Eis o tempo da sanha espumante, e com o
desiderato de editar normas confessionais! Após tanta ira acumulada através do
decurso inclemente dos anos recolhidos nos sepulcros vazios de uma existência
consumada!...
Minha avó – Ana, polidamente, reiterava,
em suas conversas realizadas durante os períodos das refeições, a frase
lapidar, estimulante, confidedigna – “Doutor Disse” – como se quisesse arguir a
lídima verdade provinda de tempos priscos, em cuja memória latejam na vacuidade
os sorumbáticos delíquios!...
A frase vivia solta, dando a impressão de
uma dosagem de spray da moda, sendo a voga lucrativa e volátil! E, desta feita,
a desfaçatez de estímulos a serem exarados do recôncavo! Desta forma, decerto,
o que saísse da boca de um médico, quer queiramos ou não, já infundia o cunho
apoplético de muitas verdades coligidas – por meio de axiomas – já bem
elaboradas. Não surgiriam, desta face, desconfianças, depois do ato de
reiterá-las. Era um lacre, um lidimo lacre, para quaisquer estados
valetudinários, tentando persuadir as ações perpetradas por aqueles que buscam
a manutenção dos pensamentos, frases e arautos lapidares em todos os sentidos
vetoriais!...
Toda história era entrecortada por
inúmeros gases abdominais, estando em processo de eliminação constante!
Outrossim, naquelas madrugadas de vento frio, provindo do sul, e que pusera
outra vez o colar cervical de quatro dedos de largura, a afagar-lhe por uma
ensancha ou comenos ou átimo, notadamente, notas musicais alucinatórias,
surdidas por intermédio de sons concretizantes, surdidos por intermédio de
sucessivos teclados de um vetusto piano de calda.
Ninguém, com o seu porte, conseguiria
proceder de modo diferente, já que, o piano, de quatro decênios, emitisse ainda
as notas mais complicadas, estando sendo levadas através do ajudante, afundando
de leve as teclas do mensuroso aparelho sonoro, para, em seguida, fruir os
toques precisos de uma balada antiga e sofrida!...
Nesse tempo de antanho, decerto, tudo o
que ocorria ficava por conta do chamado “doutor disse”. Talvez, buscasse uma
corroboração tanto para hesitações quanto aquilo que se referiria a erros! O
bastante era ter o diploma de doutor, seja qual fosse, afixado na parede de um
dos compartimentos da casa. Para conseguir um doutorado tinha por obrigação
partir para o “Continente Europeu”! Após o grau de doutoramento, regressava à
“Terra Natal”, para permanecer como eterno residente, embora jamais exercesse a
profissão de Médico, Engenheiro etc.
O que importava naquele ínterim eram as
letras douradas de um “DOUTOR” – com todas as letras maiúsculas. As bochechas
enchiam-se de ar, para que pudesse expirar com sofreguidão a frase mais usada
pelas bocas pequenas: “Doutor disse!” E, não se comentava mais nada, malgrado
não houvesse a devida ratificação. E, em que pese outras conotações, nada se
refutava em referência ao que fora incrementado.
Também, não se confutaria quaisquer
circunstâncias que pudessem ultrajar a pessoa que a protelasse!... O tempo era
curtíssimo, e a sentença oferecia o caráter irrefutável do cognominado
exaramento, já pronunciado no decorrer do espaço temporal: “Doutor disse”, e,
por pior que fosse, a oração passaria a ter o estado da infabilidade!
A epopeica transformação desses elementos
ocorrerá no “Campo do Botafogo do Anil”, onde eles se apresentam bem vestidos e
com todos os aparatos simplificados. As inversões tornam-se realidade no ponto
fastigioso dos seus afazeres diuturnos.
Laboram planos contendo os vasos que
servirão de base pericial para a detectação parcial das doenças. Após a chegada
no simples torrão natal, trazendo consigo o material desejado, a fim de que
possamos recorrer em tempo hábil.
Para que, então, serem tipos que se
sobressaem diante dos simulares existenciais!... É preciso revê-los,
calmamente, para então, sondar-lhe as imprevisões surdidas ao longo dos
relatos, não mais sustentáveis com relação aos indivíduos enternecedores.
Assim sendo, apega-se ao eixo da
sensibilidade. Neste comenos, ficam apenas com seus diplomas de doutorado! Não
enxergam as suas profissões; pois, ficam apenas com o título comedido pela
notável “Universidade Europeia”.
Wilson Cerveira