Quisera sempre nas descomunais atribuições
– decerto – ter sempre por perto de mim, abrangendo todos os lados do meu
frágil corpo, uma senescência adentrara, o amparo das mãos e dos dedos
sacrossantos do Nosso Senhor Jesus Cristo.
A malignidade campeia no mundo inteiro,
onde quer que estejamos. Às vezes sentimos incômodos heteróclitos, e não
sabemos o causador!... Não tenhamos hesitação, neste ínterim, pois é o demônio
que vem nos afastar da luz divina, facilitando a sua penetração no intrínseco do
nosso ser.
A oração é a fonte divina, dando-nos a luz
que precisamos para vocacionarmos a presença imprescindível da Divina
Providência.
Em tudo que ocorre em nossas vidas,
devemos agradecer a Trindade: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito. Dito isto,
com a perseverança adquirida no decurso do viver, através do trinômio:
“vivencia, experimentação e sofrência”.
Anteriormente, apresentava a sensória em
cabal letargia. Dessa maneira, somente agradecia a Deus os pontos positivos.
Quando a negatividade surdia, ficava exasperado de modo contundente, achando
que a Divina Providência havia esquecido da minha singularíssima pessoa. Por
meio da minha horrenda desabridez diuturna – os queixumes iam pouco a pouco
recrudescendo, não deixando que a manescencia ficasse com relação aos bens
prístinos!...
Conquanto estivesse protegido pelos
interstícios das mãos e dedos de Deus, uma solidão de caráter patológico vai
paulatinamente se infiltrando neste ser de carne e ossos, cabalmente
depauperado quando aos dias, horas, minutos e segundos!
As madrugadas frias estavam sempre
acompanhadas pelos toques do saxofone plangente. Talvez, ninguém soubesse desse
episódio melancólico que se passava todos os dias e noites, noites e dias...
Antecipadamente, lobrigava os pães
pequenos que se assolavam na própria massa de trigo. Com que dificuldade iam se
amoldando na própria massa...
Lágrimas reiteradas tomavam posicionamento
simultâneo com o decorrer concomitante emergente de todos os episódios que se
fazem presentes nestes momentos desoladores, e, de difícil conjunção! Temos,
então o desprazer da conjunção, até, então, resposta em seu devido lugar, de
natureza simplesmente atávica!
Nos meus dedos cansados retumbam os hinos
nostálgicos dos tempos inolvidáveis, os quais estão sempre registrados na
coluna de todos os acontecimentos pretéritos em gênero, número e grau...
Sim, é neste lugar taciturno, que podemos
auscultar as batidas do cardio – no lado esquerdo do peito, onde as mãos e os
dedos de Deus, orientadores de todos os nossos procedimentos diuturnos.
Ficaremos sob a proteção das mãos e dos
dedos de Deus. Somente a Divina Providência fará a nossa eterna luminescência.
Ninguém poderá fazer outro recurso, a não ser este: “As mãos e os dedos de
Deus”. Ninguém invadirá o nosso território, já que tenhamos sempre a cercadura
inviolável da Santíssima Trindade: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo!
Deus nos livre, isente, exima de todas as
estratagemas que nos conduzem malevolamente as imanes ciladas, ardis e
emboscadas vividas neste telúrico ígneo. Apenas a Santíssima Trindade ostenta
ou aparata este sustentável divino.
Hodiernamente, sem exceção, as pessoas –
em sua maioria – não prestam favores ao vizinho! Depois, após a morte, hipocritamente
surgem para espionar o morto... Deveras, as pessoas são investigadoras da vida
humana. Às vezes vem fazer visitas gratuitas, com o objetivo de se intrometer
na vida alheia.
Para banir esse quadro entristecedor,
temos que ter a presença da Divina Providencia diuturnamente, em todos os
ambientes da casa! As mãos e os dedos de Deus devem indicar os mapas da
humanidade que devem ser seguidos as sendas, as quais estejam isentas da ação
demoníaca...
São Luís, 30
de julho de 2024
Wilson
Cerveira
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