O binômio, -- capital e
poder --, ambos podem produzir a imagem desde o ponto do seu encetamento até a
linha de convergência sazonal, e que, sem procrastinações, tende a declinar em
direção ao eixo inumatório da senescência.
Durante a turbulenta trajetória da imagem
imperiosa, o que permanece é a metáfora de um caudaloso rio portando um número
exacerbado de afluências e defluências. E, -- essa visão onírica --, por onde
perpassa, estando em vórtice diagonal ou em sorvedouro ortogonal, termina
recebendo as influências da lua nova; das marés vazantes e das intempestivas
remanescências d’água!... Ainda evolam do abrupto os temporais cataclísmicos
ostentando relâmpagos, trovões etc. Após o cessar das intempéries convulsas,
assomará um Sol canicular como testemunha homenageante dos diferentes tipos de
peles ressequidas, fazendo com que o melanoma assuma a função de galardão
funesto.
O que soçobrou, decretando descomunal catástrofe, foi a efígie cominuída em função de proliferantes gládios
propugnatórios. Posteriormente, sem ressaibos, urge restaurá-la por etapa,
perlustrando cada região constituinte, não deixando escapar as mais
labirínticas minudências.
De repente, vamos resgatá-la do
obscurantismo, incorporando-a na condição radicular do factual imprescindível,
tentando anodiar o embuçalamento que a asfixiou no fastígio. Após várias
azáfamas, conseguiu-se expurgar, com fremência, as lutuosas camadas lodaçais
que a cingiam cabalmente.
A mídia, através dos seus paroxismos
sensacionalistas, singra a imagem restaurada, independente das direções e
sentidos vetoriais factícios.
No mundo extorquidor da mídia, em que o
teleguiamento se constitui um modelo de empresa patrocinadora da imagem, não se
pode esperar outro tipo de antídoto – a não ser o refestelamento do ícone
sucumbido. Assim sendo, a força do capital é tão avassaladora em sua ação
tirânica, quase mortal, que chega a tal ponto de demarcar somente as sendas
menos abrolhosas, expurgando-se-lhes os escólios presentes e repletos de
permeios meândricos.
Se for uma ação unidirecional, atingindo
apenas a imagem do politicalho; decerto, não conseguiremos detectar as
espurcícias pertinentes; já que a tecnologia empregada – através de dublagens e
montagens mirabolantes – deleta as excrescências e abjeções nela contidas.
Nesse caso, surdem as compungências
inopinadas, e, surpreendentemente, o esquife será ovacionado calorosamente,
dando a especiosa impressão de que o defunto rediviveria diante de tantas
agruras sofridas.
Se a imagem for intemerata, não tenhamos
hesitação em declarar, de viva voz, a sideração que tem por cognome a insolvência.
Dessa forma insustentável, deteriora-se gravemente a imagem já corrompida,
deixando-a em estado de deplorável coinquinação.
Caso pertença aos três podres poderes, a
imagem da perpétua corrupção não será jamais julgada com isenção de ânimos, uma
vez que se encontra anteparada por uma série de leis inequânimes, as quais
demandam efetuações de proporcionalidades concernentes às devidas graduações
vigentes. Então, a impunidade incursionará em mar aberto, transpondo todos os
âmbitos de violentas marés, em que a permissividade de compelência é, de fato,
abusiva e execrável!...
Hodiernamente, falta o sopesamento, com o
intento de atribuir uma avaliação pseudo-imputativa. Mas, em se tratando de
futebol, o investimento, dependendo do auspiciador, é altíssimo. Em
consequência, a velha imagem abominável do pexote se desfaz, de modo colapsal,
dando ensejos consecutivos a possíveis tresvarios, amplamente sufragados por
uma sociedade tartufa, impelida por ardis de pinacular criminalidade, e que
vive sob a ação sórdida e imperiosa do simulacro espetacular, abrangendo,
destarte, todas as contundentes e diversificadas atividades humanas realizadas
nestes interregnos cruentos e fastidiosos, onde os vocábulos exprimem os seus
zênites antinômicos e de magnânima retumbância.
Wilson Cerveira
Realmente a mídia tem o poder de produzir na sociedade contemporânea a experiência da presença real do falso absoluto. As eleições são um exemplo disso. A super mídia produz de forma massiva uma série de candidatos maquiados de modernidade, mas que não passam de semi-analfabetos travestido de doutores. E esse espetáculo bizarro é financiado pelo binômio poder x capital que mencionaste em teu texto.
ResponderExcluirUm abraço do amigo Carlos Henriques Guimarães Medeiros.