quarta-feira, 5 de abril de 2017

O PSIQUIATRA PSICOPATA


     Os psicopatas, por mais mentecaptos que fossem, poderiam ser mais inteligentes e vontadosos do que o próprio psiquiatra que os assistia diariamente, e, também, sem que houvesse atrelamento com relação a quaisquer cursos de pós-graduação a que o tal especialista tenha se submetido ao longo de vários anos de estudo e pesquisa.  E, para que evitasse quaisquer tartamudeios, não ressumbraria o dístico sinal de corroboração quanto aos méritos ou deméritos.
     O psiquiatra pode aparatar muita competência; e, de modo concomitante, confutar a sua capacidade evagativa a respeito de implementos a serem perpetrados no decurso de toda uma trajetória hermética. Outrossim, o mais implexo é estigmatizar a probabilidade de ser psiquiatra, sem que ostente os estigmas ferrenhos correlacionados aos sindrômicos paroxísticos palindrômicos oriundos de implexas psicopatias!
     Às vezes, não auferimos jugulá-los, pois, em verdade reconditam-se em genes recessivos, por uma período procrastinativo com relação à cata de inusitados adendos científicos...
     De fato, os sujeitos energúmenos são capazes de evagar mirabolâncias, quando se deixam lancinar pelas ações vigorantes de heteróclitas sintomatologias delírio-alucinatórias...
     Devaneios hecatômbicos – nunca dantes vislumbrados – ressumam suas hiperestasias deletérias. E, de igual modo, o Dr. Estanislau, porventura, em suas digressões correlatas à realidade dos distúrbios ocorrentes, de forma abrupta, sobremodo em mentes que ultrapassam as estremaduras de normoanormalidades presumidas!... Esses sujeitos – adiplomados ou diplomados – buscam meios escusos como solução para saciar os frêmitos de suas divagações delirantes!
     E, destarte, adentram a um estado patológico irreversível – de natureza cabalmente deletéria. E, assim sendo, não tenhamos hesitação alguma quanto ao número proliferante de assertivas irrefutáveis!... Igualmente, tentavam através de ensanchas surdidas, expungir os elementos que os cominavam naqueles átimos em que eram submetidos às velocidades propiciadas por súbitas síndromes delírio-alucinatórias. E, nesse interregno, obliteravam os volitivos que o compeliam a prosseguir nas veredas carcomidas de sua especialização predileta, que é a psiquiatria valetudinária...
     No interior do pátio do manicômio – “Proteção de Maria”, encontram-se os pseudos doentes mentais, tais como: Ernestino, Ladislau, Porfírio, Ciríaco, Anatécia, Ernedina etc. Igualmente, todas essas criaturas, além de tantas outras, ostentavam inteligência superior para o bem – que é algo meteórico em dias hodiernos!
     É incontestável, em todos os inquéritos e questionamentos propostos, a capacidade despertada pelos estigmatizados, sobremodo quando observam os livros e prontuários que registram os seus nomes, ostentando aparentes e dissimulados transtornos mentais – graves ou gravíssimos! ...
     Todos os pacientes, sem exceção, citados anteriormente, ressudam altíssimas competências, sobremaneira no que se refere aos diversos tipos bizarros – de etiologia cabalística, independendo dos seus graus de complexidade compulsória...
     Deveras, esses possíveis estúrdios, nesse caso, estão classificados consoante os manuais perplexos da propalada psiquiatria – ainda bastante controvertida, ineficiente e paliativa. Desse modo, muitos têm colaborado para dirimir as diferenças existentes entre o diplomado; e, de igual modo, com relação aos demais, que se consideram autodidatas de acuramento e aplicabilidade! 
     Não se sabe ao certo, sobretudo nestes dias de acrimoniosa hodiernidade, quais as raras exceções que não perlustram graus díspares e estúrdios de anormalidades inespecíficas, uma vez que a humanidade, em sua grande maioria, vem se deixando sucumbir ao compasso heteróclito da síndrome do absconditismo! ... Muitos médicos, medecos e medecus vêm a demonstrar situação hesitatória, até que alguns sirvam só de fachada, não atuando, em nenhuma clínica ou hospital, que sejam conveniados ou, então, pertençam a rede pública: federal, estadual e municipal! ...
     O próprio psiquiatra Estanislau, numa situação de horror fóbico, padecia em função dos diversificados acometimentos relacionados às síndromes de rejeição expurgatória; caso mentalizasse, de forma obsessiva, caracteres fenotípicos que lhe causariam uma série comutativa de distúrbios mentais oriundos da mais elevada recrudescência.
     Dr. Estanislau, psiquiatra de diploma afixado na parede da sala de visitas; recentemente, já prescindia dos compêndios mais atualizados!... Buscava os nomes na internet, e, de modo especioso, os mentalizava sucintamente, dando preferência aos prolegômenos do tomo em referência – não no Brasil, mas nos países europeus mais evoluídos com relação à cata de inusitados adendos científicos.
     Para encarar o silêncio da confissão, jamais obedecia a ninguém naquele manicômio. Tanto assim, que aparatava tantas disfunções psicossomáticas, com indicação restrita e exclusiva ao próprio psiquiatra, acima referendado.
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     O “Proteção de Maria”, manicômio de primeiríssima grandeza, albergava um grupo de pessoas, aparentemente, com distúrbios variáveis; porém, eles ressumbravam certo grau satisfatório de discernimento e sensatez!
     Ernestino, pintor nato, trazia para si, aliás, para seus quadros, a paisagem bucólica, com a finalidade de ataviar as paredes penumbrosas – nunca dantes exornadas – da sua alcova, estabelecendo, de modo simultâneo, a incomum soledade do salão – de um espaço lúgubre, que experimentava a resiliência de uma cabal vacuidade!...
     Ladislau, o mais autodidata de todos, demandava novos “aforismos”, somatorizando todos aqueles que aprendera desde os protótipos anos em que cursara o antigo ‘Curso Ginasial”. Ele, indubitavelmente, declinava o vocábulo aforismo – como sendo um enunciado curto, e, também, ostentando – de modo genérico – um caráter peremptório e denso de significado, capaz de ser compreendido, sem que seja necessário ir à cata de adendos inseridos em outro excerto, e que ressume a identidade de uma arte descrita à luz da Filosofia.
     De igual maneira, os demais conceitos não estariam à voga, ainda que exprimissem uma normativa de conduta ou um preceito moral. Ei-lo, igualmente, no alvitre do idioma: “frase concisa que sintetiza o princípio de alguma ciência ou arte”.
     Porfirio, andava – quase sempre – à cata de recrudescências no âmbito científico, capazes de dirimir-lhe quaisquer perplexidades a respeito dos novos avanços tecnológicos no ramo atinente à Indústria Farmacêutica.
     Recentemente, em suas compulsações cediças, localizou a importância do Lactobacillus acidophilus, que é um alimento funcional, também cognominado probiótico, atuando na flora ou microbiota intestinal humana, e exerce um papel significativo na saúde. Ela é composta por cerca de 100 trilhões de microrganismos (alguns benéficos e outros patogênicos), que participam da digestão, absorção e síntese de vitaminas.
     Os Lactobacillus acidophilus, que são probióticos, são capazes de inibir a multiplicação de microrganismos patogênicos nesse ecossistema, favorecendo o aumento nas populações dos microrganismos benéficos e, também, os efeitos positivos sobre a saúde do consumidor. Ilativamente, a suplementação da dieta com probióticos contribui para o equilíbrio da flora intestinal.
     A tecnologia que o colocou no mercado consumidor protegeu-o de tal modo, dando ao probiótico – no caso o famoso Lactobacillus acidophilus, a ensancha de ser liberado diretamente no intestino. Isso é salutar, já que esse é o local onde o probiótico age, e para alcançá-lo, ele necessita sobreviver ao processo ou mecanismo digestivo, especificamente à passagem pelo pH ácido do estômago.
     Ciríaco, o mais observador de todos os psicopatas, ressumbrou os lobrigamentos vividos pelos demais colegas, também psicopatas, incluindo o próprio psiquiatra – Dr. Estanislau, lídimo profissional, que vivia a andar de cima para baixo, obedecendo a todos os ângulos e aposentos que faziam parte daquele manicômio – “Proteção de Maria’, o mais acolhedor com relação a todos os outros que exerciam devida concorrência sobre ele, comandando-o de forma definitiva, sem deixar laivos de perplexidades corroborativas.
     Anatécia, em seu silêncio sepulcral, perquiria os pormenores do psiquiatra, que era altamente dissimulado, não deixando vazar os seus cacoetes, obsessões, recalques e diversos tipos bizarros de mania, ainda não esquadrinhadas pelos cientistas. Tanto assim, que não remanescia em voga, em nossos dias hodiernos.
     Este guia terapêutico fora elaborado na América do Norte, mormente nos Estados Unidos, onde os cientistas se consideram, especiosamente, os donos de uma verdade absoluta inexistente, que, de modo comprovado, jamais sobrepujou em tempo algum; uma vez que, desde o encetamento das compulsações cientificas, corroborou-se a toda prova a inexistência desse tipo energúmeno de suspeição! ...
     Ernedina, a mais singela, demudava a coalescência intrínseca do ambiente, aparentemente conturbado, conquanto houvesse no orbe dos estúrdios; o que não o encontramos aqui fora: silêncio e meditação; já que, de modo falacioso, vivemos a vesânia sem estremadura, na extrinsidade da vetusta casa de Orates.
     Os pseudo-psiquiatras, porquanto serviam de arquétipos para o referido psiquiatra, cujo nome declinado, perante os seus pacientes, tem como  referência basilar –Estanislau,  o profissional do diploma de pergaminho dourado, que era a referência maior do que os outros coligidos ao longo do tempo inexorável, sucumbido e soçobrado em todas as suas dimensões temporais, desde o encetamento do hesterno, passando pelo hodierno; e, partindo em direitura ao crástino!...
     O psiquiatra Estanislau Ambrosino Peixoto, quiçá não fosse predestinado aos estudos de psiquiatria, buscava novas fórmulas estrambóticas, com o objetivo de extinguir as vítimas dos gravíssimos transtornos mentais, confinadas no pátio interno de todos os manicômios, distribuídos ainda, na maioria das regiões do território nacional!...
     Não queria ser psiquiatra; pois, fora, muito mais, para atender uma solicitação familiar; mas a sua finalidade precípua, desde o período de adolescência, marca a sua trilha – como marinheiro da destinação – com uma só inclinação: um baita terrorista suicida, com capacidade de expungir todas as extorsões praticadas com relação ao erário público, pouco importando suas consequências – por demais funestas e catastróficas – sem limites – todavia que locupletasse os seus afazeres provindos de diversas hierarquias extorsivas.
     Ele principiou ao ato de sucumbir as Instituições coniventes pelas mais hecatômbicas transações financeiras, - nunca dantes extorquidas do dinheiro público! ...




                                               Wilson Cerveira 

    


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