domingo, 8 de junho de 2014

ENTRADA ANTECIPADA DA CRIANÇA NA ESCOLA

     Em dias hodiernos, diferentemente dos meus tempos de puerilidade, a criança adentra ao recinto escolar -- sem protraimentos – com apenas dois anos de idade. Destarte, o sistema educacional hodiernista propicia-lhe uma prematura socialização consolidada – segundo o parecer dos especialistas atrelados ao comportamento cognitivo assimilatório. Assim sendo, a formação de grupamentos integralizados, de suma importância, dá-se de maneira prolongada e mais eficiente – sobremodo no que se relaciona à participação compartilhada, em se tratando dos mais implexos trabalhos atinentes à área científica da cognoscibilidade magistral da terapêutica.
     A manipulação dos objetos de uso pessoal proporciona um rendimento proveitoso, em bem da verdade, para todos aqueles que usufruem o onirismo refocilativo, oriundo das energias lassas detrimentais, e que se encontram, praticamente, no estado característico de latência degenerescente e irreversível. E, depois, de muito tempo, podem regenerescer, depois de estado deplorável, -- de um tipo de metamorfismo deformante e irrecuperável -- em todos os sentidos e direções multivetoriais!...
     Após, longo período procrastinatório, o meio físico-químico determinará o orgânico, sobremaneira a região intimamente contactada, num perquirir impertérrito de todas as minudências absconditadas. E, nesse caso, o inquirimento deve ser realizado pelo cognominado trinômio de especialistas: “Educador, Psicólogo, Psicopedagogo”, estabelecendo os padrões preceptoriais de uma aprendizagem atrelada aos aparatos tecnológicos comutáveis, simbolizando a vertiginosa descartabilidades inanitiva dos dias hodiernos!
     Crê-se, também, na condição basilar e deliberativa de inusitados recursos didáticos, sendo todos esses meios – em sua generalidade – imprescindíveis para o porvindourismo dos discentes, sobremodo os de menor idade, e que compõem a escola modernicista – de natureza esquipática -- em suas diferentes reações de ilidimento.
     De fato, nesses estabelecimentos instrucionais, os manuseios pueris correlacionados aos artefatos se aprimoram intensamente, coligindo todas as maneiras práticas e factícias ressumbradas no decurso do alumbramento da “Divina Providência”, e requerendo, forma concomitante, neófitos provimentos para o obscuro colapsal, determinando o devir aprenditício dos discentes – das mais insólitas escolas do modernicismo acintoso em quase todos os pormenores especiosos e vigentes, que pertençam à falaciosa erudição ostentatória presente nestes acrimoniosos tempos de fruição insaciatória e inconteste!... 
     Há nesses módulos de aprendizagem, privilégios, se bem que não estejam bem aplicados – em suas diferentes destinações -- no que concerne ao número proliferante de apetrechos solicitados pelas creches e maternais – estabelecimentos responsáveis pelo grau de formação protótipa, que é a haste maestrina – basilar e indispensável – no encetar das atividades da vida colegial.
     Será que havendo a devida preocupação no que se refere ao posicionamento correto da criança? Deveras, o tempo de antecedência usufruído pela criança na escola, em sua assimilação cabal, justificaria a inoculação de uma novíssima e utilitária disciplina intitulada pela sigla de EPG (Educação Postural Global), que é a predecessora de outra,-- cognominada de RPG --, embora tardia, sofrendo o adendo de um tempo de maior protraimento, mas, de modo comutativo, remanescendo uma terapia menos eficaz, sobretudo no que se refere ao referencial denominado de provectude.
     Decerto, devamos primaziar este tipo de educação postural global, uma vez que as malformações podem ainda ser reparadas neste período primicial do desenvolvimento orgânico, com exclusividade de atenção direcionada ao eixo vertebral.
     Ao descortinar o espaço reservado ao seu material, geralmente em grande número – tanto em quantidade quanto em qualidade, a criança saltita imediatamente quando se vê envolvida por uma alacridade espontânea. E, durante esse ínterim inopinado, os caracteres deveriam ser observados por especialistas, estritamente, atrelados ao sistema educacional, sobremaneira os que vaticinam e ressumbram as primícias do pueril ego comportamental.
    Ademais, a criança está sendo educada corretamente?!... Mesmo que ela esteja nas apropinquações que aduzem ao alcance da pasta dentifrícia, da escova de dente, do fio dental e de outros apetrechos sumamente necessários à higiene bucal; e, somente assim, a neófita criatura estará no aprestamento do ato de fazer, acepilhadamente, o correto, prevenindo a presença de inúmeras cáries dentárias!?...
    Antes de iniciar a prática, remanesce a carência de ensinar-lhe o modo de pegar a pasta – da estreiteza do fundo até chegar ao limite apical da espessura mais dilutada. Em seguida, como será executada a dança das cerdas entre os espaços dentários, abrangendo alternadamente a horizontoverticalidade, expurgando os resquícios de alimentos que ficaram aprisionados nos interstícios de menor diâmetro. Aí, surge a necessidade do fio dental – subindo e descendo – até encostar-se às extremidades das gengivas, buscando as arcadas superior e inferior dos maxilares.

    É necessário, também, fazê-la escutar com atenção o som que promana de certa distância, buscando o seu ritmo, harmonia e melodia. Urge sentir a necessidade do silêncio meditativo, sobremaneira no decorrer de uma sinfonia, adequando a tessitura, reservando-a para o átimo solene, colimando em direitura ao audir da lídima orquestração de uma música clássica. E, sendo assim, tantos outros métodos e técnicas educativas deverão ser aplicadas na valorização dessa entrada antecipada da criança no ambiente escolar.

                                                                   Wilson Cerveira

Um comentário:

  1. Anônimo13/6/14

    Um paradoxo dos nosso tempo: as crianças entram cada vez mais cedo na escola e nunca a nova geração nunca foi tão mal educada.
    A que se deve essa anomalia? Em parte pq pais e responsáveis deixam somente a cargo da escola a educação formal e informal das crianças. Hoje, pais se excluem da responsabilidade de educar sua prole.
    Sou a favor da entrada precoce das crianças em ambiente escolar, desde de que acompanhadas dos cuidados familiares.
    Carlos H. G. Medeios

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