quinta-feira, 23 de novembro de 2017

MARCADORES DO TEMPO FUNÉREO



     Dona Filadelfa, senhora respeitosa, jamais olvidava o seguinte: “O tempo não remanesce nos campos santos, e, também, nas amplitudes que as almas podem alcançar junto a Deus”. Este enigma temporal, cabalmente esfíngico, soçobrará em resquícios nas cominuições do telúrico.
     O tempo, profligador inexorável, não aparata suficientemente o preconizar do desespero ostentado pelo senhor Ladiceu. Nesta manhã macabra, ele teve o desprazer fatídico de inumar – de uma só vez – toda a família, vítima de um catastrofismo automobilístico inopinado: a mulher Túlia, e os filhos, Abnadab e Catalomeu. Destarte, de maneira aturdida, ficou entregue, de modo pungente, as amaríssima acrimônias de uma inclemente e horrenda soledade!...
     Quem seria no próprio campo santo, após soçobramento, capaz de dilucidar os contrastes verossimilhantes – entre a vida e morte? Não soube exarar, após o súbito delíquio, quem era o sujeito que representava a mortificação do ser, ou, então, a vivificação continuada ou interrompida!...
     Que desprendimento abrupto entre o corpo e a alma! Se não houvesse este cabalístico temporal, iríamos sobreviver a todas as antinomias, sem hesitação, por tempo indeterminado.
     Chorar para madidar a terra ressequida, não empeçando o surdimento de uma única flor. Ah! Meu Deus, com eles, os mortos, decerto, precisam de ser lembrados diuturnamente, para que jamais feneçam de corpo e alma. Nesse caso, é preferível perder o corpo, segundo a Bíblia Sagrada, a perder a alma!...
     Não sabíamos, realmente, que este tempo existia no espaço etéreo da eternidade infinita. Ele singra, sem os cerceamentos da velocidade e da aceleração. De fato, irrompe como se fosse competir com a insólita velocidade da luz no vácuo – 300.000 km/s². Não se lobriga uma sequer retumbância, pois os sussurros ultrapassam as ondas acústicas que proporcionam as fortíssimas ondas de vento no espaço semiaberto, indeterminado em toda sua extensibilidade de deslocamento veloz!...
     Nem os mais rebuscados relógios – de altíssima tecnologia, seriam capazes de ressumbrar os empeceres que aduzem aos contrastes existentes nas razões e proporções temporais...
     Quiçá, sejam lá as remissões de todas as imprecações perpetradas no decorrer da vida existente no interregno telúrico. Há, por isso, uma premente necessidade de libertação do ser, à qual poderá ser efetuada através do terço, induzindo a termos um consolo diante da dor percuciente que nos faz sorumbáticos –desde que extrapolamos as vicissitudes valetudinárias que nos posicionam na qualidade de seres combalidos...
     Quanto tempo passaremos por lá, sob a objurgatória de todas as excrescências coletas no perquirir sobejo das enciclopédias médicas! Reiteremos a premência de mitigação, uma vez que a asfixia nos arrefece, aduzindo-nos a uma estase fisiológica dos demais sistemas orgânicos – que trabalham sincronicamente na interligação orgânica de todas as células, tecidos, órgãos e sistemas orgânicos. Vê-se, então, a significação manutentória de todos os complexos intrínsecos e extrínsecos – mormente os que manobram a homeostase!...
     Para que marcar o tempo, já que sabemos que a eternidade é um oceano sem praias!... Não há ancoradouro capaz de delimitar a razão aparente entre o tempo e o espaço. As almas, entidades de uma perpétua vacuidade, vivem a singrar os pontos nevrálgicos, estabelecedores dos excruciamentos pelos quais perpassam os espíritos dos que partiram em definitiva do orbe, à cata de melhores vislumbramentos premonitórios...
     Não se sabe ao certo as características em comum, porquanto nos campos santos, todos parecem remanescer de modo expungitório os caracteres ressumbradores que os diferenciam dos demais fluidos que se transportam ao longo da vida, como se fossem propináculos de reticências de luz pelas veredas cruzadas do vetusto orbe, em lídimo declínio senescente!...
     Quais são essas noites de percuciente silêncio monástico, onde não se reconhecem, após avassaladora putrefação, os caracteres fisionômicos dos ascendentes. Mesmo assim, não os esqueci, guardei-os na memória, de modo incólume, – como se fosse reconstituir os pormenores formados desde os pródromos dos mais longínquos prístinos!
     Se os perdesse, obliteraria os laivos armazenados desde o período pueril, que é o melhor de todos os vitais, e é nele que imprimimos e preservamos as lídimas reminiscências -- do que fomos durante o longo período em que permanecemos absconditados no interior do útero materno – de todas aquelas leais mulheres que nos ad-rogavam como mães – em todas as dimensões temporais: hodierno, hesterno e crástino!...
     Após exumação – de tempo exíguo – admira-me a profligação da matéria tissular por vermes, bactérias e fungos – de várias etiologias enigmáticas. Sei, do arquivo da memória implacável, os traços fenotípicos daqueles que me auxiliaram desde o encetamento dos protótipos vitais irremediáveis!...
     Nesta madrugada, em que houve o delíquio cabal dos sentimentos recônditos, não pude mais lobrigar os pares de lábios que exprimiam o desiderato confessional de relatar, ressumbratoriamente, todas as virtudes e defeitos encontrados ao longo temporário de vidas acumuladas, submergidas nas mais lancinantes excruciações fatalísticas!
     Deveras, sobressaem os modos de ternura, todos efetuados ao longo de múltiplas perquirições... Este cronômetro, marcador impiedoso, não prescinde o registro somatorizado de dores que sofrem sinestesia no corpo inteiro, buscando presumir os mais estritos caracteres divergentes.
     Ninguém tem a capacidade sortilégica de cruzar os avanços propositórios, à cata de inusitadas demandas, com exceção, daqueles que requeiram provimentos urgentes, para que haja uma cicatrização dos estigmas, sinais determinantes de todas as características circunstanciais do ser humano, muitos anos antes, sem perplexidade, que ele se definisse como sendo primórdios de abertura de um acúmulo de anos sucessivos em seus diferentes graus de catastrofismo.






                                                                  Wilson Cerveira 
  

IMPRECAÇÕES DOS DESCENDENTES



     Não se sabe ao certo onde estão residindo os verdadeiros loucos!... Será que estão absconditados nos recintos dos manicômios ou nos labirínticos aposentos das casas paternas?!...
     A Energuminidade compulsiva aduz o mentecapto a fazer a exação de contas, de modo aleivoso, direcionando a arriosca em direitura ao irmão mais velho, considerando-o como seu maior infenso, tentando denegri-lo de maneira inequânime e infame!... O seu objetivo, malévolo e inescrupuloso, é o de detratar a imagem dos seus próprios descendentes. Essa tal rábula não passa de um elemento rancoroso e execrável em todos os pontos de vista: numa abominalidade sem fim, pois tenta, de qualquer forma, o seu postremeiro objetivo, que é o de complementar cabais nequícias.
     É implexo presumir os diferentes graus de insânia que se proliferam, diuturnamente, pelo orbe. As aparências são especiosas; pois, de súbito, sem motivos plausíveis, saem matando pessoas indistintas, cabalmente ignotas. A Ciência, no âmbito da Psiquiatria, emudece em seu cipoal de informações desinformantes e impersuadíveis em todos os sentidos e direções vetoriais!... Não há mais quem comprove a veracidade de um simples e desprezível atestado mental. O indivíduo, sem raciocínio, implica, de modo enigmático, os caracteres fenotípicos da pessoa que, sem justificativas, se tornou refém da outra, apenas analisando compulsivamente a fisionomia descortinada!
     Há pessoas anômalas que implicam seus malévolos comportamentos patológicos, somente nas pessoas de casa, eximindo as estranhas, mormente as que exibem erros acumulativos no decurso inclemente dos acrimoniosos tempos de percuciente hodiernismo degenerescente!... Tudo parece, decerto, estar contido na base protótipa da casa onde se nasce.
     Se os ensinamentos são emanados de uma só boca, de forma harmônica, na qual pai e mãe e demais membros da família procuram falar a mesma linguagem – do sim ou do não – concomitantemente!... O desavir pode causar uma série de distúrbios na mente, sem que se saiba a quem ouvir as regras normativas da obediência e da diferenciação.
     As exceções podem ocorrer ao longo do trajeto genético, já que os descendentes dependem dos seus ascendentes, às vezes distantes na escala genealógica. A resistência imunológica não depende apenas do alimento e da medicação recebida. Está atrelada às gerações do prístino – distante, medial ou próximo – aí, bem, vamos tentar esboçar o perfil genético das células que, através dos percentuais de variabilidade, determinam os benefícios que esses elementos poderão causar em organismos com pequenos graus de combalimento.
     A mentecapta rábula desideraria ver o irmão em situações periclitantes. As várias entradas no judiciário são intempestivas e fora do prazo legal. O seu objetivo nequicial, sem hesitação, é o de colocar o irmão, a partir de uma base zero, arrolando-o num processo sem fundamento. Requer o abstruso, antes que o tempo decorra; ou então, a temeridade de receber uma determinada pecúnia, e, pelo fato de não ser parcimoniosa, dissipa-a com brevidade. E, após, de modo oprobrioso e repleto de ignomínia, vem protervamente confutar o que houvera recebido, mesmo estando em presença de testemunhas e testemunhos! Mesmo assim, a criatura assacadilhosa, refuta, criminosamente, todos os aparatos assinados no prístino. E, desavergonhadamente, contesta-os de modo imputável e acoimador todas as alíneas mal interpretadas ao longo do texto dilucidativo.
     É capaz de dissipar tudo o que recebera, e, logo em seguida, dar uma queixa na delegacia de polícia, ou abrir um processo no Fórum do Calhau. Esses papeis assinados por ela, terão que ser avocados pelo juiz, indubitavelmente, através de um acordão, e diga-se de passagem o seguinte: a imputabilidade e o acoimento estão atrelados à personalidade psicopática.
     A herança, algo turbulento, de que ela tanto delata em seus escritos, está em mãos de inquilinos “maus pagadores”. Foram-lhe emprestadas as casa no momento que eles exibiam cabal inópia, e agora os alugueis, assim como – sem muita urdidura – estes objetos contendo referências históricas. Todos eles as possuem; uns mais, outros menos! Não se pode atribuir exceções onde não existem. Derivar-se-íamos sem que tivéssemos o fio esfíngico da própria fadação.
     A dita causídica nunca se manifestou diante dos capadócios, trapaceiros, caloteiros, que, sem hesitação, assenhoriam-se dos imóveis. Lídimos usurpadores do patrimônio alheio... Esses esbulhadores nunca pagaram aluguel nem propuseram tamanha façanha! De maneira desabrida, delatam o seguinte: deram-me para morar aleatoriamente, por tempo indeterminado!...
     Falácia descomunais são aquelas que somente ostentam continente, não remanescendo as cominuições dos conteúdos somatoriais. Crápulas: são esses falsos moradores, aparatando as mais divergentes nuances. Todos sabem se respaldar na intuitiva de engabelar todos os centros de atividade acumpliciadora e inadimplente. Quem vai pujar a conta é o bizarro, aquele irmão mais senescente, o qual fica a divagar no interior da casa, andando de um lado para outro, como se fosse solucionar um iminente problema de grande complexidade!




                             Wilson Cerveira 

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

O NECROLÓGIO DA PROFESSORA NORMALISTA - NÉLY CERVEIRA MARQUES



     Sim, minha futura mãe – Nély Martins Cerveira veio de Alcântara para São Luís –MA, no segundo semestre do ano de 1940, com o objetivo de prosseguir os estudos iniciados na vetusta Escola Primária de Alcântara – cognominada de “Régia”.
     Ao chegar a São Luís, fora recebida, com alacridade, pelo seu padrinho de Batismo – Francílio Leite Cerveira – exatamente na Rampa Campos Melo. De lá, nas apropinquações, vislumbraram um automóvel parado – do lado oposto ao cais – com a marca de “Prefex”. Nesse caso, o móvel com suas características idiossincrásicas, dava-lhe a real impressão de que estava realmente em São Luís do Maranhão. 
     É de bom alvitre exarar que foi nesse período preludial, sem hesitação, antes dos prosseguimentos escolares, que resolvera preparar-se para fazer – sob a precepção do Frei Ambrósio – a “Primeira Comunhão”, realizada na Igreja do Carmo, na Praça João Lisboa. Para ilar o que fora dito pristinamente, tendo por preceptor – de modo reiterativo – Frei Ambrósio. De fato, a senhora minha mãe confidenciava-me todas as vezes que íamos assistir à santa missa – na tradicional e consagrada Igreja do Carmo.
     Ao adentrar à casa de seu padrinho – Francílio Leite Cerveira; e, também, seu tio, pois era irmão do senhor seu pai (meu avô materno – Pedro Leite Cerveira). Como qualquer pessoa que chega do interior do Estado do Maranhão, mantém-se, quase sempre, cabisbaixa, estranhando o inusitado contubérnio. Depois de algumas horas, foi-lhe apresentada a senhora do Francílio, que era a austera – dona Odyxe Estrela Cerveira.
     Assim que foi apresentada, sofrera um estarrecimento, e apertou-lhe a mão imprimindo nela certa força, determinação e cumprimento integral dos deveres – fora de casa e dentro de casa.
     De fato, minha avó materna – Maria das Dores Martins Cerveira – preferiu que a minha futura mãe – Nély – estudasse mais em casa, fazendo com que ela aprendesse por conta própria e, de igual modo, com o auxílio de pessoas amigas. Quando chegou a São Luís – MA, indubitavelmente, submeteu-se a um teste, na própria Escola Modelo Benedito Leite, que funcionava onde fora inicialmente o famoso e tétrico “Palácio das Lágrimas”; depois as Faculdades de Farmácia e Odontologia, e, por último, está sendo construído nesse mesmo local, o tão devaneado “Palácio da Ciência”. Que transformismo inopinado!...
     Adendando, com certeza, alguém quer, à força de dinheiro público extorquido, muito protraído pelo tempo de encetamento da obra, paternizar-se perante a edificação tão evagada pela própria Universidade Federal do Maranhão!...
     Regressemos ao exame interno a que ela fora submetida. E, de fato, fora aprovada com nota nove para o terceiro ano do Curso Primário. Então, entraria com dez anos, e, logo depois, em 5 de maio, completaria onze anos, precisamente no mesmo ano de 1941.
     Para surpresa, Dona Odyxe Estrela Cerveira, a austera senhora, era professora da tradicional “Escola Modelo”, onde mamãe estudava e, por coincidência, lecionaria o mesmo terceiro ano!... Assim sendo, a jovem criatura – Nély Cerveira Marques, a qual, sem hesitação, teria sempre por perto a Professora Normalista – Odyxe Estrela Cerveira. Realmente, não daria, jamais, para esmaecer; pelo contrário, seria sempre um incentivo quanto ao ato de exortar-lhe a necessidade de fazer-se útil no porvir educacional!
     É de salutar alvitre adir o pensamento de André Mourois, ao traduzir a obra de Voltaire, quando dissera o seguinte: “Além do mais, que significa a imortalidade, e que poderia ser uma alma que se sentisse sem corpo, ouvisse sem ouvidos, cheirasse sem nariz e tocasse sem mãos?”
     Adendando, para melhor dilucidamento, exarava: “Se as almas não são imortais, como poderão ser punidas ou recompensadas depois da morte? Que fica sendo a crença no inferno e no paraíso?” Sobre esse ponto, Voltaire não está longe de pensar como um padre católico, cuja história ele conta, e que dizia a um ministro huguenote, indulgente um pouco demais: “Meu amigo, eu também não creio no inferno eterno, mas é bom que sua criada, sem alfaiate e mesmo seu procurador o creiam...”
     Esqueçamos pensamentos de filósofos ateus, já que somos cristãos desde o Batismo, e precisamos o alumbramento da Divina Providência. Outrossim, o Criador não se esquece da criatura, mesmo que esta não o reconheça. Esta frase foi vislumbrada por mim, em 1977, estando afixada na antiga Faculdade de Farmácia, situada no Largo da Igreja de São João Batista.
     A partir deste dimensional de informações teórico-práticas, poderíamos traçar a distância compreendida entre a Rua das Flores, por detrás da Igreja de São João Batista, formando uma efígie de obliquidade diagonal com o prédio da vetusta Escola Modelo (antes Palácio das Lágrimas; depois, Faculdades: Farmácia e Odontologia), ambas dividindo equacionalmente os compartimentos do mesmo casarão, que, no crástino, passaria a ser o tão procrastinatório – “Palácio da Ciência”.
     Eu, na qualidade de autor desde necrológio, digo o que mais amaríssimo existe: “Melancolicamente – na vida – tudo passa, e o que remanesce são os lídimos sentimentos!...”
     Nesta ensancha, o espírita Francisco Cândido Xavier, em sua percuciente hermenêutica, exara o seguinte pensamento: “A vida no telúrico é uma passagem, o amor – uma miragem, mas a amizade é um “fio de ouro” que só se quebra com a morte. Você sabe? A infância passa, a juventude a segue, a velhice a substitui, a morte a recolhe. A mais bela flor do mundo perde sua beleza, mas uma amizade fiel dura para a eternidade. Viver sem amigos é morrer sem deixar lembranças!...
     Prossigo declinando o seguinte: “Sigo compungido com o perecimento da senhora minha mãe – Nély Cerveira Marques; e, aparatando síndromes paroxísticas palindrômicas recrudescentes...
     Meu luto não tem estremadura! Prossigo combalidíssimo com o fenecimento da pessoa que marcou a minha vida para sempre!... Reuniu, no decurso da vida, os acuramentos das mais generosas mães!... Outrossim, tenho por soer manter os lídimos sentimentos!...
     Mamãe, minha mestra, minha colega de Magistério e do Curso Básico de Língua Francesa; também, minha preceptora; e por desígnios abscônditos, que somente a Divina Providência saberá dilucidar, faleceu, e estou muito triste... Indubitavelmente, ela me fará falta pela vida inteira!
     Também, é de bom alvitre exarar que a lacuna constituída é um vurmo incicatrizável, pois perdi minha generosa, minha preceptora, minha Professora Normalista – desde o primeiro ao quinto ano “Primário”.
     Também, foi ela, decerto, que me acompanhou nas situações mais implexas! Também, tardiamente, fico a recordar as batidas do relógio e suas respectivas frases vocacionais, prontas para qualquer momento. Se o fizesse, agradeço-lhe antecipadamente, para toda a eternidade... Também, foi dona Nély Cerveira Marques, minha mãe – que me arrumou o meu primeiro emprego. Então, desfecha-se em mim os mais edificantes paradigmas traçados ao longo do tempo!
     Sereis, então, sempre lembrada!... E, destarte, em todos os lugares em que vós estiverdes – perto ou longe da “Casa do Pai Eterno”, ficarão os estigmas de vossos pés. Na Farmácia do “Bom Preço” ou na Extrafarma, localizada confronte. Tanto em uma, quanto em outra, indistintamente, sabíeis, de modo mnemônico, tudo o que queríeis.
     De fato, tudo o que pretendíeis, naquele comenos, era a ordenação dos medicamentos necessários, indicando desde o local onde se encontravam na prateleira, e, após, sem muitos protraimentos, nominava-os designando os respectivos proprietários. Seu filho Wilson Cerveira Marques, seu querido filho primogênito, de maneira cabalmente espontânea, ostentando as regalias dos diversos remédios que foram receitados para ambos, notadamente com relação às síndromes que os acometeram no decurso temporal da vida, vivida, experimentada e sofrida, ao sabor amaríssimo dos dissabores, sobremodo os invertidos e os inelucidáveis, em que a primazia surdia de maneira colapsal!...
     Com primazia, vamos à ordem hierárquica, em que costumara requestar ao adentrar na Farmácia do Bom Preço ou, então, Extrafarma, ambas situadas nas respectivas imediações.
     Ei-los, então: epocler-flaconetes – duas caixas, sendo uma delas para o seu filho amado – Wilson Cerveira Marques; enquanto a outra, decerto, é para minha mãe – Nély Cerveira Marques. Em seguida, depois de prolações percucientes, avocava o Tanakan, cujo princípio ativo – Ginko Biloba, destinado à manutenção da memória.
      Agora – disse ela – vamos atender a necessidade do Lipomax (1 caixa) para combater o colesterol e demais lipídios existentes em alguns alimento, conquanto os seus níveis, internamente, no organismo, com certeza, tenham condições de prosseguimento.
     Em seguida, não nos esqueçamos de listar os seguintes medicamentos: Vecasten, Diosmin, Daflon etc. Além de utilizar o Hirudoid – em bisnaga – para satisfazer as respectivas drenagens linfáticas!...
     A quem devo, em caso de longa perquirição, fazer surdir no tímpano desses ouvidos – sempre valetudinários – esses bizarros estrugidos, que me deixam a sensação de vacuidade e dor constante, redundando na anodinia das substâncias medicamentosas inoculadas no organismo.
     Que lacuna! Que vurmo sentimental incicatrizável em todos os sentidos!... Mamãe – dizia quase sempre – (geralmente por escrito), estes são os remédios de que preciso com urgência. Vou incluir os de valor pecuniário sobejo. Tenha paciência, pois, não fui eu quem os indicou... A própria cervicopatia ladeada de osteófitos e outros sintomas prodrômicos existentes em alguns discos vertebrais em ritmo de protrusão, fazem com que eu não consiga conter a sanha da imane dorsalgia que me consome a região das costas, confidenciava-lhe em surdina, quando ia visitá-la, consuetudinariamente, todas as tardes dos sábados!...
     Eis, que eclode, também, uma fibromialgia, em que os paroxismos sinestésicos despertam mais ainda as consequências dolorosas das fibras nervosas – altamente sobrecarregadas de comoção infrene!...
     Em seguida, inopinadamente, fomos surpreendidos pelo fatídico, e, destarte, houve aquela consternação para com a pessoa querida, que perdemos para sempre, sem que haja laivos que perorem na percuciente inanição do ser – mesmo estando na condição dos mais fragilizados dentre os que já vi!
     Agora, em companhia do Henrique – seu motorista de preferência quanto ao ato de fazer as compras relacionadas às farmácias e aos supermercados. E, de inopino, surde-lhe na mente a premente carência do “Trusopt” – seu colírio de preferência há vários anos.
     Confessou-me, não só uma única vez, o seguinte: Meu filho, – Wilson, não me dou bem com esses genéricos e similares; e, então, prefiro os remédios de “marca” – que são patenteados!... Após alguns minutos de lasso silêncio ansioso, dirigi-me à sua singularíssima pessoa, e lhe disse: Mamãe – Nély, o que prevalece é o princípio ativo, pois, com certeza ele é o mesmo em todos. A senhora quer confutar os doseamentos das substancias componentes?!...
     Na época de um tal “FHC” – houve o maior de todos os derrames de remédios com dosagens adulteradas – adulteradíssimas. Esses espúrios dos tais três poderes recebiam a notícia com frialdade, uma vez que, eram atendidos por laboratórios farmacêuticos de altíssima confiabilidade!...
     Com relação ao tal colírio Trusopt, insistiu com o Oftalmologista Anselmo Filho, que não mudasse... Ele reiterava, quase sempre, dizendo-lhe: a senhora dona Nély tem um desgaste ou deterioração no nervo óptico, podendo ou não a vir a perdê-lo a qualquer momento. Tanto assim, que a senhora minha mãe rezava para Santa Luzia, protetora dos olhos! Minha mãe querida – conservai a minha visão até os postremeiros dias de minha vida. E, se for o contrário, não sei o que será de mim, na anuência total da visão... 
     As suas orações continuavam surtindo o efeito desejado – “Graças ao Pai Celestial – Deus Eterno, Misericordioso e Todo Poderoso, tende piedade de nós e do mundo inteiro”. É preciso rezar esta oração ao levantar, ao deitar e durante o dia, principalmente quando estamos nos deslocando pelas ruas...
     Enquanto Henrique persevera em ir para outro local de compra, ela o interrompia para dizer-lhe: Vamos atender a necessidade de adquirir o Lipomax para o meu filho Wilson Cerveira Marques, o Farmacêutico, o Biólogo, O pedagogo, o Escritor e o Poeta.     
     Em seguida, antes que partamos para outro local, não nos esqueçamos dos seguintes medicamentos; pois ambos servirão para mim e para Wilson. Vejamo-lo: Vecasten, Daflon etc. Além de utilizar o “Hirudoid” – na epitetada drenagem linfática, aplicada em todas as academias de fisioterapia. Por isso que reiterei o que houvera dito priscamente!...
     Desse modo, façamos até aqui o somatorial do montão dos remédios, sumamente precisos para atender as nossas diversas sintomatologias. Sendo uma delas – sem perplexidade confutatória – a fibromialgia, a mais recente, já que a cervicopatia vem de muito tempo!...
     As dores fibromiálgicas ostentam paroxismos sinestésicos, não havendo local determinado para a sua localização. Detecta-se inicialmente na altura dos membros superiores; e, posteriormente, atingirão todas as regiões anatômicas dos membros inferiores. Adende-se que dona Nély Cerveira Marques – a minha mãe e Professora Normalista – aparatava trombose nas veias das pernas, fazendo com que elas permanecessem, diuturnamente, edematosas.
     Com a fratura transtrocantérica – na ligação fêmur-ilíaco – fora colocada pelo Dr. Roberto Freire uma estrutura sintética de aço. Houve rejeição do corpo estranho implantado, e ela começou a apresentar sintomatologias que a conduziram a UTI. Em determinado instante, confidenciou-me o próprio médico-cirurgião – José Roberto Freire, que a viu morrer; mas graças a Deus Pai Todo Poderoso, Criador do Céu e da Terra, empeçou tal ocorrência funesta!
     Decerto, fico a lamuriar que, na eternidade, não há relógios prontos para despertar!... Não teve quem a acompanhasse mais, durante a vida inteira, de que a minha ímpar pessoa. Desde a idade de sete anos, íamos e voltávamos juntos, sempre em direitura à “Escola Inácio Raposo”. Dona Nély Cerveira Marques – Professora Normalista, com todas as letras corroborativas de uma polimatia, isto é, de uma vasta Cultura Geral.
     No decurso da vida, em plena sazonalidade, fomos colegas de turma no Curso de Francês – durante três anos consecutivos. Também, saíamos, sempre em companhia, em direitura aos consultórios dentário e médico. Parece que ela prestigiava sempre a minha pessoa, assim como as qualificações profissionais de: Farmacêutico, Biólogo, Pedagogo, Escritor e Poeta!
     Em plena senescência, prosseguíamos com as nossas caminhadas matutinas na Lagoa da Jansen – no mínimo duas vezes por semana. Além do mais, íamos duas vezes por mês ao Banco do Brasil – Agência Estilo, no Renascença II. Assim sendo, predispus-me ao longo da vida, de modo intimorato, a segui-la para onde quisesse. Estava sempre ao seu inteiro dispor. E, destarte, não media esforços nem distâncias, nem ambientes escolhidos previamente!...
      Mais uma vez, em seu silêncio sepulcral, o número 3235-1107, pertencente ao apartamento 603 do Luma – de sua inteira propriedade – situado na Rua dos Juritis– está inteiramente revogado, pois seu toque vocacional feneceu!...
     Na época em que o telefone funcionava, a sua exação encetara a mesma pontualidade, desde o tempo em que ingressara na Escola Modelo (confronte ao Templo de São João Batista). Ademais, houve uma refocilada aprendizagem educacional, porquanto a lição de casa era comutada com os estudos perpetrados em sala de aula. Realmente, esta libração harmônica e bilateral, sem hesitação, contribuiu para a fixação consolidada de todo um saber. Os anos ressumbravam – à guisa – o arquétipo, diuturnamente, através do qual fora assimilado no decorrer dos anos escolares.
     Reiterar os capítulos das diversas disciplinas – sem perplexidade – servem para evocar a importância dos conhecimentos jamais olvidados!... A senhora minha mãe – a Professora Normalista Nély Cerveira Marques – indubitavelmente, primava pela organização e cumprimento integral, tanto no estudo quanto no trabalho. Não sabia protrair o que tinha de exequir; pelo contrário, adiava o próprio horário de alimentação! Primeiro, a tarefa a ser executada, e, posteriormente, o regalo da subsistência castigada!
     Após tornar-se octogenária, errou em não aceitar mais empregadas, muito menos cuidadoras; e avocava para si mesma todas as azáfamas da casa – alimentação, e, a posteriori,  dedicando-se ao ato de lavagem em máquina, até chegar ao estágio proveitoso da limpeza, expurgando, destarte os ácaros que se proliferavam de modo exuberante, em todas as direções e sentidos plausíveis!
     Finalmente, ela não quis aceitar a ideia de que os serviços realizados extrapolavam a sua própria capacidade orgânica. De repente, desequilibrou-se de vez, vindo a sofrer uma fratura transtrocantérica – no encaixe do fêmur com o ilíaco.
     Após a cirurgia e inclusão de prótese de aço no local, houve por parte do seu organismo uma fortíssima rejeição! Mesmo na UTI, houve um momento, segundo o cirurgião Roberto Freire, que a vislumbrou agonizando – como se fosse fenecer naquele átimo. Com as graças de Deus, saiu da UTI – para o quarto Santa Maria do hospital Centro Médico. E, depois de receber alta, logo no dia seguinte a sua chegada, veio a fenecer em seu próprio apartamento – tendo como principal causa, conforme o atestado de óbito, uma embolia pulmonar!...



                                       Wilson Cerveira


terça-feira, 15 de agosto de 2017

MASMORRAS DO SER EM SOLEDADE

      

     Deveras, soçobra em cada ponto nevrálgico da sua valetudinariedade, uma dor pungente. Assim sendo, requesta, os alardeamentos dos pródromos das síndromes evidenciadas com o decurso inclemente dos anos vividos e sofridos.
     A protótipa manifestação sintomatológica foi a rinite sazonal. Muito difícil os amainamentos dos seus díspares paroxismos. Destarte, eclode a hipertrofia dos cornetos nasais; e, em seguida, através da videonasolaringoscopia, foi decretado um pólipo angiomatoso e um desvio de septo de terceiro grau. Consequentemente, a respiração se tornou mais ofegante, ostentando uma constante dispneia!...
     Que lhe falta Senhor – Pai Eterno, a não ser a continuidade de outras síndromes?!... Logo, sem muita prolação, dou-lhe as costas, numa sintomatologia sinestésica!...
     O médico especialista em dor aplicou-lhe tramal injetável, na tentativa de solucionar, temporariamente, o sindrômico lancinante, mitigando a própria dor que o consumia vorazmente. As costas doíam sem cessar, assim que passava o efeito do tramal injetável. A dorsalgia era recrudescente em todos os âmbitos!...
     Nova dosagem da mesma medicação tinha que ser administrada lentamente, de modo parental, por via venosa. E, assim, receitava-lhe outro medicamento de ação mais potente no intuito de prolongar-lhe os minutos de desconforto, todos causados pela dor excruciante e dispersa ao longo do eixo vertebral das costas, a partir do encetamento da coluna cervical!
     A algesia ocorre em presença de cifose, provida de artrose e osteófitos. Toda uma complexidade genética responde pelo ato de sentir dorsalgia. Ninguém se iluda em pensar que a curvatura da coluna, em grau pequeno, médio ou grande, possa gerar o incomodo cognominado de “dor nas costas”! Não é, também, a causa de ter escrito ou lido, por algumas horas! A postura do encetamento ressumbrará as causas e os efeitos pertinentes às diferentes anomalias as quais vão surgindo vertinosamente!
     Não há como mensurar as pungências geradas pelas principais curvaturas: cifose, lordose, escoliose etc; ou, então as três somatorialmente, em cabal concomitância!...
     De fato, o ser deixava-se inocular por vários agentes patológicos ou diversas anomalias da própria estrutura orgânica, abrangendo bilateralmente o intrínseco e o extrínseco. Tanto o continente quanto o conteúdo, ambos ressumbram lesionamentos de natureza variante. Dependendo de uma gama de fatores interferentes, não se pode aquilatar em quem irá incorrer a lancinância recrudescente!
    Os desvios da coluna, para algumas criaturas, por pior que possa ressudar, podem produzir sensações de extremo dolor. Em outras, menos sensíveis, essas inclinações não ressudam as impropriedades ocasionadas por protrusões vertebrais, as quais poderão redundar em “hérnias de disco” e outras contraturas graves!
     Algumas criaturas ressumbram esburnimentos quanto ao lidar com as demais pessoas, como se estas fossem, indiretamente, imputadas por toda esta síndrome paroxística palindrômica!
     Dentro de limites coercitivos, temos a presença cerceativa destas masmorras do ser em soledade! De que modo, sem verossimilhança com o abstruso, ad-rogar, de modo objurgativo, a cominação simultânea de todos estes pródromos coligidos em direitura à convergência intrínseca dos que mais sofrem, sem que possam avaliar o grau de tanto padecimento congregado em um único ser, mormente o que se encontra no masmorral sucumbitivo, que é ablacionado pelas absconditadas pegadas do soçobramento da mais atroz solidão cromossômica!
     O que é heteróclito, e, também, abstruso e antinômico são as situações reacionárias que se constituem nas entranhas dos seres viventes!
     Doravante, o compasso torna-se milimétrico em todas as porções a serem assimiladas nos diversos orifícios orgânicos. E, destarte, as bengalas, muletas e tantos outros aparatos vão dando sustentação devida a cada ser, já que o ato de ser individualidade é um orbe díspar, ostentando caracteres despojados de quaisquer parecenças, mesmo em se tratando de gêmeos univitelinos.
     A fisionomia, às vezes, é indiferenciável; todavia, a fisiologia do sistema orgânico, em sua interação, é plenamente de funcionalidade minuciosa em todos os interstícios teciduais, com protraimentos divergentes em diversas zonas corporais!
  






                                     Wilson Cerveira

quinta-feira, 8 de junho de 2017

DESAPRESTAMENTOS ESCOLARES



     Desaprestam-se todos os propináculos basilares quanto ao ato de encetar os pródromos da puerilidade! ... Desde logo, o copo, sem abertura integral de suas porções, veio abaixo fechando-se rapidamente, com o auxílio concomitante do campo gravitacional.
     De modo análogo, a operação somatorial fica sem ser resolvida, a não ser que busquemos um pequeno aparato tecnológico. Eis, então, a protótipa prova do despreparo escolar.
     O aluno, estiolado desde a sua etiologia educacional, não consegue ater-se diante do óbvio. Para ele, a debilitação quanto à assimilação do conhecimento basilar, sem perplexidade, é abominável em todos os quadrantes, pois, na postremeira ensancha, sente-se combalido perante as nuances dos dispares âmbitos educacionais.
     Os discentes, deste hodierno obscuro, não aprenderam as regras básicas correlacionadas ao educacional. Tanto assim, em sua similaridade, não auferem reiterar as cenas triviais do ramerrão existencial. Buscam-nas na vacuidade do tempo perdido, no qual jamais absorveram o mínimo percentual preciso e aplicável no vasto campo da sabedoria! ...
     Avaliam essa carência, somente quando se submetem aos diferentes concursos públicos, estando atrelados aos escorchantes meandros existentes no mercado de trabalho. Subtraem-se desses centros especiosos, sem hesitação, inúmeros comenos, uma vez que cercearam as ensanchas desses alunos, quase a maioria, adentrarem no tal serviço público.
     Destarte, ficam alijados por muito tempo com relação ao adentramento no “Serviço Público”. O discípulo, com cognosias lânguidas, demanda a expunção do “Mestre”, conquanto saiba da exuberância de sua polimatia! Nada importa o cabedal de referencial expendido pelo abalizado docente. O sistema educacional hodierno é conivente direto e indiretamente pelas falcatruas aprestadas pelo aprendiz, para que venha redundar nos fatores de desaprestamentos escolares, abrangendo todos os âmbitos do conhecimento humano! ...
     A maioria do corpo discente é anárquica, pois, a aprosexia somatorizada com a abulia; e, sendo assim, ambas fazem-no declinar a cada ano, à sorrelfa, sem melhores recaminhos quanto à direitura da nota a ser expedida pelo professor. O lente, com pujança, revela uma força de vontade a toda prova. Tanto assim, que busca através dos vários meios terapêuticos da psicologia, a recuperação parcial das degenerescências ostentadas pelos voluntariosos predisponentes do saber.
     Hoje a desaprendizagem serve de comentários para a mídia, como se fosse algo extraordinário em todos os pontos de vista exibidos no decurso existencial das heteróclitas criaturas de nosso hodiernismo, bastante execrável em todos os fatores, cabalmente controvertidos!
     O aluno desaprende, com o passar do tempo, o que não fixou com solidez, tendo diante de si o texto, sem que se fizesse presente, e, também, com o intuito de progredir em seu fácil esmaecimento regressivo! ...
     De fato, o desábito da leitura faz com que os alunos se desinteressem a cada dia, para que mantenham as suas dependências no intrincado mundo da concorrência descabida, e, às vezes, insuportável para muitos, mormente os que não possuem vida sossegada, no que tange ao local a ser aprazado pelos menos ruins quanto ao aparato cognosial! ...
     O livro não está sendo compulsado. O referido, em sua soturnidade, poderia ser obsecrado para observar os alumbramentos da Divina Providência. Nesse caso, os estudantes estariam liberados para exarar o que jamais ousaram se expressar em tempos priscos! ...
     Os seus conhecimentos, de modo genérico, não aparatam sequer os propináculos, sobremaneira os que servem de norteamento para a aquisição de novos saberes diversificados, seguindo, de modo similar, os vaticinadores destes nossos tempos acrimoniosos, onde a leitura passa distante, e a agrafia solicita passagem; e, destarte, mostram um binômio totalmente divergente em todos os sentidos e direituras! ...
     Sem base em disciplina alguma, a vida vai passando de modo cerceante, sem deixar algum comenos que sirva para o exaustivo mercado de trabalho. As opções são variegantes, mas as criaturas não se adaptam aos modos escusos, sem dubiedade, que são empregados no decurso temporal das circunstancias!
     O jeito é permanecer, malgrado não se tenha tendências masmorrais, já que se trata da terrível luta pela sobrevivência! E, sendo assim, a vida vai passando cumulativamente, enquanto a maioria trabalha naquilo que jamais gostaria de fazê-lo! ...
     São poucos aqueles que realizam as suas tarefas com satisfação e espontaneidade. Isto se deve ao fato da superlotação verificada nos diversos ramos da atividade humana, independente de quaisquer outras conjecturas! ...





                                        Wilson Cerveira 

quinta-feira, 25 de maio de 2017

ESCOLA SEM REGULAMENTOS



     Deveras, em dias hodiernos, a escola emana eflúvios de cabal degenerescência!... De fato, ela é ocupada por alguns alunos que pertencem a facções criminosas. Há uma promiscuidade entre discentes com educação, e, tantos outros, que não a adquiriram...
     Os alunos chegam fora de hora, não obedecendo aos horários aprazados para cada disciplina. E, quando aprontam, vem trazendo hábitos heteróclitos, que não correspondem aos anseios de algumas famílias que gostam de ver o filho em posição de relevância relativa.
     Eles, os próprios alunos, ressumbraram o desiderato quanto à titulação do estabelecimento de ensino. Ninguém poderia evagar a descomunal proposta libertina! Não queriam fazer nada com a orientação do estatuto do magistério. Acham-no caduco, e, em iminência – quase sem jeito – a sede estudantil. Tudo funcionaria de repente, dando a ideia de eximição em toda a sua extensibilidade vocabular, e, em cuja acepção estivesse centrada o âmago do arauto expedido em hora incerta, com a finalidade de resolver todas as minúcias!...
      O aluno poderia vir diretamente da praia portando triquini ou calção!... Nesse comenos, iria sentar-se quase desnudo ao lado do mestre, com porte de total engalanamento! Não há justificativas plausíveis para fazer do colégio um momento qualquer.
      Com a cibernética a desvelar várias sendas de detectação, poderíamos demandar recursos capazes de identificar os dissimulados alunos, notadamente em se tratando da inoculação de drogas potentes, sobremaneira por via parenteral.
     Eles, a maioria, chegam dopados, e não sabem colimar as suas atitudes de protesto e repulsa. Querem, de qualquer modo, auferir a sopa contendo algumas dosagens de entorpecentes.
     Nessa ensancha, o aluno não é examinado antes de adentrar ao educandário. Alguns, sem o pundonor, vem sem roupas íntimas, numa provocação cominatória impressionante! O aluno pode se fazer acompanhar de ideias esdruxulas, de altíssima obsessão compulsiva.
     Nesses centros educacionais, sem maiores esforços, eles fazem vistas grossas, impossibilitando a ação dos mais emergentes!... Não sabemos onde estamos, apenas vislumbramos um sistema anárquico e permissivo em todas as direções e sentidos, sem que saibamos a percorrência do rumo certo e seguro.
     Os alunos são omissos, em sua maioria, e não tem afinidade pelas disciplinas ministradas. Se perguntarmos, qual a mais atraente, são capazes de redarguir: “nenhuma”. Assim, sem dubiedade, estamos fazendo o escorço de uma realidade presente nos centros educacionais, não importando o grau de classificação: do 1º ao 5º grau, caso queiramos classificá-los. Outrossim, lobrigam-se as vagas empreendidas, enquanto as condições adversas passam para o protótipo planos dos desideratos inconclusos.
     Ninguém guarda os livros, somente o tempo inexorável em toda a sua extensão de deleteriedade, e vai consumando-os aos poucos, através de vários agentes exterminadores implacáveis! E, às vezes, passa para o corpo, disseminando-os em muitas regiões anatômicas do organismo, caso estejamos em contato percuciente...
        Dispositivos eletrônicos deveriam ser implantados em diversos locais do prédio, que, improvisadamente, está servindo como estabelecimento educacional. Destarte, poderíamos vislumbrar os indícios de alguma ação sinistra.
     Não são mais confiáveis os ambientes, de modo generalizado, e, em todos eles, sem exceção, estão os responsáveis pelas fatídicas ocorrências existentes no ramerrão existencial!...
     Todos, realmente, estão fadados quanto ao ato de presságios ominosos; entretanto, de repente poderá emergir um Judas, um malévolo, com o propósito de aniquilar, de uma só vez, todos os presentes, malgrado não os conheça, achando aversão patológica em todos eles, num teste inequívoco – de súbita anomalia mental!...




                                      Wilson Cerveira

     

terça-feira, 16 de maio de 2017

DESCOMPASSO EDUCACIONAL



     De fato, esse estado de descontrole aduz a atitudes controvertidas. Por isso, observam-se comportamentos diversificados em todos os setores, tendo como basilar referencial o redarguimento.
     Há pessoas que leem a mensagem (arauto) mas não respondem. Outras, no entanto, montam um dispositivo eletrônico simulacral, que é capaz de exarar o seguinte: muito obrigada pelo seu arauto; e, em breve, dar-lhe-ei um retorquimento sobre o que está sendo mencionado. Antinomicamente, você não terá o redarguimento correspondente, independendo do tempo decorrido!...
     Você ao adentrar a uma sala de aula, nestes dias em que a especiosidade do ensino recrudesceu em vários sentidos e direções, e que não se pode reagir, dissimulando com relação aos discentes mais insolentes!...
     Revolvi fazer-lhes uma simples experiência teórica no dia do amigo – vinte de julho. A turma, nesse dia, se não me engano estava toda presente; e, de repente, prorrompi a frase que evagara em meu subconsciente a noite inteira. Ei-la: “Aprenda a ser amigo!...” Logo em seguida, sem que houvesse reflexão por parte dos ouvintes, irrompeu uma gargalhada escarnecedora.
     Os discentes reunidos numa pequena sala, vociferaram com voz estentórica: “Hoje, nestes dias de roubo constante, tendo a exploração como meta, é preferível aprender a arte de se defender dos Judas Escariotes”, que povoam o mundo – que são inimigos gratuitos, podendo nos ceifar a vida, sem motivo, apenas por uma patológica ojeriza de natureza estritamente pessoal!... Que alunos são esses que estão ali, naquele local ermo, a aprestar o último trago de uma possível bagana de cigarro?!...
     Naquele tempo, o ato de fumar era estimulante, mormente para os organismos em fase de adolescência compulsiva. Hodiernamente, de modo indubitável, os discentes submeteram-se a um estado de degenerescência, descaracterizando as normativas virtuosas que ainda servem de estatuto de muitas escolas. Mortificaram-se os vocábulos de ordem, já que a subversão campeia em todas as extensões: horizontais e verticais!
     O aluno seduz ao ambiente escolar objetos heteróclitos, cujo objetivo é perpetrar deleteriedades em quaisquer direções – de maneira estúrdia. O lente é desrespeitado a cada instante por alunos que deixaram sucumbir cabalmente o que se cognominava de educação!...
     Em cada boca há estrugidos desabridos por parte daqueles que aparatam educação tendenciosa no que diz respeito à presença do mestre. Deveras, o preceptor foi vítima da expansão do senhorio – em toda a sua extensão.
     Quem impera é o implicante do ouvinte. E, com isso, o professor fica submisso aos caprichos dos alunos que ostentam um falacioso saber. Querem mandar e desmandar, sem que aparatem méritos!... Nada demonstram no âmbito da cultura; pelo contrário, são o fim de uma jornada decadente!
     O discente, em sua arrogância de vacuidade, tem por objetivo abjetar o mestre numa tentativa patológica de pretender expurgá-lo de sua função. Eles ficam submetidos a um clima de anarquia ditatorial abrangente! Quem os observa a longa distância, é incapaz de declinar a conturbação que estão a promover sub-repticiamente, num estrupício cabal.
     O sistema educacional, especioso concede essas energúmenas atitudes de pseudos-alunos cujo objetivo é alvitar as condições daqueles que ainda são lídimos ministradores de alunos! Se o educador está nos afazeres da laboração dos exercícios – como meio de fixação da aprendizagem – surdem vários gaiatos; e, de repente, chamam-nos de louco, de fresco, atribuindo-lhes, com desfaçatez, as mais sórdidas pornofonias...
     Não querem saber quem é o professor, pois os seus desideratos patológicos estão direcionados com relação à capacidade traumática, estigmatizando-os por longo tempo procrastinatório e de prolongamento infinito em todos os traços vetoriais do  encetamento de uma inusitada aprendizagem especiosa!!!
     Logo mais encontrá-los-ei sorumbático, a lembrar-se dos tempos em que tiveram o privilégio de ser estudante! Os discentes, em sua maioria, não se preocupam com a formação educacional dos seus mais variegados caracteres.
     Os ministradores de ensino vislumbram-nos como elementos periculosos, quase todos portanto armas de fogo e armas brancas! Ninguém pode abduzir estas anomalias, as quais foram verificadas no decorrer da narrativa explicitada.
     A escola hodierna, com seus sistemas de notas, (“mais abstratas”) não apresta seu corpo discente para o concorridíssimo mercado de trabalho. Destarte, perpetra um desserviço – uma excrescência descomunal! Os alunos, em sua maioria, são aprovados sem os devidos méritos; e, remanescem à mercê das circunstâncias antagônicas...





                                                                   Wilson Cerveira

     

segunda-feira, 1 de maio de 2017

DELETÉRIOS EXAMES BIOMÉTRICOS



     Os colégios estaduais, municipais e particulares contratavam médicos, com a finalidade de realizarem uma averiguação sobre o estado orgânico, notadamente em se tratando do esqueleto ósseo e suas possíveis anomalias que surdiam, de modo precoce, nas diversas faixas etárias, sobretudo as iniciais, em que os defeitos são detectáveis, com maior precisão, podendo ser equacionados, através de fisioterapias adequadas para cada caso ressumbrado. Mas, esses medecos ou medecus não respeitavam a ética de suas especializações profissionais!...
     Ninguém na escola teve a curiosidade de observar as falcatruas perpetradas pelo especioso exame de natureza biométrica. Nesse tempo prístino de Curso Primário, havia um grupo específico de fiscais, onde os inspetores se sobrepujavam em relação aos supervisores e preceptores. Havia uma exação rigorosa em cada setor, não remanescendo laivos de irregularidades ou serviços pendentes!
     Talvez, o nome correto para esse tipo antiético e irresponsável de profissional fosse trazê-lo para a cognominação de medecus, os quais exibiam as suas reais desqualificações quanto ao concorridíssimo mercado de trabalho.
     Formavam-se à base de extorsões perpetradas pelos seus próprios genitores, que o queriam ver na condição de “médico”, conquanto não reunisse as mínimas características no sentido de assumir um atendimento aprazivo quanto ao procedimento a ser averiguado em cada caso em particular, independendo de tecnologias sobejantes, que costumam expurgar as diretrizes correlatas às direituras de adequado lenimento – sobremaneira em detrimento dos que já ostentavam lordoses, escolioses, cifoses e tantas outras anomalias do eixo vertebral...
     Parece-me, em real sentido escarnecedor, que esses tais profissionais irresponsáveis – de cabal conivência com as crástinas protrusões da coluna; independentemente, não havendo especificidade de que venha a ser: cervical, dorsal, lombar, sacro-coccigeana! Todas, sem exceção, são pungentes em torno de si próprias. A cervical, a mais intrincada de todas, pois nela estão inseridos nervos, fibras, fibrilas e os demais plexos musculares...
     Médecos, medecos ou medecus seriam bem cognominados, em detrimento do corpo discente dos colégios... São muito gratificados perante os gravíssimos erros médicos perpetrados, lesando com estigmas percucientes a ética profissional; e, destarte, aduzindo a um possível laceramento do falacioso diploma médico, adquirido através de subornos – implicando elevadíssimas pecúnias!...
     O exame biométrico resumia-se numa ficha de papelão amarelada, constando o nome do aluno, o seu endereço, altura, peso!... O dedo do médico, geralmente um clínico geral, corria rapidamente a partir da primeira até a postremeira vértebra da coluna... Se notava algum pequeno, médio ou grande desvio, fazia vistas grossas, dentro de sua desabridez, tanto quanto pessoa como na qualidade de profissional inerente à área da saúde.
     E, dessa maneira, teria que ser lépido, pois atendia a tantos outros compromissos financeiros. E, estou fazendo a delação desses profissionais irresponsáveis – que andam pelo orbe afora querendo ocupar mil funções – conquanto sendo lestos, nunca chegaram a mostrar resultados convincentes em nenhuma delas... As verbas públicas eram o grande alvo para os exploradores, independendo da profissão que exerciam. Pelo simples fato de olhar o doente a uma certa distância, sem que o examinasse, registrava logo o valor pecuniário escorchante a ser arbitrado.
     Que capadócio médico clínico! Todos os anos surdia com as mesmas fichas estioladas pela ação inexorável do tempo inumador. Esse tal exame restringia-se à terminologia do próprio nome, constando apenas de peso e altura. Por ser antiético, em todas as abrangentes acepções, não poderia aventar a probabilidade de trazer consigo à tiracolo um ortopedista, capaz de detectar os desvios das regiões vertebrais, principalmente as que fossem ressumbrar anomalias em porvir a médio prazo...
     É melhor pluralizá-los, já que foram sendo perpetrados em todos os educandários de São Luís do Maranhão e dos demais estados do Brasil, que são constituídos de sujeitos corruptos, abrangendo, sem exceção, os três facínoras poderes, sendo os “preeminentes”, para não dizer o contrário, centralizados em Brasília, capital atual deste Brasil, de povo anárquico, irresponsável e, de modo cabal, inconsequente. Também, de proeminente insensatez proterva, sobremaneira no que concerne a resultados fidedignos, sem hesitação, para que os discentes não sejam nocivizados, em prol das verificações falcatruosas dos falsos médicos, com diplomas comprados em “Instituições de Ensino”, permissivas pelo próprio Ministério da Deseducação Nacional!
     Até o átimo hodierno, não se sabe o que significa o tal exame perpetrado nas escolas, somatorizando um interregno de uma centúria ou mais... Urge abordar a desnecessidade, as excrescências resultantes, visto que, sem exceção, não surtem efeito algum, sendo mais um engodo inserido nos colégios, para embustir, de forma coletiva, o corpo administrativo, docente, discente e, igualmente, familiares dos alunos, sobremaneira os que estão a carecer de acuramentos prodrômicos prementes.
      Destarte, não percamos tempo, porquanto as prestações mensais dos estabelecimentos de ensino recrudescem no ramerrão existencial! ... Outrossim, por ser medecum, eis a razão de não se fazer acompanhar por um ortopedista. Decerto, a necessidade vocacionava-lhe a atenção; enquanto a desídia prolatava as mais esdrúxulas posições abdutivas, banindo-o cabalmente!...
     No fichário do medeco engabelador havia rasuras concernentes a pesos e medidas correspondentes a crescimento na verticalidade em direitura ao referencial substrato. Ninguém mais, sem exceção, poderia aquilatar descabido prejuízo! Os discentes não aquilatavam os males que os afligiam o eixo vertical, alterando-lhe o posicionamento dos discos vertebrais, deixando-os na iminência de desvios de vária natureza e possíveis probabilidades de prolapso! ...
     Surdiam, sem o propósito de dilucidar as anomalias prodrômicas existentes em alguns trechos das diversas regiões atinentes ao sequenciar das vertebras! ... Nessas fichas biométricas não existiam indicações nem observações acerca de escoliose, lordose, cifose e tantos outros deslocamentos com recrudescências ascendentes, abrangendo as discretas, quase insignificativas, as pequenas, as médias etc. No porvir, decerto, surgiriam as de grande porte, sequenciadas por artroses, osteófitos e adendos disfuncionais.
     Caso fossem esses distúrbios tratados previamente, evitaríamos as consequências funestas, acarretando detrimentos insuportáveis, com dores lancinantes em quaisquer posições involuntárias assumidas pelo corpo! ...





                                                                      Wilson Cerveira  

quinta-feira, 13 de abril de 2017

O DESEDUCACIONAL EM VOGA



     A prática, por mais abstrusa, – em dias hodiernos heteróclitos – ressumbra, adimensionalmente, um comportamento de caráter degenerativo, abrangendo todos os âmbitos do etológico humano.
     O deseducacional, por mais que refutemos, passou a ocupar um espaço inelucidável! Se estamos em caráter de premência, o vocábulo educacional, que é o seu mais lídimo sinônimo, surde de modo ineficaz, cabalmente sem efeito plausível!
     Procrastina-se o tempo ao máximo, como se estivéssemos ocupando uma vacuidade encontrada em uma simples sala destinada ao atendimento acurado àqueles que necessitam estritamente lesto, em decorrência das alterações evidenciadas no ramerrão dos nosocômios, assoberbados de valetudinários portando deslibrações insólitas em todas as faixas etárias, destinadas aos minuciosos providenciamentos emergenciais!... 
     Protestos eclodem em todos os vetoriais – quer sejam direcionais ou em sentido diversificados, os quais são regidos nas mais variegadas trilhas que compõem as cognominadas direituras, elementos basilares dos itinerários labirínticos mais intrincados, até o hodierno ínterim já constatado nestas noites e dias de percuciente acrimônia. Assim sendo, a mídia encarrega-se dessas macabras divulgações; mas, mesmo assim, os casos vão se proliferando pouco a pouco, e se incorporando naturalmente na lista imane dos mais variegados aspectos deseducacionais em voga! ...
     Na escola, indiferentemente, o professor perdera o que havia de mais importante para ele: “o senhorio”. Os réprobos discentes fazem o que bem entendem. As leis que regem a educação em estado de combalimento, facultam sobre todas as maneiras, anuindo os maus procedimentos. Aqui, neste recinto, os mestres mais educados e sensíveis, sentem-se, sem exceção, acossados diante de turmas heterogêneas e estúrdias, as que nada querem saber; pois seus objetivos tergiversam os paradigmas mais esdrúxulos, os que se poderiam denominar em tempos hodiernos, sem hesitação, de educação deplorável! Nesse átimo atualístico, desrespeita-se a própria hierarquia, sem que se lobriguem alusões a quaisquer educandários. Vê-se, então, em dias acrimoniosos, o somatorial das agruras sofridas pelos mais idôneos! Há, nesse caso, inversões degradantes e degenerativas em todos os sentidos vigentes...
      Não se sabe o rumo a tomar, uma vez que, sem perplexidade, as portas das ensanchas cerram-se em cabal carcaça correlacionada ao punitivo desemprego! Em detrimento da maioria, a ociosidade recrudesce com o decorrer do tempo, decretando a falta de oportunidade quanto ao ingresso no concorridíssimo e saturado mercado de trabalho! ...
     Em princípio, os “Centro Educacionais” continuam investindo, antes de mais nada, nas atividades lúdicas, fazendo com que elas ocupem o protótipo basilar, e causem distúrbios percucientes no insolvente sistema instrucional!
     Os alunos não querem ser matriculados em escolas que não possuam, escarnecidamente, o arsenal básico!... Ei-lo: salas munidas de implexos aparelhos da mais rebuscada tecnologia, prontos para exercitar o esqueleto e seus anexos (músculos, tendões, fibras etc).
     E, de igual maneira, esses prédios ostentam compartimentos contendo as imprescindíveis peças do vestuário: chuteiras, meiões, camisas e calções – para todas as cores – adequados para o uso no interior das quadras e dos campos futebolísticos! As pelotas aparatam modelos divergentes, para que sejam utilizados pelos jogadores, dependendo do tipo de exercício físico a ser executado – durante um certo intervalo de tempo a ser cumprido integralmente.
     Nas escola de tempo integral, em tempos hodiernos, dá-se primazia ao esporte. Isso tudo ocorre em detrimento das demais aprendizagens. Então, os tais discentes relegam a presença dos livros enfileirados hierarquicamente nas estantes das vetustas bibliotecas.
     Esses tomos estão entregues às ações deletérias das carcomas inclementes. Tanto assim, que, sem dubiedade, constatam-se os alojamentos desses devoradores da celulose nas próprias páginas dos compêndios. Lá, de forma aleatória, ficam por tempo indeterminado, construindo seus diversos túneis de aniquilamento. Lídimas degenerescências são corroboradas ao longo do mecanismo de ação periculosa – de altíssimo padrão exterminativo – inutilizando esse material didático fornecido para as escolas, mormente as que estejam enquadradas nas instrucionais de 1 e 2 graus.
      Os alunos, em voga, apresentam aprosexia e abulia, duas imanes catástrofes hoje registradas nos alfarrábios contidos nos anais da triste história do declínio irreversível da deseducação na educação brasileira.
     As psicopedagogas louvam esses despautérios de infringência nas normas que regem a combalida e controvertida LDB (Lei de Diretrizes e Base da Educação) em território nacional.
     Neste país de leis falíveis e criminosas, ficam de lado, à mercê, os lídimos direitos dos cidadãos, de modo a perquirir os fracassos existentes nos códigos das normativas regentes do ostentório nacional, espurcado por facínoras pertencentes aos três conspurcativos “poderes”, em degenerescência percuciente!...
     Os frequentadores dos diferentes educandários, independentemente de seus alunos, professores, administrativos, serviços gerais etc, buscam meios para dissimular as patologias que os assistem quanto ao ato de despercebimento ao redor de si próprios.
     De fato, o que eles aparatam: falta de atenção e má vontade, constituindo um binômio complicador, redundando de reprovações consecutivas. Realmente, dificulta a fixação de uma assimilação satisfatória.
     A capacidade mental submete o indivíduo ao combalimento progressivo do seu rendimento com relação aos atos assimilatórios dos diferentes assuntos a serem absorvidos ao longo do tempo determinado para tais averiguações, dependendo de pessoa para pessoa.
     O aluno exerce sobre o professor um tipo de domínio degenerativo. Diz o que é para fazer, ditando normas inaceitáveis na conjuntura atual. Também, conjectura probabilidades abstrusas; tanto assim, que tem por desiderato o prazeroso exercício físico, o único que ele perpetra com regalo a toda prova! ...
     Com relação às disciplinas, eles refutam a condição de ser obediente quanto ao ato de reduzir os exercícios atinentes às disciplinas ministradas em sala de aula, tendo por acepção salutar a divisão integral do tempo para cada matéria, indiscriminalizando tendências e volitivos direcionados a estabelecidas disciplinas preferenciais!
     Os discentes dos dias hodiernos usam o deseducacional em tudo o que pretendem exequir. Os nomes dos entes são convertidos em siglas, numa cabal cominação aos mais idôneos. A maioria, com raríssimas exceções, denomina os mestres de modo chacoteador, chamando-os através de apelidos apodosos, tendo por referência os seus próprios caracteres fenotípicos!
     O professor que leciona “Matemática” é cognominado pela sigla – CAP (Carlos Alberto Pereira); enquanto o “Mestre em Língua Portuguesa”, sem hesitação é denominado de LAD (Luís Antônio Dias), e assim sucessivamente, numa demonstração inequívoca da insolência reinante nestes dias agruroso, onde as acrimônias determinam as imanes vacuidades e plenos ultrajes!...
     O estropiamento anda em campo aberto, causando ignomínias estigmatizantes. Os discentes mais solertes partem para injetar seus comportamentos negativos, uma vez que, sem perplexidade crástina, podem aparatar seus desvios de conduta, aparentemente aceitáveis, porquanto vivamos as circunstâncias oprobriosas, formando um contexto ignóbil, onde os sacripantas impõem as ações malévolas e de caráter hediondo...  


                                     Wilson Cerveira