Era madrugada, tempo cerrado de nuvens
acumuladas – repletas de chuvas ainda contidas – quando se ouviu, de modo
abrupto a voz trêmula de dona Helena, a mais senescente do Caminho da Boiada,
notadamente quanto à arte de aprestar um dos melhores mocotores – sobremodo nos
dias de sábado! E, então, bradava a plenos pulmões: “Não me mates!” – dizia
ela, sem pestanejar...
A multidão, somatorizando os moradores das
casas contíguas, todos, sem exceção, puseram-se em pé, nas soleiras das portas
de suas respectivas residências, que ficavam cercadas pelos pares de
umbrais!...
Todos estavam atentos, somente com os
ouvidos concentrados na expressão: “Não me mates!” Esta frase parecia estar
sendo promanada dos lábios de quem entende a maneira pela qual se forma o
imperativo negativo dos verbos, sobremaneira quando estão inseridos em expressões
como esta, que obsecram a própria preservação da vida.
Pobre Helena, dona dos mocotós, não havia
cursado os três últimos anos do vetusto ensino primariano!... De quando em
quando, a alumbrática Providência Divina, em sua essência maior, fazia-lhe
efluviar dos lábios frases corretas – sufragadas pelos eminentes gramáticos deste
País, até então, cognominado de Brasil – mesmo soçobrando em opróbrios
consecutórios.
A
finalidade deste artigo, sem perplexidades, é dilucidar a lídima tradução da
frase, porquanto esteja em sua acepção figurada. Nesse comenos, estava entregue
aos acuramentos blandiciosos de um phalo, de médio a grande porte, a ostentar
os exercícios varonis de sua própria espécie humana. Decerto, estaria a
aparatar os paroxismos de sua ninfomania exacerbada.
Malgrado as ninfas sejam insaciáveis,
costumam exibir esses tipos heteróclitos de comportamento, que redundam,
inopinadamente, em estrugidos estentóricos.
É rico aquele que sabe controlar seus
desejos, restringindo seus díspares graus de saciedade. De fato, o clímax recíproco,
ao alcançar os píncaros de níveis mais elevados, impetra observações aguçadas!
O casal não se mantinha através de
pecúnias, barganhas e benesses, visto que buscavam as lubricidades culminantes!
As abordagens psicossomáticas ressumbram os seus díspares meios de acomodação.
A própria inópia, que é a maior abdução entre os casais, sempre obiciou no que
concerne à cata de adendos terapêuticos neutralizantes, estando presentes nos
interstícios teciduais orgânicos.
Parece estarmos perante ao delusório, uma
vez que, em tempo determinado, os estigmas da lascívia estabelecem a comutação
de muitas carências coligidas, visto que, sem hesitação aparente, comutam as
probabilísticas proliferativas das imprescindíveis necessidades básicas: sede,
fome, sono e sexo! E, destarte, o sexo, jamais ficaria excluído do grupo das
premências basilares!...
Urge não soer – de si – o abduzimento do
imprescindível. As faixas etárias, nos meandros ou coleantes de suas anomalias,
são contumazes no pontuamento de suas sendas exatoriais. Descrevem-nas sob a forma
cabalística. Há muito essa ritualística foi considerada um vurmo ou sânie cominadora.
Quem a perpetrasse, na ausência dos direitos lícitos, estaria sujeito a um tipo
de condenação procrastinatória... Deveras, a veracidade encontra-se arraigada
nos entremeios ou permeios das circunstâncias orgânicas com relação às
demais!...
Wilson
Cerveira
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