terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O CAPADOCISMO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

   A educação brasileira ascende, de modo indutivo, quanto ao proliferamento desordenado de escolas – lídimos elefantes brancos que nutrem as esperanças dos governantes em suas próximas reeleições, não se importando com a qualificação dos seus discentes, sobremodo no que tange ao basilar imprescindível da aprendizagem.
   Em verdade, canteiros de obras são montados indistintamente, e estabelecimentos de ensino são construídos, com a finalidade de ministração dos diferentes graus do conhecimento, e, também com o propósito de reminiscenciar lídimos simulacros, os quais tentam persuadir a aturdida opinião pública.
   Com o crescimento intumescido das cidades, tais governantes lobrigam, através de meios eleitorais, a necessidade de edificar novas escolas nesses arrebaldes. De igual modo, reformam as já existentes, abrangendo um pacote de financiamentos governamentais, provindos de algum órgão auspiciador, estando direta ou indiretamente ligado aos interesses municipais, estaduais ou federais.
   O acesso ao sistema de ensino, em dias hodiernos, é feito em âmbito escancarado, sem freios e sem cobranças, sobremaneira quanto ao fato de escrever e calcular numa reiteração abasilar prescindível, uma vez que, sem protraimentos, estamos nos apropinquando, cada vez mais, em direção ao átimo deflagratório atinente à cognominada geração ágrafa.
    
   Não se sabe, ao certo, qual será a direitura desses novos itinerários da instrução, já que a geratriz cognitiva está a aparatar novos métodos aplicados com relação aos labores independentes das inusitadas praticas – de campo, de laboratório ou de biblioteca.
   Realmente, esses educandários ostentam sobejos materiais para manuseamento, conquanto estejam injustificadamente, encaixotados de maneira aleatória, em diversos aposentos do colégio; formando um especioso rebuço de excrescência, no que concerne ao referendar quantitativo dos aparelhamentos de maior exação pragmática.
   E, destarte, as balanças de altíssima estesia vão confutando a incolumidade da “lei de Lavoisier” que, na época de sua laboração, desprezava as minuciosidades das massas que se dissipavam no decurso das reações químicas dos reagentes, antes que obtivéssemos os números percentuais dos compostos resultantes.
     Os prédios, onde funcionavam os diversos cursos – independentemente dos níveis de graduação, sobretudo os  de formação universitária, não avocam as condições necessárias para o desenvolvimento dos recursos oriundos da mais acendrada tecnologia.
     Esses edifícios que tipificam os hodiernismo de embuçalamento, não apararatam as mais morigeradas instalações, visando o equacional adequamento, com o intuito de captar os artefatos de refinamento.
     Dessa forma, a impressão é falaciosa em seu todo, não absconditando as perfunctoriedade detectáveis em determinado interregno suspensório. E, assim sendo, as funções cibernéticas remanescem em banimento esburnitório.  Dessa maneira, ninguém evaga a usufruição da inanidade, a despeito do aspecto que se decompõe a partir da experimentação da fugacidade dos instrumentos fabricados neste ramerrão dos heteróclitos aparatos concernentes ao mistificatório do defectorial supérfluo.
     Em detrimento das diferenças existentes, ablacionam-se prerrogativas de menor monta, não atendendo as prioridades basilares dos aprendizes – em seus díspares nivelamentos sequenciais no âmbito científico.
     Em dias de crúcia percuciente, depreende-se o imagético, o meândrico, o inesquecível!... Para quem perlustra algum ponto disperso no espaço, decerto, terá as expiações dos nevrálgicos  lesivos, os quais estão imersos no inumatório das vislumbrações atinentes aos diversos conjuntos arquitetônicos das porvindouras construções de uma “Universidade” ininteligível com relação aos essenciais pontos de plausível sapiência!...
     E, em consequência dos erros sistemáticos, as instituições particulares de ensino vão ampliando seus horizontes, num cabal infringimentos de normas.

     Igualmente, não obedecem aos parâmetros curriculares, já que estão lastradas sob augúrios das exorbitantes pecúnias, e que estribam as suntuosas movimentações no câmbio das finanças. Sendo assim, propiciam apenas a ascensão dos plutocratas e suas gerações, numa criação garantida de um possível mercado de trabalho, regido pelos inúmeros diplomatas apedeutas.

                                      Wilson Cerveira

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