quinta-feira, 7 de novembro de 2019

MANUTENÇÃO VOCABULAR

          Como é implexo dimanar à cata da lídima palavra latente no subconsciente. Reminiscencio em cabal letargia os vocábulos inumados nos escaninhos enigmáticos de uma mente estertorada de preocupações e aborrecimentos diuturnos. Então, rememorizo em plena latência as implexidades encontradas no ramerrão existencial, representando também, os intrincados questionamentos intrínsecos.
           Preciso urgentemente da ajuda da Divina Providência; pois, como hei de lembrar os nomes perdidos nos escaninhos labirínticos da mente humana? Sim, dessa forma, ninguém obtém o redarguimento deste interrogatório esfíngico. Então, neste ínterim, afloram os enigmáticos externos que remanesceram submersos nas digressões existenciais contidas nas percuciências da memória.
            Reitero, de uma vez por todas, ao exarar que a rejeição é o pior tipo de todos  os acabrunhamentos reinantes nos diverso padrões regimentais!
     Qual a derivada benéfica, favorável ou propícia? Nenhuma das três irmãs verossimilhantes poderia acompanhar-me, para que eu possa atravessar este despenhadeiro ou abismo ou precipício? Neste comenos ou nesta ensancha, não consigo aclarar a memória, após ter sofrido o delíquio ou a síncope da obnubilação!... Deveras, a princípio, nada poderíamos perpetrar quanto ao  deletério ou prejudicial ou nocivo abalo sofrido por uma memória, a qual tenta exumar os vocábulos inumados ao longo do tempo de vivência, experimentação e sofrência diuturna!...
            Vê-se, então, a imagem sofrida do Jeremias, quase que debruçado aos pés da cruz, obsecrando ou suplicando a derradeira ensancha quanto ao ato de recordar em cada passo o olvidamento, capa ou invólucro das postremeiras palavras soçobradas com a aplicação de uma imane latência ou adormecimento por tempo indeterminado em quase todos os quadrantes vitalizados, ainda antes que viéssemos a padecer -- perante  o excruciamento peremptório de todas as mazelas coligidas!...
           Busca-se, neste ínterim, um meio de como proceder, para que não percamos, com o passar fugaz do tempo, os radicais, as raízes, os prefixos -- gregos e latinos -- assim como os sufixos assimilados obrigatoriamente. E, destarte, surde uma outra integral -- a semântica -- muito mais complexa do que toda a etimologia coligada. Decerto, o significado de cada vocábulo aparata n-termos sinonímicos, ao passo que, em se tratando de etimologia, como fora dito anteriormente, ostenta apenas: prefixo, radical e sufixo.
      Através dos tempos, os vocábulos sofrem percucientes variações de natureza semântica! Se bem que não queiramos exprobrar no final de cada análise filológica, jamais poderíamos confutar a escrita, a fonética e seu respectivo significado com o decorrer cronológico. Isso tudo é para evitar o anacronismo(sistema contrário aos usos e costumes de uma  época). Há palavras que se deixam sepultar, sucumbindo em total arcaísmo! (palavra, expressão sintática ou acepção que deixou de ser usada na norma atual de uma língua). Outrossim, em linguagens especiais, é comum a sobrevivência de algumas formas arcaicas. Por exemplo, na linguagem forense, na linguagem regional, entre  locutores de idade avançada; também, podem ser utilizadas como recurso para recriar a atmosfera de uma época -- "Romance Histórico". Sendo, igualmente, o modo de falar ou de escrever antiquado, por gosto ou imitação; tendência para empregar vocábulos ou expressões arcaicas. Como exemplo salutar, temos a palavra -- estugar, cujo significado é açodar, pressurar, apressar etc.
        Haja vista, para melhor dilucidar, temos vocábulos que permanecem em cabal latência, por um tempo imane no subconsciente, sem que exista uma maneira de afloramento mais lépido. Então, haveremos de esperar as providências de Deus, para que nos ajude a elucidar tais termos, tais como: felonia, epígono etc.
     São terminologias, quase sem motivo, que nos vêm de repente à mente. Exemplifiquemo-las: jucundo, álacre, gáudio, gládio, excepcional, formidável, esbulhar, esburgar, esburnir, espoliar, escamotear, empalmar etc.
         Jucundo, por incrível possa parecer, dá-nos a falsa ideia de pensar, que é uma palavra que exprime sinal de tristeza. Pelo contrário, jucundo tem acepção de jovial, alegre, contente etc. O som do vocábulo poderá expressar algo, mas há a predominância antinômica -- tanto assim, que o triste quanto ao ato de pronunciar, passa a ser alegre na escrita. Agora, neste ínterim, ostentamos a propugnação do digladiar das apropinquações; enquanto gáudio -- na qualidade de júbilo; ao passo que o vocábulo gládio aparata luta, batalha, combate entre duas ou mais pessoas, independentemente de quaisquer relações. Demonstra-se, igualmente, o espólio -- no sentido de herança; conquanto o espoliar significa subtração, roubo, furto de alguma pecúnia exposta ou expendida em favor de alguém que se julga ser dono daquilo que a ele jamais pertencerá. Entretanto, para reiterar o que fora dito anteriormente, temos a trilogia: esbulho, escamoteação e o empalmar, simbolizando uma retirada de alguma coisa furtivamente, cuja acepção parece ser, e o é: furto, pequeno roubo etc.
               Como é contristador chegarmos a um tempo hermético pela sua própria natureza, significando o termo olvidamento. Não olvidemos de que toda herança consta, de modo indissolúvel, no subconsciente, traduzindo uma nota máxima com relação ao percentual de certeza, ostentando a própria razão existencial vocabular.
             Há entreveros descomunais e insólitos entre as expressões de cada vocábulo; pois, temos uma dualidade: etimologia e semântica. A primeira, sem hesitação, tem acepção estática; enquanto a segunda, sem perplexidade, expende uma estruturação plenamente dinâmica. Esse dinamismo chega a ser sobejo, notadamente nas palavras que exprimem uma ideia divergente, consoante a frase a ser burilada à luz da escrita.
               Peçamos a Deus, todos os dias, que não nos deixe incapazes de reconhecer as terminologias existentes entre as palavras, principalmente constando de  algo meritório.
               A semântica se expande em diversos grupos: sinônimos, antônimos, homônimos, parônimos, e tantas outras derivadas.
            Há antônimos que se manifestam de tal forma; assim como, em se tratando de parônimos; e, também, com referência aos homônimos homógrafos e heterógrafos. Há, de tal modo, a polissemia -- em se tratando de termos que apresentam diferentes significados: manga fruta, manga de camisa, manga de candeeiro, e, igualmente, manga do verbo mangar -- caçoar, zombar, apodar,etc.
               De fato, há transformações do mesmo vocábulo, encapando-se em vários véus, deixando-nos sempre hesitantes ao longo das pesquisas e fontes, anteriormente ressumbradas!...
              Há palavras que ficam inumadas na mente humana, por tempo indeterminado. Não a procuremos. A lassidão tomará conta do tempo de espera. Quanto mais aflição, pior se torna o afloramento vocabular. Tenhamos fé, fé lídima em Jesus Cristo -- Deus Pai, Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, Deus Misericordioso, Deus Todo Poderoso, tende piedade de nós e do mundo inteiro!...
                Existem palavras cuja semântica se altera com o decurso do tempo inexorável!... A palavra formidável, em época prístina, era usada como forma de indicar o terrível, o desagradável! Hodiernamente, essa  mesma palavra significa o contrário: -- algo extraordinário, insólito, excepcional etc. Com relação  a palavra supracitada, que é "excepcional" -- fora no prisco -- algo verodissimilhante  à palavra formidável; hoje, significando as pessoas portadoras de algum distúrbio mental!
                 Podemos reiterar a ilação de que a semântica, realmente, é dinâmica em todos os seus aspectos : intrínsecos e extrínsecos. Enquanto a etimologia é, de fato, estática quanto aos seus radicais, prefixos e sufixos gregos e latinos. A palavra epígono é igual a discípulo; enquanto o vocábulo felonia tem a acepção de traição, de maldade, de raiva etc.
                 
               

                                                                                                      Wilson Cerveira




             



                                                

Um comentário:

  1. Senhor Wilson, que bela narrativa da história de um psicopata supostamente um anfitrião que destrói o ganha pão de um suposta convidado que inadvertidamente permite que o maluco anfitrião destrua seu violão.

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