sábado, 10 de novembro de 2012

A PALINDRÔMICA SÍNDROME



   Gerasiana ressumbrava a síndrome da palinódia, que é a recidiva regressiva, ou então, a retratação de tudo o que fora dito intempestivamente.  De fato, a energia libinal percorria-lhe os interstísticios dos órgãos genitálicos, todas às vezes que imputava assacadilhas, e, posteriormente, usava o recurso da retratação.
   Geralmente, esse tipo de pessoa sente um desejo mórbido, no exato momento em que está praticando o devido aviltamento do sujeito cognoscível, aduzindo-o a uma condição percuciente de extrema abjeção. E a partir desse comenos abrupto, impunha-lhe o cerceamento cabal, que era a maneira escorçada do constrangimento constante, sem que houvesse o mínimo direito à defesa, à fuga e ao estado epinicial de liberdade!...
    A sua amiga tartufa – Elebástena –duas décadas de provectude vanguardista, achava que o ato de ver uma pessoa consecutivas vezes, obedecendo a um interregno considerável de tempo, como se fosse algo que lhe proporcionasse uma margem de segurança irrestrita, mormente no que concernia ao conhecimento essencial das causas e efeitos da referida benevolência.
   A benemérita criatura não atentou para o fato de termos indicadores elevados de criminalidade, gerados no aconchego dos lares, onde as pessoas parecem comungar, lado a lado, as várias etapas vitais de imunidade embuçalada, estando sob a forma de uma esquizofrenia insólita.
   Eletério, mais decrépito do que a sua mulher – Gerasiana --, não elucubrou a probabilidade de estar ladeado por dois binômios: a palinódia e a palindrômica síndrome. E, deveras, o tipo do sujeito palindrômico, acima descrito, era heteróclito em sua dimensão – de maior ou de menor abrangência. Conseguia incrementar reiterações horárias e anti-horárias, sendo progressivas, ou, então, regressivas, independendo das abstrusões comportamentais manifestadas no decurso vital de vivências prolongadas, experimentações e sofrências.      
   O seu desiderato, decerto, era o de partilhar as mazelas mórbidas do próprio caráter degenerescente e réprobo, sobremodo no que se lhe propusera exequir, acuradamente, no ramerrão existencial.
   A palindrômica síndrome somente ressumava valimento, se estivesse exercendo o seu real paroxismo, quando superabundavam os proliferantes caracteres especiosos existentes nas entranhas dos distúrbios orgânicos incógnitos.
   À sorrelfa, a prelibação tornava-se incongruente, sobretudo em se tratando do vagir existente em quase toda a extensão inquisitorial jacente. E, de fato, existia o alumbramento abrupto de todas as circunstâncias vislumbradas nos desvãos das ensanchas  em suspeição!...
   O mais implexo de todas as adversidades coligadas – de modo torniquete, estaria no ato tripudiante de fixar o pé no chão, e, depois, aguentar o peso descomunal da própria catástrofe conflagrada.
   Indubitavelmente, ela lho disse, na soleira do sobrado, o seguinte: aí não adentrarei, pois não fui convidada para participar de tal evento, que é o de caráter phaloinoculatório premente.
   Então, a grosso modo, ela se engalanara para o encetamento da autorretratação. Dessa forma bisonha, estaria a prestar um desserviço cabal, por mais que tentasse justificar a sua real presença no seio da família, que é uma instituição insolvente, contendo perjúrio e outras execrações. Dessa feita, à guisa, sem pensar em maiores considerações, ela promanava o rocio tépido que lhe vinha vindo vagarosamente – até tomar conta de todo o espaço relacionado ao comprimento e largura da ilharga!...
    Ila-se que, na medicina clássica, a palavra síndrome é usada para designar um conjunto de sintomas que, conquanto se manifestem de maneira epidemiológica, podem variar na intensidade – e se expressam de forma individual e analítica.

                                       Wilson Cerveira 

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