Esses artefatos heteróclitos
podem assomar, quase sempre, sob o regencial de relevantes variâncias. Tanto
assim, na maioria das vezes, defrontamo-nos com portadores ostentando buçais
concretos, factícios, fictícios, factíveis, abstracionais etc.
A associação desses embuçalamentos deva-se
ao fato de serem atrelados radicalmente em suas adequações sufragatórias,
podendo ser classificados em: externos, internos, físicos, psicológicos.
Também, apresentam identidades entre as partes incôngruas. Em relação ao todo,
surgem as variabilidades somatoriais, convergentes, divergentes,
metamorfoseadoras, anômalas e degenerescentes.
Os buçais ou embuçalamentos guardam entre si
as devidas proporções, quando estão integrando as mais esdrúxulas estremaduras,
do que presumimos ser, realmente, naturais arquétipos esquipáticos,
ressumbrando todos os pródromos valetudinários atinentes aos complexos
comportamentos das normoanormalidades.
Psicologicamente, na intrinsidade dos
mascaramentos, ainda não se sem tem condições de vaticinar o vocacionamento
sentimental; e, a partir daí, o obumbramento obiciará os questionamentos
lídimos – ou não – das disfunções pertinentes ao caráter determinante da
emocionalidade infrene.
Às vezes, em plena insciência das reações
orgânicas, não se percebe o grau de certeza que está sendo interligado ao ego,
fazendo com que não seja demonstrada a higidez da mente, visto que, em sua
totalidade psíquica, não existam laivos ressudativos dissipados nas implexas
redes de sinapses neuronais.
Há quem diga que esses reflexos sejam
blandícies passionais; malgrado estejamos a contemplar os indícios soturnos de
uma inusitada patologia mental, percucientemente engastada nos meandros
esfíngicos de uma mente disfuncional, e, aparentemente, vislumbrada nos
pseudoparâmetros de uma embuçada normalidade esquizofrênica.
Existem, também, buçais valetudinários
ostentando direituras de uma vetorialidade irreversível, isto é, do sujeito
(agente) ao paciente (objeto), sem que haja ação reflexiva iminente.
Outros tipos de embuços são os deletérios,
capazes de infligir os castigos ígneos, eximindo as criaturas, menos
merecedoras, de quaisquer lesões que possam vir à tona no porvindouro
apocalíptico.
Os
maus sentimentos propiciam a proliferação dos buçais, e, consequentemente,
estabelecem a quantidade de buçais para cada pessoa do ramerrão existencial.
Geralmente, reconditam o asco ao ódio, à inveja, ao rancor, despeito e
eliminação em massa. São, de fato, lídimas armas de arremesso, com portentoso
poder de fogo siderante.
Os mascaramentos tentam manter a
contrafação existente em todos os ângulos externos, internos e mistos do
questionável comportamento inumano, e das ações perpetradas no cotidiano
horripilante das numerosas comercializações fraudulentas.
Esses
aparatos fisionômicos fazem parte integrante do comportamento dos transeuntes sociais,
diuturnamente. Deveras, ninguém costuma assumir o seu buçal, apenas consegue
detectar, em sentido procrastinatório, os defeitos absconditados na fisionomia
de outra persona, cabalmente irreconhecível!...
Reconditados nos buçais
estão todas as farsas inimagináveis. Alguns desses dissimuladores armazenam
choros teatrais; pseudo-personalidades inocentes e débeis, com recrudescência
perversa.
Há aparatos farisaicos que se
compatibilizam com a face obscura de uma sociedade falcatruada em todo o seu
cerne protótipo. Destarte, a sociedade do simulacro e do hiperespetáculo
convive, pacificamente, com a falsidade ideológica, o estelionato, roubos e
furtos.
O embuço perfunctório aparata uma miragem
insólita: simpatia, cativamento e desenvoltura, redundando em um embaimento
cabal. De fato, o seu portador é muito inteligente, e usa essa capacidade
elucubratória para a perpetração de crimes hediondos, de vária natureza.
As marcas dos embuçalamentos mais aceitos
estão atreladas ao espicioso tipo milionário, dando ensancha de conquistar a
confiabilidade de “amigas” ricas, homens e pessoas idosas. Nesse comenos, há o
escamoteamento de joias, pecúnias, cartões de crédito e talões de cheque,
repassando-os para modelos falaciosos encontrados na região em apreço.
Existem, também, os buçais concernentes aos
golpes de percuciência, abrangendo, de modo concomitante, vários aparatos
justapostos, tais como: estudantes de Direito, Medicina Veterinária, Empresas
Multinacionais, Dermatologistas, Fazendeiros e até a filha do tal senhor – “Dono
do Mundo”!...
Às vezes, para o execrável exercício da
picaretagem, esses elementos conseguem um efêmero chamego com os donos das
galerias de arte. E, nos trâmites do ilícito, roubam-lhe uma obra de arte. De
fato, os indivíduos falcatruadores ostentam um poder de sedução, frialdade
incomum e falta absoluta de sentimento de culpa.
Wilson Cerveira
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