A cenestesia
recrudesce em dias hodiernos. Sim, vive-se de vagas lembranças – laivos
prescindíveis – em se tratando da fluição de atitudes, fatos e datas!
Em
virtude da proliferação exacerbada de informações, as reminiscências somente
eclodem quando acirradas ao longo de suas projeções contidas nas colinearidades
dos pensamentos! ...
Quantas
sendas, quantas! – genericamente, obiciam as trilhas que aduzem ao ato de
deslembrar. Parece ser neologismo recente, caso não tenha outro que o comute,
de maneira integral, sem a presença do enigmático conjunto vazio!
A
juventude estúrdia, em sua maioria, não deixaria jamais de fazer o contrário de
todos os avessos, ressumando um orbe esfíngico, onde o próprio cabalístico –
seu irmão gêmeo univitelino – medra em proporções descomunais.
Não há
imbróglio que justifique uma imane análise combinatória – sendo entre todas a
mais complexa – porquanto existam veredas em circunstâncias de desleitura, ou,
então, em desestudos! De fato, desaprendeu-se o quase nada que remanesceu em
estado energumenismo, simbolizando os sujeitos mentecaptos...
Em
pleno porto, estamos agora, já que, com muita lepidez, perdemos a memória...,
entretanto, ancoramos num local labiríntico, nunca dantes visto por algum fotógrafo
ou cineasta veterano, acostumado às vicissitudes vitais! ...
Até o
presente ínterim, remanesce a cenestesia, que é a vaga lembrança, podendo não
ostentar laivos de alguma reminiscência, desde que ela esteja em estado de
latência ou percuciente letargia!...
A
História, disciplina palmar, é o esqueleto basilar imprescindível de toda uma
cronologia. O tempo determina o fato – estabelecendo as estremaduras correlatas
quanto ao ressumbratórios das essências atreladas aos episódios decorridos –
aparatando suas causas e seus devidos efeitos e consequências.
A
senescência aduz-nos aos estigmas abscônditos. Às vezes, involuntariamente,
necessitamos de espaços concernentes a dias sucessivos, meses, anos etc, para
que, com justificadas razões, aquele pensamento aflore do mesmo modo, coligindo
até o ponto nevrálgico das gêneses do vernáculo protótipo.
Há
síndromes, como a de Alzheimer, que vão, pouco a pouco, obliterando as noções
idiossincrásicas. Os indivíduos vão-se deixando sucumbir, gradativamente,
quando adentram ao olvidamento relacionado aos nomes dos seus ascendentes mais próximos!
...
A
linhagem de apropinquação não aparata laivos de determinismo quanto ao
recrudescimento da síndrome paroxística palindrômica, mormente no que concerne
aos pródromos das manifestações patológicas, dilucidadas, de forma abrupta, nos
dias hodiernos, onde não se consegue harmonizar o conflito – por menor que ele seja
em conteúdo! ...
Regressando ao ato de lembrar, nada contradiz a veracidade existente no
que se relaciona ao absconso, tendo-se por gênese as primícias das fases vitais
e avitais, cabalmente desacompanhadas em seus pronunciamentos protótipos! ...
É
dentro da linha de normalidade aparente, sem digressões em curso, que se
reminiscencia o sujeito incógnito. Outrossim, não podemos sofrer hesitamento, caso
ele seja do mesmo clã ou nacionalidade. Destarte, o sujeito se metamorfoseia de
tal jeito, remanescendo na quantificação de elemento preceptor; – a despeito de
não gerar o mínimo necessário no que se refere ao aparato de uma efígie
cabalística. E, assim, surde outro componente, – muito diferente do primeiro –,
simbolizando as características heteróclitas de uma esfinge bizarra em todos os
aspectos plausíveis e atinentes a uma porvindoura mácula perquiritiva dantesca,
abrangendo todos os ressumbramentos temporais: hesterno, hodierno e crástino.
Há atos
de lembranças atinentes, de total degradância, que precisam ser rememorados.
Ei-los: um ultraje, um perjúrio, uma ignomínia, uma ignávia estigmatizante!...
Seria salutar palingenesiar apenas o
regalo, os momentos de satisfação, em que a fruição imperasse!... Mas o ato de
lembrar, caros leitores, independe de quaisquer circunstâncias – positivas ou
negativas. Todas as experimentações, vivências e sofrências – sem exceção –
ostentam suas lições de vida! A vida, nesse caso, seria um éden –em sua
plenitude – se pudéssemos coligir somente boas notícias. Aprendamos as cognosias
das más-notícias, conquanto tragam, de forma arraigada, entreveros, conflitos e
vários paradigmas desarmônicos.
O ato
de lembrar a própria relembrança, desinumando-a em seu ponto nevrálgico de
convergência divergente, tendo por referencial a própria penumbra! Os menos
insipientes ininteligem as acepções que conduzem aos elusivos situacionais
indeterminados em dispares implementações plausíveis quanto ao deslumbratório
cabalístico em toda sua extensão...
Velas
ao derredor do moribundo – cercando-o completamente, estorvam as transgressões
emergentes das cerceaduras. Não importa quem seja a pessoa do velado, visto que
a decomposição orgânica é uma só, redundando em épulas sucessivas de putrefação
orgânica, não remanescendo laivos resolutivos. Não há poder, pecúnia ou demais
fortalezas que obiciem o surdimento de alguma esfíngica diferenciação. Todos
nós, através do ato de lembrar, somos iguais quanto ao ato de putrefação!
Wilson Cerveira
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