sábado, 23 de fevereiro de 2013

OS BUÇAIS DO HUMANO


   Esses artefatos heteróclitos podem assomar, quase sempre, sob o regencial de relevantes variâncias. Tanto assim, na maioria das vezes, defrontamo-nos com portadores ostentando buçais concretos, factícios, fictícios, factíveis, abstracionais etc.
   A associação desses embuçalamentos deva-se ao fato de serem atrelados radicalmente em suas adequações sufragatórias, podendo ser classificados em: externos, internos, físicos, psicológicos. Também, apresentam identidades entre as partes incôngruas. Em relação ao todo, surgem as variabilidades somatoriais, convergentes, divergentes, metamorfoseadoras, anômalas e degenerescentes.
   Os buçais ou embuçalamentos guardam entre si as devidas proporções, quando estão integrando as mais esdrúxulas estremaduras, do que presumimos ser, realmente, naturais arquétipos esquipáticos, ressumbrando todos os pródromos valetudinários atinentes aos complexos comportamentos das normoanormalidades.
   Psicologicamente, na intrinsidade dos mascaramentos, ainda não se sem tem condições de vaticinar o vocacionamento sentimental; e, a partir daí, o obumbramento obiciará os questionamentos lídimos – ou não – das disfunções pertinentes ao caráter determinante da emocionalidade infrene.
   Às vezes, em plena insciência das reações orgânicas, não se percebe o grau de certeza que está sendo interligado ao ego, fazendo com que não seja demonstrada a higidez da mente, visto que, em sua totalidade psíquica, não existam laivos ressudativos dissipados nas implexas redes de sinapses neuronais.
   Há quem diga que esses reflexos sejam blandícies passionais; malgrado estejamos a contemplar os indícios soturnos de uma inusitada patologia mental, percucientemente engastada nos meandros esfíngicos de uma mente disfuncional, e, aparentemente, vislumbrada nos pseudoparâmetros de uma embuçada normalidade esquizofrênica.
   Existem, também, buçais valetudinários ostentando direituras de uma vetorialidade irreversível, isto é, do sujeito (agente) ao paciente (objeto), sem que haja ação reflexiva iminente.
   Outros tipos de embuços são os deletérios, capazes de infligir os castigos ígneos, eximindo as criaturas, menos merecedoras, de quaisquer lesões que possam vir à tona no porvindouro apocalíptico.
      Os maus sentimentos propiciam a proliferação dos buçais, e, consequentemente, estabelecem a quantidade de buçais para cada pessoa do ramerrão existencial. Geralmente, reconditam o asco ao ódio, à inveja, ao rancor, despeito e eliminação em massa. São, de fato, lídimas armas de arremesso, com portentoso poder de fogo siderante.
      Os mascaramentos tentam manter a contrafação existente em todos os ângulos externos, internos e mistos do questionável comportamento inumano, e das ações perpetradas no cotidiano horripilante das numerosas comercializações fraudulentas.
   Esses aparatos fisionômicos fazem parte integrante do comportamento dos transeuntes sociais, diuturnamente. Deveras, ninguém costuma assumir o seu buçal, apenas consegue detectar, em sentido procrastinatório, os defeitos absconditados na fisionomia de outra persona, cabalmente irreconhecível!...
Reconditados nos buçais estão todas as farsas inimagináveis. Alguns desses dissimuladores armazenam choros teatrais; pseudo-personalidades inocentes e débeis, com recrudescência perversa.
    Há aparatos farisaicos que se compatibilizam com a face obscura de uma sociedade falcatruada em todo o seu cerne protótipo. Destarte, a sociedade do simulacro e do hiperespetáculo convive, pacificamente, com a falsidade ideológica, o estelionato, roubos e furtos.
   O embuço perfunctório aparata uma miragem insólita: simpatia, cativamento e desenvoltura, redundando em um embaimento cabal. De fato, o seu portador é muito inteligente, e usa essa capacidade elucubratória para a perpetração de crimes hediondos, de vária natureza.
   As marcas dos embuçalamentos mais aceitos estão atreladas ao espicioso tipo milionário, dando ensancha de conquistar a confiabilidade de “amigas” ricas, homens e pessoas idosas. Nesse comenos, há o escamoteamento de joias, pecúnias, cartões de crédito e talões de cheque, repassando-os para modelos falaciosos encontrados na região em apreço.
   Existem, também, os buçais concernentes aos golpes de percuciência, abrangendo, de modo concomitante, vários aparatos justapostos, tais como: estudantes de Direito, Medicina Veterinária, Empresas Multinacionais, Dermatologistas, Fazendeiros e até a filha do tal senhor – “Dono do Mundo”!...
   Às vezes, para o execrável exercício da picaretagem, esses elementos conseguem um efêmero chamego com os donos das galerias de arte. E, nos trâmites do ilícito, roubam-lhe uma obra de arte. De fato, os indivíduos falcatruadores ostentam um poder de sedução, frialdade incomum e falta absoluta de sentimento de culpa.

                                          Wilson Cerveira

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