quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

COMPORTAMENTOS PATOLÓGICOS

      Aristeu era um estudioso quanto ao modo de observar, meticulosamente, as pessoas que se dirigiam a ele, ou, então, dele se afastavam, sem que existissem justificativas plausíveis para a perpetração de tal fato.
   Nada mais, nada menos, tudo girava em torno da deseducação reinante, que é proporcionada pelo desencadear de fatores inerentes, tais como: insensibilidade, desconsideração, egolatria, além de comprovar o total desconhecimento das regras atinentes aos regulamentos da polidez e da etiqueta.
   Pelas manhãs, -- de brisas frescas --, assomava a certa distância da fonte colimadora – o homem de chapéu de palha, do tipo excêntrico, aparatando terno completo – com paletó e gravata. Entretanto, quem o observasse no período noturno, sofreria uma total decepção. No decorrer das horas de crúcia, ia abandonando todas as capas que lhe cobriam o esqueleto emaciado, e, pouco a pouco, ressurgia a sua própria penumbra, no espaço de chão proporcionado e remanescido pela réstia de luz bruxuleante!... E, quanto ao seu físico em caquexia, lhe restava uma imane ceroula – indo do umbigo ao tornozelo, como se fosse uma calça adstringente à cata de outra, contendo um diâmetro ensanchoso!
   Na ausência de pundonor, Marielse, sob o estado agudo de crise delírio-alucinatório, buscava meios obscenos de defecar, e, depois, entrar em contato manual com as suas próprias fezes. Quem a visse, naquele interim vexatório, jamais poderia elucubrar, no zênite do onirismo, que estaria – arrostadamente – em presença de caracteres comportamentais convincentes ou inconvincentes. A senhorinha, em apreço, era uma exímia pianista; pois, dedilhava nas teclas do vetusto piano de cauda, os clássicos e as suas partituras de máxima complexidade.
   Na progressividade vertiginosa do hodierno degenerescente, as pessoas demudam-se abruptamente, de maneira ininteligível, passando a ser, parcial ou cabalmente, outros tipos esquipáticos e mutantes, advindos de heteróclitos metamorfismos cabalísticos.
   O sujeito referência, segundo Nicomedes, é indicador sub-reptício de um tipo estúrdio de anormalidade, malgrado não haja como provar a corroboração de sua presença – em plena ausência de chamadas consecutivas!...
   No encetar do redarguimento do sujeito perquirido, não há como ratificar as atitudes insanas do seu hesitatório ego, sobremaneira no átimo em que a evagação exara: “elucubrei que tenhas sofrido; oh! Dulcinéia –, alguma metamorfose esfíngica!...”.
   Jacoebe, cientista naturalista, emite a sua opinião a respeito dos distúrbios comportamentais, tendo por fulcro basilar a seguinte comparação: “as ecdises do crustáceo não o obiciam quanto ao fato de permanecer com o mesmo fenótipo verossimilhante à sua taxinomia”.
    Em determinadas circunstancias, conforme elemento refocilante, pergunta-se: “foste vitimado por algum arquétipo esquálido de madidez remanescente?!...” E, perante a percuciente desatenção globalizante, o sujeito se torna inerme, e é necessário dilucidar, sem hesitação, que a lembrança, quando lidima, tem caráter de eternidade.
   Hoje, vislumbra-se uma deseducação premeditada – de natureza perversa, com o proposito de ultrajar o donaire do diletante, sobretudo o que concerne ao produto ilatório da sua fruição materializada.

     O indivíduo, no projetar do seu abscôndito comportamento patológico, injuria o outro, -- como se este indivíduo lhe fosse o simbolismo do mais execrável infamante. Destarte, não haveria motivos plausíveis e capazes de sopitar a descomunal morbidez neurológica, já que, sem perplexidades tardias, a persona venha a padecer de fome patológica!...

                              Wilson Cerveira

Um comentário:

  1. Anônimo22/1/14

    O ocaso moral que a sociedade maranhense mergulha é gerado pela insensibilidade humana e cívica que se alastra pelos comportamentos individuais. Tratemos a deseducação, a corrupção e a insensibilidade. Assim poderemos vislumbrar dias melhores.
    Carlos H. G. Medeiros

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