Ainda na soleira da casa onde morava por
mais de três décadas, Hermenegildo, -- pós-doutorando em Ciências da Computação
--, decodificava a mensagem escrita contida no basilar do estereótipo,
remetendo-a para o espaço – via satélite, para que pudesse conectá-la com o som
e com a imagem que a inoculou por um período de acuidade visual. Destarte,
refocilou-lhe a raiz da permissibilidade, de maneira concomitante, readquirindo
uma forma paradigmática contra as intempestivas reações – tanto positivas
quanto negativas.
Em todos os ramos da atividade humana, --
sem meticulosidades falaciosas --, o arauto
submeter-se-á ao emaranhamento da demudação abrupta, e ele assumirá, no
devir das circunstâncias inopinadas, caracteres inerentes ao meio estático,
precisamente no ponto de inserção, no qual a efígie – em seu grau de
especulatoriedade máxima – está sendo cabalisticamente promanada.
A especiosa proclamação, em algumas
ensanchas, já se apresentava na condição de ilação peremptória, embaindo um
tipo de embuste em que os preliantes ainda buscavam as consuetudinárias
sindicâncias da leitura meditativa, visto que estivesse sob a semiótica de ângulos
flabelares.
Em sofisma de alta percuciência, o
especioso pregão assomava – encapelado e de maneira embornal – exarando o
seguinte conteudismo tripudiante:
“SORTUDO! VOCÊ ACABA DE GANHAR UM CARRO E UMA CASA TODA MOBILIADA. SENDO ASSIM, NÃO LHE RESTA OUTRA
OPÇÃO, A NÃO SER GOZAR DESSA SORTE NÃO ESPERADA, PROPORCIONADA PELOS BONS VENTO
DO SEU HORÓSCOPO. REALMENTE, É A SUA ÚLTIMA CHANCE!
Em todos os setores abrangentes quanto aos
díspares profissionalismos, perquiria-se, custosamente, a real imagem da
falácia contemporânea e sua capciosa dimensão reverberante. A princípio,
requestava-se o labirinto elo impregnante inserido no vocativo de natureza
dispersa, trazendo-o, de modo sub-reptício, para o grupo espectral da picardia
reinante.
Os anúncios eclodem com mirabolância, sem
que se possa ter a imagem do que se poderia declinar como sendo de caráter
lídimo e, de fato, não excrescente quanto ao compositório deambulante. E,
ainda, remanesciam as apropinquações atinentes aos variegados âmbitos das
virtualidades existentes nestes tempos acrimoniosos, onde as nequícias se
alastram em todos os quadrantes do espaço.
As mensagens surdem na premonitória
orquestração do delírio, estando em meio às suas multiplicidades
tergiversantes. Não se sabe, ao certo, quem ela é, e, também, de onde proviera.
Geralmente, esse tipo de arauto tranquibérnico, numa sintomatologia
impressionante, vem impregnado de embaimentos esfíngicos. Uma argamassa de
pseudo-impressões variegantes compõe-na, por inteiro, em sua estrutura externa
continental, -- que é uma lídima mixagem contendo informações de vários tempos,
números, gêneros e pessoas.
Os pregões irrompem, de modo aparatado ou
em furna percuciente, emitindo apenas os criptogramas detonados, maviosamente,
por uma série de sensores interpolados nos interregnos de uma fonte geratriz,
com velocidade e aceleração ultrapassando aos limites de suportabilidade do
operador mais eficiente.
A imagem virtual, que é suscetível de
exercer-se, conquanto não se encontre em exercício, representa algo que esteja
como faculdade – mas sem efeito atual, potencial, possível. Em Física, essa
efígie virtualística é vista na simbologia do foco de uma lente ou espelho,
determinando a intersecção dos prolongamentos dos raios luminosos. Em se
tratando de informática, o virtualismo imagético se predispõe para designar os
dispositivos emulados ou simulados e, portanto, não-reais, tendo como
paradigmas: memória virtual, realidade virtual etc.
A virtualidade do delineamento, no inverso
insólito de sua realidade plausível, ostenta, com certeza, uma força
incoercitível em toda sua suntuosa grandeza de espacionalidade. O suscitar do
desenho, através de raros efeitos produzidos por sensores, consegue dilacerar
os pontos nevrálgicos das inúmeras barreiras obiciantes, projetando-se, por
intermediação de satélites, de um continente a outro, com a mesma fulgurância
contida em relevos primiciais – do ponto de origem ao ancoradouro final, numa
visão generalizante de tudo o que se passará nas dimensões gravitacionais do
planeta – Terra, que é o sustentáculo peremptório.
O arauto, contido no escorço visual,
aparata diversos tipos de sensores, em seus díspares graus de implexidade,
servindo para dilucidar porciúnculas enigmáticas – de materiais enfurnados nas
profundidades de mares e oceanos, por meio de dispositivos como radar, sonar,
ecobatímetro etc.
O sujeito tranquiberneiro evola um
cabalístico arauto, representando um arquétipo de altíssima resolutividade
evagatória, que é o ostentório significativo do próprio aparelho tecnologizado,
-- numa dissonância de encontros, aflorando, posteriormente, em direção ao
extrínseco – de modo esquipático, confutando o seu estado de ausência, malgrado
esteja a redarguir os paroxismos palindrômicos de uma síndrome que comina,
contundentemente, os especialistas de maior reputação no ramo da psiquiatria –
a despeito de ser um questionamento de algum transtorno ainda não ressumbrado
no implexo âmbito da rede neuronal!...
Wilson Cerveira
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