quarta-feira, 28 de março de 2018

REMANESCÊNCIAS EDUCACIONAIS




     Hodiernamente, quem diria da probabilidade de descomunais inversões, já que a imagem humana está sendo estiolada gradativamente.
     Nestes dias agrurosos, acrimoniosos ou cruentos, não se percebe imane vacuidade que está se constituindo no intrínseco de cada ser vivo, notadamente o do tipo – sujeito heteróclito, que não se diz ser – a imagem do próprio simulacro – implantada nas vísceras de sua constituição orgânica.
     Fala-se, aleatoriamente, em educação, e o próprio sujeito que relata é antinômico desde o “jardim de infância”. Ele diz para o coleguinha que está ao seu lado, não derrames agua no chão; e, logo após, ele é o primeiro a derramar. Mais adiante, na hora do lanche, vira-se para o mesmo Honorato, e vocaciona-lhe a atenção sobre as cominuições de biscoitos ou bolachas!...
     De fato, Severino é um purgante; tanto assim, que reúne todas as objurgatórias, escarmentos e cautérios – nesta ensancha – que está sendo infligida os meios, sem que haja a reprodução lídima do que acabara de exarar.
     Educação, em sentido lato, abrange todas as minudências, sem que a gente perceba à sorrelfa o que se cognomina de educação ou deseducação. Tentar persuadir alguém para que persevere no erro, sem que se dê a mínima ensancha de alguma possibilidade lobrigatória quanto ao ato de resipiscência!...
     Educar-se o “ser vivo” em sua plenitude, requer observações que se encetam desde o limiar da formação zigótica até o momento da emersão do nascituro – durante um período relativo de nove meses. Através de ultrassonografias e outros exames paralelos, pode-se avaliar as condições normoanormais regentes em sua plenitude de pormenores!...
     Maneira de comportar-se perante determinadas circunstâncias!... O ato de formular o pensamento, reexaminando-o após ter sido constituído, para, então poder promaná-lo silabicamente. Sem que venha a constranger quaisquer criaturas que estejam presentes. Educação mental, com certeza, passa a ser o capítulo mais implexo, caso queiramos anatomizá-lo com outro de menor recrudescência.
     As palavras emitidas, precipitadamente, podem causar sérios distúrbios, sobretudo com relação ao desiderato de criaturas meticulosas. Nesse caso, pode surdir incompreensões de várias ordens, especificando o sujeito infrator, para que ele possa ser expiado sigilosamente.
     Também, o ato educacional está interligado à inferência, que é um tipo de raciocínio concluído ou desenvolvido a partir de indícios: a dedução seria um modelo de inferência. Pode ser, igualmente, um processo intelectual segundo o qual é possível chegar a uma conclusão a partir de premissas. Sobremaneira, reiterando-se: exara-se um raciocínio por meio do qual se demanda um silogismo basilar que interliga uma premissa, que é considerada lídima, pala sua retumbância com outras já tidas como lícitas em sentido intemerato; havendo uma série de ilações consecutivas!  
     A Professora Normalista fora respeitada em sua presença e, também, quando estava ausente. É uma pessoa avassaladora em todas em todos os sentidos disciplinares e em todas as matérias que ministra. Somente ela se incumbe, às vezes, de mais de uma turma e, com isso, a tarefa poderá ser duplicada, triplicada etc.
     A Mestra, em sentido lato, compulsa todas as minúcias cognitivas veladas durante os interregnos das matérias existentes: Português, Matemática, Ciências e Conhecimentos Gerais. Em determinados períodos de tempo, ela toma a obrigação de reunir todos os alunos das diversas salas, somente num salão. Distribuía, geograficamente, os alunos no salão maior da escola. Da direita para a esquerda – 1º ano, 2º ano, 3º ano, 4º ano, 5°, e, dessa forma, ocupando, todas as vacuidades do espaço e as diagonais correspondentes às necessidades de debates. E a mesa, localizada no centro do salão, era ocupada pelos alunos do 5º ano primário.
     O preceptor era um perfunctório factótum. Atendia, simultaneamente, o desiderato de todos os discentes – do mais atrasado ao mais adiantado; do menos sensível ao mais sensível; do menos educado, decerto, ao mais educado!... Deveras, sem exceção, reitero exarando: a efígie professoral que abrangia todas as dimensões da polimatia humana. Sabia lidar com arte em todas as situações surdidas inopinadamente. E, com o tempo relativo, resolvia-as uma a uma, não remanescendo laivos ou resquícios obiciantes.
      Vaticinava, com esmero, cominuições de sonhos, de devaneios doridos ante os estrugidos – dimanados pela própria vida exaustiva e repleta de vários tipos de depressão nervosa. Este último fato, sem hesitação é a dádiva mais denegante; pois aí o mestre, vai ostentar dores percucientes ao longo do eixo vertebral, sobremodo em determinada região da coluna vertebral.
     Em Jeremias, sem perplexidade, capitulo 20 (vers. 17-18), ambos os versículos exaram o seguinte:
Por que não me matou, antes de eu sair do ventre materno?!
Minha mãe teria sido meu túmulo
e eu ficaria para sempre guardado em suas entranhas!
Por que saí do seu seio?
Para só contemplar tormentos e misérias,
e na vergonha consumir meus dias?
     Então, escapei no inverso dos inversos, e, destarte, escreverei, decerto, não sei por quanto tempo, até Deus me tomar definitivamente a caneta!...



                 
                                Wilson Cerveira

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