A deseducação progride dia
após dia, numa lidima desabridez e protérvia diuturnamente!... Hodiernamente,
os medecos escroques assumem uma posição ímpar de iniquidade e nequicidade em
todos os quadrantes vitais... No caso desses medecos, os quais se proliferam em
todos os Estados e Países – ressumbram frágil conhecimento e cabal deseducação
psicossomática.
Há o medeco psicopata criminoso, chamado
hipocritamente “anestesiologista”, que vinha sedando parturientes,
aplicando-lhes altas doses de anestesia e realizava o seu instinto sexual
abominável. Há o relato também do medeco da Bolívia que se dizia “cirurgião
plástico”, que aleijava centenas de mulheres. Se era para realizar reparação do
umbigo, o sacana fazia o deslocamento para o pescoço...
E existia o Nerinildo. Casado com a
senhora Francielda, costumava partir para a chácara, depois que ela se
deslocasse da casa em direitura à trajetória que realizavam – desde o casarão
onde moravam no centro da cidade de Belém do Pará, após percorrer cinco horas
de deslocamento com uma velocidade de 100km/h.
Em dias de domingo, Nerinildo, não parava
para atender ninguém. Ele mudava de estrada. Para tanto, usava vidro fume bem
escuro, além do seus óculos de lentes verdes! Esse sujeito era desalmado,
perverso – no mais alto grau!...
Outrossim, quando ele lobrigava um
desastre, este tal medeco escroque acelerava ainda mais o carro, aumentando-lhe
a velocidade; a fim de que não prestasse nenhum tipo de socorro às vítimas.
Além de ter um conhecimento paupérrimo, aparatava uma deseducação catastrófica.
A senhora mãe desse medeco nunca lhe deu
nenhuma informação sobre polidez e etiqueta. Sujeito de caráter malévolo e de
instrução péssima, a qual só servia para aniquilar a vida dos seus pretensos
pacientes. De antemão, execro as atitudes hecatômbicas desse elemento medeco –
também criminoso e de altíssima periculosidade abominável em todos os sentidos
perquiridos.
Apenas tomei um arquétipo dentre milhares
de medecos escroques. Eles se acham dispersos no orbe, contaminando-o de
nequícias ou iniquidades... Nerinildo, na casa dos cinquenta anos, tinha por
esposa Francielda e duas filhas gêmeas univitelinas: Gertrudes e Gina,
aparatando dez anos de vida.
Nos dias de domingo e feriados, Francielda
tomava o seu automóvel e partia primeiro, levando em sua companhia as filhas do
casal – Gertrudes e Gina. Duas horas depois, Nerinildo em seu carro de luxo,
ostentando vidro fumê bem escuro, além do seus óculos de lentes verde-escura, o
escroque do tal medeco pisava no acelerador, recrudescendo a velocidade.
Centenas de vezes deixou de socorrer muitas pessoas que morreram em virtude de
horrendos acidentes via transito.
O seu dia sinistro aparatava uma
premonição fatídica e inelutável. Após chegar a sua bela chácara, recebera um
telefonema nefasto. A voz – quase desconhecida – dilucidava o seguinte: ‘a sua
mulher e suas duas filhas estão mortas aqui na calcada’ – com apropinquações à
sarjeta, há mais de uma hora, visto que a ambulância da Prefeitura não está
funcionando devido a problemas no motor.
Quando Nerinildo chegou ao local, apanhou
os corpos mortos, e os reconduziu ao necrotério para os respectivos exames
cadavéricos a fim de que fossem liberados para o sepultamento no Cemitério
Central da cidade de Belém do Pará. Um único ataúde albergava a mãe e as duas
filhas gêmeas univitelinas. Ele pagava com a mesma moeda, a permissividade que
vinha perpetrando no decurso impiedoso do tempo por agruras e acrimônias...
Nerinildo, desgraçado humano, escolheu uma
outra companheira – Laurinha, a qual reproduzia a mesmíssima rotina!... Dirigia
o seu carro em direitura à chácara mais cedo, chegando duas horas antes do
Nerinildo, iniquo médico ortopedista, porquanto não atendia acidentados em dias
de domingo e feriados. Fazia com que não visse os acidentados estendidos nas
calçadas que ladeavam o caminho...
Nerinildo desideraria engravidar Laurinha.
Após algum tempo, conseguiu o seu intento voluptuoso. Assim sendo teve um casal
de filhos: Laurinéia e Lureto, ambos portadores da síndrome de Down. Teria,
entretanto, que educá-los numa escola especial. Ela transformou-se, tornando-se
mais humana e prestativa. A empatia é um santo remédio para aqueles que não se
colocam nos lugares de tantos outros, carentes de maiores cuidados. Nesta
ensancha a incúria tornou-se deletéria em gênero, número e grau!
O Nerinildo, ortopedista impostor e
altamente desumano, prosseguia da mesma maneira, como se nada tivesse ocorrido
com o transcorrer efêmero do tempo ladeado! Esse “medeco escroque” era a
representatividade máxima da desumanidade de caráter cabalmente execrável... Os
filhos não representavam as anomalias! Dava-nos a falsa impressão que eram
normoanormais de fato e de direito comprovados em todos os âmbitos da vida
projetada!
O tal medeco ortopedista criminoso
prossegue no perpetrar da iniquidade. Domingo e feriados – em seu carro de
luxo, continua a sua desídia quanto ao ato de não socorrer os mortos e
paralíticos encontrados nas margens das calçadas.
Nerinildo vai receber em comutação a
incúria perpetrada nequicialmente! Não se sabe quase nada a respeito desse
medeco deletério em todos os aspectos plausíveis. Mais uma vez, de modo
inclemente, recebera um telefonema de um cliente seu, decerto exarando a morte
de sua segunda mulher Laurinha e de ambos os filhos: Laurinéia e Lureto...
Jesus Cristo, filho de Deus Pai, mostre-me
quem é este monstrengo medeco de ferro, indiferente aos sofrimentos aleatórios
e, também, os relacionados a sua própria família. Um baita de um ególatra
deletério e execrável em todos os âmbitos vitais.
Após trinta dias apenas, partia ao encontro
da outra mulher, a qual faria parte integrante de um crástino fatídico. Não
aprendia a lição – por ser de um egolatrismo obnóxio e amplamente abominável.
Nerinildo, após um interregno de tempo,
encontrou uma outra mulher – Nilenda, a qual, sem hesitação, também voltou a
contrair matrimonio. O seu ex-marido Leopoldo morrera, vítima de um
atropelamento, em cabal semana de núpcias! O volitivo do ortopedista era a
manutenção da prole, uma vez que, sem exceção, todos pereceram de desastre,
quando se encontravam quanto de suas respectivas matronas.
Todos ególatras não importando a
profissão, são metidos consigo mesmos, cabalmente ensimesmados! Se a senhora
sua mãe encontra-se em companhia de um filho; e, se ele fraturar o pé, o
sujeito ficará indiferente, já que o pé não foi dele.
Assim, sucessivamente, vai desenvolvendo a
sua psicopatia do egocentrismo. A recrudescência vai sendo cada vez mais
percuciente... A sua rotina de medeco prosseguirá sempre a mesma. Mesmo na
qualidade de medeco escroque, por tempo indeterminado, exercerá
peremptoriamente os mesmos atos criminosos. A protótipa, antes do subsequente,
é a de não prestar socorro às vítimas, visto que passou por todas as criaturas
que jaziam ao longo das calçadas, formando o itinerário por onde trafegava em
seu carro de luxo – notadamente aos domingos e feriados.
Sempre a mesma senda: em direitura a sua
chácara repleta da mais ostensiva pomposidade. Com a sua conduta espetaculosa e
herege, fugia-se estugadamente de quaisquer probabilidades de caráter
humanitário.
Houve, em átimo fatídico, a sua horrenda
morte, a qual fora proporcionada por um caminhão de carga – numa colisão
frontal com seu carro de ampla opulência tecnológica. Perecera sem que pudesse
receber nenhum tipo de socorro médico. O desastre automobilístico fatalizou o
medeco Nerinildo, e fez com que seu automóvel remanescesse em fragmentos, uma
vez que o choque frontal ocorrera em altíssima velocidade!...
Boa noite seu Wilson.
ResponderExcluirA sua narrativa referente ao Médico Nerinildo, jocosamente referido como Medeco Escroque, é de uma mordacidade incomparável.
Trata-se de uma pessoa insensível, quando não se encontra em seu horário de trabalho, sempre achando nos seus dias de folga, nada o faz perder tempo com ocorrências que para ele não lhe diziam respeito, mesmo sendo inerentes às suas especialidades profissionais.
Ele desconhecia, não só a Lei do Retorno, como também a máxima de que o que aqui se faz, aqui se paga, embora infelizmente muitos castigos tenham atingido suas famílias, antes de atingi-lo também.
Bela e rica narrativa, só que um pouco rancoroso.
Do seu amigo,
Alberto da Silva Raposo.
Ainda me surpreendo com seus texto e escrita fico entorpecida com a continua leitura
ResponderExcluirVc realmente e surpreendente meu caro amigo e mentor Wilson Cerveira
ResponderExcluirAinda guardo suas palavras de instruções .
(O importante não é o que se traz das viagens em bens materiais e sim em riquezas da memórias as fotos e lembracas )
Realmente a mediocridade e insensatez se fazem cada vez mais frequentes em todas as profissões. Tais indivíduos, dotados de egolatria compulsiva, pervertem o real sentido de suas profissões, a saber, servir o próximo com diligência e responsabilidade, para darem vazão a seus instintos mais primitivos.
ResponderExcluirCarlos H. G. Medeiros
Achei muito boa sua narrativa. É de prender a atenção para sabermos o final do Nerinildo. Pena que foi muito desastroso...torcia para que se arrependesse dos seus feitos, mas foi muito boa. Obrigada por compartilhar comigo mais uma de suas obras. Um grande abraço
ResponderExcluirLamentável e triste sina, a do médico insensível.
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