Esta
centúria, cognominada de século vinte e um, tem sido estigmatizada pela
presença constante dos mais heteróclitos tipos de erros. Tê-los sempre por
perto, não importando o local, o momento e as circunstâncias em que vivemos
neste ramerrão agruroso, torna-se execrável a assistência a que lhe damos. Da
desatenção cabal até a probabilidade de suscitamento expurgatório, vistoriamos
as devidas comutações propelentes em todos os sentidos e direções vetoriais.
Há pequenos erros, assim como, -- na mais
horrenda acepção --, equívocos graves ou gravíssimos. Outrossim, os diminutos
equívocos são procurados no encetamento dos afazeres e das azáfamas, logo que
elas tomam o ritmo de açodamento irrestrito. E, nesse ínterim, muitos optam
pelo simulacro das superocupações – tanto física quanto mentalmente. Nesse
caso, não há espaço de tempo suficiente, mesmo partindo da diluição dos
segundos, para perceber-se o zumbido agudo de um inseto que nos atordoa a
sensória acústica.
Lamocito, sujeito impertinente desde os
tempos áureos de mocidade, tem por vezo dar uma opinião paradoxal a respeito
das anomalias comportamentais, as quais se fazem presentes no decorrer desses
dias somatorizados e pertinentes a esta ígnea sarça de preocupações e
aborrecimentos! Dizia ele, sem pestanejar, o seguinte: encontra-se no hoje,
neste hodiernismo conspurcatório, mais quem nos agaste do que quem nos aprouve.
Todas as ações parecem se promiscuir
através de enxerimentos causados por pessoas desenxabidas. E, dessa forma
errônea, vai-se tentando piorar concomitantemente as criaturas e o mundo, ambos
em seus diferentes quadrantes geográficos.
A preocupação para com o outro, quando
cobrada em dias hodiernos, torna-se algo interrogativo no sentido de acatamento
pessoal. Parece mais um castigo advindo de um erro incerto quanto ao seu grau
de exegese. Presume-se um tipo diferente de acerto, erradíssimo, comprometendo
o contexto exarado em seus diversos estereótipos implícitos, abrangendo desde
as bizarrias prístinas.
Os erros têm convergido em nuances de
acertos estúrdios, dando a falaciosa impressão de que algo vai aparatando o
inverso dos inversos das díspares medalhas, num ouropel que ludibria o soerguimento
da própria efígie esfíngica.
Os erros são arquitetados com astúcia
máxima, dando a fisionomia especiosa de sentenças anteparadas por códigos facínoras,
superprotegendo os administradores poderosos que se autolocupletam à base de
extorsões deblaterantes e repletas de blasonarias. E todas essas manifestações
ficam em surdina, uma vez que o tal “Poder”, emanado através de leis federais,
neutraliza as mais hediondas ações malévolas perpetradas por esses capadócios
sacripantas que constituem os três corruptos e execrandos “Poderes Nacionais”.
Há erros, nas intermediações absconsas,
nos meandros existentes nas análises combinatórias. Desse modo, os adeptos dos
sofismas ficam a calcular os medidores probabilísticos que compõem os seus
diferentes arquétipos – sob formas matizadas de arranjos, combinações e
permutações. O implexo é evidenciar a sucessão de erros conjugados que se
somatorizam no decurso das linhas e colunas integrantes em direituras
controversas.
Não se pergunta mais – nem mesmo em
exames – quantas questões tu acertaste, mas prefere-se inquirir sobre a
quantidade de erros localizados nos numerosos quesitos do concurso. Elimina-se
até o acerto, caso esteja ladeado por um exacerbado número de erros. As
prevalências das armaduras equivocadas suplantam todos os expenderes das
composições certerrôneas, tendo por ponto de fulcro as promiscuidades dimanadas
a partir da própria vacuidade niilística.
Há erros que não admitem pequenas
amarras; pois, no caso, tendem a se complicar na impelência dos seus dissabores.
Ficam, de fato, cronificados nos organismos, emitindo um emaranhado de raízes
longas e ramificadas, alcançando uma percuciência proverbial. Sempre voltam em
estabelecidas condições. Esses erros são denominados de inveterados devido à
sua resiliência radicular.
Enquanto outras erroneidades sobrevêm de
ideias obsessivas, as quais se imprimem em mentes que se fixam em um só ponto,
esquecendo completamente as outras características que permanecem ao derredor
de quem demanda a polemização. Um simples lipoma no centro da testa pode causar
um estado de tempestuosidade! ... Ao passo que os erros refratários ressurdem
em períodos intermitentes. Em determinadas ocasiões, essas mesmas criaturas
eximem-se de falhas; em outras ensanchas, essas infrações regressam quanto à
prática de vários comenos menos exatoriais!...
Wilson Cerveira
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