É
sorumbático lobrigar o que está ocorrendo nos dias hodiernos, mormente no
âmbito da educação brasileira! Há decerto, uma regressão progressiva nas
comutações sucessivas perpetradas na epitetada “Lei de Diretrizes e Bases”. Os
estatutos, com seus regimentos e regulamentos heteróclitos, são altamente
infensos aos docentes, e de ampla permissibilidade com relação a atuação do
corpo discente.
Destarte, os docentes, independentemente, das disciplinas ministradas,
foram se deixando combalir, de modo vertiginoso, inumando o senhorio que
aparatavam nas salas de aulas, quando exerciam o capitólico e imprescindível
domínio de “sala de aula”.
Os
alunos, numa inversão aviltante dos valores, passaram a dominar os professores,
mormente os incipientes, e estes, de maneira tripudiante, colocaram-se no lugar
de ouvintes, desses que não mais escutam as normativas inimplausíveis de uma
educação sucumbida, inexistente na vastidão cada vez mais ampliada da incognosia
generalizada.
Todas
as regras foram sendo estioladas em todos os sentidos e direções. A
desobediência quanto ao cumprimento dos horários foi, pouco a pouco, sendo
debilitada, adentrando em um estado de mórbido cumprimento...
O(a)
aluno(a) adentra em sua respectiva turma – a qualquer momento – sem que
solicite a devida vênia. Deveras, os que entram e saem, sem assentimento,
dispersam ainda mais a diminuta atenção remanescente. Do meio para o fim – de
cada horário – medra uma cabal desatenção.
Há
lidimas facções implantadas nos interiores dos educandários. Elas são
responsáveis, diretamente, pelo clima de anarquia, há muito gerado no interior
das salas de aula. Uns tratam da narcotização; outros, mais ousados, cuidam do
assédio sexual; alguns buscam as mais esdrúxulas tatuagens existentes,
automutilações etc. Há, também, aqueles que perpetram cominações frequentes, e,
estão sempre à cata de instrumentos bélicos – capazes de realizar severas
depredações – atingindo, de maneira concomitante, pessoas, objetos e o próprio
meio ambiente – atingindo a flora e a fauna, ambas já ameaçadas de
conflagrações consecutivas ao longo do tempo decorrido.
Destarte, Periseu, apanhou a corrente e se trancafiou, numa escola
idiossincrásica!... Os recintos escolares tornaram-se concentrações
arquitetadas para campo de batalhas. São bem poucos os que se inspiram na
Divina Providência! A maldade invade os pontos nevrálgicos, com extrema
facilidade, permitindo as ações de deletérias percucientes!
Não possamos
olvidar os maníacos da bola. Preferem afastar as carteiras, e, no lugar delas,
implantar as traves nas paredes do fundo da classe, onde o comprimento é um
pouco maior. O ribombar da pelota na parede da sala de aula, em prostremeira
insistência, define o grau da desorganização vivida pelo sistema escolar nestes
cruentos dias hodiernos. As reformas são aniquiladoras em todas as metas
estabelecidas, tentando arguir os mais diferentes conteúdos – rotulados no
intrínseco abscôndito dos díspares continentes!
De
súbito, lobriga-se ao derredor do recinto colegial – como encetamento de uma
deflagração – uma turma de elementos estroinados, malgrado pudessem ser
caracterizados parcialmente pelo fundamento que ostentado portanto pelas respectivas
siglas do mencionado educandário “Santo Antônio”.
Quem
os observasse a uma certa distância, guardaria consigo a impressão de que eles
estariam exercendo a função de guardas e vigilantes, com o propósito de
preservar, de maneira escarnecedora, a estrutura íntegra de uma escola de
outrora, que perdera as suas reais características...
Pelo
contrário, o que observávamos naquele ínterim, quase recôndito, era
simplesmente uma visão especiosa, repleta de meandros em todos os sentidos e
direções plausíveis, sem que houvesse probabilidade quanto ao ressurgimento do
vetor resultante!...
Paus,
pedaços de caixas, cacetes de todos os tamanhos, foices, machados, enxadas etc;
naquele comenos, serviriam para implementar a imagem do Centro Educacional – em
atividade nestes dias de complexa e abstrusa realidade esquipática. Destarte,
dispúnhamos de operários competentes, pois manipulariam com eficiência aqueles
dardos disponíveis...
O
continente do colégio de segundo grau estava com as suas estruturas externas
totalmente depredadas. O exício progride em dias hodiernos, estigmatizando todo
um grupo que sente a necessidade de auxiliar, na base da anarquia, todo o
sistema degradativo existente nesta falhíssima e cincada educação brasileira.
Não
se observam preservações do conteúdo nem do continente dos prédios que se
destinam aos estudos basilares das primícias erudicionais. Todas as
precariedades – do possível ao impossível – estão presentes nos recintos
escolares dos dias hodiernos. Nada satisfaz – do possível ao impossível – as carências
básicas. Do concreto ao abstrato, e, vice-versa, tudo ia se metamorfoseando em
fantasmagorias heteróclitas. As pessoas, com fardas e livros, pareciam
espectros estudantis. Deveras, esses elementos não passariam nos inquéritos das
delegacias, pois a maioria ostentava registro pericial de algum tipo de delito
perpetrado.
Wilson Cerveira