quarta-feira, 2 de novembro de 2016

MESTRES E DOUTORES SEM CULTURA GERAL - PARTE II

   Em que pese a desarticulação do basilar, abrangendo uma série de conhecimentos gerais, surdiu o estiolamento do que a antiga Professora Normalista do vetusto “Curso Primário” preconizava com veemência. Educava os seus alunos, de tal maneira, para que eles não se prendessem a uma determinada matéria. Quando se pode deixar uma herança bem melhor de que qualquer outra já divulgada em termos midiais.
    Como se vai adquirir conhecimentos gerais variegados, após o distanciamento da base respaldativa. Tudo se aprende, com mais pujança, nas primícias da vida. E, a educação, quando auferida, ostenta – por pináculo inexpugnável – as mais sólidas erudições que nos eram repassadas nos pródromos da formação escolar.
     Na Escola Tradicional, cujo sistema de ensino, – de  proficiência comprovada, – ressumava os alicerces de uma aprendizagem perdurante; porquanto a exação, diuturna e assistencial, exigia do discente o cumprimento integral das obrigações colegiais, independente de quaisquer afinidades individuais conforme o despertar da tendência intelectiva.
     Todas as disciplinas eram cobradas em tempo integral, não oportunizando primazias para assumir outras digressões. De fato, a cultura geral provinha do ponto de encetamento. O despertar da necessidade variegada do saber, deveras, incitava o alunado com relação a grandiosa precisão de prestação das lições – de segunda a sexta-feira – sem interregnos de latência procrastinatória.
     Não adianta, decerto, a inoculação percuciente de conhecimentos abrangentes, a partir dos comenos que se priorizaram com referência ao restricional – do particular cognitivo, cognominando-o de especialização em determinado ramo da poligrafia.
     Para que, em determinado espaço temporal, isso pudesse acontecer deveras, seria preciso adquirir o basilar das demais disciplinas. Realmente, a aluno da área da saúde, necessitaria de implementos que facilitassem o seu entendimento matemático, mormente em presença de uma equação diferencial – em ritmo de uma integralização solidificante – que se direcionasse mais aos técnicos a quaisquer outros funcionários.
     Por que digressionar em busca de inusitadas cognosias – um tanto afastadas do colimador exponencial?!...  E, então,esta geração, cujo conhecimento é vulnerável – desde  as primazias, jamais poderia aparatar melhores caracteres, porquanto a base fora obliterada desde tempos priscos!....
      Quem fomentava o basilar era a Professora Normalista, uma lidima heroína! De tudo sabia um pouco; tanto assim, que, arrostadamente, sem hesitação ia passando e repassando para as gerações futuras a fortaleza de sua aprendizagem, alicerçada com tenacidade, sobrevinda, gradualmente, quando infligida pelos educandários sufragados, mormente com a presença imprescindível da mestra de todos os tempos, a qual fazia e reiterava em suas idiossincrasias, as mesmas funções ressumbradas  por todo um corpo docente, capaz de responder a todas as perguntas que lhe fossem formuladas, independentemente da especificidade da matéria ministrada.
      Todos os que aprenderam com essas magnânimas mestras, decerto, aduzirão essas cognosias até o postremeiro átimo existencial. Deveras, essas preceptoras do saber simbolizavam lídimos arquétipos, e transcreviam as suas heranças paradigmáticas para as gerações subsequentes. Ensinavam todas as disciplinas, tais como: Português (Linguagem), Matemática (Aritmética), Conhecimentos Gerais (História e Geografia) e Ciências Naturais, instruindo, com basicidade sólida, todos os seus epígonos, independendo de quaisquer outros recursos ou referenciais familiares.
     Em determinadas circunstâncias, coligiam num único salão as cinco turmas do vetusto Primário – sendo quatro nas laterais e uma no centro, que era, justamente, o quinto ano. Indo a cada grupo ministrar a sequência dos conhecimentos e, também, com especificidade, os diferentes capítulos das matérias ministradas.
      Após algum interregno, vinha tomando as lições e recolhendo os exercícios propostos. Os que ostentavam mais atenção, decerto, ressumavam as maiores notas, justificando a ausência de um imane transtorno mental, evidenciado em dias hodiernos, que é a aprosexia (mórbida falta de atenção).
      Também, na ausência patológica da abulia, ressudavam uma volição ascensorial, ensanchando todos aqueles que disputavam díspares interesses com relação ao grau assimilatório de inusitadas erudições.
       Outrora, dispunha-se do livro da Prof. Margarida Thompson, com a sua linguagem dilucidatória em todos os âmbitos prodrômicos da polimatia humana. Ajudava-nos, além da mestra de saber versátil; também, preceptora de primeiríssima grandeza, a dissipar-nos as perplexidades acumuladas no decurso inclemente do tempo inexorável!
      Quanto ao livro de aritmética, jamais poderíamos obliterar o Carlos Galante, Cecil Thieré, e, por último, o Benedito Castrucci. Todos eram eficientes, tanto assim, sem dubiedade, um complementava e basificava o que o outro dizia, sem que necessitasse de um cerceamento atinente ao grau de evolução do conhecimento humano, abrangendo as diferentes disciplinas ministradas.
      Esses parcos livros, pertencentes ao encetamento escolar, emprestavam-nos toda a basicidade necessária, para que jamais esquecêssemos as histórias que nos trariam reminiscências imprescindíveis com relação ao evolucionismo poligráfico.
      A “Cultura Geral” tem que ser cultivada desde as primícias erudicionais. Sem base prodrômica, não adiantaria tentar transpor óbices recrudescentes do saber, uma vez que, indubitavelmente, os concorrentes preparados auferirão as vagas disponíveis para os cargos, anteriormente, disponibilizados pelos editais dos díspares concursos públicos.



                                                            Wilson Cerveira


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