Gerasiana ressumbrava a
síndrome da palinódia, que é a recidiva regressiva, ou então, a retratação de
tudo o que fora dito intempestivamente.
De fato, a energia libinal percorria-lhe os interstísticios dos órgãos genitálicos,
todas às vezes que imputava assacadilhas, e, posteriormente, usava o recurso da
retratação.
Geralmente, esse tipo de pessoa sente um
desejo mórbido, no exato momento em que está praticando o devido aviltamento do
sujeito cognoscível, aduzindo-o a uma condição percuciente de extrema abjeção.
E a partir desse comenos abrupto, impunha-lhe o cerceamento cabal, que era a
maneira escorçada do constrangimento constante, sem que houvesse o mínimo
direito à defesa, à fuga e ao estado epinicial de liberdade!...
A sua amiga tartufa – Elebástena –duas
décadas de provectude vanguardista, achava que o ato de ver uma pessoa
consecutivas vezes, obedecendo a um interregno considerável de tempo, como se
fosse algo que lhe proporcionasse uma margem de segurança irrestrita, mormente
no que concernia ao conhecimento essencial das causas e efeitos da referida
benevolência.
A benemérita criatura não atentou para o
fato de termos indicadores elevados de criminalidade, gerados no aconchego dos
lares, onde as pessoas parecem comungar, lado a lado, as várias etapas vitais
de imunidade embuçalada, estando sob a forma de uma esquizofrenia insólita.
Eletério, mais decrépito do que a sua mulher
– Gerasiana --, não elucubrou a probabilidade de estar ladeado por dois
binômios: a palinódia e a palindrômica síndrome. E, deveras, o tipo do sujeito
palindrômico, acima descrito, era heteróclito em sua dimensão – de maior ou de
menor abrangência. Conseguia incrementar reiterações horárias e anti-horárias,
sendo progressivas, ou, então, regressivas, independendo das abstrusões
comportamentais manifestadas no decurso vital de vivências prolongadas,
experimentações e sofrências.
O seu desiderato, decerto, era o de
partilhar as mazelas mórbidas do próprio caráter degenerescente e réprobo,
sobremodo no que se lhe propusera exequir, acuradamente, no ramerrão
existencial.
A palindrômica síndrome somente ressumava
valimento, se estivesse exercendo o seu real paroxismo, quando superabundavam
os proliferantes caracteres especiosos existentes nas entranhas dos distúrbios
orgânicos incógnitos.
À sorrelfa, a prelibação tornava-se
incongruente, sobretudo em se tratando do vagir existente em quase toda a extensão
inquisitorial jacente. E, de fato, existia o alumbramento abrupto de todas as
circunstâncias vislumbradas nos desvãos das ensanchas em suspeição!...
O mais implexo de todas as adversidades
coligadas – de modo torniquete, estaria no ato tripudiante de fixar o pé no
chão, e, depois, aguentar o peso descomunal da própria catástrofe conflagrada.
Indubitavelmente, ela lho disse, na soleira
do sobrado, o seguinte: aí não adentrarei, pois não fui convidada para
participar de tal evento, que é o de caráter phaloinoculatório premente.
Então, a grosso modo, ela se engalanara para
o encetamento da autorretratação. Dessa forma bisonha, estaria a prestar um
desserviço cabal, por mais que tentasse justificar a sua real presença no seio
da família, que é uma instituição insolvente, contendo perjúrio e outras
execrações. Dessa feita, à guisa, sem pensar em maiores considerações, ela
promanava o rocio tépido que lhe vinha vindo vagarosamente – até tomar conta de
todo o espaço relacionado ao comprimento e largura da ilharga!...
Ila-se que, na medicina clássica, a palavra
síndrome é usada para designar um conjunto de sintomas que, conquanto se
manifestem de maneira epidemiológica, podem variar na intensidade – e se
expressam de forma individual e analítica.
Wilson Cerveira
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