quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

AS DESLEMBRANÇAS EXISTENTES NAS LEMBRANÇAS

   No hodierno, prefere-se – egolatramente -- lembrar as necessidades de si mesmo a esquecer da existência consumada do semelhante, que é a imagem e semelhança de Deus.
   Os capadócios abduzem-se diante das imperâncias dos seus compromissos, e tentam meios sub-reptícios para não saldar as suas cronificadas dividas, distando de um pretérito esgueirado com relação a um valor pecuniário atualizado.
    Caso as condições de pagamento sejam favoráveis, não se admite a refutação do compromisso assumido. Outrossim, o ato de exarar a confutação perante o imprescindível, em casos de transtornos psiquiátricos não-conspícuos, ressumbra as mais estúrdias situações em cizânia.
   Requerer, com altivez a dissolução do juramento feito em presença de testemunhas reunidas no interior de um cartório de gabarito, tendo por cerne de corroboraração a efígie do escrivão – o mesmo que soluciona casos de desmantelia ao longo do tempo.
   O demandar do estrênuo quanto ao ato de ab-rogar, de fato, o que ainda vigorava a toda prova de sentença inconfutável, reúne, em si mesmo, uma varredura cabal, com o intuito nequicial de expunção.  
   O sujeito estrambótico, mesmo aparatando certa sinestesia, chega a adentrar ao nível do cerne da inanidade, ostentando, com exclusividade, a sua própria matéria, tendo-a como sendo um referencial basilar e inimputável.
   Se há normalidade, ou não, em não lembrar o que se pretendia realizar, -- quanto menos --, parte-se do principio que rege o banimento do objeto a que ele – o sujeito retrógrado – se submetera no somatorial decorrido do tempo prístino.
   Hoje se buscam fórmulas esfíngicas e  nequiciais de esquecer o que está sendo arquitetado, em que pese a significação deflagrada através dos dispares e controversos setores midiais existentes.
   Quando a dívida está relacionada aos órgãos governamentais – que são os maiores extorquidores do erário público, a cobrança toma conotação de seriedade, e o sujeito devedor – do tipo estereotipado – passa a ser malvisto, já que a lei fora feita com o objetivo de anteparar de todas as formas as peripécias sórdidas dos três podres poderes – detentores inexpugnáveis das ações sórdidas – perpetradas por todos estes réprobos dirigentes, e que se dizem elementos de atuância conspurcatória desta sórdida realidade ululante!...
     Descerrando o reposteiro do tempo, prolato o seguinte: Não costumo viver de ausências! Sou sempre lembranças, entronizadas no cerne reminiscencial da memória rediviva.
     As pessoas, em sua maioria, dissimulam uma superocupação – de natureza esclerosante – que, mesmo se interrogando sobre o transtorno ocorrido, elas não chegam a dispor de tempo suficiente para justificar suas ausências quanto ao ato de serem convidadas por escrito, num testemunho de deseducação comprovada! Tudo isto são sequelas degenerativas do nosso cizânico tempo de iniquidades ininteligíveis.
     A situação é tão exicial nestes dias de crúcia, que podemos até nos deparar com um tipo heteróclito de lembrança sem texto, tentando absconditar alguma fruição inefável, ainda não experimentada por muitos!... Chega-se a elucubrar o probabilismo de alguma existência – de natureza metamórfica cabalística!

     Então, nestes dias de probatória angústia, o lídimo sentimento que promana da espontaneidade, e passa a pertencer ao lume da perfunctoriedade, em que as pessoas são, constantemente, alertadas da seguinte maneira: neste mundo de crueldades, sempre tive você como pessoa amiga. De súbito, para minha surpresa, você vem demonstrando reações que não coadunam com o sentimento de amizade. Na qualidade de cristão amigo, estou ao seu inteiro dispor e pronto para ajudá-lo.

                                     Wilson Cerveira

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