sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A SÍNDROME DA PESSOA EMBUÇALADA


  Realmente, é uma baita síndrome – de natureza psicológica – que está grassando na sociedade dos dias hodiernos. Deveras, esse sintomatológico intempestivo abrange a má pessoa, que é um conjunto universo; assim como, para melhor representatividade, ela costuma exibir os pródromos pertinentes ao mau amigo, ou, má amiga, ambos recrudescentes, simbolizando lídimos subconjuntos desse inusitado modelo patológico.
    A descartabilidade humana já se faz presente neste obumbrar de crepúsculo do espécime inumano. O gládio do bem não consegue profligar as ribombásticas detonações deflagradas pelo império – incontido e cominador – do malévolo.
    A deletação da persona dar-se-á, paulatinamente, buscando desde as células componentes da camada mais superficial da epiderme, com o objetivo de chegar, de maneira proficiente, à intimidade das que se embuçalam no umbrático da descomunal ribanceira. Destarte, nenhum arremedo tecnológico impedirá o encarquilhamento progressivo e irremediável, uma vez que o tempo é inexorável em toda a sua trajetória. A direitura é uma só, sem tartamudeios procrastinativos.
    O solapamento enfatiza a especiosidade sinistra, a qual vem sempre singrando em águas revoltas, como se fosse uma procela invertida, reconduzindo para o interior da barca os remanescentes caracteres inumanos existentes no gládio reptador, que é travado diuturnamente pelos seres vivos, nesta desolação excruciante do tenebroso telúrico!...
    A síndrome da pessoa embuçalada requer um atestado psiquiátrico a cada vinte e quatro horas. De fato, as pessoas demudam-se como se fossem ecdises sucessivas, sem planos plausíveis de reabilitação. Apresentam-se como sendo estereótipos de insidiosos amigos encapsulados, numa tentativa nefasta ostentando uma tirania de comutação constante!...
    A impressão deixada dá-nos a entender, à luz da Divina Providência e da Ciência, que é um tipo de paroxismo avassalador, atingindo a criatura humana acerbamente, fazendo com que ela se torne irreconhecível, diante dos fartos recursos tecnológicos.
   Latinídia, em toda a sua rompância hiperbólica, ainda dispunha de tempo suficiente para grunhir e sentir-se de tal maneira, de modo desabrido, como se fora a própria imagem do cordeiro, que também era cordato, portando um lídimo aspecto de criatura ordeira, e sem inóculo periférico --, impossibilitando a probabilística do contamínio recrudescente.
    Eutérbia, a despeito de ostentar um heteróclito tipo de esquizofrenia, portava-se dentro dos limites da normoanormalidade social. As suas demudações davam-se apenas no adstrito intervalo compreendido entre quatro paredes. Ao sair de casa, por incrível que pareça, a sinhá não deixava vazar nenhum sinal ou sintoma, com indicação de mente fendida. Pelo contrário, analisava acuradamente os distúrbios de comportamento que se lhe apresentavam as díspares silhuetas passantes, quando as lobrigava praticando ações malévolas com relação ao meio ambiente.
    Decerto, o implexo seria a ressudação da síndrome psíquica; ou, então, o aparente retorno ao estado de pseudonormalidade. E, destarte, Licute aparatava ser um desses personagens imprevisíveis; pois, -- somente ele --, em cabal prestimosidade, divulgava as notícias dos jornais circulantes na capital. Memorizava-as por inteiro, da primeira a derradeira página, aditando, também, todos os anúncios e propagandas.
    Lordélia, malgrado a contenção de algumas atitudes desairosas quanto ao seu bizarro comportamento, não deixava de expressar os seus dons de exímia trompetista. Igualmente, quem a visse carpindo a sua imane conturbação prístina, jamais diria estar diante de uma instrumentalista fulgurante, mesmo apresentando fases de instabilidade comportamental, distando desde o período pueril!...
                                            Wilson Cerveira   

2 comentários:

  1. Anônimo19/10/12

    Bom texto amigo Wilson, mas ceio que seu escrito ficaria ais elucidativo se colocasses teus personagens em alguma situação chave, onde a referida síndrome aparecesse.
    Carlos H. G. Medeiros

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  2. Anônimo19/10/12

    Bom texto amigo Wilson, mas creio que seu escrito ficaria mais elucidativo se colocasse teus personagens em alguma situação chave, onde a referida síndrome aparecesse.
    Carlos H. G. Medeiros

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