Estava, ainda, em Alcântara – MA, quando
comecei a frequentar os diferentes campos de futebol: espaços improvisados por
alguns alcantarenses que expressavam lídima tara pela bola. Esses adolescentes
cuidavam desses trechos cheios de um matagal enraizado. Somente, um facão
amolado responderia por essa limpeza.
Após, uma turma buscava pedras
planificadas, colocando uma sobre a outra em linha lateral, para que os
torcedores de ambas as equipes tivessem a falsa impressão que estavam sentados
dissimuladamente em arquibancadas falaciosas!...
Os assistentes mais rebuscados preferiam
ficar em pé, para que não sujassem o fundo de suas calças naquele amontoado de
pedras que simulavam uma arquibancada.
Esses futebolistas do interior andavam
léguas e mais léguas à procura de um espaço de gramado correspondente a um
legitimo campo de futebol!
Finalmente, esses jogadores encontraram
essa metragem. Paradoxalmente, as pedrinhas se dispersavam de ponta a ponta,
ferindo os pés sensíveis de alguns jogadores, no átimo em que chutassem a bola
de uma área a outra do campo futebolístico improvisado...
O campo de futebol da sorumbática cidade
de Alcântara aparatava o terreno com altos e baixos, com capim crescido, sem
nenhum lugar para sentar!
Quem quisesse assistir a um jogo de
futebol, em quaisquer circunstâncias, tinha que permanecer em pé – numa posição
vertical de doer as pernas e coxas. Os que tinham mais de quarenta anos não
podiam frequentar este imprestável campo pebolístico!...
No dia trinta de novembro de mil
novecentos e sessenta e seis, felizmente, chegamos a São Luís do Maranhão.
Inicialmente, faríamos o “Exame de Admissão ao Ginásio”. Posteriormente,
conheceríamos os estádios futebolísticos: Santa Isabel e Nhozinho Santos, a fim
de fazermos uma analogia com o prisco alcantarense.
Primeiramente, ficamos deslumbrados com o
maravilhoso e monumental prédio do Colégio dos Irmãos Maristas, cognominado
‘Colégio Maranhense’. Outrossim, na semana seguinte, nos encaminhamos aos
estádios futebolísticos. De modo protótipo, dirigimo-nos ao Santa Isabel. Em
seguida, fomos ao Municipal, que tinha o cognome – Nhozinho Santos.
O Estádio Nhozinho Santos, no primeiro
semestre de 1968, passou por uma exponencial reforma. O mencionado, anteriormente
citado, ficou pronto em agosto, abrindo para jogos intermunicipais e
interestaduais.
A Federação Maranhense entrou em contato
com o Santos – de Pelé e com o Corinthians de Rivelino. Inicialmente, o Santos
aceitou a proposta para jogar em São Luís – MA, contra a Seleção Maranhense. Em
seguida, viria o Corinthians...
Fiquei entusiasmado com a notícia
propalada pelas rádios e jornais da época. Mas, o senhor meu pai precatou o
seguinte: “Wilson, nessa tua idade de quatorze anos, a ansiedade não aparata
limites”.
A cidade de São Luís do Maranhão somente
comentava este assunto futebolístico. Nada mais – nada menos – era o
estereótipo falado e escrito, nesse tempo, do maior jogador do mundo ao lado de
Garrincha, que era o sensacional “Pelé”.
Nessa época, o Santos Futebol Clube
ostentava a melhor linha de ataque do orbe! A respeito da defesa e o do meio de
campo, ambos aparatavam nota oito, nivelando-se a tantos outros clubes
nacionais e internacionais.
A linha de frente do clube santista era
arrasadora. O protótipo gol não demorava muito. Assim sendo, os subsequentes
ocorriam no transcorrer dos noventa minutos de peleja ritmada com toda
elegância possível e impossível!
Reiterando o onirismo fatídico que ele
tivera na véspera do jogo: Santos x Seleção
Maranhense. Com a correria de muitos torcedores, o alambrado que fora
construído, com a finalidade de aumentar a capacidade de público, veio abaixo,
causando ferimentos graves em muitos torcedores...
Walter Ricardo retorceu-se na cadeira de
embalo, e disse: ‘o meu vaticínio sucedera em gênero, número e grau.
Igualmente, jamais desobedeça o seu pai’. Também, grave o seguinte: Corinthians
x Seleção Maranhense. Desta feita, os
torcedores, de ambos os times, estarão mais calmos.
Outrossim, não iremos para as cadeiras, e
sim, para as arquibancadas cujos preços são mais acessíveis. De fato, de modo
reiterativo, a peleja foi calma. Apreciei o time corinthiano. Flávio, que era o
centroavante, foi responsável pelo dois gols.
A bola bateu no chão; isto é, na relva e
na trave superior, enganando por completo o goleiro Britão, indo alinhar-se no
ângulo superior da rede de malhas! O jogador Flávio, somente sabia fazer gols
dessa maneira...
De certo, ele foi fazendo esse tipo de jogada
ao longo de sua carreira futebolística. Com certeza o time ressentia-se da
falta dele – em caso de contusão. Certamente, não havia substituto, caso ele
não pudesse jogar.
Na década de 1980, logo no limiar das
protótipas construções, o irmão do então governador João Castelo, que era
engenheiro, sugeriu-lhe a construção de um novo estádio de futebol. No encetar
das primeiras conversas, pensara, de modo presunçoso, sempre guardando o
silencio da confissão, que este estádio chamar-se-ia ‘João Rodolfo’...
Pelo contrário, não gastaria a mínima
importância. Logo, logo, receberia mais do que os engenheiros, uma vez que, sem
hesitação, era o irmão legitimo do governador João Castelo. Sendo assim,
começou a receber três vezes mais do que seus ex-colegas do Curso de Engenharia
da década de 1980!
Os maranhenses, em maioria, ficaram
álacres, pois com as medidas estabelecidas pela Confederação Brasileira de
Desporto, as seleções futebolísticas do mundo inteiro viriam até aqui, já que
as dimensões e demais aparatos estariam em consonância indiscutível com as
regras estabelecidas para os outros estádios.
As dimensões, os comprimentos e demais
aparatos estavam batendo integralmente em todos os quadrantes do orbe, sem
fugir as exceções preconizadas para todos os demais!
Antes que prossigamos quanto ao grau de
evolução dos estádios, a partir da grama a ser implantada até os mais
rebuscados ou requintados vestiários, portando chuveiros elétricos eximidos de
quaisquer tipos de choque elétrico; assim como massageador de protótipa
grandeza, para evitar câimbras e outros transtornos inevitáveis!
Os mestres das canoas a vela, que
necessitam das rajadas de vento – seus lídimos motores, e que às vezes, chegam
a ser mais velozes que os artefatos alojados em diversos pontos das carcaças
dos diferentes de embarcação – da menor até chegar ao maior modelo...
Quando inaugurou o Estádio Castelão, sem
perplexidade, era bastante amadurecido. Não fazia mais questão de deslocar-me
na abertura protótipa. De antemão sabia que a dimensão do inusitado campo
futebolístico correspondia a “cinco Nhozinho Santos”.
Caso retrocedêssemos ao vetusto ‘Santa
Isabel’, teríamos quinze campos pebolísticos conectados longitudinal e
verticalmente, abrangendo todos os demais cômodos.
O engenheiro João Rodolfo, que era irmão
do governador João Castelo, pensou em sugerir a seu irmão o próprio nome,
visando enfatizar, realçar e reforçar o título superior que ostentava no
interregno de duas décadas. Outrossim, esse engenheiro era arraigado aos
cálculos que perpetrava.
Não admitia outras demonstrações
matemáticas, conquanto os resultados fossem os mesmos. É de bom alvitre
ressumbrar que ambos eram portadores das mesmas assertivas. No entanto, o
acadêmico de engenharia e o seu professor de cálculos integrais não abriam mão
de suas análises matemáticas!
Regressemos as primícias do Futebol
Profissional. Não olvidemos o Estádio Santa Isabel, um dos mais antigos da
cidade de São Luís – MA. Havia outros campinhos nos arrebaldes da fulana ‘Ilha
Bela’. O pessoal, fanático por futebol exaltava o pequeno Estádio Santa Isabel,
que se localizava no término da Rua Grande, perto do Canto da Fabril.
As arquibancadas eram de tamanho diminuto.
As pessoas sentavam-se com coxas e pernas coladas, com a finalidade de
comportar os filhos de uma pequena família. Outrossim, as bolas chutadas com
alguma força ultrapassavam o muro!...
Então, os moleques da redondeza
apossavam-se dessas pelotas, indo guarda-las em casa, com o objetivo de
estreiar nos campinhos que eles próprios confeccionavam durante a semana
corrente.
O pessoal que frequentava o Estádio Santa
Isabel, certamente, a maioria, quase sem exceção, deve estar estudando a
geologia dos campos santos...
Se houvesse o milagre proporcionado pela
Santíssima Trindade: Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo. Somente os que
fossem salvos, veriam a grandeza construída pelos novos tempos!
O Santa Isabel passaria a ser cognominado de
‘Campinho’, apenas para jogos de pelada! Assim sendo, teríamos uma antevisão
falsificada. Os mais sagazes fariam críticas acerbadas. Então, para o hesterno
remanesceriam a polira hodierna, a qual se depositaria no crástino inviolável,
intransgredível em todos os quadrantes.
Que o generoso Deus proteja para sempre a
nossa ‘Ida ao Futebol’. Assim sendo, Gratidão à Santíssima Trindade!...
São Luís, MA,
02 de outubro de 2025
Wilson
Cerveira
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