quinta-feira, 30 de junho de 2016

VOCÁBULOS INUMADOS NA MEMÓRIA

     Quem diria albergar no hodierno os exícios do prístino, caso não fosse o tempo inexorável, em toda a sua plenitude, a exercer, com percuciência, a tenebrosa ação deletéria – de caráter profligativa?!...
     Remanesceríamos, quer quiséssemos ou não, atrelados aos vetustos tempos do “Velho Maristas” – arquétipo inquestionável com referência ao prisco, máxime no interregno de 1950 a 1970!
     Toda uma organização de sazonalizados “Irmãos Maristas” fazia reger a orquestra – de modo harmônico – não concedendo penumbras sobre as superfícies da casa...
     Hodiernamente, o excruciar determinaria o estigma do cilício ladeado, com cerceamento cabal, obiciando o somatorizar dos desideratos colhidos ao longo da vida, visto que a coloquei em prova constante e irrefutável!...
     Não há como impingir a premência quanto ao ato de surdir, abruptamente, as palavras assimiladas, randomicamente, ao abrir o dicionário do Mestre – Francisco Silveira Bueno.  No encetar dos anos setenta, o mencionado compêndio era meu parâmetro de cabeceira, servindo-me de preceptor paradigmático.
     Após ultrapassar os umbrais dos sessenta anos, os empeceres vão, pouco a pouco, sendo palingenesiados, sem que se saiba os princípios prodrômicos de emergência resolutiva. A paciência, fator imprescindível, pode colaborar a respeito da localização do vocábulo inumado, possibilitando ressumbrar, sem esburnimento, o seu devido colimador com referência à página consignada. Em seguida, levamo-la à apreciação por parte dos setenta, que ostentavam as devidas especializações. De alguma forma, cooperam com relação ao desvendamento das numerosas minudências contidas nas entrelinhas do pensamento – em ritmo de captar, espontaneamente, as palavras em estado de letargia profunda!
     Que excruciamento percuciente! Às vezes, essas terminologias remanescem em criptas subterrâneas coleantes. Esse aspecto de meandrismo conivencia o empeçamento do que se desideraria ressumar de forma esdrúxula, nunca dantes perceptível pela coalescência sensorial. Desse modo, a angústia, referencial desencadeante do processo, contrista a ação sinérgica dos neurônios de armazenamento memorial!...
     Com o decurso do tempo, essas células passam por uma redução drástica dos seus impulsos de transmissibilidade mais emergente, abrangendo toda a extensão da célula neuronal – composta por axônio, dendritos e demais aparatos atinentes à própria célula nervosa. Destarte, há uma variância demudada quanto ao tempo de perdurabilidade!...
     Há pessoas que prematuriam a senescência, conquanto estejam extemporaneamente distantes no trato da ressumação. Desde as primícias dos vocábulos atrelados ao vernáculo, até chegar ao postremeiro ínterim de interação parcial, ou, cabalmente, englobadas em vários setores da polimatia humana.
     Quantas lancinâncias para ressumbrar a letra inicial do termo que está requerendo a exumação desses sufixos, prefixos e radicais (gregos e latinos) que soçobram nos escaninhos de uma memória estertorada por uma argamassa de problemas de natureza plenamente arriosca!
     Ladislau, por muito tempo, vinha tentando exumar o nome de um medicamento que lhe fora prescrito no segundo semestre de 1983. Tantos outros iguais ou melhores do que aquele, cujo princípio ativo estava obumbrado nos meândricos neurônios cerebrais, haviam sido ressumbrados pela Indústria Farmacêutica, após diversos testes perpetrados no decurso do tempo de experimentação.
      Seria, quase em expunção, o que se denominara de “Tofranil”? Por que buscá-lo, porquanto não se sabia ainda sobre a continuidade existencial do produto medicamentoso – dispensado pela Indústria Brasileira de Fármacos! Quem diria que a mente tem essa capacidade de armazenagem abscôndita; e, posteriormente, com muito óbice, a lembrança (parcela da memória) pode expurgá-la do meio externo. Destarte, estaremos perante a palingenesia, que é o eterno retorno.
     Com o encetar da senescência, em princípio, restringe-se a capacidade do armazenamento de terminologias revistas desde o protótipo dia de aula do eminente Mestre – Luciano, Irmão Maristas, um dos mais brilhantes em se tratando da etimologia e da semântica em Língua Portuguesa. Falou-me em silêncio confidencial, que é a ressumbração dos termos mais heteróclitos, o qual é concretizado pelas opcionais ensanchas proporcionadas pelos proliferantes conflitos gerados no intrínseco do antagonismo pessoal existente!...
     Há inumamentos que perduram decênios, estando intrínsecos em estabelecidas mentes; enquanto outras, de modo inopinado, chegam a lembrar-se através de processos mnemônicos e outros aparatos, os quais são implantados nos recônditos do ato de relembrar o olvidamento existente na consciência estertorada com relação aos díspares ressentimentos impregnados ao longo do tempo decursal!

      Há abortos espontâneos de palavras, aparentemente quase inexpugnáveis! Também, há emersão de frases e ideias que remanesceram em estado de latência – por muito tempo protraído, estorvando a inclusão do ressudar de pensamentos em suspensão!...

                                                          Wilson Cerveira

quinta-feira, 16 de junho de 2016

DISCIPLINA ULTRAESCOLAR

     Inexistente e lídima quanto ao ato de exarar os etológicos díspares nestes dias hodiernos – de crúcia percuciente e inarredável em toda a sua dimensão compulsatória.
     Na escola de Antanho, a divisão do tempo impingia ao aluno um cumprimento das tarefas em interregnos de tempos predeterminados – variando integralmente de X a Y, sem exceder uma fração cronométrica. Tanto assim, sem hesitação, que os mestres do prístino usavam nos bolsos inferiores relógios de algibeira – que, também ostentavam a função basilar de legítimos despertadores.
     Lampadosa, o mais austero “Mestre em Língua Portuguesa”, não prescindia o seu metodológico dogmatismo comportamental. A pergunta era medida em sua extensibilidade, também, a resposta havia de corresponder a exação do horário estipulado pelo relógio de algibeira – reconditado no bolso menor da calça à altura das alças contidas pela própria fivela, que lhe envolvia a cintura, dando-lhe uma característica exatorial quanto à nota recebida, após as badaladas do pequeno cronômetro de bolso, estando situado na vertical superior do cós!...
      Nesse tempo prisco, não se podia esperar um minuto sequer, para a concretização da arguição. O texto havia se ser lido e relido, amiúde, para que não existisse perplexidade no átimo de perquirir o que havia sido aprendido durante a averiguação feita em cada capítulo. O livro simbolizava um seriado contínuo de temáticas relacionadas ao âmbito construtivo e adaptacional referente a todos os setores geradores da cultura humana.
     A escola tradicional aparatava uma basilar solidificação de cognoscibilidades. Todas as matérias harmonizavam-se de modo complementar. Os professores eram independentes, mas os conteúdos mantinham laços de reforço e complementação de natureza cognitiva. Todas as disciplinas coalesciam-se num núcleo comum, fortalecendo os porvindouros conhecimentos. Destarte, o aprestamento do aluno ascendia com relação aos óbices, quase impérvios, sendo impostos pelos ultra concorridos mercados de trabalho, estando nestes dias a ressumbrarem esburnimento nestes dias de um devir inopinado e de implexo vaticínio!
     Esse paradigma disciplinar implica métodos e técnicas a serem reiteradas através de sistemas contínuos de reeducação. Não se espreita o tempo registrado no átimo da acústica indicativa. Muito antes do horário previsto, deve-se estar aprestado para captar a pergunta formulada desde o encetar dos protótipos segundos, dando, dessa forma, a direção de ensanchas responditivas.
     O horário estabelecido entre o arguir e o redarguir – sem protraimento hesitatório – é simbolizado por um criptograma exatorial. Não há aquiescências de sobejos, pois o reeducatório sensorial reivindica uma insólita basicidade imprescindível. Docentes e discentes são os maiores beneficiários.
     Para esta sacripanta realidade educativa, tudo isto não passa, em verdade, de especiosa maneira de retorquir o ergástulo cabal, que era aplicado na escola tradicionalista, em que os padrões se conectavam em todas as direituras cognitivas.
     Os discentes, quando egressos da escola tradicional, aduziam consigo – pela vida afora – todos os arquétipos auferidos nos recintos dos vetustos educandários.
     Lembremo-nos da basilar e imprescindível contribuição da prisca educação extra, intra e ultraescolar. Esse trinômio está sendo obliterado com o decurso dos anos. A expunção deve-se ao desinteresse de arquivar cognitivos de apreciada relevância!...
     De fato, a presença dos mestres de Antanho, sem perplexidade, era avassaladora desde os seus pródromos até a peroração. Esses senhores do saber ostentavam várias derivadas salutares, aduzindo o aprendiz a uma educação sólida, consistente em toda a sua extensibilidade – permanecendo por tempo indeterminado na mente. Não havia como olvidar as lacunas desidiosas impregnadas no sincipúcio de cada aluno vontadoso.
     Os horários eram cronometrados integralmente. Não havia sobejo nem carência para que se cumprisse os deveres escolares. As lições, de modo genérico, apresentavam-se à guisa de resolver assuntos e itinerários que extrapolariam o cerceamento escolar, caso isso viesse a ocorrer abruptamente.
     Não se consegue uma base fortíssima, gerando um baluarte de elevada capacidade de resiliência, caso não houvesse a devida atenção e interesse por parte dos discentes destes educandários pertinentes aos dias hodiernos, em que cada aluno demanda recursos de caracteres desedificantes em todos os setores da vida deseducacional!...



                                               Wilson Cerveira                                          

sexta-feira, 10 de junho de 2016

DISCRIMINAÇÕES MÓRBIDAS NO AMBIENTE COLEGIAL

      De qual resultante promanaram esses tipos heteróclitos, portando vários implexos correlacionados aos díspares distúrbios de comportamento? Essas disfunções sempre existiram nas sociedades de consumo, mas, a bem da verdade, em recrudescências bem menores quanto ao gradiente de penetrabilidade.
     Doravante, as diferenciações patológicas têm dimanado de modo estarrecedor. Alardeiam-se, de maneira contundente, factuais inexistentes. Ablaciona-se um estigma, uma vez que, sem perplexidade outro surdirá em seu lugar comutando-o de forma estigmatizante!
     A invídia dá-nos provas cabais. Decerto, este sentimento conspurcatório de inveja proporciona-se a palingenesia concernente aos priscos tempos adâmicos. Então, no ensejo deste sistema: irmãos ceifaram a vida de outros irmãos; ao passo que, também, filhos malditos trucidaram seus pais, - sem que eles soubessem, ao certo, quando em letargia percuciente.
     De casa, para o ambiente colegial, esses discentes ostentam traumas, os quais lhe foram repassados desde a vida intrauterina. É lamuriável os estigmas presentes nos neurônios cerebrais desses nascituros! Amplamente, estigmatizados, permanecerão com essas obsessões a vida inteira, sem que percebam as alienações que sofreram no decurso inexorável dos anos!...
     Nenhum artefato tecnológico deve ser aduzido até o precinto colegial. Isto se torna um motivo patológico de deflagração entre aqueles que, apesar da idade – provectude avançada – ainda aparatam abiscoitamentos irrelutantes.
     Os próprios colegas de turma costumam promover os êmulos estapafúrdios em sua essência – basilar e imprescindível, gerando um clima de controvérsias contubernais e entreveros de diversas etiologias enigmáticas!
     Ninguém mais o reconhece, nem ele mesmo!... Todos sabem, aparentemente, não distinguir o diferencial, posto que, em circunstâncias antagônicas dirimam os pontos nevrálgicos das trajetórias palmilhadas.
     Percebam, também, as intimidações impingidas. Nesse caso, todos ressumbram esburnimento comprobatório. E, então, se justificam aclarando a existência de dois referenciais: aprosexia e abulia (ambos sendo os principais fatores imputáveis com relação ao rendimento escolar plausível.
     Ninguém admite constrangimento no que diz respeito ao direito de se expressar livremente. Não se admite o cerceamento, mormente quando emana de fonte inelucidável! E, a mais séria das exacerbações, melhor dizendo, corresponde aos ultrajes que são dirigidos entre alunos indisciplinados, constituindo um lícito gládio...
     Anatércia, moça de cor branca, na acepção lídima do vocábulo, atr1evera-se a coagir os irmãos – Érbio e Eutérbio, ambos ostentando estigmas de vurmos e sânies que não foram obliterando perante as raízes pristinas deletérias de um tempo inopinado quanto ao surdir dos catastrofismos mais hediondos!...
     Deveras, Anatércia trouxera de nascença, desde a sua estirpe genética, os preconceitos repudiantes oriundos  das cizânias neuronais recrudesceram com a progressividade dos anos de senescência inexorável!
      Porventura, caso o argumento venha à baila, não haverá imputabilidade que o aduza a uma pena perpetrada – em plena progressividade temporal.
     Érbio e Eutérbio, ambos descendentes de um casal probo, com dignidade elevadíssima, não importando as fenotipias ressumadas nas células epidérmicas e nas condições pecuniárias e comportamentais
     Ambos os moços aparatavam uma tríade: eram negros, pobretões e cuja etologia ressudava desvios atinentes ao caráter de masculindade suspeita em vários níveis de degradações cabalmente objetas.
      Nas escolas, colegas sem educação dirigem-se aos colegas dizendo-lhe o seguinte: este casal que se senta ao meu lado, diariamente, recende a gambá; pois, esses urubus detestam tomar banho!
       Destarte, encetam os mais graves preconceitos que surdem nos bancos escolares, advindos de criaturas deseducadas! Os pais, símbolos da incúria, são os primordiais sujeitos impregnados de imputabilidade!...
     Anatércia, moça de família lorde, ostentava preconceitos amplamente psicopatas, amplamente psicopatas, com relação ao casal de irmãos. Eles eram nobres propugnadores de causas sociais equânimes, com o intento de propiciar as condições mais amenas, quando em confrontação com as agruras existentes em todos os átimos temporais: hesterno, hodierno e crástino!
     Anatércia, aparvalhadamente, desconhecia que era portadora de uma disfunção neuronal, atingindo-lhe com notoriedade os mecanismos cerebrais mais emergentes com referência ao ato de raciocinar, memorizar e arquivar as esdrúxulas emissões receptoras
     A senhorinha Anatércia incrementava diversos sentimentos pré-conceituais desde os pródromos da puerilidade. E, assim sendo, é de bom alvitre exarar que, conforme esquadrinhamento perpetrado, essas ideias preconcebidas são em sua essência a resultante ilativa, designando um distúrbio mental recrudescente com o decorrer das fases vitais.
     Uma pessoa pode implicar com a outra, sem que ostente a mínima causa aparente – de maneira incognoscível. No encetar da perlustração promana o repúdio infundado, havendo, dessa forma, o sentimento de profligação. É, de fato uma rejeição mórbida em todos sentidos vigentes.
     Deveras, Tércia, como era cognominada pelos mais íntimos, nutria uma repulsa patológica com relação ao casal – Érbio e Eutérbio. Ambos nasceram envoltos numa única placenta, aparatando a univitelinidade. As fisionomias ostentavam uma identidade indistinguível em sua totalidade de caracteres somatorizados. Desprovidos de quaisquer preconceitos, recebiam as criaturas que os procuravam com muita afabilidade. O desiderato simbolizava a grandeza maior do querer, independente de outras funções inerente, tornava-se cada dia, de maneira contubernal, imprescindível.
     Anatércia era perversa por natureza genética, e desideraria, quase sempre, uma escarificaçao. Tipo de maldade que ressumbrava a fobia que ressudara, gratuitamente, pela raça negra. Abominava a pele impregnada de pigmentos de melanina. Considerava-se como se fosse algo de expressiva contaminação para quem se unisse a ela!...    


                         Wilson Cerveira