segunda-feira, 21 de outubro de 2019

A PRESENÇA DA VISITA AUSENTE!



        Hodiernamente, com a propugnação de uma imane antítese, vislumbram-se matizes ou nuances nunca dantes lobrigadas. A cadeira, mesmo vazia, reúne a personificação de quem se faria presente naquele momento, em que medram todos todos os vazios espaços de vácuos  inexistentes!...

        Por que razões implantou-se o lembrar de ausências cumulativas? Desde quando, congregam-se pessoas inexistentes para participar de uma  presença enigmática contida, cabalisticamente, durante a misteriosa visita ausente!

     Quais os motivos que o aduzem, de modo inescrupuloso  a esses tipos visitas implantados em diversas regiões do orbe? E dessa maneira, sem motivos  plausíveis, determinam-se os vestígios de aparatos inefáveis! E, de pouco a pouco, vão-se adaptando a estilos de esdrúxulos comportamentos presentes em todos os quadrantes deste plano de épuras consecutivas.

      Alguém pergunta a respeito do ato de visitar pessoas, aparentemente abstratas, quando testadas em contestações lucrativas! E, dessa forma, estabelecem-se as ordens a serem executadas durante o revisitar diário. As circunstâncias, em pontos dispersos, estabelecem os diversos pontos dos contatos presentes nas ausências prolongadas!

        Segue-se a partir de hoje a prevalência ostentada pelo antônimo em dias hodiernos. Quando se diz: obrigado pela não visita! Agradeço as suas ingentilezas para  com a minha singularíssima pessoa! Mais uma vez, sem hesitação, prova-se a prioridade do antônimo com relação ao sinônimo, neste hodiernismo em que vivemos acompanhados pelos nossos sofrimentos!...

        Deveras, sem perplexidade, ressumamos no interlocutor os prelúdios deixados nas vacuidades  existenciais. Então, fala-se sobre a pessoa visitante, de tal modo, como se ela houvesse postado por escrito no templário vital. As características são todas coligidas, facilitando o reconhecimento  de cada componente grupal. Pleiteava-se o lado antigo, em face das anomalias remanescidas em cada senda. Também, buscava-se a fisionomia infensa como se fora o estopim do postremeiro gládio! Então, perante os recursos tecnológicos, tais como: backup, facebook etc, demanda-se ainda a identidade de um possível ciborgue, -- que é um organismo cibernético; ser humano biônico; meio humano, meio máquina; a permutar as cadeiras aparatadas pelo vazio expendido através de uma provável presença de uma visita sempre ausente!...

     Em quais circunstâncias, por mais descabidas, presenciamos o estar presente?!... Quando a visita enfarta em meio caminho, não chegando a ultrapassar a soleira da porta que dá acesso à varanda do casarão cediço, que é ostentado por uma fileira ou aglomerado de casas.

        A ausência, quando analisada pelo ponto de vista hodierno, é mais que uma presença; pois, em si mesma, congrega os elementos abstratos. Desse modo, não se pode mensurar o percentual anódino de uma lídima valetudinariedade. Nem a empatia, em sua percuciência individual, é capaz de redarguir aos questionamentos formulados durante a trajetória a ser percorrida pelos condutores peregrinos. E, destarte, cerra-se o invólucro de vacuidades prístinas!...

      Nada mais resta e nem esforço se haverá de fazer para que se torne realidade a tal presença da visita ausente! E, isso, em dias hodiernos, não se constitui quebra-cabeça de estrutura simplesmente labiríntica ou esfíngica.

       Jamais poderemos denegá-la quanto ao ato de perpetrar o que se quer exarar de modo cabal. Hoje, os aparatos tecnológicos fazem às vezes de,  em  quase todas as circunstâncias plausíveis! Para tanto, é preciso emparelhar cada peça, para que sejam redistribuídas as funções devidas em cada caso analisado espontaneamente. 

         Agora sim, temos uma saída comutativa  a que chamamos de meios personificados de imagens sucumbidas ao longo de meia centúria. Ninguém imaginava ser assim, já que temos um grupo de companheiros de trabalho, os quais estão diuturnamente  ligados e interligados!...

         Vamos preencher os vazios existenciais dessas ausências contumazes ao longo do seu eixo referencial -- assoberbado de peças de altíssima cibernética. Nesse caso, habituou-se realizar esse culto sem que houvesse determinação do postremeiro herdeiro!

         Assim sendo, somos afeitos a preservar as amizades. Lá deixamos as nossas lídimas lembranças imorredouras! E, desse modo, o salão se engalanou em todos os lugares  meditabundos, em que a obnubilação toma  conta de todos os elementos, deixando-os esquálidos em suas diversas dimensões equacionais! Também, percebe-se o sono incontido de uma pessoa preparada para receber as mais diferentes ondas eólicas!...

     Sob a égide da Divina Providência, podemos preparar os devidos lugares. Serão preenchidos por especialidades da mais opulenta tecnologia. Dessa forma, indiscutivelmente, não haverá lacunas ou omissões presentes. E, desse jeito, reconstruímos, de modo áspero, a presença da tal visita ausente!...
    Agora, desengalanam-se os assentos demarcados, ficando apenas os objetos tecnológicos necessários, para que haja, donairosamente, requestando o respectivo redarguimento premente!

        Assim sendo, escutam-se os requestamentos de vários anos!  Áudios, Vídeos etc, foram montados em cada espaço vazio. As pessoas não estiveram presentes, mas enviaram-lhes os cubos cibernéticos.

          Tudo, nesse caso, se transformou em objetos tecnológicos -- da recente e rebuscada tecnologia hodierna, sendo implantada ao longo do eixo do orbe.

          Deveras, é dessa maneira que perlustramos os devidos alvores, independentemente, quer sejam comercializados -- sob a égide da Divina Providência. Nesse caso, tudo começa a se mover, de maneira lenta, tanto para a direita quanto para a esquerda, indo e voltando calmamente para o centro principal da transmissibilidade evidente em todos os seus aspectos reais!...

                                                        São Luís,MA, 16 de outubro de 2019.

                                                                                         Wilson Cerveira

        

          


                    
          
         

        
             





















DESFILE DA PROMISCUIDADE

       Arregimenta-se, prototipamente, a tropa militar em  coluna de primeiríssima ordem, para que sirva de arquétipo com relação a uma cabal altivez patriótica. Do lado oposto, ordena-se o pelotão de alunos de uma escola, com exclusividade quanto à manutenção do garbo nacionalista. Desta forma, promana-se a verve do amor para com a pátria, dissimuladamente. Esta sempre foi a nossa falaciosa história. Éramos de menor  idade, e movidos pelos hinos e demais manifestações, íamos inflando o peito de júbilo -- diante de fatos burlescos, os quais não foram narrados de modo completo, mesmo estando à margem de uma estória capciosa sob todos os pontos plausíveis de vista.

       Realmente, este recinto colegial fora o meu encetamento na vida de alunos que se postavam em posição de sentido, no momento em que escutávamos o "Hino Nacional", e assistíamos ao hasteamento da "Bandeira do Brasil"!..., que é uma peça de tecido, geralmente presa na ponta superior de um mastro, com cores diversas e outros símbolos, usada como representação, duma facção, dum grupo, duma nação ou dum  país. E, quando estivermos enfastiados com o vocábulo bandeira, podemos investi-lo  na condição de sinonímias, tais como: estandarte, lábaro, pavilhão, pendão, vexilo etc.
    
    Nesse período de meninice, trazíamos no intrínseco as ideias avulsas de entretenimentos revolucionários. A pátria, berço dos que nela  nasceram, representava o símbolo de honradez inexpugnável perante tantos outros países ostentadores de etnias cabalísticas. Assim sendo, o esfíngico aparata as suas diversas nuances ou matizes, variegações multidisciplinares. Deveras, desfilávamos pelas ruas da cidade de São Luís do Maranhão!... Cada estabelecimento de ensino pleiteava  o primeiro lugar, o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto...

       Gerávamos, de maneira inopinada, o gáudio a percorrer toda a nossa circulação sanguínea, ao passo e descompasso do hormônio adrenalina!... Dessa forma, os  corações jovens justificavam o ribombar de uma saudável taquicardia, que era apropriada àquele átimo de lídima comoção reptativa!

         Lembramos o rataplã de um instrumento musical do tipo membrafone, consistindo de uma membrana esticada sobre um tubo ou caixa de ressonância que pode ser de vários formatos! Também, temos os toques das cornetas que auxiliam os tarós e os surdos, marcando e evoluindo gradativamente a cadência, a harmonia e o ritmo musical estabelecido pelo conjunto!

         Eis um dia de ritmo patriótico que se foi postar no hesterno, desprezando  as fugazes remanescências do hodierno; e, também sem que houvesse resquícios de vaticínios dirigidos a um crástino inexistente em sua máxima plenitude! E, deste modo, iríamos colocando em seus respectivos álbuns de retrato, as reminiscências inolvidáveis de um prístino tempo..., e assim sendo, celebraríamos, mesmo contristados, os comenos álacres, debruçados nos priscos bancos escolares do vetusto Antanho. O tempo  de preparação para o desfile era de um mês integralmente. Começávamos no dia cinco de agosto, e íamos terminar no dia oito de setembro. Atravessávamos todas as fundamentais datas festivas: no dia 25 de agosto, naquele tempo, hoje em cabal estado de putrefação, reverenciávamos o Duque de Caxias, patrono do Exército Nacional! Logo, em seguido, partíamos em direitura ao dia cinco de setembro, onde desfilávamos para contingenciar o dia da raça. Dois dias, após o mencionado anteriormente, deparávamos o sete de setembro, que o dia da proclamada Independência do Brasil, relembrando a pátria, a obsoleta pátria querida!... E no dia seguinte, para espantalho de todos nós, vinha o dia oito de setembro em que se comemora o aniversário da cidade de São Luís do Maranhão!

      Não se ouvem mais os lídimos rufares dos tambores nem tampouco os acordes metálicos das cornetas! Os sons dimanados não se parecem com hinos patrióticos. A mixórdia sonora reúne uma imane ritmia de toques gerais, lembrando mais a imiscuição de notas diversas!... Parece mais um  carnaval sem máscaras -- este desfile que não mais o vemos, que é o propalado  "Desfile da Promiscuidade".

        Concernente aos trajes adequados para enfrentar uma passarela engalanada, temos a certeza de que fardas não existem mais!..., pode-se corroborar sobre a imiscuidade existente nestes nossos cruentos dias de hodiernidade obnubilada plenamente. Sim, são dias de sarça ardente, pois o fulgor foi expungido, remanescendo apenas as cinzas de um hesterno distante.

      Os pelotões hodiernos descaracterizam-se de modo cabal; pois, é uma mistura explosiva de alunos pertencentes a diferentes escolas! Esses discentes aparatam uma promíscua estação de variegações em cabal despautério!... É como se os estabelecimentos de ensino se fundissem num só! Então, perdeu-se o que havia de mais digno -- que era a identidade particular de cada escola. Deveras são grupos que se juntam para ressumbrar a degenerescência humana em todos os ângulos plausíveis -- quer sejam possíveis  ou impossíveis!...

         Dá-nos a impressão de uma festa de Momo, arrumada na postremeira hora, onde não se ouvem mais os ritmos  patrióticos dos pelotões de outrora, os quais desfilavam  com garbo juvenil, quando promanavam as suas lídimas individualidades de um soer constante e intransferível em todos os espaços  existentes e inexistentes!

      Hoje, as fardas de gala ficaram penduradas nas cruzetas dos diferentes guarda- roupas. Os sapatos para os respectivos mistifórios se revestiram de mofo, em virtude de não terem sido usados por muitos anos cumulativos. Então, o chinelo japonesa remanesceu em cada pé. A calça comprida fora comutada pela bermuda colada até nos joelhos, com zipe de descida e subida frouxamente! Mais além, promiscuindo-se aos poucos, surde o pelotão dos calções de banho -- como se o desfile fosse realizado nas praias ludovicenses, estando em direitura ao rumor das ondas que vem e que vão, consecutivamente. Existem também pelotões de índios desnudos!... Outrossim, o estandarte fica enrolado debaixo do braço, na condição de desodorante da modernicidade ou modernidade heteróclita e repleta de antinomias abstrusas.

        O ritmo da marcha ficou caracterizado como sendo um carnaval desestruturado e, cabalmente, fora de época. Os hinos patrióticos foram comutados por trechos dispersos de músicas carnavalescas, cujas letras não valem sequer um comentário coerente! Os erros prosseguem em seus cânticos lânguidos! Desse modo, os participantes não necessitam mais de assistentes; pois, todos, sem exceção, perderam as identidades e os padrões que dão ensejo àquilo que se denominou no pretérito -- de desfile patriótico. Hodiernamente, temos uma promiscuição perfeita, olvidando-se , totalmente, o que se fazia no prístino!...