É um protótipo paradigma genealógico?!...
Não, pois o exemplo é o maior das heranças existentes. Ele, o arquétipo, ocorre
em diminutas posturas e comportamentos psicossomáticos personalizados. Somente
o casal, o pai e a mãe, ambos podem expender uma etiqueta adequada. O ato de
sentar corretamente na cadeira ou no sofá expressam um modelo para quem ainda
se encontra nas primícias vitais. Se a criança observar tanto o pai quanto a
quanto a mãe, ou, um deles, com uma postura bizarra; isto é, colocando os pés
suspensos na cadeira ou no sofá; decerto, vai fazer o mesmo, seguindo uma
orientação errada por parte de um dos seus genitores!...
A etiqueta defeituosa vai, paulatinamente,
afetando o comportamento da criança. Ela se acha dona por inteiro do objeto;
tanto assim, que não senta, estira-se nele tomando todas as suas dimensões, e,
concomitantemente, obiciando quem queira sentar ao seu lado. Será que isto que
estou relatando faz parte de um tipo de deseducação usada nos dias hodiernos,
estando em voga em diversos lares!...
Ninguém consegue ressumbrar o que é
direito e o que é errado, notadamente nestes nossos dias acrimoniosos!...
Dizem que a criança precisa de espaço para
mostrar as digressões do seu comportamento em casa, e, também, nos outros
domicílios frequentados por ela. É premente que a criança comece a prestar a
devida atenção com relação às atividades ou comportamentos errados! Há pessoas
que não sabem sentar na cadeira corretamente. Deixam um espaço no meio das
costas, preferindo projetar os pés para o chão, e, com isso atingindo sobremodo
a coluna vertebral, defeituando-a desde o encetamento da vida.
É, também, salutar verificar o hábito
errôneo de escovar os dentes, ressumbrando, brevemente, as cáries, devido a
desarte, que é a prova inconteste de não ter aprendido escovar os dentes
corretamente.
Uma série de erros foram sendo cumulados
ao longo dos dias em que as crianças frequentavam os diferentes ambientes
escolares. Todos pareciam ler pela mesma cartilha, repleta de equívocos
irreparáveis!...
No meu tempo de estudante, adentrava-se ao
colégio na faixa etária de quatro anos. Chamava-se primeiro período do “Jardim
de Infância”. Nesse interregno eram três fases, onde se ia aprendendo, pouco a
pouco, as letras do alfabeto, assim como, os numerais de maior significado com
relação as primeiras contagens. Saia-se, então, com o grau de doutor do “ABC”.
E, no ano seguinte, enfrentava-se de
imediato o primeiro ano do “Curso Primário”. E, somente, passava-se de um ano
para o outro, caso fosse testemunhada a devida competência. Pois, a resultante
exigia cabal conhecimento!... Para que cursássemos o Ginásio, tínhamos que nos
submeter aos rigores do “Exame de Admissão”, requerendo conhecimentos de Língua
Portuguesa, Matemática, Ciências, Geografia e História.
O exemplo pode ser a melhor ou a pior das
heranças existentes na face do orbe. Quando o arquétipo é praticado sob o
prisma da correção, torna-se o mais plausível de todos os paradigmas revelados
conforme a perlustração reinante!... Hodiernamente, quer queiramos ou não, está
em voga o tendencioso elemento gerador do mau exemplo. Assim sendo, ele perdura
por tempo indeterminado em quase todos os âmbitos da malbaratada etiqueta ou
polidez vigente neste planeta Terra!
À guisa de tudo isto, a moda do
deselegante se propaga mais rapidamente, visto que se localiza num pelotão de
vanguarda. À cata de preservá-lo, afasta-se sobremaneira de retaguardista visão
do direitismo recrudescente, o qual permeia os esfíngicos vazios da intersecção
ora tendendo para os lados opostos de diagonais antinômicas. Decerto, fica-se
aturdido nos meandros que sequenciam, diferenciando o bem do mal!...
Desde então, não se sabe discernir o cognoscível
da incógnita, uma vez que as diferenças são verossimilhantes. Parte-se para a
abdução, e, depois de muito labutar, encontra-se a primeiríssima digressão. E,
nesse caso, vai-se ao encontro do enigmatismo imponderável, onde o labiríntico
faz uma tangencial com um outro latíbulo cabalístico, incorrendo-se em
direitura ao despenhadeiro descomunal em todas as prováveis linhas
trigonométricas.
É paradoxal em todos os sentidos a difícil
tarefa de doar bons exemplos! Dizem que a melhor herança é um bom arquétipo na
hora de quaisquer correções!... Isso é, de fato, uma emblemática complexa em
dias de hediondo hodiernismo. É salutar vaticinar as implexas implicações
causadas por um sistema à beira do precipício educacional. Nesse caso,
vislumbramos o deseducacional a proliferar em todas as partes do mundo, sem
exceções plausíveis.
Aplica-se a tricotomia do volitivo.
Escolhe-se a senda mais orientada em todos os aspectos humanos. Ressumbram-se
desejos ocultos, e não satisfeitos quanto à direitura dos obiciados
desideratos. Não se sabe a flexão das aceitabilidades dissolutas – em trâmites
legais de postura educacional.
Antigamente, as pornofonias eram
castigadas conforme os números emitidos pelas crianças, pubescentes, adolescentes
e jovens; sobremaneira a faixa etária estabelecida. As pessoas que estivessem
em fase de senescência progressiva, ostentavam suas liberdades!
Outrossim, o jovem escutava as pornofonias promanadas da boca de
pessoa mais senescente; mas, não podia reiterá-la de forma alguma. Se houvesse
tal descalabro, decretava-se o desrespeito em mais elevado grau. O mau exemplo
do adulto era aceito como forma de extravasamento momentâneo de uma
aporrinhação!... Casso fosse o jovem que emitisse algum vocábulo que se
apropinquasse da terminologia pornofônica; ele seria imediatamente objurgado.
Etologicamente, fica-se sem compreender a
permissividade da implexa arte de educar deseducando, independente de quaisquer
idoneidades! Em se tratando de vícios, os mais provectos tinham todas as
primazias; desobedecendo desse modo a ética do paradigma parametral.
A censura era estabelecida para aqueles
que ainda não haviam alcançado a emancipação cabal. Esse tipo de arquétipo é,
nesse caso, condenado por quase todas as pessoas sensatas, notadamente em dias
hodiernos. Não se pode cobrar do adolescente um bom exemplo, já que se
ressumbra um mau paradigma. Nessa época a idade falava pela censura sem
cabimento. O pai fumava em presença do filho, conquanto o jovem herdeiro não
deveria fazer uso do tabaco em presença do seu vetusto pai.
Nas escolas as pornofonias e pornografias
eram exprobradas com castigos merecedores. O aluno deveria, no mínimo, escrever
em cinco folhas de papel almaço: no anverso e verso seguinte: ‘Não deverei pronunciar
palavras obscenas, principalmente se estiver em presença de pessoas idôneas e
senescentes’. Todos os discentes sabiam dessa regra, e se a infringissem, de
quando em quando, tinham por finalidade infligida, redundando na cominação dos
seus próprios familiares, responsáveis diretos pelas normas educativas a serem
estabelecidas, também, em presença de todos que ministravam os regimentos
escolares dos tempos pretéritos.
A despeito das pornofonias serem mais
afrontadoras, pois eram escritas nas paredes, portas, janelas e quadros negros
das diferentes turmas. Essas infrações eram recebidas através de sanções mais
percucientes. O aluno ou grupo de alunos eram observados por todos os docentes.
Após alguns dias, revelavam-se os discentes deseducados. Logo, o corpo docente
marcava uma reunião com os pais, professores e esses salazes alunos, a fim de
que os educasse, enquanto remanescia um pouco de tempo suficiente para com
aquela respectiva faixa etária vital.
Como
também em muitos casos, era complicadíssimo banir os vícios! Eles tornavam os
seus consumidores em escravos. O hábito de fumar é um arquétipo palmar em toda
extensão orgânica, sobretudo em se tratando do aparelho ou sistema
respiratório. No passado ninguém ligava para os danos que podiam ser causados
pelos cigarros, charutos e cachimbos. Talvez não houvesse uma estatística
segura com relação aos dependentes dessas drogas inalantes!
Além do mais, o pai dava mau exemplo
fumando em presença do filho – não se importando com a idade dos seus
descendentes: dos mais novos até os que aparatavam uma faixa etária maior. Caso
contrário, isto é, havia impossibilidade do filho, em quaisquer idades –
solteiro ou casado – fumar em presença do pai. A mãe do jovem parecia mais
maleável! Vinha, nesse caso, o velho refrão: ‘Eu, quando jovem, ou adulto, não
fumava em presença do senhor meu pai, e, por que tentas fumar em minha
presença?’
Em função disso, a falta de respeito
campeia em dias hodiernos. Todos querem mostrar masculinidade e independência financeira,
malgrado não as possuam!... O mercado de trabalho está transbordando de
desempregados, não importando os cursos que tenham realizado ao longo dos anos
de vivência, experimentação e sofrência!
Ambos, pais e filhos, não deveriam fumar
em presença do outro; para que não houvesse protesto quanto ao ato de dar mau
exemplo. Fica-se sem entender esta antinomia, visto que o mais vetusto seria
sempre o paradigma do mais novo. O velho pai arruma ludibriosa justificativa
dizendo que fuma devido ter independência financeira. Desse modo, o dito fica
pelo não dito, e ambos fumam, às vezes, num absconditismo repleto de erros
contumazes!...
Wilson Cerveira
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