições dissertativas, obiciando infringimentos de quem não havia aprendido corretamente a lição, e, também, aprestado os deveres de casa e suas várias implicações no âmbito da cognosia. E, destarte, os preceptores buscavam novas direituras ilustrativas, e, ainda, se lembrariam dos que necessitam de neófitos ensinamentos, sobrevindos de alguma formulação de um possível estribamento salvaguardado.
     Aprendiam-se verbos regulares, irregulares, anômalos, defectivos e abundantes, aplicando-se o método da palmatória ou da régua, -- a todo aluno que não se preparasse para competir com os demais, errando, sistematicamente, os verbos sorteados para aquele acontecimento gramatical, abrangendo uma das classes de palavras variáveis.
     Destarte, aportava-se, também, em direitura inversa, aos umbrais da aritmética, usando a mesma metodologia. Dependendo do nível de aprendizagem, buscava-se uma das quatro operações como referência ao entrevero algarítmico. Os que acertavam iam castigando, com reguadas na palma da mão, aqueles que não fixavam os resultados das contas formuladas: adição, subtração, multiplicação e divisão.
     Na escola tradicional, obedecendo ao compasso sequencial de aproveitamento cognitivo, tinha-se – por encetamento – a tarefa chamada de “Cópia”, aonde você ia transcrevendo as palavras do texto – de modo fac-símile – observando, com rigor, as letras componentes das sílabas que formavam as suas grafias. O aplicatório durava os dois semestres do primeiro ano do antigo “Curso Primário”.
     No segundo ano primário, a evolução do saber permitia que fôssemos mais longe, alcançando o estágio do “Ditado”, aonde íamos tomando o hábito de prestar a devida atenção na pronúncia das palavras, a fim de que as repassássemos para o canhenho. Esta nova fase exigia, além da visão e do tato, a audição como fator complementar da neófita instrução.

     Ao adentrarmos à série seguinte, o ritual do “Ditado” reiterava-se na tentativa de consolidar saberes anteriores e posteriores. E, quando saíamos do terceiro ano, já estávamos aprestados para galgar as sendas da “Redação”, requerendo, através de formulações divagatórias implexas, a aplicabilidade do tirocínio e da coordenação do pensamento, para que arquitetássemos a montagem sequencial das frases que comporiam os parágrafos e textos atinentes ao assunto abordado com certo grau de aclaramento, podendo – ou não – ser de caráter minucioso.

                                Wilson Cerveira

O CAPADOCISMO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

   A educação brasileira ascende, de modo indutivo, quanto ao proliferamento desordenado de escolas – lídimos elefantes brancos que nutrem as esperanças dos governantes em suas próximas reeleições, não se importando com a qualificação dos seus discentes, sobremodo no que tange ao basilar imprescindível da aprendizagem.
   Em verdade, canteiros de obras são montados indistintamente, e estabelecimentos de ensino são construídos, com a finalidade de ministração dos diferentes graus do conhecimento, e, também com o propósito de reminiscenciar lídimos simulacros, os quais tentam persuadir a aturdida opinião pública.
   Com o crescimento intumescido das cidades, tais governantes lobrigam, através de meios eleitorais, a necessidade de edificar novas escolas nesses arrebaldes. De igual modo, reformam as já existentes, abrangendo um pacote de financiamentos governamentais, provindos de algum órgão auspiciador, estando direta ou indiretamente ligado aos interesses municipais, estaduais ou federais.
   O acesso ao sistema de ensino, em dias hodiernos, é feito em âmbito escancarado, sem freios e sem cobranças, sobremaneira quanto ao fato de escrever e calcular numa reiteração abasilar prescindível, uma vez que, sem protraimentos, estamos nos apropinquando, cada vez mais, em direção ao átimo deflagratório atinente à cognominada geração ágrafa.
    
   Não se sabe, ao certo, qual será a direitura desses novos itinerários da instrução, já que a geratriz cognitiva está a aparatar novos métodos aplicados com relação aos labores independentes das inusitadas praticas – de campo, de laboratório ou de biblioteca.
   Realmente, esses educandários ostentam sobejos materiais para manuseamento, conquanto estejam injustificadamente, encaixotados de maneira aleatória, em diversos aposentos do colégio; formando um especioso rebuço de excrescência, no que concerne ao referendar quantitativo dos aparelhamentos de maior exação pragmática.
   E, destarte, as balanças de altíssima estesia vão confutando a incolumidade da “lei de Lavoisier” que, na época de sua laboração, desprezava as minuciosidades das massas que se dissipavam no decurso das reações químicas dos reagentes, antes que obtivéssemos os números percentuais dos compostos resultantes.
     Os prédios, onde funcionavam os diversos cursos – independentemente dos níveis de graduação, sobretudo os  de formação universitária, não avocam as condições necessárias para o desenvolvimento dos recursos oriundos da mais acendrada tecnologia.
     Esses edifícios que tipificam os hodiernismo de embuçalamento, não apararatam as mais morigeradas instalações, visando o equacional adequamento, com o intuito de captar os artefatos de refinamento.
     Dessa forma, a impressão é falaciosa em seu todo, não absconditando as perfunctoriedade detectáveis em determinado interregno suspensório. E, assim sendo, as funções cibernéticas remanescem em banimento esburnitório.  Dessa maneira, ninguém evaga a usufruição da inanidade, a despeito do aspecto que se decompõe a partir da experimentação da fugacidade dos instrumentos fabricados neste ramerrão dos heteróclitos aparatos concernentes ao mistificatório do defectorial supérfluo.
     Em detrimento das diferenças existentes, ablacionam-se prerrogativas de menor monta, não atendendo as prioridades basilares dos aprendizes – em seus díspares nivelamentos sequenciais no âmbito científico.
     Em dias de crúcia percuciente, depreende-se o imagético, o meândrico, o inesquecível!... Para quem perlustra algum ponto disperso no espaço, decerto, terá as expiações dos nevrálgicos  lesivos, os quais estão imersos no inumatório das vislumbrações atinentes aos diversos conjuntos arquitetônicos das porvindouras construções de uma “Universidade” ininteligível com relação aos essenciais pontos de plausível sapiência!...
     E, em consequência dos erros sistemáticos, as instituições particulares de ensino vão ampliando seus horizontes, num cabal infringimentos de normas.

     Igualmente, não obedecem aos parâmetros curriculares, já que estão lastradas sob augúrios das exorbitantes pecúnias, e que estribam as suntuosas movimentações no câmbio das finanças. Sendo assim, propiciam apenas a ascensão dos plutocratas e suas gerações, numa criação garantida de um possível mercado de trabalho, regido pelos inúmeros diplomatas apedeutas.

                                      Wilson Cerveira