sábado, 8 de novembro de 2025

A ROTA DO ADEUS

 

     A letargia da cognosia não deveria prevalecer, independentemente, que fosse o telúrico. Nenhuma família poderia emergir de uma soledade reiterativa em todos os âmbitos cognitivos plausíveis!... Dessa maneira, a família Cerveira Marques deixaria definitivamente a cidade de Alcântara – MA. Nos meandros de 1960, Alcântara somente ostentava o vetusto “Curso Primário”. Assim sendo, jamais galgaria uma formatura de ‘Nível Superior’.

     Wilson Cerveira Marques, que cursara todo o Curso Primário, tendo por professora a senhora sua mãe – Nély Cerveira Marques, a qual era Diretora Inácio Raposo, acumulando todas as funções diversificadas.

     Queria que seu filho fizesse o ‘Exame de Admissão’ no tradicional Colégio Maristas. A Língua Portuguesa e a Matemática eram as disciplinas favoritas; pois, vinham em primeiríssimo lugar. As outras disciplinas viriam em sequência: História e Geografia (conhecimentos gerais).

     De primeiríssima vez, havia a independência das notas com relação as matérias. Isto significava um martírio maior para o candidato. Em consequência, proveio uma amenização no que concerne a introdução da média aritmética. Uma nota mais baixa poderia ser compensada por um valor mais alto em outra matéria. Desse modo, o concorrente sentir-se-ia volitivamente.

     Chegamos a São Luís do Maranhão precisamente no dia 30 de novembro de 1966! A casa onde passamos o ginásio e o cientifico era pequena, já que o outro lado era ocupado por uma família que pagava um exíguo aluguel, atrasando noventa dias!...

     Por curiosidade minha, fui, pouco a pouco, buscando os aspectos da natureza que ficavam na perlustração!... Assim sendo, no fundo da casa nos deparamos com a parte terminal do “Cemitério do Gavião”, com inúmeros ciprestes ao redor das numerosas sepulturas reconditadas entre os sepulcros vetustos.

     Nas janelas da frente, desfrutamos o mar de águas tranquilas, fazendo com que ela sumisse cabalmente no horizonte. Essas impressões funérias penetravam lentamente no meu íntimo, deixando-me inteiramente sorumbático!...

     O exame de admissão jamais poderia ser protraído. Sabemos que o psicológico de todos os discentes que vieram dos demais interiores da Cidade de São Luís do Maranhão. O calendário do exame de admissão do Colégio Maranhense dos Irmãos Maristas era inexorável em todos os aspectos plausíveis.

     A disciplina compreendia a ‘Língua Portuguesa’, completa de verbos em seu presente, pretérito e futuro. Havia uma questão da seguinte maneira: diferenciar e classificar as seguintes palavras: mau, mal, mas etc...

     Desse modo, surgem vocábulos excêntricos, para mostrar o gabarito de aprendizagem. Davam-nos a impressão heteróclita ou bizarra de todas as aprendizagens sorvidas durante as cinco rígidas disciplinas do Antigo Primário. Sim, era um exame vestibular em miniatura!

     Era imprescindível arquivar mentalmente: Português, Matemática, Geografia e História... Os exames das diferentes disciplinas que constituíam o famoso ‘Exame de Admissão’, foram realizados respectivamente nos dias 1,3 e 5 de dezembro de 1966.

     Com relação ao prazo de correção das provas, tínhamos que esperar no mínimo o decurso de um mês. Logicamente, o resultado dos aprovados sairia na primeira semana de janeiro de 1967.

     Meu pai – Walter Ricardo Guimarães Marques – acompanhou-me até a antiga Livraria JC, a fim de comprar alguns livros de literatura da autoria do Coelho Neto. Mesmo assim, a melancolia infiltrava-me em todo o meu corpo que adentrava na faixa etária dos treze anos.

     A casa seria satisfatória para a moradia, se tivéssemos de ocupar ambos os lados. Outrossim, o lado antagônico do vetusto imóvel, era ocupado por duas senhoras idosas, sendo uma mais provecta do que a outra.

     Destarte, ficávamos contidos em espaços pequenos e estreitos!... Desde pequeno, sofria a estreiteza dos parcos espaços físicos... Mentalmente, de modo hermético, a soledade tomava conta em todos as dimensões do meu ego torturado de percuciente melancolia prematura e amargurante, abrangendo todo o meu psicossomático. Dessa maneira, a puerilidade estava sendo mutilada em diversos pontos...

     O lado da casa onde nos alojamos era desagradável. O calor insuportável não admitia que vestíssemos camisa, uma vez que a sintomatologia de uma fortíssima virose poderia nos proporcionar um transtorno incalculável no organismo.

     Dormia na cama de lona quente, verossimilhante a tantas outras utilizadas no quartel pelos soldados responsáveis pela guarda noturna!

     As portas e janelas da casa não ofereciam nenhuma segurança. Muito mais tarde, houve a extrema necessidade da colocação de grades de ferro em todas as janelas e portas. Era somente para dizer; pois, o material era de péssima qualidade...

     Também não poderíamos abrir as janelas, visto que, sem hesitação, as pessoas que passavam lateralmente olhavam a casinha por inteiro.

     A rua que passava pela frente da casa, com certeza, aparatava uma ladeira íngreme – de ponta a ponta. Tínhamos que ascender segurando os joelhos para não cair em sentido inverso, redundando no fatídico. As pessoas senescentes, as quais tinham desgaste acentuado das cartilagens de ambos os joelhos, preferiam subir esse lídimo precipício acompanhadas de uma bengala de três pontas.

     Pelo fundo da casa não havia nenhuma saída, já que as casas eram múltiplas com muros variados quanto ao tamanho de cada um.

     Os ciprestes gigantescos não deixavam reconditar o antigo “Cemitério do Gavião”. Com que melancolia, posicionava-me na postremeira janelinha do fundo da casa. As lágrimas rolavam pela minha face. Desde então, passei a aparatar distúrbios do sistema nervoso. Levaram-me ao psiquiatra desde a faixa etária dos quatorze anos. Prescreveu-me alguns medicamentos...

     Eis então, sem perplexidade, os motivos basilares da adaptação do meu organismo aos diferentes medicamentos. É preciso citar hodiernamente, visto que estou me apropinquando a casa dos 72 anos!

     Prossigo a dizer que uma só banda da nossa casa dava para morar uma única pessoa, portando poucos objetos, tais como: livros e roupas de diversas utilidades.

     Dessa forma sofredora, vou atravessando os dias e as noites. Que primeira série ginasial repleta de problemas nunca dantes vista. Eu, Wilson Cerveira Marques, estava acompanhado de meus pais: Walter Ricardo Guimarães Marques e Nély Cerveira Marques.

     Ele, no caso protótipo era Coletor/Extrator Federal. Ela, com nobreza, exercia a função de Professora Normalista dos anos cinquenta. De fato, com a sua competência, tomava conta do Colégio Inácio Raposo, onde também exerceu o cargo de Diretora Geral.

     Em Alcântara – MA, uma única professora lecionava todas as disciplinas. Ao passo que, no tradicional Colégio Maranhense dos Irmãos Maristas, cada docente ficava responsável por uma matéria

     No primeiro semestre, tive muita dificuldade em Francês. Todas as minhas notas ficaram abaixo de cinco, sendo, então, assinaladas com caneta de tinta vermelha.

     Tanto assim, que fiquei de castigo o mês de julho inteiro, fazendo leituras e cópias das diversificadas lições do idioma neolatino cognominado ‘Francês’...

 

 

 

 

 

 

 

 

São Luís, 19 de julho de 2025

Wilson Cerveira

 

 

 

GRATIDÃO À SANTÍSSIMA TRINDADE


     Devamos orar diariamente, solicitando a proteção do Pai, Filho e Espírito Santo. Afastai-nos das invidias que contaminam os continentes do orbe!...

     Os pensamentos malignos devem ser expurgados das nossas células corporais. Decerto, também, as animosidades geradas pelo ódio do inimigo secreto. Com certeza, a Santíssima Trindade fará a defesa dos nossos órgãos expostos à fúria incontinente dos mais variegados demônios existentes no telúrico.

     Certamente, a gratidão da Santíssima Trindade vai banir as diversas enfermidades que se apropinquam dos organismos racionais e irracionais. Tanto assim, peçamos o afastamento das doenças incuráveis. Livrai-nos dos males eternos – os quais se aproximam de todos nós!

     As três pessoas da Santíssima Trindade: Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo são exponenciais com relação aos progressos científicos...

     Outrossim, o que Deus uniu, o homem não pode separar. Também, Jesus fala sobre o celibato. Alguns ficam sem casar, para que possam promover melhor o reino dos céus.

     Em seguida, Jesus abençoa as crianças. Alguns discípulos procuram afastá-las. “Não impeçam que as crianças venham ao meu encontro. Ao contrario deixem que elas se aproximem, porque o reino dos céus pertence àqueles que são simples e sinceros, como as crianças”. Em seguida, abençoou as crianças e depois saiu daquela região.

     Jesus continuou falando, por meio de comparações. O reino dos céus – a minha religião – pode ser comparado a um reino que festejou o casamento de seu filho. Esse rei enviou seus mensageiros para chamar os convidados para a festa do casamento. Mas eles não quiseram comparecer. De novo, mandou outros mensageiros, com o seguinte convite aos convidados: ‘O banquete já está preparado. Organizei uma grande festa! Venham à festa do casamento!”

     Devamos trazer no intrínseco dos nossos lídimos sentimentos a presença constante da Santíssima Trindade: Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo!

     Outrossim, podemos ser surpreendidos pelo beijo da insidia. Jesus ainda falava, quando Judas, um dos doze apóstolos se aproximou. Com ele vinha grande multidão de gente, armada de espadas e cassetetes, enviada pelos chefes dos sacerdotes e pelos chefes do povo.

     O traidor lhes dera um sinal: “Jesus é aquele a quem eu beijarei. É a ele que devem prender”. Judas aproximou-se de Jesus e o saudou: “Boa noite, Mestre!”. Em seguida o beijou. Jesus lhe perguntou: amigo, para isto você veio?” ...

     E quanto à ressureição dos mortos, na qual vocês não estão entendendo o que Deus disse na Bíblia: “Ame ao Senhor, seu Deus, de todo o seu coração”.

     O segundo mandamento tem importância semelhante: “Ame o seu próximo como você ama a si mesmo”. Outrossim, nestes dois mandamentos resume-se praticamente toda a Bíblia. Infelizes vocês, professores da lei, cheios de falsidade. É preciso praticar primeiro estas coisas mais importantes...

     Jerusalém, Jerusalém, cidade que mata os seus profetas!...

     O reino dos céus pode ser comparado à história das damas de um casamento, as quais ficaram à espera do noivo. Cinco jovens eram descuidadas e outras cinco eram prudentes – as quais, além de óleo, levaram reserva de outros subsídios.

     Jesus, então concluiu: com vocês pode acontecer o mesmo. Os povos de todas as nações se reunirão diante de mim. E eu separarei uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Os bons colocarei à minha direita e os maus à minha esquerda.

     Ao cair da tarde, Jesus sentou-se à mesa com os doze apóstolos. Durante a ceia, Jesus lhes disse: “Um de vocês irá me trair”.

     A natureza abalou-se com a morte de Cristo. A terra tremeu e partiram-se rochas. Os sepulcros se abriram e os corpos de muitas pessoas, que acreditavam em Deus, ressuscitavam.

     Terminando o sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria, ambas foram ver o túmulo.

     Deus Pai proclama Jesus seu Filho. Em seguida, o Espírito Santo desceu sobre eles de maneira pomposa.

     Jesus e os discípulos foram para a cidade de Carnafaum. Ele ordena com tanto poder, que até os espíritos maus lhe obedecem!...

 

São Luís, MA, 06 de setembro de 2025

Wilson Cerveira

    

 

IDA AO FUTEBOL


     Estava, ainda, em Alcântara – MA, quando comecei a frequentar os diferentes campos de futebol: espaços improvisados por alguns alcantarenses que expressavam lídima tara pela bola. Esses adolescentes cuidavam desses trechos cheios de um matagal enraizado. Somente, um facão amolado responderia por essa limpeza.

     Após, uma turma buscava pedras planificadas, colocando uma sobre a outra em linha lateral, para que os torcedores de ambas as equipes tivessem a falsa impressão que estavam sentados dissimuladamente em arquibancadas falaciosas!...

     Os assistentes mais rebuscados preferiam ficar em pé, para que não sujassem o fundo de suas calças naquele amontoado de pedras que simulavam uma arquibancada.

     Esses futebolistas do interior andavam léguas e mais léguas à procura de um espaço de gramado correspondente a um legitimo campo de futebol!

     Finalmente, esses jogadores encontraram essa metragem. Paradoxalmente, as pedrinhas se dispersavam de ponta a ponta, ferindo os pés sensíveis de alguns jogadores, no átimo em que chutassem a bola de uma área a outra do campo futebolístico improvisado...

     O campo de futebol da sorumbática cidade de Alcântara aparatava o terreno com altos e baixos, com capim crescido, sem nenhum lugar para sentar!

     Quem quisesse assistir a um jogo de futebol, em quaisquer circunstâncias, tinha que permanecer em pé – numa posição vertical de doer as pernas e coxas. Os que tinham mais de quarenta anos não podiam frequentar este imprestável campo pebolístico!...

      No dia trinta de novembro de mil novecentos e sessenta e seis, felizmente, chegamos a São Luís do Maranhão. Inicialmente, faríamos o “Exame de Admissão ao Ginásio”. Posteriormente, conheceríamos os estádios futebolísticos: Santa Isabel e Nhozinho Santos, a fim de fazermos uma analogia com o prisco alcantarense.

     Primeiramente, ficamos deslumbrados com o maravilhoso e monumental prédio do Colégio dos Irmãos Maristas, cognominado ‘Colégio Maranhense’. Outrossim, na semana seguinte, nos encaminhamos aos estádios futebolísticos. De modo protótipo, dirigimo-nos ao Santa Isabel. Em seguida, fomos ao Municipal, que tinha o cognome – Nhozinho Santos.

     O Estádio Nhozinho Santos, no primeiro semestre de 1968, passou por uma exponencial reforma. O mencionado, anteriormente citado, ficou pronto em agosto, abrindo para jogos intermunicipais e interestaduais.

     A Federação Maranhense entrou em contato com o Santos – de Pelé e com o Corinthians de Rivelino. Inicialmente, o Santos aceitou a proposta para jogar em São Luís – MA, contra a Seleção Maranhense. Em seguida, viria o Corinthians...

     Fiquei entusiasmado com a notícia propalada pelas rádios e jornais da época. Mas, o senhor meu pai precatou o seguinte: “Wilson, nessa tua idade de quatorze anos, a ansiedade não aparata limites”.

     A cidade de São Luís do Maranhão somente comentava este assunto futebolístico. Nada mais – nada menos – era o estereótipo falado e escrito, nesse tempo, do maior jogador do mundo ao lado de Garrincha, que era o sensacional “Pelé”.

     Nessa época, o Santos Futebol Clube ostentava a melhor linha de ataque do orbe! A respeito da defesa e o do meio de campo, ambos aparatavam nota oito, nivelando-se a tantos outros clubes nacionais e internacionais.

     A linha de frente do clube santista era arrasadora. O protótipo gol não demorava muito. Assim sendo, os subsequentes ocorriam no transcorrer dos noventa minutos de peleja ritmada com toda elegância possível e impossível!

     Reiterando o onirismo fatídico que ele tivera na véspera do jogo: Santos x Seleção Maranhense. Com a correria de muitos torcedores, o alambrado que fora construído, com a finalidade de aumentar a capacidade de público, veio abaixo, causando ferimentos graves em muitos torcedores...

     Walter Ricardo retorceu-se na cadeira de embalo, e disse: ‘o meu vaticínio sucedera em gênero, número e grau. Igualmente, jamais desobedeça o seu pai’. Também, grave o seguinte: Corinthians x Seleção Maranhense. Desta feita, os torcedores, de ambos os times, estarão mais calmos.

     Outrossim, não iremos para as cadeiras, e sim, para as arquibancadas cujos preços são mais acessíveis. De fato, de modo reiterativo, a peleja foi calma. Apreciei o time corinthiano. Flávio, que era o centroavante, foi responsável pelo dois gols.

     A bola bateu no chão; isto é, na relva e na trave superior, enganando por completo o goleiro Britão, indo alinhar-se no ângulo superior da rede de malhas! O jogador Flávio, somente sabia fazer gols dessa maneira...

     De certo, ele foi fazendo esse tipo de jogada ao longo de sua carreira futebolística. Com certeza o time ressentia-se da falta dele – em caso de contusão. Certamente, não havia substituto, caso ele não pudesse jogar.

     Na década de 1980, logo no limiar das protótipas construções, o irmão do então governador João Castelo, que era engenheiro, sugeriu-lhe a construção de um novo estádio de futebol. No encetar das primeiras conversas, pensara, de modo presunçoso, sempre guardando o silencio da confissão, que este estádio chamar-se-ia ‘João Rodolfo’...

     Pelo contrário, não gastaria a mínima importância. Logo, logo, receberia mais do que os engenheiros, uma vez que, sem hesitação, era o irmão legitimo do governador João Castelo. Sendo assim, começou a receber três vezes mais do que seus ex-colegas do Curso de Engenharia da década de 1980!

     Os maranhenses, em maioria, ficaram álacres, pois com as medidas estabelecidas pela Confederação Brasileira de Desporto, as seleções futebolísticas do mundo inteiro viriam até aqui, já que as dimensões e demais aparatos estariam em consonância indiscutível com as regras estabelecidas para os outros estádios.

     As dimensões, os comprimentos e demais aparatos estavam batendo integralmente em todos os quadrantes do orbe, sem fugir as exceções preconizadas para todos os demais!

     Antes que prossigamos quanto ao grau de evolução dos estádios, a partir da grama a ser implantada até os mais rebuscados ou requintados vestiários, portando chuveiros elétricos eximidos de quaisquer tipos de choque elétrico; assim como massageador de protótipa grandeza, para evitar câimbras e outros transtornos inevitáveis!

     Os mestres das canoas a vela, que necessitam das rajadas de vento – seus lídimos motores, e que às vezes, chegam a ser mais velozes que os artefatos alojados em diversos pontos das carcaças dos diferentes de embarcação – da menor até chegar ao maior modelo...

     Quando inaugurou o Estádio Castelão, sem perplexidade, era bastante amadurecido. Não fazia mais questão de deslocar-me na abertura protótipa. De antemão sabia que a dimensão do inusitado campo futebolístico correspondia a “cinco Nhozinho Santos”.

     Caso retrocedêssemos ao vetusto ‘Santa Isabel’, teríamos quinze campos pebolísticos conectados longitudinal e verticalmente, abrangendo todos os demais cômodos.

     O engenheiro João Rodolfo, que era irmão do governador João Castelo, pensou em sugerir a seu irmão o próprio nome, visando enfatizar, realçar e reforçar o título superior que ostentava no interregno de duas décadas. Outrossim, esse engenheiro era arraigado aos cálculos que perpetrava.

     Não admitia outras demonstrações matemáticas, conquanto os resultados fossem os mesmos. É de bom alvitre ressumbrar que ambos eram portadores das mesmas assertivas. No entanto, o acadêmico de engenharia e o seu professor de cálculos integrais não abriam mão de suas análises matemáticas!

     Regressemos as primícias do Futebol Profissional. Não olvidemos o Estádio Santa Isabel, um dos mais antigos da cidade de São Luís – MA. Havia outros campinhos nos arrebaldes da fulana ‘Ilha Bela’. O pessoal, fanático por futebol exaltava o pequeno Estádio Santa Isabel, que se localizava no término da Rua Grande, perto do Canto da Fabril.

     As arquibancadas eram de tamanho diminuto. As pessoas sentavam-se com coxas e pernas coladas, com a finalidade de comportar os filhos de uma pequena família. Outrossim, as bolas chutadas com alguma força ultrapassavam o muro!...

     Então, os moleques da redondeza apossavam-se dessas pelotas, indo guarda-las em casa, com o objetivo de estreiar nos campinhos que eles próprios confeccionavam durante a semana corrente.

     O pessoal que frequentava o Estádio Santa Isabel, certamente, a maioria, quase sem exceção, deve estar estudando a geologia dos campos santos...

     Se houvesse o milagre proporcionado pela Santíssima Trindade: Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo. Somente os que fossem salvos, veriam a grandeza construída pelos novos tempos!

     O Santa Isabel passaria a ser cognominado de ‘Campinho’, apenas para jogos de pelada! Assim sendo, teríamos uma antevisão falsificada. Os mais sagazes fariam críticas acerbadas. Então, para o hesterno remanesceriam a polira hodierna, a qual se depositaria no crástino inviolável, intransgredível em todos os quadrantes.

     Que o generoso Deus proteja para sempre a nossa ‘Ida ao Futebol’. Assim sendo, Gratidão à Santíssima Trindade!...

 

São Luís, MA, 02 de outubro de 2025

Wilson Cerveira