Ludemira, após noites de
insônia macerante, deu luz ao candeeiro de porcelana, localizado, em apenso, no
espaldar do largo tálamo, como se estivesse à cata de demanda dirimitiva quanto
à probabilidade de perquirir as comutações constantes – em sua grande maioria –
verificadas neste hodiernismo deformante e degenerescente, as quais aduzem ao
desapego, que é uma das fontes primiciais do dessentimento humano.
De fato, o interlocutor, em
sua plenipotência, consegue intuir a carência de sentimentos existentes em
milhões de pessoas, fazendo com que as criaturas, em suas raízes basilares de
gradativos egocentrismos, busquem o banimento de apropinquação, mormente no que
concerne aos seres humanos, que, numa atitude alardeante e inequívoca, vêm a
ressumbrar o execrável sentimento do frígido desapego.
A relação binominal –
pessoa e objeto -- quando perscrutada em
percuciência minucial, vai se expendendo paulatinamente, e, depois remanescerão
os laivos do esburgamento sem limites, numa atitude de suspeita quanto a origem
desse perfunctório aparato de compra e venda.
A falta de convivência
requesta uma obliteração em gradações – quase imperceptíveis --, num somatorial
impreciso de um extenso tempo a ser transcorrido milenarmente. Também, a
evolução infrene, que é proporcionada por uma tecnologia de alto risco, suscita
vários paradigmas de desprendimento.
O tempo, em sua
transitoriedade rompante, requesta meios de interpelar as razões ululantes dos
uivos, urros e rosnamentos. Em sua imagética especiosidade contribui, direta ou
indiretamente, para as varreduras meândricas, de natureza inopinada, da
ressumbratória atinente ao hiperbólico desapego denotado neste hodiernismo
metamorfoseante!
Para acompanhar os
modelismos psicodélicos, inaugurados a cada dia, induzindo-nos a experimentar,
de maneira esturdiante, o imane trinômio existencial: vivência, experimentação
e sofrência!...
A composição das urdiduras
da abdução, em regra generalizante, é heteróclita em sua raiz de latência;
pois, em direitura, expende – quase sempre -- o criptograma de uma inusitada
nau esquipática e de altíssimo grau cabalístico.
O ser inumano, no cerne da
sua desumanidade, desvencilha-se até das implexas imanências existentes em si
mesmo. Assim sendo, relega o prestimoso atendimento de uma porciúncula do ego
expeditivo, remanescendo no cabal soçobro percuciente do seu absconditismo.
Os membros e demais
aparatos, contidos em seus variegados escaninhos, ainda permanecem por longo
tempo no telúrico, posto que a minoria das estruturas anatômicas seja
denominada de próteses de elevada comutabilidade, acirrando as mais esdrúxulas
ensanchas de readaptação funcional.
Os indivíduos mundanos,
mirabolâncias quadráticas de açodamentos, sucumbem no ramerrão componente do
estrutural, ainda que estejam arraigados nas imanências obstinantes – na
intrinsicidade dos seus próprios objetos de uso exclusivamente pessoal.
Hodiernamente, em plena
inversão dos parâmetros regem o comportamento humano, as criaturas estão
partindo de um ponto da linha imagética do intrínseco para o extrínseco, e não
vice-versa, expressando, com rigor, os ditames que estabeleciam os basilares e
imprescindíveis indicadores da sustentabilidade digladiadora!...
Neste desapego progressivo
e estroinado, não se consegue demarcar, com exação, as margens territoriais,
não tendo outra derivada cerceativa e capaz de desestugar os passos de quem
parte, ou, então, de quem chega como timoneiro da enigmática destinação, que é
obra exclusiva da Divina Providência, se bem que não tenha eclodido das
numerosas intersecções biológicas de origem!...
A meândrica senda virtual
cerra o escopo do descortino, numa antinomia que desobicia os óbices existentes
nas bizarras probabilidades de lobrigamento, perpassando ao largo das estúrdias
sendas feéricas!
Wilson Cerveira
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