domingo, 23 de outubro de 2022

IMPRUDÊNCIA CABAL

 

    Lituerto, tetraneto de Cabalino, gostava de contar as lições que recebera do seu tetravô, principalmente a que se relacionava a travessia das pessoas imprudentes, as quais faziam a devida transversal em cima dos cantos! Não refletiam o imane risco que corriam durante o transitar deseducado das diversas pessoas que dirigiam seus veículos nas ruas, virando os seus carros de uma só vez em vários becos e ruas transversais.

     Na época do seu tetravô Cabalino, o número de veículos que circundavam na cidade era bem menor, sem comparação. Tanto assim, que os acidentes automobilísticos não ocorriam no ramerrão das cidades, independentemente de outras alternativas. O fatídico era raro e difícil de ser executado num pragmatismo a toda prova de existência cabal.

     Uma centúria depois representa um interregno respeitável em todos os pontos referenciais. Ninguém, indubitavelmente, consegue governar o seu móvel com a mesma prudência pretérita. A deseducação recrudesceu de maneira descomunal! Também, o número de automóveis subiu de modo assustador. Em cada casa, em sua maioria, há o aparato de três ou quatro moveis. Não se sabe, ao certo, como foram adquiridos. Ilicitamente é quase que uma prova insofismável e contundente, uma vez, a curto prazo, isso se torna insuportável em virtude dos valores exorbitantes exibidos pelas diferentes marcas de veículos existentes nas mais diversificadas concessionárias de automotores!...

     As peças, separadamente, aparatam valores pecuniários avassaladores. Não há compensação que mereça libração, entre as partes automobilísticas. Sendo assim, não teríamos equilíbrio financeiro, a não ser que o móvel fosse de segunda ou terceira mão, indicando datas pristinas quanto ao marco aquisicional!

     Com o recrudescimento progressivo dos carros, as ruas foram obrigadas a ostentar mão dupla; e, dessa forma o perigo de colisão tornou-se a cada passo descomunal. A maioria das ruas eram estreitas por demais, e, os móveis passavam bem próximos uns aos outros, deixando uma margem de amarfanhamento a toda prova – durante a ida de alguns e a vinda de outros...

     As esquinas dos cantos constituíam-se um risco de paralisia ou morte, mormente a quem se arriscasse a atravessar bem em cima da linha de viração repentina. O motorista deseducado vira de uma só vez, não dando chance ao indivíduo imprudente!

     Ao passo que, em se tratando de um motorista cortês, não teríamos a menor hesitação quanto ao preceptor do automóvel cujo governante obedece as leis do transito em gênero, número e grau. O essencial é fazer uma paradinha antes de virar o carro! Dessa maneira, sem tartamudeios, estaríamos respeitando uma vida, e, evitando os imprevistos de última hora, os quais poderão levar o indivíduo ao estado de invalidez permanente ou morte irremediável sob todos os pontos nevrálgicos!

     Essa história de não atravessar em cima do canto de uma rua, indubitavelmente, foi se estendendo com o passar dos anos, décadas, centúrias etc...

     O tetravô Cabalino foi deixando que essa exortação fosse passando de pessoa para pessoa, no interior das próprias famílias. Os trinetos enveradavam essa imprudência cabal para os bisnetos, estes, decerto estenderam para os seus netos até chegar nos filhos mais velhos, partindo em direitura aos mais jovens, com faixa etária a partir dos seis anos!

     Temos a verdade cientifica, a de atropelamento notadamente nos cantos das ruas sem ladeira e com ladeira – impérvia, íngreme ou ínvia – até chegar ao patamar inferior e irregular do plano freático! Todavia, devemos prestar o máximo de atenção, visto que, sob o alumbramento da Divina Providencia, queremos preservar as nossas vidas e a dos outros, com respeito e espirito de elevada cristandade. Somente Jesus Cristo dar-nos-á uma educação cristã e lídima.

     Regressando ao verificar da verdade quanto ao âmbito cientifico, a apologia do hesterno pode ser diferente do apanágio hodierno; enquanto o encômio do crástino pode profligar toda a veracidade da tempos pristinos, priscos etc. No orbe cientifico, pode-se desmoronar no porvindouro o que se se acreditava ser verdade hodiernamente!...

     A analogia de verdades dispares aparatam somatoriais cabalmente divergentes em todos os pontos de vista, quer sejam plausíveis ou não. Tenhamos a convicção plena das realidades contundentes. Sendo assim, não haverá entreveros de curto, médio e grande alcance... Haja vista os paradigmas existentes nestes nossos dias hodiernos.

     Até o presente átimo, o ato de atravessar em cima dos cantos dos becos transversais, sem hesitação torna-se uma iminência cabal de um desastre que pode conduzir a duas destinações: paralisia e morte. É de bom alvitre evitar de quaisquer maneiras; pois, é um desrespeito irrestrito ao continuar da vida humana!

     As restrições existem em cada canto, mas, muitas vezes, não são respeitadas por ambos: motoristas e transeuntes. E a vida vai correndo o perigo de iminente morte trágica...

     Enquanto o automóvel ostentar quatro pneus, continuará dobrando em cima dos cantos dos diversos becos que tangenciam as várias ruas que se dispõem em série ao longo da trajetória. Dizem que toda verdade é comutável com relação ao tempo evolutivo tecnológico. Novas peças de acepilhamento vão tomando as engrenagens dos veículos mais rebuscados ou requintados. As acelerações e velocidades vão recrudescendo com os novíssimos tipos ou modelos automotivos.

     Em outros âmbitos do cognitivo, as veracidades ou lidimidades vão se modificando aos poucos com o decurso itinerário do tempo de renovação. Mas, em se tratando de carros, não se detecta vaticínio algum, por mais moderno tecnologicamente, que venha atrever-se ao metamorfoseamento das quatro rodas: duas anteriores e duas posteriores. Denotam-se leveza, rapidez, automatismos quanto à aceleração e ao freio. Nada mais de diferenças notáveis, tais como: altura, largura, estreiteza etc.

     Essa história de não atravessar em cima dos cantos dista desde o encetamento do mais rudimentar de todos os veículos de roda. Com o progresso tecnológico, os automóveis foram se aprimorando cada vez mais. Não há como frear, para que evitemos um desastre fatídico sobre a linha que margeia a parte superior de todos os cantos que incidem sobre as linhas de cada beco. Devemos nos precaver sempre, pois não existe outro vocativo para suster os riscos iminentes a cada dia que se passa e transpõe os becos transversais das ruas que compõem as grandes cidades!...

 

São Luís, 08/09/2022

Wilson Cerveira

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