terça-feira, 28 de outubro de 2014

COMUNICAÇÃO SEM DEFERÊNCIA


     Eliseu, randomicamente, passou a ser o detetive das inúmeras comunicações sem deferência. Às vezes, utilizando um olhar de esconso, vislumbra, lateralmente, o telefone celular do vizinho, e, para caracterizar o heteroclitismo arroubante, observa, através do binóculo, o não atendimento ao vocativo estentórico; e, consequentemente, o fenecer da ligação, tendo por parâmetro improvisado – a palma da mão do sujeito energúmeno, que, nesse átimo, revelava não possuir o que ainda se chama de princípios basilares da polidez e da etiqueta.
     Em detrimento instrucional, as escolas do modernicismo resolveram implantar as prerrogativas das protraídas volições do prístino, representando os pródromos dos diversos sistemas de espairecimento das várias atividades recreativas, tendo por cerne o fanatismo da pelota, reduzindo dessa forma as descomunais vicissitudes turbilhonárias do crástino. Isso tudo é tartufice, simbolizando um tipo de integralização que se fecha hermeticamente, reduzindo ainda mais o tempo remanescente, que é necessário ao manuseio diuturno das habilidades cognitivas imprescindíveis, sobremodo com relação a quem pretenda aprender o mínimo das disciplinas básicas – as quais compõem a maioria de todos os concursos efetuados nestes dias de priscas nequícias!...
     De fato, a comunicação embuçalada cerra-se no precipício da própria vacuidade. Então, a delação ficará interaliada ao fantasmagórico, pois a emissão do conteúdo, que fora antes retratado, restará para perfazer, concomitantemente, os volitivos atinentes aos elementos integralizantes: expedidor e destinatário.
     Nesse caso esdrúxulo, -- de virtualidade corroborada, – o virtual, onusto de espectros, cujas inserções vão se dispersando gradativamente ao longo dos eixos evagatórios, empeçando os contornos periféricos e os escorços – figuras geométricas localizadas no decantado plano de épura!...
     Eis o assomamento do continente, capa rebuscada contendo um impressionismo especioso, deludindo, subitamente, a visão ofuscada, uma vez que, sem tartamudeios, o intrínseco tecnológico permeia nos intricados mecanismos existentes em todos os requintados dispositivos móveis repassados para estes tempos de cibernetismo exacerbado.
     Então, entre o lúgubre e o álacre, vaticinam-se os laivos do vacuimento da linguagem fotoacústica, à medida que os aparelhos se amplificam sobejamente, como se quisessem atender ao concomitante mixordismo acústico açambarcante quanto ao somatorial de vias orais, escritas e imagéticas, num diversificismo ininteligível – no portentoso âmbito da polimatia.
     Logopéias são construídas com o propósito de despertar uma motivação adequada, propiciando circunstâncias de ascendência plausível quanto aos variegados caracteres fenotípicos e genotípicos, isto é, genofenotípicos, mormente os que foram herdados através de bizarras manifestações atávicas inelucidáveis no que se refere aos inúmeros desvairos etológicos, evidenciados nestes inextrincáveis dias de recrudescências hediondas, sobrevindas de todas as inumanidades coligidas no ramerrão existencial. 
     Agora mesmo, nestes átimos inexprobratórios, o monsieur Elisandro, um baita voguista aturdido, teve o desplante heteróclito de ad-rogar uma mensagem sem texto; ou, então, um texto sem mensagem?!... Abismaticamente, o sujeito em apreço reconditou-se aos pontos nevrálgicos dos maiores despenhadeiros das ligações frustrantes, nas quais o expedidor e o destinatário, ambos estão a percorrer sendas estúrdias, regidas por sistemas operacionais em constante paradoxismo.
     Em outros antanhos, reitera-se que, em se tratando de uma possível geração ágrafa, surdirão energúmenas mensagens sem texto; ou, então, mentecaptos textos sem conteúdo – em cabal dislate --, e, mesmo assim, se processarão, gradativamente, ao largo clamoroso desta imane e disturbiante comunicação sem deferência compatível!
     Destarte, as imagens simbolizam, nesta especiosa hodiernidade, continentes sem conteúdo. Apenas servem para impressionar, com falácia, a sensória da visão estática, – e não estética –, com relação ao referencial do colimador.
     Desídias injustificáveis ressumbram o grau de deseducação do receptor incipiente, e, sobremaneira, no que concerne ao arauto, sem que – “o mesmo apresente interesse” quanto ao ato de lê-lo e relê-lo, amiúde. Outrossim, caso o desagrado seja corroborado, o interlocutor, mal sucedido, deleta-o completamente, e, por vezo, tenta ratificar a imputabilidade da “Operadora X”, que está atrelada ao sistema computadorizado, sendo, nesse caso, acoimada pelo não repassamento do excerto.
     A comunicação sem deferência pode estar presente nas diversas formas redacionais – as mais obsoletas até as mais recentes, sobremaneira as que sobrepujam os níveis de quintessência. De igual modo, teremos os êmulos dos parâmetros paradigmáticos: a venusta missiva (conduzida por estafeta); telegramas (com número de letras restritas); SMS; Facebook; Twitter; Skype; Whatsapp e tantos outros arranjos e desarranjos proporcionados por uma moderníssima tecnologia, onde as pessoas, de modo geral, empregam uma lúgubre comunicação sem deferência!... E, de quando em quando, uma voz estentórica perscruta o seguinte: “Estás a ressumbrar alguma apoplexia heteróclita?!...”

     Logo, hás de concluir – sem protraimentos hesitatórios – que liguei e religuei para o teu numero da OI; e, de modo nequicial, execraste com iracúndia o neófito vocativo!... E, caso remanesça alguma educação, requesto redarguimento plausível.

                                                     Wilson Cerveira

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A INVERSÃO DEGRADANTE DOS VALORES ÉTICOS

  As pessoas, hodiernamente, apresentam a capacidade estróina de aceitar o errado como acerto. Ambos os parâmetros, acima mencionados, se confundem de tal maneira, tornando difícil o ponto basilar de tangenciamento referencial. 
     A deseducação medra nos lares, onde os pais oferecem os piores exemplos. Chefes de família chegam a matar seus próprios filhos, e, vice-versa, tendo a ousadia de jogá-los pelas janelas, inumando-os no lixão, ou, então, fazendo-os de reféns!...
    Decerto, com muito contristamento, os valores morais estão completamente vilipendiados! Num átimo de animosa crucia, lobriga-se uma mãe megera, que é praticante de abortos e, também, de maus tratos, portando índole perversa. É considerada como se fosse uma lúrida heroína das liberdades hediondas. Um pai que expende seu filho, ainda de menor idade, induzindo-o ao âmbito compulsivo da promiscuidade sexual, e é visto na condição de um tipo de herói maculatório, que é o da progressividade degenerescente.
      Hoje, de modo insólito, nada mais assusta o perlustrador experto, pois, de maneira inquestionável, tudo se encontra cabalmente invertido. Outrora, o que se considerava anormal, passou a ser falaciosamente normal quanto aos símbolos das variâncias existentes na essência da normoanormalidade plausível.
     Estamos a vivenciar o tempo da exacerbante degradação moralista. Aliás, aquele que predica a ética – em momentos de altercação – pode ser o mesmo que não a pratica! Nesse caso, o escatológico vaticinará um porvir lúgubre, no qual presenciaremos o degenerescer peremptório: físico e mental do ser humano, -- aparatando, de igual modo, inúmeras características inumanas!
     Hodiernamente, muitos pais são governados pelos filhos, ou, então, temem exercer seu paternal senhorio. De fato, o desrespeito aos mais provectos tem sido o estigma basilar de uma juventude desorientada e extremamente carente, sobremodo com relação ao sentido lidimo, melhor aclarando, do que se denomina de sistema deseducacional!...
     O patriotismo há muito foi abolido das escolas, e, nesse caso, não existe mais quem se emocione frente a um desfile cívico, a uma solenidade frustrada de hasteamento da “Bandeira Nacional”. Poucos são os que sabem cantar o hino da “Pátria Brasil”, e, concomitantemente, identificar, através dos desenhos, os símbolos nacionais!...
     Reitera-se do exposto, sem hesitação, que até os “suvenires”—em dias de hodierna crúcia -- têm sido obliterados. Houve descaracterização do objeto e do lugar! O esquecimento passou a ser arguido como sendo a justificativa maior das superocupações infrenes!
     Os mais idôneos assistem contristados à sucumbência do senhorio nestes dias de cruência!... Tudo o que se presumia faz reminiscenciar os pródromos do soçobro renitente!... De fato, eles estarão sob forma de pequeníssimos fragmentos, disseminando ideologias concernentes ao telúrico e seus díspares íncolas!...
     Os incipientes estrugem o tipo de deblateração sem estremaduras cerceantes. Partem em direitura ao vácuo propelitivo, e, nesse interregno, demandam seriíssimos defeitos conflagratórios.
     A blasonaria grassa em todos os âmbitos multidirecionais, impondo ditames preceptores cuja intenção ominosa é a especiosidade persuasiva.
     O vestir não mais obedece ao local apropriado, ficando à mercê da anuência do uso e desuso, indiferentemente. E, então, a indumentária do “sem roupa”, abrangeu espaços cerrados quanto à coibição do uso, tais como: em repartições públicas, escolas, universidades, tribunais, palácios etc.
     Nesse caso, o que está em voga é a desnudez ou a sobeja tacanhez a todo custo, vindo a ser corroborada à guisa de provas cabalizantes.
     O mais senecto permanece à deriva, extorquindo-se-lhe tudo o que possuíra – desde o tratamento até o direito lídimo de gerir o que ainda lhe pertence neste telúrico, após vários anos de gládio trabalhista. O estipêndio não lhe chega ao bolso, pois, -- sem perplexidade – o acolitante torna-se usurpador ao máximo da pecúnia alheia, mesmo havendo a presença da carteira vinculatória, – em virtude de ter exercido a sua função de exator da Fazenda Nacional, até o átimo em que completara sete décadas. Daí, por diante, os emolumentos passaram a ser lobrigados fortuitamente, não se sabendo os motivos esconsos dessa afoiteza comportamental heteróclita!...

                              Wilson Cerveira

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A IMPACIÊNCIA DO PACIENTE

     Parece ser paradoxismo justificável apenas na grafia!... Em se tratando dos fatos, das ações e reações comportamentais, é plausível ressaltar a veracidade existente de modo generalizante – atribuindo-se, de maneira cabal, somente os beneplácitos compungenciais para todos aqueles que expiam as lancinações das enigmáticas patologias.
     Porventura a síndrome do paciente agônico, em vez de outra qualquer, – seja menos permissiva –, não havendo a mínima probabilidade da presença de atresias em órgãos e sistemas orgânicos.
     Zebum era o cachimônia de maior vulto, pois herdara as intrinsidades das características genotípicas e fenotípicas dos dominantes; conquanto a razão nem sempre seja propícia, abrangendo também os caracteres imprevistos dos elementos recessivos, podendo ser ressumados após um seriado de várias centúrias de cabal reconditismo!...     
     Com relação ao óculo usado pelos ícones dos sazonalizados profissionais de diversas áreas do conhecimento; de fato, presume-se que a maior das efígies pertence ao insólito doutoríssimo, que era o mestre dos mestres, estando sempre acolitado dos seus aparatos, além de ostentar constantemente borla e capelo!
     À medida que o individuo não transija as estremaduras da dor, renuncia verazmente o estado de paciente que lhe fora atribuído naquele interregno de percuciente lancinância. E, desse modo, em caso de emergência, o paciente é visto discriminadamente, ocupando posicionamento impróprio – no pensar errôneo de determinados especialistas –, e, então, passam a exercer – de maneira coercitiva – uma dimensão secundária, na qual os meandros das sendas impérvias obiciam todas as clarividências proféticas.
     Através dos tais planos de saúde, e, também, do SUS (Sistema Único de Saúde) e de outros credenciamentos, o paciente se sente extremamente subordinado, e, às vezes, incorrendo em planificações de cunho – terciário ou quaternário, conforme as suas possibilidades financeiras..., sendo, nesse caso, lobrigadas por meio de patamares estabelecidos nas tabelas pecuniárias, onde o registro vale mais do que quaisquer vaticínios perfunctórios!
     A morbidade do individuo exacerba-se quando recebe uma noticia, exarando que sua conduta seja procrastinada, com indicação de regresso para o limite temporal de cento e oitenta dias, após serem consignados os pródromos orgânicos!...
     De súbito, para surpreedimento generalizado, surdem do nada, indirecionalmente, os estúrdios argumentos, estorvando, de modo cabal, os desvalimentos, quase todos sendo ressumados através de percalços terapêuticos; ou, por intermédio de hesitantes recursos paliativos, tendo por objetivo a prospecção de quaisquer imbróglios catastróficos iminentes.
     Para quem, decerto, serviriam as afamadas amostras grátis dos medicamentos, ora em testes qualitativos e quantitativos, na produção industrial dos diversos fármacos, cuja iminência se dá quanto ao atendimento das mais categorizadas provações patológicas?!...
     Quem receberia a devida outorgação, uma vez que os impostos recolhidos têm sido escamoteados e dispersos, sorrateiramente, nas contas que se dizem pertencer ao flagelado erário da população dos mais humildes servidores – credenciadas por “Bancos” especializados quanto ao ato contínuo e constante do surrupiamento esconso?!...
     Qual seria o real direito do paciente? Ele suportaria as dores oriundas dos descomunais padecimentos, e, na condição precária de representar, de forma concomitante, um ser humano-inumano, teria suporte suficiente para aguentar as acrimônias, as agruras e tantos outros infortúnios, que estão absconsos nas mais ferrenhas adversidades!...
     Com relação ao doente, a sua terapia é caríssima, indo além do estipêndio plausível, exigindo sempre novos procedimentos comutativos e capazes de jugular os paroxismos palindrômicos da enigmática moléstia que o acometera abruptamente.
     Os efeitos colaterais dos medicamentos se manifestam no momento em que são administrados a um organismo sensível, com capacidade de rejeitar ao tratamento reivindicatório, estando este em direitura ao interregno prolativo almejado para seu cabal restabelecimento.
     Finalmente, quais são os hospitais que ostentam maiores ou menores condições de acolhimento, para que haja o devido credenciar de aceitabilidade, visto que, em sua maioria, não atendem como deveriam fazê-lo, mormente as classes sociais que aparatam parcos recursos financeiros.

     De fato, há hospitais que ostentam verossimilhanças com os hotéis de luxo, porquanto, sem motivo aparente justificável, cobram diárias extorquidores. Entretanto, os pacientes não chegam a detonar a sua iracúndia no “Governo”, que é o acoimador de todas as circunstâncias paradoxais vigentes, deixando – quase sempre – uma imane vacuidade em todos os sujeitos que se predispõem ao atendimento do doente; conquanto sejam exíguos os que ainda aparatam suas reservas éticas adquiridas no decurso inexorável do longo período educacional!...

                                                          Wilson Cerveira