Dr. Esculápio, denominado de
o doutoríssimo, testemunhara a corroborativa reinante quanto à existência da
inversão dos prognósticos e diagnósticos clínicos, notadamente nesta ultra
modernidade esquipática.
No decurso do tempo inclemente, a
insanidade, presente nos manicômios do orbe, chegou ao fastígio hodiérnico
apresentando certo grau de estabilidade; ao passo que, -- do lado de fora dos manicômios
--, a vesânia progride em mar aberto, quase em estado absoluto de infrenidade,
estabelecendo uma característica marcante de uma cabal instabilidade em cada
átimo ressumbrado.
O hodiernismo faz com que as pessoas se
demudem randomicamente, e, após, metamorfoses degenerativas, sucumbam em pleno
estado de irreversibilidade, -- numa ressumação inequívoca e extra manicomial!...
As criaturas, quiçá, em dias hodiernos,
buscam recantos simulacrais, sobremaneira quanto ao posicionamento em ladeiras íngremes,
onde se latibulam os mais excêntricos buçais. Depois, aparatando reações anódinas,
cumprimentam-se vestidas em suas fantasias carnavalescas, como se estivessem no
pináculo colimador das degenerescências sociais.
Hoje, após minuciosas inquirições, a boca se
submete a um plano de simetria determinante, realizando, com simultaneidade, a
dupla ação de beijar e escarrar concomitantemente, segundo o parecer do Mestre –
Ergostino.
Indivíduos que estavam fora da Casa de
Orates, sofreram um total olvidamento, e não se lembraram de cogitar que os
seus devidos lugares, no ápice vigente, convergiam para o interior do nosocômio
especializado para o tratamento dos distúrbios psiciossomaticos.
Porquanto,
os que estão além dos muros dos manicômios, não tenham a percepção da triste
realidade desses hospícios, e que, também, sejam incapazes de reconhecer os níveis
crescentes e decrescentes de suas conturbantes disfunções de natureza neuropsíquica.
Dr. Esculápio dilucida, por exemplo, que o
local onde Gárdne vive é um centro para tratamento de distúrbios do
desenvolvimento, e não um hospital para doentes psiquiátricos.
Gárdne era fascinado por números, e tinha
extrema facilidade com eles. De fato, ostentava a habilidade de calcular o
resultado de equações rápida e corretamente, sem usar papel ou lápis. Sua poderosíssima
memória era capaz de recordar uma tabela de trinta e seis números que lhe foi
dada para estudar durante dois minutos. E, em quarenta e três segundos, o
mencionado rapaz reproduziu a tabela com os números exatamente nas mesmas posições.
A sequencia em que Gár memoriza a lista telefônica,
enquanto passa os olhos pelas paginas da letra “G”, e depois surpreende a
garçonete ao ler o nome dela no crachá e dizer em seguida o endereço e o número
do telefone da sua casa. Isto tudo é impressionante no que concerne ao método similar
dos tipos de leitura, assim como, sem perplexidade, a sua ingente capacidade de
memorizar enciclopédias.
Realmente, existem bocas e cérebros treinados
para efetuar as numerosas ordens de comando neuronal. Atualmente, sem receio de
cincar, a Ciência aparata as condições favoráveis para que o cérebro seja maior
e com mais neurônios.
Finalmente, aflora a transmissão bem-sucedida,
já que o cérebro humano tem aproximadamente 100 bilhões de células neurais,
conectadas por inimagináveis 100 trilhões de sinapses. Assim sendo, as mutações
genéticas influem diretamente nos “códigos” que determinam a função das proteínas
no sistema nervoso – o que se manifestará pela alteração da atividade cerebral.
Essas estruturas são decisivas na formação das sinapses, que são os pontos de conexão
entre os neurônios, responsáveis pela transmissão de informações no cérebro.
Wilson Cerveira
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