Realmente, é uma baita
síndrome – de natureza psicológica – que está grassando na sociedade dos dias
hodiernos. Deveras, esse sintomatológico intempestivo abrange a má pessoa, que
é um conjunto universo; assim como, para melhor representatividade, ela costuma
exibir os pródromos pertinentes ao mau amigo, ou, má amiga, ambos
recrudescentes, simbolizando lídimos subconjuntos desse inusitado modelo patológico.
A descartabilidade humana já se faz presente
neste obumbrar de crepúsculo do espécime inumano. O gládio do bem não consegue profligar
as ribombásticas detonações deflagradas pelo império – incontido e cominador –
do malévolo.
A deletação da persona dar-se-á,
paulatinamente, buscando desde as células componentes da camada mais
superficial da epiderme, com o objetivo de chegar, de maneira proficiente, à
intimidade das que se embuçalam no umbrático da descomunal ribanceira. Destarte,
nenhum arremedo tecnológico impedirá o encarquilhamento progressivo e irremediável,
uma vez que o tempo é inexorável em toda a sua trajetória. A direitura é uma
só, sem tartamudeios procrastinativos.
O solapamento enfatiza a especiosidade
sinistra, a qual vem sempre singrando em águas revoltas, como se fosse uma
procela invertida, reconduzindo para o interior da barca os remanescentes
caracteres inumanos existentes no gládio reptador, que é travado diuturnamente
pelos seres vivos, nesta desolação excruciante do tenebroso telúrico!...
A síndrome da pessoa embuçalada requer um
atestado psiquiátrico a cada vinte e quatro horas. De fato, as pessoas demudam-se
como se fossem ecdises sucessivas, sem planos plausíveis de reabilitação. Apresentam-se
como sendo estereótipos de insidiosos amigos encapsulados, numa tentativa nefasta
ostentando uma tirania de comutação constante!...
A impressão deixada dá-nos a entender, à
luz da Divina Providência e da Ciência, que é um tipo de paroxismo avassalador,
atingindo a criatura humana acerbamente, fazendo com que ela se torne irreconhecível,
diante dos fartos recursos tecnológicos.
Latinídia, em toda a sua rompância hiperbólica,
ainda dispunha de tempo suficiente para grunhir e sentir-se de tal maneira, de
modo desabrido, como se fora a própria imagem do cordeiro, que também era
cordato, portando um lídimo aspecto de criatura ordeira, e sem inóculo periférico
--, impossibilitando a probabilística do contamínio recrudescente.
Eutérbia, a despeito de ostentar um heteróclito
tipo de esquizofrenia, portava-se dentro dos limites da normoanormalidade
social. As suas demudações davam-se apenas no adstrito intervalo compreendido
entre quatro paredes. Ao sair de casa, por incrível que pareça, a sinhá não deixava
vazar nenhum sinal ou sintoma, com indicação de mente fendida. Pelo contrário,
analisava acuradamente os distúrbios de comportamento que se lhe apresentavam
as díspares silhuetas passantes, quando as lobrigava praticando ações malévolas
com relação ao meio ambiente.
Decerto, o implexo seria a ressudação da
síndrome psíquica; ou, então, o aparente retorno ao estado de pseudonormalidade.
E, destarte, Licute aparatava ser um desses personagens imprevisíveis; pois, --
somente ele --, em cabal prestimosidade, divulgava as notícias dos jornais circulantes
na capital. Memorizava-as por inteiro, da primeira a derradeira página,
aditando, também, todos os anúncios e propagandas.
Lordélia, malgrado a contenção de algumas
atitudes desairosas quanto ao seu bizarro comportamento, não deixava de
expressar os seus dons de exímia trompetista. Igualmente, quem a visse carpindo
a sua imane conturbação prístina, jamais diria estar diante de uma instrumentalista
fulgurante, mesmo apresentando fases de instabilidade comportamental, distando
desde o período pueril!...
Wilson Cerveira
Bom texto amigo Wilson, mas ceio que seu escrito ficaria ais elucidativo se colocasses teus personagens em alguma situação chave, onde a referida síndrome aparecesse.
ResponderExcluirCarlos H. G. Medeiros
Bom texto amigo Wilson, mas creio que seu escrito ficaria mais elucidativo se colocasse teus personagens em alguma situação chave, onde a referida síndrome aparecesse.
ResponderExcluirCarlos H. G. Medeiros