Amiúde, as cenas deseducativas
reiteram-se, e, no decurso inclemente do tempo inexorável, lobrigam-se as
desestruturações familiares em todas as sociedades que se utilizam da
usufruição metodológica do simulacro ignominioso, bastante em voga nos dias
desta horrenda hodiernidade.
Os especiosos discentes ao se
apropinquarem dos recintos colegiais, premonitorizam as suas chegadas
assobiando em tom de cabal desfaçatez os nomes das drogas que serão traficadas
naquele ínterim, independendo do poder aquisitivo do viciado. Durante o
interregno das aulas, os colegas – de maior disponibilidade pecuniária – serão
extorquidos através do afanamento de suas carteiras porta-cédulas,
porta-níqueis e demais objetos de estudo, sobremodo os que ostentam profusão de
abarganhamento e benesse, respectivamente. E, assim, em todos os lugares do
orbe e da urbe, as drogas imperam com estrugidos e de modo globalizante,
comandando a degradante sociedade consumista dos produtos de dopamento sobejo,
os quais acolitam os usuários nos átimos atinentes à volição infrene de “roubar
e matar”, de modo simultâneo.
Neste hodierno da sarça ígnea – repleto
de hesitações intermitentes – implantou-se a potestade do psicodelismo nas
escolas, em que as clientelas aparatam diversificadas faixas etárias, não
obiciando os exacerbismos dos percentuais decorrentes das contumazes
toxicomanias. De fato, isto ressumbra um arquétipo deletério com relação aos
maléficos ondismos proporcionados pelos narcotizantes e narcotizados, podendo
causar a tão disturbiante síndrome delírio-alucinatória, e que, mesmo assim,
vaticina consequências inopinadas para o atual grupo social dos educandos.
Deveras, o comportamento psicodélico é estrambótico
em concernência ao dimensional da visibilidade, do manifesto, e do
evidenciamento. Pois, a terminologia supracitada tem inerência corroborativa
com referência às drogas que provocam alucinações. De igual modo, essas
substâncias ressumbram falsas percepções e delusórias ideias. Aduzem aos
díspares delírios concernentes aos falaciosos aspectos de objetos, roupas,
decorações – mirabolância extrema—distanciando-se dos padrões estabelecidos
pelos falaciosos moralismos impostos pela simulacritude social vigente.
Recentemente, as novas escolas, por
intermédio de suas equipes de psicopedagogos, ad-rogaram o método do
psicodrama, que é um paradigma de psicoterapias em grupo, utilizando-se da
livre improvisação dramática, e, concomitantemente, induzindo aos artifícios da
catarse e do desenvolvimento da espontaneidade do indivíduo.
Psicodelia (no Brasil) ou psicadelia (em
Portugal) é uma manifestação da mente que produz efeitos profundos sobre a
experiência consciente. O termo Psicodelia origina-se da composição das
palavras gregas (psiké – alma) e (delos – manifestação). A experiência
psicodélica é caracterizada pela percepção de aspectos da mente anteriormente
desconhecidos, inusitados ou pela exuberância criativa livre de obstáculos.
Experiência psicodélica ou estado
psicodélico é um conjunto de experiências estimuladas pela privação sensorial,
bem como por efeito no sistema nervoso de substâncias psicodélicas que do ponto
de vista jurídico podem ser consideradas lícitas como muitos dos psicoterápicos
ou ilícitas. Essas experiências incluem uma produção visionária semelhante a
alucinações, mudanças de percepção, sinestesia, estados alterados de
consciência semelhantes ao sonho, psicose e êxtase religioso.
Consta que o psiquiatra britânico Humphry
Osmond (1917-2004) introduziu o termo psicodélico em uma reunião da Academia de
Ciências de Nova York em 1957, descrevendo, como já houvera dito, o significado
da palavra psicodélico como “o que revela a mente” e o definiu como “claro,
suave e não contaminado por outras associações”. Huxley tinha enviado a Osmond
um verso rimado que continha a sua própria sugestão terminológica (“To make
this trivial world sublime, take half a gram panerothyme”) a que Osmond teria
respondido: “Para sondar o inferno ou elevar-se angélico, tome uma pitada de
psicodélico” (“To fathom hell or soar angelic, just take a pinch of
psychedelic”).
Alunos narcotizados que apresentam
comportamentos normoanormais; e, dependendo dos seus estados de psicodelismos,
aparatam algaravias abstrusas das mais estúrdias. De inopino, surde um discente
trazendo o sustentáculo de madeira do mapa do Brasil, isto é, um pau roliço –
preso entre os dentes – tendo por anteparo ambas as maxilas. Um tipo de condicionamento
atávico, que é a resultante projecional decorrente dos efeitos produzidos
nesses organismos, ainda adolescentes, por diversas substâncias químicas,
etologicamente estropiantes. Enquanto outros alunos encetam a síndrome da
euforia exacerbada, tendo por centro basilar o despertar desesperador da ação
da droga no sangue circulante, indo a percorrer o corpo inteiro, de modo
paulatino, através dos vasos sanguíneos – a partir dos mais espessos até chegar
ao calibre ramificatório dos mais delgados, permitindo o adentramento dos
glóbulos sanguíneos nos interstícios tissulares.
A turma “B”, considerada a mais pesada
quanto aos exercícios do divulgado psicodelismo, usa o LSD (dietilamida do
ácido lisérgico). Sendo assim, dominam os lentes, sem importar com as mais
imprevisíveis reações, podendo trazê-los suspensos através de uma rede de
braços e mãos, ambos entrelaçados, e que lembram os mesmos fanatismos
praticados nos campos de futebol, após resultados de aprazimento final de um
dos preliantes!...
Caso seja uma Profa, aformoseada em sua
luxuriante compleição, será com certeza roçagada no ar pelo postremeiro
educando, no momento em que a trouxer ao chão lentamente – desde a altura de
maior elevação com referência a sua linha de sutura sincipucial. Também, mais
adiante, outros comportamentos escalafobéticos serão revelados inopinadamente. Algumas
dessas criaturas, submetidas aos cruciais efeitos das suas psicotropias, tentam
implantar lápis e canetas entre os dedos dos pés – direito e esquerdo –
tentando mostrar que são habilidosos, conquanto ainda não tenham ambas as mãos
perdidas, ou, então, com mutilações conspícuas em quaisquer dos seus dedos!...
Sob a ação de papelotes de cocaína,
enfiados nas bolsetas das baitas mochilas, metem o lápis entre os artelhos, e
demonstram a arte de escrever diferente, buscando os movimentos acolitadores
dos membros inferiores!... E aqueloutro colega, sob os efeitos deletérios de
uma percuciente narcotização, coloca a caneta na boca, prendendo-a com a ajuda
das maxilas e dos dentes, e se prosterna formando uma ordenada com relação às
linhas da folha de papel e os pés da mesa da professora Judite, que, com muito
traquejo, virou-se um pouco para que pudesse confrontar a possibilidade
simultânea demonstrada pelo aluno Aquiles, no instante em que usava o recurso
de escrever usando o auxílio da boca, ainda com lábios, podendo, ainda assim,
infligir um capcioso olhar de soslaio, aduzindo-o a um ângulo visual
longitudinal, alcançando a tuberosidade da cúspide clitotorideana do aparato
genitálico da sazonalizada educadora.
A turma “C”, a mais peralta de todas,
estava sob os efeitos da heroína – substância química fortíssima – ostentando
elevadíssimos níveis de sindromia palindrômica – delírio-alucinatória. De fato,
esses alunos, toxicômanos e libidinosos, suspendiam suas professoras,
colocando-as sentadas nas palmas de suas mãos, e deixando que seus dedos se
coalescessem formando lídimas cadeirinhas. Assim sendo, eles aproveitavam as
extremidades livres dos dedos, e, levemente, iam inoculando as unhas nos
pertuitos e interregnos de suas sungas, conseguindo entrar em contato com a
hirteza do monte-de-vênus, em seu ponto zênite, e, destarte, potencializando
com maestria a energia hiperlibidinal, que é redundante das deflagrações
detonatórias de altíssimo poder fruitivo!...
Wilson Cerveira