domingo, 24 de novembro de 2013

O INUMATÓRIO RECIDIVANTE


     Hodiernamente, por nequícia, inumam-se o físico, o psicológico e o espiritual, sem que se busquem justificativas plausíveis para dilucidar as razões heteróclitas dessa etologia de natureza, recrudescentemente, onírica.
     O prazer mórbido de sucumbir a imagem rompante – antes  mesmo do seu protótipo surgimento – simboliza uma energia deliqüescente, que é dimanada a partir dos delíquios enigmáticos, os quais, em sua razão de corroborativa biológica, tentam incrementar o sentimento – por demais patológico – da egolatria grassante, nestes tempos ígneos e de cabal iniqüidade mental.
     Os objetos, artes de uma tecnologia comprometida e comprometedora, servem para o exercício de enfatuados inoculatórios recidivantes, com escopo de perpetrar a deposição de números criptogramáticos, senhas, cartões magnéticos e demais aparatos propendentes. Eles, também, acumulam os dísticos diferenciais das redes – modelares sepulcrais – ostentando  os mais cabalísticos meios, lídimos reconduzintes, para a recomposição dos artigos que farão parte integral da presença, dos que a memória jamais olvidará em sua essência de perene porvir, que é a antítese despautérica existente nos meandros das ideias de contumácia descomunicabilidade.
     Os sepultamentos rotineiros e exacerbantes contendo  informações acumuladas, em suas generalidades amplamente diversificadas, que instigam a comutação constante de dados expositores, aparatando novidades efêmeras permutáveis, nas quais as etiquetas fornecem marcas de inusitados preceptores.
     As pessoas, de modo geral, metamorfoseam-se durante o exercitar de descomunais refregas, sobremaneira nestes dias de percuciente crúcia, verazes arraigamentos atinentes aos soçobros existenciais – aparatadores de distúrbios proliferantes!
     Os simulacros podem ser representados pelos vários aparelhos de tecnologia recente. Dessa forma, sem hesitações temerárias, haverá o probabilismo de muitas inumações sucessivas, -- numa prova insofismável de expungência, abrangendo, concomitantemente, vários caracteres atuantes: parcial, reversível, irreversível, fatal etc.
     As  predisposições genéticas, espontaneamente eclodidas no genoma de uma  geração conflitante, onde os traumas e decepções estigmatizam os preliantes da refrega, não lhes oportunizando destinação diferente, pois esses seres receberiam o respaldo dos mais estúrdios artefatos, que provêm de uma cibernética dualística quanto aos meios de peremptório vaticínio.
     As criaturas se submetem às ablações de extensas áreas de superfícies epidérmicas, mormente as que sofreram engelhamentos, ostentando recrudescência da flacidez dos diferentes tônus musculares e tecidos de preenchimento neuro-esquelético.
     Esses espectros, revestidos por uma substância verossimilhante ao estrutural de carne e osso, representam lídimas vacuidades sentimentais, quando respiram o respiram o pó cronificado e remanescente das catacumbas em aberto, num resfolegar regressivo quanto ao ponto funesto dos cinéreos etológicos e obscuros!...
     Lajedos de blaterações em asfixia, em seus respectivos quadrantes de épura, demandam as mais inusitadas crucias – férulas de um devir expungitório --, oriundos concretos pertinentes a um postergar crucial itinerante, em que vetustas teorias são afixadas – quase sempre – nos cérebros das escolaridades!...
     Ninguém conseguiu, através da miragem, ablacionar a prisca visão obumbrada, para que haja condições de lobrigamentos reparatoriais de premência!... Em pleno balido ostentórico, num insopitável suplementar de provas cabais, vê-se a extrema necessidade de requerência do imprescindível, facultando ensanchas de exequibilidades meritórias.
     O inumatório recidivante abrange toda uma descartabilidade, não importando a direitura dos vetoriais – onde direções e sentidos são, assimetricamente, a simbologia de uma pseudo-anti-imagem invertida. E, assim sendo, a reversibilidade auscultativa se recomporá em direção dicotômica angulatória, prestes a estribar os fardos agrurosos das divergentes sendas meândricas.

     Os estados inumatórios recidivantes propendem para o sucumbimento, redobrando máximo, numa tentativa de coalescer o coercível, mesmo estando em presença de comenos latibulares. Por ilação, ante a pressurosa labuta, suscitam os fúlgidos átimos de uma palingenesia salutar, com o escopo de amainar as imanes dores sincipuciais, sobretudo onde o ramerrão existencial é ressumbrado sob a óptica de uma pungência reiterativa elucubrática.

                                      Wilson Cerveira

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