quinta-feira, 24 de novembro de 2016

DEGRADAÇÃO EDUCACIONAL

      É sorumbático lobrigar o que está ocorrendo nos dias hodiernos, mormente no âmbito da educação brasileira! Há decerto, uma regressão progressiva nas comutações sucessivas perpetradas na epitetada “Lei de Diretrizes e Bases”. Os estatutos, com seus regimentos e regulamentos heteróclitos, são altamente infensos aos docentes, e de ampla permissibilidade com relação a atuação do corpo discente.
      Destarte, os docentes, independentemente, das disciplinas ministradas, foram se deixando combalir, de modo vertiginoso, inumando o senhorio que aparatavam nas salas de aulas, quando exerciam o capitólico e imprescindível domínio de “sala de aula”.
     Os alunos, numa inversão aviltante dos valores, passaram a dominar os professores, mormente os incipientes, e estes, de maneira tripudiante, colocaram-se no lugar de ouvintes, desses que não mais escutam as normativas inimplausíveis de uma educação sucumbida, inexistente na vastidão cada vez mais ampliada da incognosia generalizada.
     Todas as regras foram sendo estioladas em todos os sentidos e direções. A desobediência quanto ao cumprimento dos horários foi, pouco a pouco, sendo debilitada, adentrando em um estado de mórbido cumprimento...
     O(a) aluno(a) adentra em sua respectiva turma – a qualquer momento – sem que solicite a devida vênia. Deveras, os que entram e saem, sem assentimento, dispersam ainda mais a diminuta atenção remanescente. Do meio para o fim – de cada horário – medra uma cabal desatenção.
     Há lidimas facções implantadas nos interiores dos educandários. Elas são responsáveis, diretamente, pelo clima de anarquia, há muito gerado no interior das salas de aula. Uns tratam da narcotização; outros, mais ousados, cuidam do assédio sexual; alguns buscam as mais esdrúxulas tatuagens existentes, automutilações etc. Há, também, aqueles que perpetram cominações frequentes, e, estão sempre à cata de instrumentos bélicos – capazes de realizar severas depredações – atingindo, de maneira concomitante, pessoas, objetos e o próprio meio ambiente – atingindo a flora e a fauna, ambas já ameaçadas de conflagrações consecutivas ao longo do tempo decorrido.
     Destarte, Periseu, apanhou a corrente e se trancafiou, numa escola idiossincrásica!... Os recintos escolares tornaram-se concentrações arquitetadas para campo de batalhas. São bem poucos os que se inspiram na Divina Providência! A maldade invade os pontos nevrálgicos, com extrema facilidade, permitindo as ações de deletérias percucientes!
     Não possamos olvidar os maníacos da bola. Preferem afastar as carteiras, e, no lugar delas, implantar as traves nas paredes do fundo da classe, onde o comprimento é um pouco maior. O ribombar da pelota na parede da sala de aula, em prostremeira insistência, define o grau da desorganização vivida pelo sistema escolar nestes cruentos dias hodiernos. As reformas são aniquiladoras em todas as metas estabelecidas, tentando arguir os mais diferentes conteúdos – rotulados no intrínseco abscôndito dos díspares continentes!
     De súbito, lobriga-se ao derredor do recinto colegial – como encetamento de uma deflagração – uma turma de elementos estroinados, malgrado pudessem ser caracterizados parcialmente pelo fundamento que ostentado portanto pelas respectivas siglas do mencionado educandário “Santo Antônio”.
     Quem os observasse a uma certa distância, guardaria consigo a impressão de que eles estariam exercendo a função de guardas e vigilantes, com o propósito de preservar, de maneira escarnecedora, a estrutura íntegra de uma escola de outrora, que perdera as suas reais características...
     Pelo contrário, o que observávamos naquele ínterim, quase recôndito, era simplesmente uma visão especiosa, repleta de meandros em todos os sentidos e direções plausíveis, sem que houvesse probabilidade quanto ao ressurgimento do vetor resultante!...
     Paus, pedaços de caixas, cacetes de todos os tamanhos, foices, machados, enxadas etc; naquele comenos, serviriam para implementar a imagem do Centro Educacional – em atividade nestes dias de complexa e abstrusa realidade esquipática. Destarte, dispúnhamos de operários competentes, pois manipulariam com eficiência aqueles dardos disponíveis...
     O continente do colégio de segundo grau estava com as suas estruturas externas totalmente depredadas. O exício progride em dias hodiernos, estigmatizando todo um grupo que sente a necessidade de auxiliar, na base da anarquia, todo o sistema degradativo existente nesta falhíssima e cincada educação brasileira.
     Não se observam preservações do conteúdo nem do continente dos prédios que se destinam aos estudos basilares das primícias erudicionais. Todas as precariedades – do possível ao impossível – estão presentes nos recintos escolares dos dias hodiernos. Nada satisfaz – do possível ao impossível – as carências básicas. Do concreto ao abstrato, e, vice-versa, tudo ia se metamorfoseando em fantasmagorias heteróclitas. As pessoas, com fardas e livros, pareciam espectros estudantis. Deveras, esses elementos não passariam nos inquéritos das delegacias, pois a maioria ostentava registro pericial de algum tipo de delito perpetrado.



                                              Wilson Cerveira

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

MESTRES E DOUTORES SEM LIVROS

     Hodiernamente, há vários subterfúgios tentando justificar a omissão do ato de conduzir livros. Ei-los: mãos vazias facilitam a defesa de quem se vê acuado por bandidos que surdem, abruptamente, de maneira arrostada. Também, existem escusas relacionadas aos possíveis desvios da coluna vertebral. Geralmente, surgem, com frequência, naqueles que não sabem equacionar o peso, e resolvem aduzir a carga para um dos antebraços!
     O correto seria o seguinte: pesá-los antes de conduzi-los, com o intento de dividir igualmente o peso correspondente ao conjunto de pequenos, médios e grandes compêndios. E, é, por isso, sem hesitação, que o velho Aquiles, o mestre dos mestres, ostentava uma balança própria para aferir esses volumes atinentes a diferentes disciplinas.
     Deveras, Aquiles atravessava as ruas e avenidas, portando de cinco a oito livros nas laterais dos antebraços, com os cotovelos apoiados na região superior dos hipocôndrios: direito e esquerdo, respectivamente. Desse modo, sem perplexidade, ocupava ambas as mãos, e mantinha em posição correta os discos vertebrais.
     Neste modernismo heteróclito, os aparelhos tecnológicos ocupam os espaços reservados aos livros, absorvendo, milimetricamente, a contar das entrelinhas: cognosias esparsas e informações diversificadas sobre determinados assuntos. Tanto assim, sem dubiedade, o dispositivo móvel, a bem da verdade, deveria ser programado para agir como receptor das sindicâncias basilares, assim como, de modo contundente, as perquirições atinentes. Destarte, expungir-se-iam as perscrutações perfunctórias!
     A princípio, o livro pesa no bolso daqueles que não ostentam afinidade em adquiri-lo com o objetivo exclusivo de ler atenciosamente “página por página”, para que possam emitir uma opinião abalizada do que fora assimilado no longo decurso do tempo de estabelecida hermenêutica. Muitos somente leem, mas não se expendem quanto ao ato de interpretar os parágrafos componentes do texto em apreço.
     As máquinas, com seus modernicismos metamorfoseantes, adulteram de diversos modos o que estava sendo aspirado pelos mais estudiosos discentes. Não conseguem conciliar a leitura com a escrita, lacerando a libração necessária para uma proficiente aprendizagem deletéria com relação aos malévolos sujeitos, quase todos sacripantas, e despreparados para exercer as suas atividades docentes e discentes.
     Há uma vacuidade com relação a existência mostruária dos livros. As bolsas estão esvaziadas, ao passo que, sem maiores aparatos, os aparelhos eletrônicos se multiplicam em notebooks e netbooks, e tantas outras parafernálias, as quais tem por finalidade comutar a presença do livro. Esses instrumentos reúnem informações generalizadas, mas, em tempo algum, nunca substituirão os próprios canhenhos – muito mais simples – sem digressões correspondentes aos opúsculos.
     A própria biblioteca está munida de aparelhos de DVD e seus respectivos discos. Vislumbram-se alguns livros didáticos já utilizados em anos pretéritos. O manuseio é exíguo, sendo feito através da ação deletéria das traças!...
     De quem são espectros enfileirados nas estantes, ainda em caixas lacradas, com o vetusto lacre vermelho, a exibir coletâneas recém-chegadas do estrangeiro, trazendo a tiracolo inusitados exemplares científicos?!...
     Essas especiosidades eram engendradas pelo Nicoleide, sujeito que coligiu a aglutinação nominal dos seus pais: a mãe, cognomina-se Leide; enquanto o pai, bastante arguto, desde a infância, denominava-se de Nicolau.
     Dr. Nicoleide, na estremadura de sua solércia, enchia as caixas de livros usados; ao passo que, no continente externo do papelão, aparatava dia, mês e ano, recentemente, escritos com letras rúbidas e góticas, para que a conspicuidade comprovasse uma veracidade falaciosa!...
     Grampeadas, por ordem cronológica, estavam as notas fiscais ob-reptícias, as quais expendiam os testemunhos de quem vislumbrou o ato aquisitivo, pelo simples fato de ser um bibliófilo, ostentando dezenas e dezenas de livros, quase todos os dias da semana, com raríssimas exceções. Preferia alimentar o espírito ao corpo, numa coalescência harmônica e testemunhal!...
      Os livros, compêndios que exigem força para que sejam deslocados de um local para outro, necessitam, estritamente, de inauditas perquirições cabais, quase sempre editoriais, no exato átimo das reproduções desses manuais, que nos vem dilucidando as mais apuradas e acendradas elucubrações percucientes!...




                                                  Wilson Cerveira


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

MESTRES E DOUTORES SEM CULTURA GERAL - PARTE II

   Em que pese a desarticulação do basilar, abrangendo uma série de conhecimentos gerais, surdiu o estiolamento do que a antiga Professora Normalista do vetusto “Curso Primário” preconizava com veemência. Educava os seus alunos, de tal maneira, para que eles não se prendessem a uma determinada matéria. Quando se pode deixar uma herança bem melhor de que qualquer outra já divulgada em termos midiais.
    Como se vai adquirir conhecimentos gerais variegados, após o distanciamento da base respaldativa. Tudo se aprende, com mais pujança, nas primícias da vida. E, a educação, quando auferida, ostenta – por pináculo inexpugnável – as mais sólidas erudições que nos eram repassadas nos pródromos da formação escolar.
     Na Escola Tradicional, cujo sistema de ensino, – de  proficiência comprovada, – ressumava os alicerces de uma aprendizagem perdurante; porquanto a exação, diuturna e assistencial, exigia do discente o cumprimento integral das obrigações colegiais, independente de quaisquer afinidades individuais conforme o despertar da tendência intelectiva.
     Todas as disciplinas eram cobradas em tempo integral, não oportunizando primazias para assumir outras digressões. De fato, a cultura geral provinha do ponto de encetamento. O despertar da necessidade variegada do saber, deveras, incitava o alunado com relação a grandiosa precisão de prestação das lições – de segunda a sexta-feira – sem interregnos de latência procrastinatória.
     Não adianta, decerto, a inoculação percuciente de conhecimentos abrangentes, a partir dos comenos que se priorizaram com referência ao restricional – do particular cognitivo, cognominando-o de especialização em determinado ramo da poligrafia.
     Para que, em determinado espaço temporal, isso pudesse acontecer deveras, seria preciso adquirir o basilar das demais disciplinas. Realmente, a aluno da área da saúde, necessitaria de implementos que facilitassem o seu entendimento matemático, mormente em presença de uma equação diferencial – em ritmo de uma integralização solidificante – que se direcionasse mais aos técnicos a quaisquer outros funcionários.
     Por que digressionar em busca de inusitadas cognosias – um tanto afastadas do colimador exponencial?!...  E, então,esta geração, cujo conhecimento é vulnerável – desde  as primazias, jamais poderia aparatar melhores caracteres, porquanto a base fora obliterada desde tempos priscos!....
      Quem fomentava o basilar era a Professora Normalista, uma lidima heroína! De tudo sabia um pouco; tanto assim, que, arrostadamente, sem hesitação ia passando e repassando para as gerações futuras a fortaleza de sua aprendizagem, alicerçada com tenacidade, sobrevinda, gradualmente, quando infligida pelos educandários sufragados, mormente com a presença imprescindível da mestra de todos os tempos, a qual fazia e reiterava em suas idiossincrasias, as mesmas funções ressumbradas  por todo um corpo docente, capaz de responder a todas as perguntas que lhe fossem formuladas, independentemente da especificidade da matéria ministrada.
      Todos os que aprenderam com essas magnânimas mestras, decerto, aduzirão essas cognosias até o postremeiro átimo existencial. Deveras, essas preceptoras do saber simbolizavam lídimos arquétipos, e transcreviam as suas heranças paradigmáticas para as gerações subsequentes. Ensinavam todas as disciplinas, tais como: Português (Linguagem), Matemática (Aritmética), Conhecimentos Gerais (História e Geografia) e Ciências Naturais, instruindo, com basicidade sólida, todos os seus epígonos, independendo de quaisquer outros recursos ou referenciais familiares.
     Em determinadas circunstâncias, coligiam num único salão as cinco turmas do vetusto Primário – sendo quatro nas laterais e uma no centro, que era, justamente, o quinto ano. Indo a cada grupo ministrar a sequência dos conhecimentos e, também, com especificidade, os diferentes capítulos das matérias ministradas.
      Após algum interregno, vinha tomando as lições e recolhendo os exercícios propostos. Os que ostentavam mais atenção, decerto, ressumavam as maiores notas, justificando a ausência de um imane transtorno mental, evidenciado em dias hodiernos, que é a aprosexia (mórbida falta de atenção).
      Também, na ausência patológica da abulia, ressudavam uma volição ascensorial, ensanchando todos aqueles que disputavam díspares interesses com relação ao grau assimilatório de inusitadas erudições.
       Outrora, dispunha-se do livro da Prof. Margarida Thompson, com a sua linguagem dilucidatória em todos os âmbitos prodrômicos da polimatia humana. Ajudava-nos, além da mestra de saber versátil; também, preceptora de primeiríssima grandeza, a dissipar-nos as perplexidades acumuladas no decurso inclemente do tempo inexorável!
      Quanto ao livro de aritmética, jamais poderíamos obliterar o Carlos Galante, Cecil Thieré, e, por último, o Benedito Castrucci. Todos eram eficientes, tanto assim, sem dubiedade, um complementava e basificava o que o outro dizia, sem que necessitasse de um cerceamento atinente ao grau de evolução do conhecimento humano, abrangendo as diferentes disciplinas ministradas.
      Esses parcos livros, pertencentes ao encetamento escolar, emprestavam-nos toda a basicidade necessária, para que jamais esquecêssemos as histórias que nos trariam reminiscências imprescindíveis com relação ao evolucionismo poligráfico.
      A “Cultura Geral” tem que ser cultivada desde as primícias erudicionais. Sem base prodrômica, não adiantaria tentar transpor óbices recrudescentes do saber, uma vez que, indubitavelmente, os concorrentes preparados auferirão as vagas disponíveis para os cargos, anteriormente, disponibilizados pelos editais dos díspares concursos públicos.



                                                            Wilson Cerveira