terça-feira, 28 de janeiro de 2014

EDUCADORES DESABRIDOS

  Inquestionavelmente, a maioria dos educadores hodiernos ministram teorias – “como se fossem novas” – conquanto sejam apenas especiosos ensinamentos que são veiculados nestas escolas em voga, cujas salas respiram penduricalhos de uma tecnologia perfunctória.
     De modo geral, esses educadores mefistofélicos ostentam erudições de pós-doutoramentos falaciosos, jamais realizados em países mais desenvolvidos do continente europeu.
     Ptolomeu, Natércia e Gertrudes – conspícuos representantes do corpo docente da “Escola Futurista” – aparatam comportamentos estúrdios, não chegando a estabelecer o gráfico demonstrativo do percentual dessa esfíngica clientela – que viria de alguma forma compô-la em outra época!
     Os docentes, de maneira generalizante, são lídimos rebuços resultantes de uma caótica educação – de caráter involutivo – estando presentes, de fato, nesta neófita escala das inferências assimiladas. E, desse modo, avocam tecnologias hiperbólicas e painéis cabalísticos, pertinentes aos pósteros, e jamais aplicadas no ramerrão existencial.
     Durante as suas preleções, os docentes especialistas demonstram uma estereotipia verossímil. E, em detrimento, o nefasto evento educacional, comumente, transpira as alianças do falseteio palmar.
     Esses ministradores do saber, indubitavelmente, exigem livros didáticos e paradidáticos, embora sejam incapazes de adquiri-los prototipamente, não dando ensanchas aos arquétipos basilares de tudo o que apregoam, à guisa, nas salas exornadas pelos excêntricos aparelhos tecnológicos!
     Rebuscam condições homéricas e fraternas, sempre atinentes ao hodiernismo, uma vez que estejam a carecer de uma lídima impressão do que se cognomina de novíssimo e excrescente “Sistema Educacional”, e que não apresenta a plausibilidade de que tanto esperávamos no vasto âmbito do modernismo liceísta – bastante polemizado!...
     Esses sujeitos esquipáticos, denominados, escarnecidamente, de “edudeseducadores”, de imane insolência, em que pese serem excruciados pelas palindrômicas sindromizações da aprosexia e da abulia, prosseguem no ato de perseverar e persuadir suas idiossincrasias cognitivas.
     Os educadores desabridos predicam lidimidades, malgrado estejam implicados em ardis de percuciente hipocrisia! Deveras, a exação da prontidão é, falaciosamente, requerida em sala de aula, nos díspares interregnos dos mais variados assuntos, não justificando jamais as impontualidades e combalimentos decretados, os quais são deslindados por esta geração de ciborgues a caráter!...
     O educador desta excrescente atualidade – onde existe certa implexibilidade – é propendente ao vezo deseducacional, abrangendo o traje, o vício, o sexo, a invídia, a tacanhez, a glutonaria, a bibliofobia recrudescente...
     Sobremaneira, no aparatar lamurioso de suas ações de rebuço, os educadores do Curso de Artes Visuais desideratam inocular nas escolas os modismos ondistas dos trajes em voga.
     Os ínclitos mestres da toxicologia incrementam projetos que visam desvendar os efeitos deletérios das novas drogas, e, concomitantemente, compulsam novas fórmulas capazes de sopitar os prodrômicos recrudescentes das síndromes recidivantes, oriundas da descomunal dependência que as drogas proporcionam aos seus usuários normativos e, também, para aqueles infratores... E, à socapa, após suas magistrais aulas diruptivas, os preceptores da toxicologia, de modo estupefato, ainda excogitam para os seus comandados, os riscos iminentes desses produtos químicos avassaladores! E, após defecção, fazem uso desses produtos indiscriminadamente, como se não lhes advertisse a deleteriedade peremptória. 

     Os tais especialistas, versados em matérias variegadas de sexologia, demonstram as teorias de JUNG E FREUD, assim como a respeitabilidade reacionária do organismo, podendo ser positiva ou negativa, dependendo das inúmeras tergiversações ocorridas no decurso dos mecanismos cibernéticos intervenientes!... Os suspeitos elementos não sentem a volúpia despertada pela leitura, mesmo que esteja atrelada para as vantagens das peripécias freudianas no que concerne ao ato de revigorar a função sexual, visto que é basilar em todos os aspectos sinérgicos revitalizantes!...

                                             Wilson Cerveira

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

AS DESLEMBRANÇAS EXISTENTES NAS LEMBRANÇAS

   No hodierno, prefere-se – egolatramente -- lembrar as necessidades de si mesmo a esquecer da existência consumada do semelhante, que é a imagem e semelhança de Deus.
   Os capadócios abduzem-se diante das imperâncias dos seus compromissos, e tentam meios sub-reptícios para não saldar as suas cronificadas dividas, distando de um pretérito esgueirado com relação a um valor pecuniário atualizado.
    Caso as condições de pagamento sejam favoráveis, não se admite a refutação do compromisso assumido. Outrossim, o ato de exarar a confutação perante o imprescindível, em casos de transtornos psiquiátricos não-conspícuos, ressumbra as mais estúrdias situações em cizânia.
   Requerer, com altivez a dissolução do juramento feito em presença de testemunhas reunidas no interior de um cartório de gabarito, tendo por cerne de corroboraração a efígie do escrivão – o mesmo que soluciona casos de desmantelia ao longo do tempo.
   O demandar do estrênuo quanto ao ato de ab-rogar, de fato, o que ainda vigorava a toda prova de sentença inconfutável, reúne, em si mesmo, uma varredura cabal, com o intuito nequicial de expunção.  
   O sujeito estrambótico, mesmo aparatando certa sinestesia, chega a adentrar ao nível do cerne da inanidade, ostentando, com exclusividade, a sua própria matéria, tendo-a como sendo um referencial basilar e inimputável.
   Se há normalidade, ou não, em não lembrar o que se pretendia realizar, -- quanto menos --, parte-se do principio que rege o banimento do objeto a que ele – o sujeito retrógrado – se submetera no somatorial decorrido do tempo prístino.
   Hoje se buscam fórmulas esfíngicas e  nequiciais de esquecer o que está sendo arquitetado, em que pese a significação deflagrada através dos dispares e controversos setores midiais existentes.
   Quando a dívida está relacionada aos órgãos governamentais – que são os maiores extorquidores do erário público, a cobrança toma conotação de seriedade, e o sujeito devedor – do tipo estereotipado – passa a ser malvisto, já que a lei fora feita com o objetivo de anteparar de todas as formas as peripécias sórdidas dos três podres poderes – detentores inexpugnáveis das ações sórdidas – perpetradas por todos estes réprobos dirigentes, e que se dizem elementos de atuância conspurcatória desta sórdida realidade ululante!...
     Descerrando o reposteiro do tempo, prolato o seguinte: Não costumo viver de ausências! Sou sempre lembranças, entronizadas no cerne reminiscencial da memória rediviva.
     As pessoas, em sua maioria, dissimulam uma superocupação – de natureza esclerosante – que, mesmo se interrogando sobre o transtorno ocorrido, elas não chegam a dispor de tempo suficiente para justificar suas ausências quanto ao ato de serem convidadas por escrito, num testemunho de deseducação comprovada! Tudo isto são sequelas degenerativas do nosso cizânico tempo de iniquidades ininteligíveis.
     A situação é tão exicial nestes dias de crúcia, que podemos até nos deparar com um tipo heteróclito de lembrança sem texto, tentando absconditar alguma fruição inefável, ainda não experimentada por muitos!... Chega-se a elucubrar o probabilismo de alguma existência – de natureza metamórfica cabalística!

     Então, nestes dias de probatória angústia, o lídimo sentimento que promana da espontaneidade, e passa a pertencer ao lume da perfunctoriedade, em que as pessoas são, constantemente, alertadas da seguinte maneira: neste mundo de crueldades, sempre tive você como pessoa amiga. De súbito, para minha surpresa, você vem demonstrando reações que não coadunam com o sentimento de amizade. Na qualidade de cristão amigo, estou ao seu inteiro dispor e pronto para ajudá-lo.

                                     Wilson Cerveira

COMPORTAMENTOS PATOLÓGICOS

      Aristeu era um estudioso quanto ao modo de observar, meticulosamente, as pessoas que se dirigiam a ele, ou, então, dele se afastavam, sem que existissem justificativas plausíveis para a perpetração de tal fato.
   Nada mais, nada menos, tudo girava em torno da deseducação reinante, que é proporcionada pelo desencadear de fatores inerentes, tais como: insensibilidade, desconsideração, egolatria, além de comprovar o total desconhecimento das regras atinentes aos regulamentos da polidez e da etiqueta.
   Pelas manhãs, -- de brisas frescas --, assomava a certa distância da fonte colimadora – o homem de chapéu de palha, do tipo excêntrico, aparatando terno completo – com paletó e gravata. Entretanto, quem o observasse no período noturno, sofreria uma total decepção. No decorrer das horas de crúcia, ia abandonando todas as capas que lhe cobriam o esqueleto emaciado, e, pouco a pouco, ressurgia a sua própria penumbra, no espaço de chão proporcionado e remanescido pela réstia de luz bruxuleante!... E, quanto ao seu físico em caquexia, lhe restava uma imane ceroula – indo do umbigo ao tornozelo, como se fosse uma calça adstringente à cata de outra, contendo um diâmetro ensanchoso!
   Na ausência de pundonor, Marielse, sob o estado agudo de crise delírio-alucinatório, buscava meios obscenos de defecar, e, depois, entrar em contato manual com as suas próprias fezes. Quem a visse, naquele interim vexatório, jamais poderia elucubrar, no zênite do onirismo, que estaria – arrostadamente – em presença de caracteres comportamentais convincentes ou inconvincentes. A senhorinha, em apreço, era uma exímia pianista; pois, dedilhava nas teclas do vetusto piano de cauda, os clássicos e as suas partituras de máxima complexidade.
   Na progressividade vertiginosa do hodierno degenerescente, as pessoas demudam-se abruptamente, de maneira ininteligível, passando a ser, parcial ou cabalmente, outros tipos esquipáticos e mutantes, advindos de heteróclitos metamorfismos cabalísticos.
   O sujeito referência, segundo Nicomedes, é indicador sub-reptício de um tipo estúrdio de anormalidade, malgrado não haja como provar a corroboração de sua presença – em plena ausência de chamadas consecutivas!...
   No encetar do redarguimento do sujeito perquirido, não há como ratificar as atitudes insanas do seu hesitatório ego, sobremaneira no átimo em que a evagação exara: “elucubrei que tenhas sofrido; oh! Dulcinéia –, alguma metamorfose esfíngica!...”.
   Jacoebe, cientista naturalista, emite a sua opinião a respeito dos distúrbios comportamentais, tendo por fulcro basilar a seguinte comparação: “as ecdises do crustáceo não o obiciam quanto ao fato de permanecer com o mesmo fenótipo verossimilhante à sua taxinomia”.
    Em determinadas circunstancias, conforme elemento refocilante, pergunta-se: “foste vitimado por algum arquétipo esquálido de madidez remanescente?!...” E, perante a percuciente desatenção globalizante, o sujeito se torna inerme, e é necessário dilucidar, sem hesitação, que a lembrança, quando lidima, tem caráter de eternidade.
   Hoje, vislumbra-se uma deseducação premeditada – de natureza perversa, com o proposito de ultrajar o donaire do diletante, sobretudo o que concerne ao produto ilatório da sua fruição materializada.

     O indivíduo, no projetar do seu abscôndito comportamento patológico, injuria o outro, -- como se este indivíduo lhe fosse o simbolismo do mais execrável infamante. Destarte, não haveria motivos plausíveis e capazes de sopitar a descomunal morbidez neurológica, já que, sem perplexidades tardias, a persona venha a padecer de fome patológica!...

                              Wilson Cerveira