sábado, 1 de agosto de 2026

A IGNOMÍNIA INVADE O AMBIENTE ESCOLAR


     O incógnito não pede licença. Não se sabe quem é o discente!... O docente fica reconditados em todos os âmbitos, perdendo-se no escuro das carteiras!...

     As matérias ficam debilitadas nos desvãos das paredes que perderam há muito tempo o reboco. Não há nada que chame a devida atenção dos alunos. Também, as sinetas perderam o eco das chamadas.

     Os sanitários estão entupidos e cabalmente inutilizados. Os alunos do “antigo primário” remanescente ficam jogados às traças que sobem e descem os cantos das paredes, as quais perderam a maior parte das suas argamassas enegrecidas pelo acumulo de limo...

     As zeladoras de avental rasgado e manchado não buscam nenhum tipo de melhoria, uma vez que os minguados salários, sem sombra de dúvidas, sustentam os raríssimos alimentos da metade de um mês.

     O desrespeito está presente em todos os compartimentos da inusitada escola dos dias hodiernos. A cada momento temos o enxovalhado de tudo aquilo que foi se passando na poeira do tempo em ribanceira.

     O corpo docente e discente vai se promiscuindo. Desta forma não há desagregação capaz de dividir o que fora feito no hesterno em direitura ao crástino.

     A desonra não tem limite!... A mesma invade todos os recintos escolares, sem exceção. O aluno desrespeita o professor, ficando sempre com a razão. Outrossim, é necessário introduzir o cristianismo nas escolas.

     Vamos partindo para novas metas, uma vez que, indubitavelmente, estamos cada instante mais apropinquados aos anjos do Senhor Jesus Cristo.

     As alunas de hoje, usam saiotes, não importando com o dobrar das pernas. Também, elas se preocupam mais com a vestimenta, relegando as lições ordenada pelos diversos mestres!...

     As alunas preocupam-se também com aquilo que vão dizer durante o período da arguição. Gostam bastante de meter a mão no cofre da determinada escola, onde estão matriculadas por tempo especificado.

     Tais elementos fruem quando percebem que os demais estejam sofrendo perante o clamor amaríssimo do choro preso na garganta.

     Os castigos aplicados aos discentes ociosos exigem censuras de várias folhas de papel almaço. Patologicamente, eles gostavam de submeter as pequenas torturas exibidas naquela época amaríssima! Epígonos, com diferentes famílias, não se rejeitam as objurgações reinantes.

     Doravante, as pessoas de cabelos encanecidos reproduzem aquilo que não realizaram em tempo devido. Enquanto observavam as atitudes dos mais sagazes, buscavam para si as mais esdrúxulas fantasias mirabolantes.

     Essas criaturas traziam para si a desonra estampada no somático e no psíquico. Dessa maneira, os entraves foram removidos pata bem longe dos indivíduos, os quais sofriam perante os paradoxos existenciais evidentes!...

     Que tristeza, tenho visto olhos lacrimejantes neste anoitecer, onde a taciturnidade fica abscôndita, sem que haja um despertar de tantas coisas fortuitas...

 

 

 

 

São Luís, MA, 30 de novembro de 2025

Wilson Cerveira

    

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